Cloreto de magnésio: benefícios, efeitos colaterais, dosagem

cloreto de magnésio

Os chamados micronutrientes – vitaminas e minerais – são assim denominados pois apenas uma pequena quantidade ingerida diariamente já é suficiente para o bom desempenho do organismo e a manutenção da saúde.

Apesar da quantidade pequena necessária, são substâncias essenciais para garantir o bom funcionamento dos nossos sistemas e sua deficiência pode causar desde doenças brandas e fáceis de controlar até questões mais sérias e que podem levar o indivíduo a falência de órgãos.

Porém, por diversos fatores que podem incluir doenças ou determinadas condições fisiológicas que afetam a sua absorção (diarreias frequentes, má absorção pelo sistema digestivo, desidratação, alterações no funcionamento dos rins, entre outros) ou por uma alimentação pobre nessas substâncias, pode ser que haja a necessidade da utilização de suplementos para suprir a necessidade de ingestão diária.

https://youtu.be/GdoBBn-vnOw

O magnésio e suas funções no organismo

                O magnésio é um mineral essencial para diversas funções no organismo, como respiração, produção de energia, composição dos ossos, regulação da pressão arterial, reparação muscular, entre outros.

                A deficiência de magnésio pode estar relacionada a problemas cardíacos, como arritmia e taquicardia e a uma maior propensão ao desenvolvimento de placas de ateroma nas artérias.1

Alguns estudos também apontaram uma alta prevalência de deficiência de magnésio em indivíduos diabéticos, relacionando essa deficiência com uma maior resistência à insulina.2

Qual a dosagem de cloreto de magnésio é recomendada.

Nosso organismo necessita de, em média, 420mg de magnésio por dia. O magnésio pode ser encontrado principalmente nas folhas verde-escuras, amêndoas, banana e nos feijões.

A Pesquisa de Orçamento Familiar feita pelo IBGE em 2008/2009 apontou que a população apresenta inadequação no consumo de magnésio, especialmente as mulheres.

Isso pode ser explicado por uma baixa ingestão de alimentos fontes desse mineral.3

A dosagem do suplemento de cloreto de magnésio deve ser indicada individualmente, por um profissional de saúde – médico ou nutricionista – de acordo com os seus objetivos.

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Quais são os benefícios do uso de suplementos de cloreto de magnésio?

                O suplemento de cloreto de magnésio pode ser uma opção para os indivíduos que não conseguem suprir suas necessidades diárias desse mineral através de alimentação ou que por algum motivo, necessitem de quantidades aumentadas, como é o caso de atletas.

Devido a sua participação na contração e regeneração muscular, atletas de alto rendimento tendem a perder magnésio pelo suor, necessitando de uma reposição adequada.

                Algumas pesquisas mostraram que a suplementação com cloreto de magnésio pode ser benéfica para mulheres que sofrem com cólicas menstruais intensas, assim como para pacientes diabéticos, que normalmente possuem deficiência desse mineral.2

Tipos de cloreto de magnésio

Os suplementos de cloreto de magnésio podem ser encontrados na forma de magnésio quelato, citrato de magnésio, lactato de magnésio, malato de magnésio e aspartato de magnésio.

Como tomar cloreto de magnésio

O cloreto de magnésio é comumente encontrado em cápsulas ou em pó em farmácias e lojas especializadas, mas pode também ser feito em farmácias de manipulação de acordo com a dosagem e na forma de administração que seja mais conveniente para o paciente.

O cloreto de magnésio em pó deve ser diluído em água filtrada, na quantidade recomendada pelo seu médico ou nutricionista.

Melhor horário para tomar cloreto de magnésio

O melhor horário para consumir o cloreto de magnésio é junto às refeições.

Preço do suplemento de cloreto de magnésio

O cloreto de magnésio é facilmente encontrado em farmácias e lojas especializadas em suplementos, geralmente a partir de R$30,00.

Suplemento de cloreto de magnésio emagrece?

                Embora alguns estudos tenham associado a deficiência de magnésio em indivíduos obesos e com diabetes tipo 2 e mostrado que a suplementação com cloreto de magnésio foi benéfica para a redução do peso, a diminuição dos fatores de risco e o controle dos parâmetros sanguíneos, há a necessidade de mais pesquisas para confirmar a relação direta do uso desse suplemento com a finalidade de emagrecimento.2,3

                O que se sabe é que a suplementação com cloreto de magnésio é muito eficaz para a produção de energia, a recuperação muscular, a redução dos processos inflamatórios desencadeadas pelo acúmulo de gordura corporal e o ganho de massa magra, mostrando que indivíduos que buscam perder peso podem se beneficiar do suplemento e dessa forma atingir o seu objetivo de emagrecimento.

Veja mais: 20 suplementos mais usados para emagrecer

Quais são os efeitos colaterais da suplementação com cloreto de magnésio?

                Apesar do excesso de magnésio no organismo (hipermagnesemia) não ser comum, seus sintomas envolvem queda na pressão arterial, problemas renais e respiratórios.

Pessoas com hipertensão em controle medicamentoso devem sempre consultar o médico para saber se é seguro utilizar suplementos de cloreto de magnésio.

Sempre busque os conselhos de seu médico ou nutricionista antes de utilizar qualquer tipo de suplemento.

Cloreto de magnésio faz mal para os rins

Pessoas com doenças renais graves, como insuficiência renal, não devem usar cloreto de magnésio, pois ele não será eliminado através da urina, se acumulando no organismo e causando efeitos colaterais graves.

Cloreto de magnésio para ansiedade

Alguns estudos apontam que a deficiência de magnésio pode afetar as funções cerebrais – assim, o uso de magnésio pode contribuir para reduzir os sintomas de estresse e ansiedade, regulando as funções do hipotálamo.

Cloreto de magnésio para enxaqueca

Alguns estudos mostram que o magnésio pode trazer alívio para pessoas que sofrem com enxaqueca, pois ele melhora a vascularização do cérebro, levando mais sangue e oxigênio para as células. Se você sofre com enxaquecas, procure seu médico para avaliar a necessidade de
suplementação.

Cloreto de magnésio para sinusite

O cloreto de magnésio pode ser benéfico para pessoas que sofrem com sinusite, pois ele dilata as vias aéreas, facilitando a respiração. Se você sofre com crises de sinusite, procure seu médico para avaliar a necessidade de suplementação.

 

1 Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. nstitute of Medicine (US) Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes. Washington (DC): National Academies Press (US); 1997.

2 LIMA, M.L. et al. Deficiência de magnésio e resistência à insulina em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab, vol.49, no.6. São Paulo, Dez. 2005.

3 SEVERO, J.S. et al. Aspectos Metabólicos e Nutricionais do Magnésio. Nutr. clín. diet. hosp. 2015; 35(2):67-74.

Chá de Cavalinha: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

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Mais um artigo ao qual vou responder algumas perguntas! Dessa vez é sobre a Cavalinha. Você sabe o que ela é e para o que serve?

Tenho certeza de que você já ouviu falar dessa planta medicinal maravilhosa (olha o spoiler!). Quer saber se ela emagrece, quais são seus benefícios e se possui alguma toxicidade?

Então é só me acompanhar por este artigo. O que eu posso dizer de antemão é que, segundo ALVES (2018), ela é utilizada no tratamento contra a obesidade.

Espero que você goste, pois vou colocar bastante informações com embasamento científico e matar algumas das maiores curiosidades sobre a Cavalinha.

Ah, e se você é fã de receitinhas, não deixe de ler! Disponibilizarei algumas pelo artigo Vamos lá?

Cavalinha

A Cavalinha, de nome científico Equisetum sp., é uma planta herbácea da família Equisetaceae que tem grande potencial no tratamento de inflamações no trato urinário, sendo muito utilizada como diurético.

Ela é composta por sais minerais (potássio, magnésio, sódio, ferro, cobalto, selênio, cálcio e silício), vitaminas (A, do complexo B, C, E), flavonóides, saponinas, ácido silicíco, taninos, ácidos orgânicos, sais minerais e alcalóides que auxiliam no já citado processo diurético e também no de emagrecimento.

Essa planta também é conhecida como equiseto, rabo de cavalo, erva canudo, entre outros. Abaixo, apresento uma tabela com as principais informações nutricionais de Cavalinha.

CavalinhaUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal4
Proteínag0.9
Gordura Saturadag0
Carboidratos (por diferença)g1.10
Fibrasg0

Benefícios

            Agora que você já conheceu um pouquinho sobre a Cavalinha, quero apresentar seus benefícios:

  • Por causa dos seus compostos, diminui a retenção de líquidos, o que auxilia no emagrecimento e tratamento de doenças do trato urinário;
  • Auxilia na eliminação de toxinas do organismo;
  • Auxilia no tratamento de inflamações e infecções do trato urinário;
  • Ajuda na queima de gordura localizada e perda de peso;
  • Melhora a qualidade da circulação sanguínea;
  • Auxilia no tratamento de inflamação da próstata;
  • Por seu efeito diurético, pode ser utilizada no tratamento e hidratação da pele, unhas, ossos, cabelo e cicatrização de feridas, como as da acne por exemplo;
  • É potente no tratamento de osteoporose, pois auxilia no reparo ósseo;
  • Auxilia no tratamento da ansiedade e do estresse.

            Segundo ALVES (2018), seus principais constituintes para tratamentos diuréticos e, por consequência, de emagrecimento é a presença dos já citados minerais (principalmente a sílica) e dos flavonóides – compostos que possuem ação antioxidante e anti-inflamatória.

Eles podem ser utilizados em forma de chás medicinais, decocção (banhos e compressas), tinturas, cápsulas, comprimidos e seu uso recomendado é de duas a quatro semanas se o mesmo for interno, portanto, não exagere! Seu uso tópico pode ser realizado pelo tempo que se fizer necessário, sem exageros e com cuidado.

Emagrece?

            Quando falamos de emagrecimento, temos um grande aliado: o chá de Cavalinha.

Por ter uma grande ação diurética que auxilia a aceleração do metabolismo, ela elimina as toxinas do nosso corpo e combate o inchaço, o que torna a perda de peso muito evidente.

Além disso, ele auxilia na prevenção e a reduzir as tão temidas celulites, que surgem com o efeito sanfona.

Quem corrobora com o que eu disse é CAVALCANTI e DE JESUS (2016), onde aponta que as plantas medicinais – como a Cavalinha -, vêm para agregar ao tratamento da perda de peso e que precisam ser consumidas de forma consciente para que isso aconteça.

Não esquecendo de que nenhuma planta medicinal é milagrosa. É preciso uma reeducação alimentar e a realização de exercícios físicos para que você possa emagrecer de forma saudável.

Contraindicações

            Segundo ALVES (2018), a Cavalinha é contraindicada para pessoas que possuem quadros de Insuficiência Crônica, pois seu efeito diurético pode provocar hipocalemia (diminuição do cálcio no sangue).

Além disso, não é indicado para indivíduos que possuem edemas causados por insuficiência cardíaca e renal, que fazem uso de medicamentos cardiotônicos ou hipotensores.

Pessoas que possuem gastrites e úlcera gastroduodenal não podem fazer o seu uso, devido aos taninos e sais silícicos que podem irritar a mucosa gástrica.

A longo prazo, seu uso é desaconselhado, pois possui uma enzima chamada tiaminase, que degrada a tiamina (vitamina B1).

Efeitos colaterais

            Caso a Cavalinha for ingerida de modo indiscriminado, pode levar a sérios quadros de toxicidade, trazendo efeitos hematológicos e químicos ao corpo por causa de um componente alcalóide chamado equisetina.

Pode haver a perda de minerais importantes para manter o corpo funcionando direitinho, sendo capaz de provocar diarréias, dores, de cabeça, desidratação, perda de peso (devido à diarréia e perda de metabólitos, o que é ruim), alterações da frequência cardíaca e fraqueza muscular.

Portanto, é de suma importância que você consuma essa planta medicinal de maneira consciente.

Receitas

            Se você quer emagrecer de forma saudável e de brinde ainda conservar o corpo hidratado e livre das temidas celulites, esse chá é para você!

Lembre-se: nada de exageros, hein?! Você já sabe todos os efeitos colaterais e contraindicações da Cavalinha, comprometa-se a não se empolgar e tomar mais do que o necessário!

            Ingredientes

  • Uma colher de sopa de Cavalinha desidratada;
  • 160 mL de água;
  • Cascas de gengibre.

            Modo de preparo:

  • Ferva a água com as lascas de gengibre;
  • Apague o fogo e coloque a Cavalinha;
  • Deixe descansar por 10 minutos;
  • Coe e sirva.

            Esse chá precisa se tomado em até 12 horas. Eu aconselho a tomar quando esfriar um pouco e #PartiuFazerExercícios para estimular ainda mais o metabolismo e secar as gordurinhas que tanto te incomodam.

O ideal é tomar duas xícaras de chá de Cavalinha durante o dia, uma de manhã e outra à tarde. Nada de tomar à noite, hein?! A Cavalinha acelera o metabolismo e, com isso, você pode não conseguir dormir bem.

            Você pode potencializar o chá de Cavalinha com chá verde, mas cuidado, ele é contraindicado em caso de gravidez, hein?!

            Ingredientes:

  • ½ colher de de Cavalinha desidratada;
  • ½ colher de de Chá Verde desidratada;
  • 200 mL de água.

            Modo de preparo:

  • Ferva a água;
  • Desligue o fogo e acrescente as folhas de Cavalinha e Chá Verde;
  • Deixe infusionar por cinco minutos;
  • Coe e sirva.

            Não se esqueça de tomar bastante água durante o dia, principalmente quando você estiver tomando o chá de Cavalinha. Isso é muito importante!

Conclusão

            A Cavalinha é uma planta medicinal que há muito tempo é utilizada no tratamento de doenças do trato urinário. Ela é uma grande aliada do emagrecimento, pois auxilia na diminuição da retenção de líquidos e inchaços, bem como ansiedade e estresse (adeus cortisol, olá aceleração do metabolismo).

Em conjunto com uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos, a Cavalinha pode auxiliar e muito no processo de emagrecimento. Cuidado só com as quantidades, pois ela pode ser tóxica! Espero que você tenha gostado. Até o próximo artigo!

Fontes

  1. https://bdm.unb.br/bitstream/10483/21234/1/2018_CristianoAlbertoDeLimaAlves_tcc.pdf
  2. https://evolcare.com.br/doc/Farmacia_Verde.pdf
  3. http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/rcf.v9iedesp.621
  4. http://www.faculdadealfredonasser.edu.br/files/Pesquisar_5/21-11-2016-21.52.04.pdf
  5. https://orgprints.org/24513/1/Bertalot_M%C3%A9todos.pdf

Hortelã – Benefícios, como consumir e cuidados – Profissional Responde

            Oi pessoal, tudo bem? Neste artigo, vou abordar um pouco sobre a hortelã, aquela erva maravilhosa que, quando colocamos no suco de abacaxi, dá uma refrescância incrível!

Mas, será que ela realmente é boa e ajuda no processo de emagrecimento? Um estudo feito por RIBEIRO e colaboradores (2014) aponta que ela auxilia sim e muito mais, como em dores em geral, tosses, gripes e muito mais!.

Por muito tempo ela foi utilizada na medicina para aliviar os excessos alimentares, sendo excelente para o sistema gastrointestinal e um poderoso diurético.

Se você tem o objetivo de emagrecer, se livrar das dores inflamatórias e ter um bom funcionamento gastrointestinal, essa planta medicinal tem que fazer parte da sua rotina!

Quer saber mais sobre os benefícios, como preparar os chás de hortelã, todos os cuidados que precisa ter e muito mais? É só dar continuidade à leitura. Vamos lá?

Hortelã

            A hortelã é uma erva aromática que pode ser utilizada tanto na culinária quanto para fins medicinais. Seu gostinho se popularizou, tanto que confere o sabor de muitas balas, chicletes e até de medicamentos no mundo todo!

Além disso, a hortelã confere profundos efeitos em funções cognitivas, por isso seu óleo essencial é tão importante para a saúde.

Ela possui mais de 50 espécies conhecidas, que agem muito bem nos tratos gastrointestinal e respiratório. Suas propriedades possuem função antisséptica, anestésica, anti-inflamatória, antiespasmódica, antioxidante, anti-parasitária, antibacteriana, antifúngica, afrodisíaca e possui excelentes vitaminas (A, B2, B6, B9 C, E e K), óleos essenciais (mentol, mentona e limoneno), fibras e minerais (cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e zinco).

            Segundo a  Escola Paulista de Medicina (EPM – UNIFESP), 100 g de hortelã fresca contém:

HortelãUnidade100 g1 folha1 colher de sopa (11.40 g)
Águag85.550.269.75
Valor EnergéticoKcal4405
Proteínag3.290.010.38
Gorduras Totaisg0.7300.08
Carboidratos (por diferença)g8.410.030.96
Fibra Alimentarg6.800.8  

Não confunda hortelã com menta

Se você confunde a hortelã com a menta, tenho uma notícia: elas são plantas da mesma família (Lamiaceae) e do gênero Mentha, mas não são a mesma coisa. Para você não confundir mais, aí vai seu nome científico: Mentha sp. Outras curiosidades das diferenças entre a hortelã e menta são:

  • O cruzamento dos tipos de Menthas resulta em plantas que são visualmente parecidas, mas biologicamente diferentes, pois isso a menta mais famosa possui o nome científico de Mentha spicata e a hortelã é a Mentha piperita;
  • Quanto ao sabor, o da menta é mais suave e da hortelã é forte e ardido;
  • O uso da menta é para tempero e da hortelã como fitoterápico e para dar sabor à balas e pastas de dente, por exemplo;
  • A menta não tem pecíolo, ao contrário da hortelã;
  • Quanto às flores, a menta possui formato mais alongado e estreito e a hortelã possui flores mais dispostas, com formato mais largo de espiga;
  • As folhas da menta são mais largas, enquanto as da hortelã são mais pontiagudas, compridas e estreitas.

Benefícios do chá de horatelã

           

O chá de hortelã é um excelente combatedor das náuseas e é utilizado em seu tratamento. Além do seu frescor e sabor gostoso, as propriedades terapêuticas do chá dessa erva são grandes aliados da saúde. Por ser rica em antioxidantes, a hortelã protege as células do nosso corpo contra o envelhecimento precoce e contra doenças ou danos causados pelos radicais livres. Além disso, um chá de hortelã pouco tempo antes de dormir, auxilia em uma noite de sono mais tranquila e profunda, especialmente quando combinado com outras ervas calmantes como a camomila ou lavanda.
Este chá é incrível para quem tem problemas de digestão! Há até trabalhos publicados pelo Ministério da Saúde indicando seus benefícios e propriedades curativas. Como é antiespasmódica, o chá de hortelã auxilia nos espasmos do intestino e estômago, inclusive quando se trata da Síndrome do Intestino Irritável e problemas de gastrite, combatendo o inchaço e flatulências. Graças às propriedades espasmódicas que agem sobre o estômago, o chá de hortelã consegue controlar e amenizar problemas como náuseas e vômito. Para isso, basta beber até duas xícaras de chá por dia. Veja outros benefícios do chá de hortelã:

  • Melhora a digestão, pois relaxa os músculos do estômago e melhora o fluxo da bile. Com isso, as gorduras são mais facilmente digeridas e transformadas em energia, auxiliando também no emagrecimento e diminuição do colesterol;
  • Alivia a Síndrome do Cólon Irritado, pois diminui os sintomas como diarréia, inchaço, dor e gases;
  • É ótima para o sistema respiratório, pois ajuda a abrir as vias aéreas, principalmente em caso de gripes, asma, bronquite, entre outros. Nestes casos, ela pode ser inalada;
  • Alivia os sintomas de gripes e resfriados, pois é um eficiente descongestionante;
  • Alivia irritações de pele e alergias, pois tem efeito calmante e refrescante;
  • É uma erva excelente contra inflamações e dores de cabeça, musculares e estomacais;
  • Melhora a saúde bucal, não é a toa que muitos produtos de higiene bucal têm aquele gostinho refrescante e possuem hortelã em sua composição;
  • Alivia as náuseas, melhora a memória e auxilia na prevenção contra o câncer.
  • Melhora de alergias sazonais, como nos casos da rinite, pois a hortelã-pimenta possui ácido rosmarínico em sua composição e está relacionado à melhora de sintomas como coriza, coceira nos olhos e asma;
  • Melhora da disposição, pois diminui a incidência de sonolência diurna, auxiliando na concentração;
  • É um excelente diurético, sendo muito bom para quem sofre de problemas renais e retenção de líquido;
  • Como é vasodilatadora, a hortelã auxilia no alívio de dores e relaxamento muscular;
  • Alivia a cólica menstrual, por seu efeito antiespasmódico;
  • Possui profundos efeitos sobre as funções cognitivas do corpo, auxiliando na melhora do raciocínio, atenção, memória, entre outros.
Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Hortelã emagrece?

            Como vimos no tópico anterior, a hortelã auxilia no processo de emagrecimento, pois melhora o fluxo da bile.

Além disso, a hortelã tem propriedades calmantes e ansiolíticas, diminuindo assim o estresse passado no dia a dia. Vocês já devem saber que, quando estamos estressados, produzimos muito cortisol, que é mais conhecido como “hormônio do estresse”.

Quando ele está aumentado, prejudica o metabolismo do organismo e a queima de gorduras e é aí que a hortelã age, diminuindo a produção do mesmo e te deixando mais calma.

Essa erva é uma ótima estimuladora, auxiliando aqueles que possuem fadiga excessiva a conseguir praticar exercícios e fazer as tarefas diárias, pois deixa o cérebro funcionando em alta intensidade.

Ela também faz com que os movimentos peristálticos (intestino e estômago) sejam mais saudáveis, prevenindo a indigestão, o inchaço e a produção excessiva de gases. Por conter grandes quantidades de fibras, ela auxilia no processo de emagrecimento e mantém o corpo funcionando.

Por último, ela é um excelente diurético. Vocês sabem que, quando o corpo está inchado por causa da retenção de líquido, nosso peso aumenta, correto? Portanto, você pode utilizar a hortelã como uma aliada em seu processo de emagrecimento.

Ela com certeza irá ajudar! Mas lembre-se: você emagrece quando há a junção de uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios. Se não houver isso em sua rotina, de nada adianta tomar um monte de chá de hortelã não, viu?!

Como tomar chá de hortelã?

Como vimos, o chá de hortelã é muito benéfico à saúde e pode ser utilizado para um monte de situações diferentes. Sua ingestão depende do problema que o indivíduo quer combater. Por exemplo, caso o mesmo tenha problemas de digestão, ele pode tomar uma xícara do chá após as principais refeições. Para ajudar a acalmar, pode-se ingerir um litro do chá durante o dia (não todo de uma vez) durante três semanas. Para quem tem problemas de insônia ou não consegue ter uma noite de sono tão boa, pode tomar o chá de hortelã antes de dormir. Indivíduos que possuem problemas de náuseas e enjoos, podem se beneficiar do chá de duas xícaras e chá ao dia. Ademais, entre em contato com seu médico ou nutricionista e se informe dos melhores horários e momentos para se beneficiar do chá de hortelã.

Eu amo uma receitinha de chá de hortelã e faço muito em casa. Ela me auxilia quando tenho dores da fibromialgia ou estou gripada, por exemplo. Pegue papel e caneta ou prepare o print do celular para preparar o chá de hortelã aí em sua casa!

Receitas de chás de hortelã

Ingredientes:

  • Uma xícara de chá de hortelã;
  • 500 mL de água.

Modo de preparo:

  • Lave as folhas de hortelã;
  • Aqueça a água e, quando ela começar a levantar fervura, adicione as folhinhas de hortelã;
  • Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe de repouso durante 10 minutos;
  • Coe o chá e sirva.

Sabemos que você vai querer tomar bastante chá de hortelã para emagrecer, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra! A dica que dou é: vá com CALMA! Você viu que essa planta, quando ingerida em grandes quantidades, pode ser tóxica. Caso você tenha problemas no fígado ou renais, proponho que consuma outro tipo de chá para auxiliar em seu processo de emagrecimento. Não é necessário fazer e tomar mais do que os 500 mL de chá por dia (você pode beber durante o dia, sem problemas, não precisa consumir tudo de uma vez).

Caso esteja muito calor, você pode esperar esfriar e tomar. Se você não gosta de tomar chá sem aquele gostinho doce, pode colocar uma colher de chá de mel para adoçar, nada de açúcar! Se quiser potencializar o efeito do chá, pode adicionar gengibre e limão. Vou escrever a receita abaixo:

Chá de hortelã com gengibre

Ingredientes:

  • Uma xícara de chá de folhas de hortelã frescas;
  • 500 mL de água;
  • Suco de ½ limão;
  • Uma colher de chá de gengibre ralado.

Modo de preparo:

  • Lave bem as folhas de hortelã, limão e gengibre;
  • Rale o gengibre;
  • Aqueça a água e, quando ela começar a levantar fervura, adicione as folhinhas de hortelã e gengibre;
  • Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe de repouso durante cinco a 10 minutos;
  • Coe o chá e misture com o suco de um limão;
  • Sirva.

Chá de hortelã com gengibre e canela para emagrecer

Ingredientes:

  • 6  folhas de hortelã frescas;
  • 180 mL de água;
  • 1 cm de gengibre;
  • 1 pau de canela.

Modo de preparo:

  • Lave bem as folhas de hortelã e o gengibre;
  • Aqueça a água e, quando ela começar a levantar fervura, adicione as folhinhas de hortelã, pau de canela e gengibre;
  • Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe de repouso durante cinco a 10 minutos;
  • Coe o chá e sirva.

Chá de hortelã para gripe e resfriado

Ingredientes:

  • 6  folhas de hortelã-da-folha-grossa
  • 150 mL de água.

Modo de preparo:

  • Lave bem as folhas de hortelã
  • Aqueça a água e, quando ela começar a levantar fervura, adicione as folhinhas de hortelã;;
  • Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe de repouso durante cinco a 10 minutos;
  • Coe o chá e sirva.

Chá de hortelã para dor de estômago e insônia

Ingredientes:

  • 1 colher de chá de folhas de hortelã frescas ou secas;
  • 1 colher de chá de raiz de alcaçuz esmagada;
  • ½  colher de chá de flores de camomila.

Modo de preparo:

  • Lave bem as folhas de hortelã, alcaçuz e camomila;
  • Aqueça a água e, quando ela começar a levantar fervura, adicione as folhinhas de hortelã, alcaçuz e camomila;
  • Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe de repouso durante cinco a 10 minutos;
  • Coe o chá e sirva.

Outras receitas com hortelã

Chá de hortelã para gripe e resfriado

Se você está achando que a hortelã só pode ser aproveitada em forma de chá para tratamentos de patologias e emagrecimento, está enganada (o)!  Veja outras receitas muito bacanas abaixo:

Suco verde com hortelã

Ingredientes:

  • 1 fatia de abacaxi;
  • 2 de folhas de couve;
  • 1 pedaço de 1cm gengibre;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • ¼  xícara de folhas de hortelã;
  • 1 xícara de água gelada.

Modo de preparo:

  • Lave muito bem todos os ingredientes;
  • Corte o abacaxi em cubos;
  • Descasque o gengibre;
  • Remova os talos da Couve;
  • Misture todos os ingredientes no liquidificador;
  • Bata todos;
  • Coe e sirva o suco geladinho.

Suco detox vermelho com hortelã para desinchar

Ingredientes:

  • 500 mL de água de coco gelada (se não tiver água de coco, faça com um litro de água filtrada gelada);
  • 3 rodelas de abacaxi;
  • 1 folha grande de couve;
  • Hortelã a gosto;
  • 1 beterraba pequena sem casca;

Modo de preparo:

  • Lave muito bem todos os ingredientes;
  • Corte o abacaxi e a beterraba em cubos;
  • Remova os talos da Couve;
  • Misture todos os ingredientes no liquidificador;
  • Passe pelo coador, se quiser, mas irá perder as fibras;
  • Sirva o suco geladinho.

Suco refrescante amarelo com hortelã

Ingredientes:

  • 1 fatia de melão;
  • Suco de ½ limão;
  • 2 folhas de hortelã;
  • ¼ de xícara (chá) de água;
  • Cubos de gelo a gosto.

Modo de preparo:

  • Lave muito bem os ingredientes;
  • Descasque o melão. Não precisa jogar fora as sementes, pois há muitas fibras boas nelas;
  • Corte o melão em pedaços e junte com o suco de limão, gelo e folhas de hortelã no liquidificador;
  • Bata o conteúdo e sirva geladinho.

Suco de hortelã

Ingredientes:

  • 50 g de folhas de hortelã;
  • Mel a gosto;
  • 2 cubos de gelo.
  • 250 mL de água.

Modo de preparo:

  • Lave muito bem as folhas de hortelã;
  • Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata;
  • Sirva gelado.

Molho cremoso de hortelã

Ingredientes:

  • 2 maços de hortelã (somente as folhas);
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 4 colheres de sopa de iogurte natural sem açúcar;
  • 2 dentes de alho picadinhos;
  • Sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo:

  • Lavar bem as folhas de hortelã e bater tudo no liquidificador ou mixer por poucos segundos.
  • Você pode servir este molho com aves, carneiro ou porco, fica uma delícia!

Molho de hortelã para salada

Ingredientes:

  • Meia xícara de chá de azeite de oliva (aproximadamente 100 mL);
  • 2 colheres de sopa de vinagre de maçã;
  • 1 e ½ xícara de chá de folhas de hortelã;
  • 1 e ½ colher de sopa de cebola ralada;
  • 3 colheres de sopa de de água (aproximadamente 45 mL);
  • Sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo:

  • Lave muito bem todos os ingredientes;
  • Corte a cebola e hortelã;
  • No copo do liquidificador, coloque o azeite, vinagre, hortelã, cebola, água e pimenta;
  • Transfira para um pote de vidro, armazene na geladeira por até 3 dias ou até o momento de servir.

Mais utilizações do hortelã

Como escrevi acima, há outras utilizações da hortelã, como por exemplo em forma de óleo essencial, mas não é só isso! Você pode utilizar a hortelã para banhos e muito mais! Quer saber mais sobre isso? É só continuar acompanhando a leitura!

Utilizações 1

  • Óleo essencial de hortelã-pimenta: este óleo essencial possui muitas propriedades maravilhosas. Pode ser utilizado para acalmar, para melhorar a saúde dos cabelos, combater infecções bacterianas e muito mais! Vem ver os benefícios:
  • Alivia dores musculares e de articulação: por ser um analgésico natural, pode ser aplicado topicamente para aliviar dores causadas pela fibromialgia e síndrome da dor miofascial. Pode ser aplicada no local, fazendo uma massagem no músculo dolorido e em banhos diários com óleos essenciais (pode ser utilizado em conjunto com duas colheres de sopa de Himalaya). Na aromaterapia para o tratamento da fibromialgia, misturado com óleos essenciais de eucalipto e etanol, a hortelã-pimenta auxilia no relaxamento dos músculos, aumento do desempenho cognitivo e redução da sensibilidade e dores de cabeça;
  • Desobstrui as vias nasais: seu óleo essencial pode auxiliar na desobstrução das vias nasais e aliviar as inflamações de garganta causadas por gripes, resfriados, bronquite, tosse, asma e sinusites. Você também pode fazer uma vaporização caseira misturando cinco gotas dos óleos essenciais de hortelã-pimenta e eucalipto com óleo de coco em uma bacia de água fervente, inalando o vapor da mesma;
  • Reduz a compulsão alimentar: quando inalamos o óleo essencial de hortelã-pimenta por meio da aromaterapia, há a diminuição da ansiedade e a sensação do aumento da saciedade. Você também pode aplicar algumas gotinhas do óleo nas têmporas ou no peito para auxiliar nestes casos;
  • Melhora o aspecto das madeixas: você pode adicionar até três gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta em seu shampoo ou condicionador. Isso estimulará seu couro cabeludo e energizará o mesmo para o crescimento saudável de seus cabelos. Caso você tenha problemas de caspa ou piolhos, use e abuse deste óleo, pois ele é antisséptico;
  • Problemas de concentração: borrife um pouco de óleo essencial de hortelã-pimenta em sua camiseta antes de estudar ou coloque uma gota do mesmo em sua língua ou abaixo do nariz para melhorar sua concentração;
  • Alívio de dermatites: aplique um pouco de óleo essencial de hortelã-pimenta misturado com óleo essencial de lavanda no local, para aliviar as coceiras, inflamações e eczemas;
  • Febre: este óleo essencial é um excelente tratamento natural para reduzir a febre em crianças. Para isso, basta misturar três gotinhas em uma colher de óleo de coco e aplicar no pescoço e solas dos pés das mesmas;
  • Tratamento da acne: como já vimos, a hortelã-pimenta possui propriedades antissépticas e antibacterianas, sendo um excelente remédio caseiro para a acne. Basta aplicar um pouco do óleo  essencial em sua pele, massageando a mesma;
  • Auxilia na melhora cognitiva: diminui casos de dores de cabeça e enxaqueca, possui efeito analgésico, aumenta a concentração, auxilia o raciocínio, memória, trata formação de conceitos e julgamentos, aumenta a atenção e auxilia na rápida resolução de problemas;
  • Alivia queimaduras solares: para isso basta misturar algumas gotinhas do óleo essencial com um pouco de óleo de coco e aplicar diretamente no local afetado. Com isso, há renovação celular, hidratação e alívio das dores causadas pelas queimaduras;
  • Melhora o enjoo, problemas intestinais, estomacais e bucais: basta fazer uma aromaterapia ou colocar um pouco do óleo essencial atrás das orelhas para melhorar o enjoo e as náuseas. Você pode adicionar uma gota do óleo essencial sob a língua e fazer um gargarejo com o mesmo para melhorar a saúde bucal. Por último, você pode colocar uma gota de óleo essencial de hortelã em seu chá ou refeição para melhorar a digestão.

Utilizações 2

  • Banho de hortelã: a hortelã é uma planta que traz calma, paz e tranquilidade. Muitos acreditam que, ao tomar banho com ela, poderão combater os medos, inquietações e preocupações, deixando a mente mais livre para resolução de problemas. Os banhos de hortelã devem ser feitos quando você estiver cabisbaixo, sentindo-se esgotado e sem energia, tristeza e angústia. Com os banhos que vou ensinar, você sentirá bem-estar e mais vitalidade para alcançar seus objetivos:
  • Banho de hortelã e alecrim para energizar: você só precisa de 3 ramos de alecrim, 2 ramos de hortelã e 1 L de água. Coloque a água no forno e, após levantar fervura, desligue e coloque a hortelã e o alecrim, deixando descansar por 10 minutos e coe. Tome seu banho normalmente. Ao desligar o chuveiro, jogue a mistura da cabeça aos pés, mentalizando coisas boas;
  • Banho de hortelã com mel para desequilíbrios emocionais: pegue 14 folhas bem verdinhas de hortelã, uma colher de sopa de mel e dois litros de água. Ferva os dois litros de água com mel e mexa até dissolver. Desligue o fogo, acrescente as folhas de hortelã e deixe descansar por 10 minutos. Tome seu banho normalmente, jogue a mistura da cabeça aos pés enquanto faz suas preces, buscando a paz interior;
  • Banho de hortelã para problemas alérgicos e para relaxar: caso você tenha uma banheira em casa, pode tomar um banho com folhas de hortelã. Um bom banho morno com algumas folhas podem fazer a diferença quanto à saúde do seu corpo e mente;

Utilizações 3

  • Chá de hortelã para engravidar: para quem tem problemas de fertilidade, a hortelã é uma grande auxiliadora. Abaixo, colocarei alguns exemplos:
  • Infelizmente, muitos casais passam por momentos de ansiedade e estresse quando tentam engravidar e acabam não conseguindo. Isso pode atrapalhar o psicológico e físico, portanto é importante realizar um tratamento natural com ervas calmantes – como a hortelã – para que os níveis de estresse não atrapalhem na concepção:
  • Caso a mulher tenha Síndrome do Ovário Policístico (SOP), o chá de hortelã pode auxiliá-la. Para quem não sabe, a SOP é uma das grandes causadoras da infertilidade, pois há o aumento do hormônio androgênico chamado testosterona, havendo crescimento de pêlos, aumento dos ovários e cistos dentro deles. O chá de hortelã promove efeitos antiandrogênicos, diminuindo os níveis de testosterona e o hirsutismo. 
  1. Hortelã para bebês: a hortelã é uma erva muito popular no meio infantil, principalmente para acalmar os bebês. Lembrando que as doses devem ser muito baixas, entre 30 – 60 mL. Atenção! Quando se trata da saúde, precisamos de orientação médica, ainda mais quando se trata de bebês e crianças! Outros benefícios são para a digestão do bebê e resfriados, sendo uma maneira muito natural de tratar os dois. Evite bebidas prontas, faça o chá da folha natural ou seca;
  2. Hortelã para febre: a hortelã possui um óleo essencial chamado mentol, que auxilia no combate de infecções e febre. O mentol arrefece o corpo por dentro enquanto o chá provoca a sudorese, fazendo com que o suor provoque a queda da febre e diminuição dos sintomas causados por ela. Como vimos, podemos utilizar o óleo essencial de hortelã-pimenta com um pouco de óleo de coco para melhorar a hipertermia, principalmente do público infantil. Junto com outras ervas, podemos fazer um chá gostoso e eficiente de hortelã. Basta colocar 15 g de folhas de hortelã, 70 g de flores de tília, 10 g de rainha-dos-prados e 5 g de laranja amarga em 150 mL de água fervente, deixando repousar por 10 minutos. Depois é só coar e beber várias vezes por dia. Outro chá muito interessante é o de hortelã com flor de sabugueiro. Basta colocar 2 colheres de chá de gengibre, 1 colher de chá de folhas de hortelã e 1 colher de chá de flor de sabugueiro seca em 250 mL de água fervente e deixar em infusão por 10 minutos. Depois é só coar e beber. Você pode tomar esse chá até quatro vezes por dia. 

Contraindicação

            Segundo a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a hortelã é contraindicada para pessoas com cálculos biliares e sua essência não pode ser utilizada em bebês.

Ela também é contraindicada para grávidas, lactantes, anêmicos, crianças menores de dois anos e pessoas com hipersensibilidade à planta e hipersensibilidade à planta e seus óleos essenciais.

Sua contraindicação para grávidas se dá por causa da estimulação da contração uterina pela erva, podendo induzir abortos espontâneos, partos prematuros e até baixo peso do recém nascido. Outro fato é  que o chá de hortelã diminui a lactação (produção de leite), devendo ser evitado por grávidas e lactantes durante.

Efeitos colaterais

            A hortelã, caso seja utilizada em demasia ou em pessoas sensíveis, pode causar reações alérgicas e dermatites. Corroborando com isso, há um estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ)e de ZENI e de colaboradores (2017).

Outros efeitos colaterais são irritações nas mucosas do estômago, enjoo, vômito, azia e sensação de má digestão, tudo isso quando utilizada em demasia.

Chá de hortelã

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Conclusão

            A hortelã é uma ótima aliada no processo de emagrecimento, principalmente se fizer uso da mesma em conjunto com reeducação alimentar e prática de exercícios. Seu uso deve ser feito com parcimônia, pois, se ingerida em grandes quantidades, pode ser tóxica para o indivíduo.

Além de emagrecer, essa erva possui grandes propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, antioxidantes, fibras e nutrientes que fazem bem ao nosso organismo. Grávidas e lactantes não podem fazer o uso do seu chá, mas o mesmo pode ser utilizado por casais inférteis que têm o sonho de engravidar. Por suas propriedades, o hortelã pode auxiliar na hipertermia, diminuindo os sintomas e a mesma, bem como problemas no estômago, digestivos, renais e até mesmo de cabelo! Espero que vocês tenham gostado do conteúdo. Até a próxima!

Fontes

  1. https://www.scielo.br/pdf/rbpm/v16n4/a18v16n4.pdf
  2. https://static.scielo.org/scielobooks/xf7vy/pdf/almeida-9788523212162.pdf
  3. https://www.scielo.br/pdf/rbpm/v18n2/1516-0572-rbpm-18-2-0547.pdf
  4. https://tabnut.dis.epm.br/index.php/alimento/02065/hortela-fresco
  5. https://repositorio.unesp.br/handle/11449/108581
  6. https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/100662/1/folder-hortela-pimenta.pdf
  7. https://www.scielosp.org/article/csc/2017.v22n8/2703-2712/

Picolinato de cromo: quais são os benefícios?

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O que é picolinato de cromo?

O picolinato de cromo é um suplemento alimentar composto pelo ácido picolínico e o mineral cromo, normalmente encontrado sob a forma de cápsulas em farmácias e lojas de produtos naturais. Esse é um mineral essencial ao organismo, naturalmente encontrado nas carnes, cereais integrais, leguminosas e castanhas.

A busca por uma vida mais saudável, pela prevenção ou controle de doenças como diabetes e câncer e a constante “luta” com a balança faz o mercado de suplementos crescer mais a cada ano.

Para que serve o picolinato de cromo?

No nosso organismo, o cromo atua regulando a ação da insulina – hormônio secretado pelo pâncreas que atua na absorção da glicose circulante na corrente sanguínea pelas nossas células.

A deficiência de cromo pode levar ao aumento da glicose no sangue, redução da saciedade e aumento na vontade de comer doces, o que pode levar ao aumento de peso e até mesmo no desenvolvimento de doenças como o diabetes tipo 2.1

O picolinato de cromo também exerce ação antioxidante e anti-inflamatória e regula os níveis de colesterol e triglicerídeos no organismo, auxiliando na prevenção de doenças cardiovasculares.

Picolinato de cromo reduz a vontade de comer doces e carboidratos

Devido a sua ação reguladora da insulina e a participação no metabolismo dos carboidratos, o picolinato de cromo contribui no aumento da saciedade, estabilizando os níveis de glicose no sangue e reduzindo a vontade de comer doces e carboidratos em geral, favorecendo o emagrecimento.

Como usar o picolinato de cromo

A forma mais comum de encontrar o picolinato de cromo é em cápsulas, vendidas em farmácias ou lojas de suplementos e produtos naturais. A dosagem deve ser indicada individualmente por um profissional – médico ou nutricionista – e o ideal é consumir uma cápsula ao dia, antes de umas das refeições principais (almoço ou jantar). Lembre-se de consultar o seu médico antes de usar qualquer suplemento. 

Benefícios do picolinato de cromo

Os suplementos de picolinato de cromo são muito utilizados por atletas, já que é capaz de otimizar o metabolismo das proteínas, levando a um aumento da massa muscular, combate a fadiga e prolonga os efeitos do treino. Alguns estudos também apontaram que o uso do picolinato de cromo também é capaz de controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, prevenindo a formação de placas de gorduras nas artérias e reduzindo as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.2

Devido à função de regular a insulina no organismo, pesquisas apontam que pacientes portadores de diabetes poderiam se beneficiar da suplementação com picolinato de cromo, pois assim os níveis de glicose no sangue seriam mais bem captados pelas células.2,3

O picolinato de cromo também parece estar associado à síntese de serotonina, um neurotransmissor que atua no cérebro e regula o sono, o humor e a sensação de bem-estar; dessa forma, a suplementação pode ser benéfica em indivíduos que apresentam distúrbios do sono ou depressão.

Picolinato de cromo Emagrece?

Devido ao seu efeito regulador do apetite e redutor da vontade de comer doces, o picolinato de cromo pode ser um excelente auxiliar nos processos de emagrecimento, especialmente nos casos onde há episódios de compulsão alimentar.

Além disso, o picolinato de cromo também regula o metabolismo dos carboidratos, regulando os níveis de glicose no sangue e sua consequente utilização como fonte de energia, reduzindo as chances de acúmulo de gordura.

O picolinato de cromo também atua fornecendo maior energia para a prática de atividades físicas, o que acelera o metabolismo e potencializa a queima de calorias, beneficiando uma perda de peso mais rápida. 

Sua atuação nos mecanismos que regulam a glicose no sangue e na redução do colesterol e triglicerídeos também traz benefícios especialmente para indivíduos obesos, já que nesses casos os riscos de aparecimento de diabetes e doenças cardiovasculares estão aumentados.

Quanto custa o suplemento de picolinato de cromo?

O picolinato de cromo é um suplemento relativamente barato e facilmente encontrado em farmácias e lojas de suplementos.

O valor desse suplemento varia entre R$13,00 e R$70,00, dependendo da marca e quantidade de cápsulas por frasco.

Em quanto tempo o picolinato de cromo começa a fazer efeito?

O tempo de tratamento deve ser definido por um profissional de saúde, preferencialmente médico ou nutricionista e pode durar entre 4 a 6 semanas. A dosagem varia entre 25 e 1000mcg/dia, dependendo do objetivo, idade e o nível de atividade física praticado pela pessoa. 

Existem efeitos colaterais ao uso de suplementos de picolinato de cromo?

Apesar do cromo ser um mineral naturalmente presente nos alimentos, o excesso pode causar alguns efeitos colaterais como dores de cabeça, enjoos, diarreia e alterações no humor. Indivíduos que possuem doenças do sistema imunológico ou câncer devem sempre consultar o seu médico antes de iniciar a suplementação.

Excesso de picolinato de cromo pode prejudicar o funcionamento dos rins?

Alguns estudos mostram que o excesso de consumo desse suplemento pode causar consequências graves à saúde, como anemia, problemas no fígado e insuficiência renal. Dessa forma, a dosagem e a prescrição devem ser feitas individualmente por um médico ou nutricionista.

Contraindicações

Pessoas com doenças renais, hepáticas, em tratamento com medicamentos que inibem o sistema imunológico devem sempre consultar o seu médico antes de utilizar o picolinato de cromo.

Pessoas com diabetes devem sempre avaliar com o médico ou nutricionista o uso desse suplemento, já que devido a sua função de regular a insulina e a concentração da glicose circulante no sangue, podem ocorrer episódios de hipoglicemia. Mulheres amamentando também devem consultar seu médico antes de iniciar a suplementação.

1 FARIA, S.F.N.; MOURA E LIMA, C.M.A. Suplementação De Picolinato De Cromo Em Pacientes Com Resistência À Insulina. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/13495/1/21606982.pdf

2 MUÑOZ, E.L.; COLMAN, E.L.; Lucia López BLANCO, L.L. El Efecto Del Cromo En El Síndrome Metabólico. Facultad de Farmacia. Universidad Complutense de Madrid, 2016.

3 JERONIMO, D. P., DE MORAES, P. H. R., TERADA, M. M. da S., CARVALHO, C., & GERMANO, M. D. (2018). Efeitos da suplementação de picolinato de cromo sobre a concentração da glicemia plasmática durante exercício físico e em repouso. RBNE – Revista Brasileira De Nutrição Esportiva, 12(72), 406-411.

Chá de erva-doce: benefícios, informações sobre a saúde e efeitos colaterais

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Muitas as vezes o chá de erva doce é usado para emagrecer.

A erva doce (Pimpinella anisum L.), também conhecida como anis verde ou pimpinela-branca, é uma planta medicinal utilizada na alimentação, perfumaria e cosméticos.

Devido ao seu sabor adocicado, aroma intenso e seus vários benefícios para a saúde, é usado na alimentação como aromatizante de preparações, como bolos e tortas doces, ou, principalmente, na forma de chá.

Será que o chá de erva doce emagrece?

– Benefícios do chá de erva doce

O chá de erva doce possui diversos benefícios para a saúde, pois possui propriedade antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, antibacteriana, antifúngica, diurética e calmante.

Possui nutrientes que auxiliam na dor abdominal, dor de cabeça, má digestão, inchaço abdominal, cólica menstrual e intestinal, inflamação na garganta e sintomas relacionados a resfriados.

– Sintomas abdominais

A melhora dos sintomas abdominais após o consumo da erva doce acontece devido a alguns mecanismos. 

A erva doce reduz a fermentação dos alimentos no intestino, que são responsáveis pela produção de gases.

Existem vários alimentos que podem causar essa fermentação, como leite e derivados, feijão, brócolis, couve-flor, entre outros.

Outro mecanismo é através do estímulo na produção do ácido gástrico, saliva, secreção pancreática e biliar, responsáveis pelo processo de digestão e absorção dos nutrientes.

Devido a esses benefícios, o chá de erva doce é muito conhecido e utilizado para pessoas que estão apresentando náusea e vômito, devido aos sintomas decorrentes de infecção intestinal, gestação ou decorrentes de tratamentos, como o câncer.

– O chá de erva doce emagrece?

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Não existe nenhuma comprovação científica do consumo do chá de erva doce está relacionado ao emagrecimento.

Entretanto, devido aos seus benefícios para a saúde intestinal e o chá de erva doce desincha a barriga, através da redução da produção dos gases e melhora da digestão, o chá pode causar a sensação de redução da circunferência abdominal.

Outro fator é que o chá de erva doce tem efeito diurético, auxiliando a eliminação do excesso de líquido acumulado, sendo assim, em algumas pessoas pode acabar reduzindo medidas e peso na balança. 

O chá de erva doce também possui efeito calmante, podendo auxiliar na redução dos períodos de ansiedade e descontrole na alimentação.

– Contra indicação e efeitos colaterais

É contra indicada para pessoas com alergia a erva doce e que estão realizando suplementação de ferro devido a anemia ferropriva, pois pode interferir e reduzir a absorção deste nutriente.

Em pequena quantidade pode ser consumido por gestantes, lactantes e crianças, entretanto é importante questionar ao seu médico ou nutricionista qual o consumo seguro para você. 

Não é comum que ocorra efeitos colaterais relacionados ao consumo do chá de erva doce, principalmente caso seja consumido com moderação. Entretanto, em doses exageradas, pode causar efeitos colaterais, como náusea, vômito, dor abdominal e o chá de erva-doce da sono, e em casos mais graves confusão mental, paralisia muscular, convulsão e coma.

Caso você realize o consumo de algum medicamento de uso contínuo é importante perguntar ao seu médico, farmacêutico ou nutricionista se possui interação com algum alimento, pois a erva doce pode interferir na ação de alguns medicamentos. 

– Como fazer o chá de erva doce

O chá pode ser realizado através do caule, folhas e sementes. Para realizar o seu preparo é necessário deixar sob imersão em água quente por cerca de 3 a 5 minutos, depois coe e adoce conforme a sua preferência.

Para facilitar o consumo, é possível fazer cubos de gelo de chá concentrado, assim, quando ocorrer a vontade de consumir o chá é só adicionar mais água e esquentar.

O seu consumo pode ser quente ou gelado, dependendo a sua preferência e se ele será puro ou combinado com outros ingredientes. 

Para diversificar e facilitar o seu consumo, utilize a sua criatividade e misture outros ingredientes no seu preparo. Assim, irá ter mais possibilidade de sabores e formas de consumo. 

Conheça uma receita de chá gelado de maçã, canela e erva doce para refrescar nos dias mais quentes.

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– Chá gelado de maçã, canela e erva doce

Ingredientes:

– 1 maçã pequena com casca cortada em cubos;

– 1 xícara de água;

– 1 colher de chá de semente de erva doce;

– 1 cravo;

– 1 ramo de canela.

Modo de preparo:

– Lave e corte a maçã;

– Coloque todos os ingredientes em uma panela e aqueça até começar a ferver;

– Desligue e abafe durante alguns minutos;

– Coe, espere esfriar e coloque na geladeira.

E ai, gostou do conteúdo? Agora está informado se o chá de erva doce emagrece!

VIVABEM. Chá gelado de maçã, canela e erva doce. 2020. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/02/05/receita-cha-gelado-de-maca-canela-e-erva-doce.htm. Acesso em: 04 nov. 2020.

SILVA, Fernanda Liliane de Araújo; OLIVEIRA, Rinalva Araújo Guerra de; ARAðJO, Ednaldo Cavalcante de. Use of medicinal plants by the elders at a family’s health estrategy. Revista de Enfermagem, João Pessoa, v. 2, n. 1, p. 9-16, jan. 2008.

SILVA, D. C. F. et al. Atividade antioxidante dos principais chás consumidos na cidade de Natal-RN. Soc. Bras. Alim. Nutr., São Paulo, v. 33, n. 3, p. 61-70, dez. 2008. Disponível em: http://sban.cloudpainel.com.br/files/revistas_publicacoes/205.pdf. Acesso em: 03 nov. 2020.

PEREIRA, Ana Carolina dos Santos; CUNHA, Maria das Graças Campolina. Medicina Popular e saberes tradicionais sobre as propriedades medicinais da flora cerradeira. Revista brasileira de geografia médica e da saúde, Montes Claros, v. 11, n. 21, p. 126-137, dez. 2015. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/hygeia/article/view/32443/17610. Acesso em: 05 nov. 2020.

Anis estrelado: benefícios, usos e riscos potenciais

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Alguém aí já ouviu falar do Anis-Estrelado? Vou colocar uma foto dessa belezinha depois da introdução, para você ver o porquê do nome dessa planta.

O que eu posso contar é que ela possui propriedades incríveis e é considerada uma especiaria de uso medicinal e culinário. Bacana, não é mesmo?

Mas, chega de papo e vamos ao que importa: será que o Anis-Estrelado emagrece?

Quais são os seus benefícios para o corpo? Ele é tóxico? Tudo isso e muito mais você só saberá se me seguir. Vem comigo?

Anis-Estrelado

O Anis-Estrelado (Illicium verum), conhecido como Estrela-de-Anis, Anis da China, Anis da Sibéria, Badiana ou Funcho da China é uma planta originária da Ásia (China e Vietnã) e pertence à família Illiciaceae.

Como comentei acima, ele é considerado uma especiaria muito utilizada na medicina e culinária que, a propósito, não é muito benquista no Brasil, por ter um gosto particularmente forte (os brasileiros preferem muito mais uma erva-doce na comida).

Seu fruto é colhido antes de amadurecer e possui um formato muito bonito de estrela. Seu nome veio do latim “illicere”, que significa atrair ou seduzir, por causa do agradável aroma que exala, ele teria o poder de “seduzir” as pessoas.

Ele ganhou o coração dos brasileiros somente na alta gastronomia por ser um ótimo decorador de pratos. 

Disponível em: <https://ervanarium.com.br/planta/anis-estrelado-plantas-medicinais/>. Acesso em: 11 de novembro de 2020.

O Anis-Estrelado possui grandes propriedades antissépticas, expectorantes, antiespasmódicas, carminativas, antimicrobianas, antioxidantes, anti-inflamatórias, calmantes e digestivas.

Em sua composição, há óleos essenciais (transanetol) que possui comprovadas ações farmacológicas, linalol, limoneno, propanona, cis-anetol, l-terpenol, taninos, resina, saponinas, pentosanos, fibras, vitaminas (A e C) e minerais (ferro, magnésio, fósforo, cobre e cálcio).

Infelizmente, não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais do Mulungu, somente seus aspectos farmacológicos e químicos, como por exemplo nos artigos de FREIRE (2008), WANG e colaboradores (2011) e PATRA e colaboradores (2020).

Benefícios

  • É um excelente antibacteriano e antifúngico para artigos cosmecêuticos (dermocosméticos) por conter anetol (óleo essencial): SILVA e colaboradores (2020);

  • Pode ser utilizado como fitoterápico em períodos de quimioterapia: ANVISA, 2007;

  • É um excelente antibacteriano e antifúngico, principalmente quando se trata de E. coli, Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus: FREIRE (2008) e DING e colaboradores (2020) (testes realizados em galinhas);

  • Previne e auxilia no tratamento de doenças do trato respiratório, como a asma e inflamação pulmonar alérgica: SUNG e colaboradores (2017);

  • Te efeito antinociceptivo (redução na capacidade de sentir dor), por conter anetol em sua composição. Essa redução de dor pode ser causada por uma diminuição na produção e/ou liberação de mediadores inflamatórios: RITTER e colaboradores (2014) (testes realizados em camundongos);

  • Seu óleo essencial e/ou suplementação dietética de Anis-Estrelado auxilia na melhora do peso corporal, diminuição do apetite e melhora da digestão: DING e colaboradores (2020) (mais testes precisam ser feitos, pois os do presente artigo foram realizados em frangos de corte).

Emagrece?

Por auxiliar na digestão e na diminuição do apetite, o Anis-Estrelado pode auxiliar um pouco no processo de emagrecimento.

Não é tão efetivo quanto outros chás e frutos que já vimos aqui. Lembrando que o seu uso isolado não trará resultados significativos, é necessária uma mudança de vida, com prática de exercícios diariamente e uma alimentação balanceada.

Imagem de Tumisu por Pixabay

Contraindicações

O uso do Anis-Estrelado é contraindicado em casos de gravidez, lactação, crianças e para quem possui hipersensibilidade ao fruto.

Efeitos colaterais

O Anis-Estrelado é considerado seguro, mas, quando ingerido em grandes quantidades, pode causar náuseas e, caso seu óleo for aplicado diretamente na pele, pode causar alergias e/ou irritações na pele.

Receita

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Chá de Anis-Estrelado

Ingredientes

  • 2 g de Anis-Estrelado;
  • 250 mL de água.

Modo de preparo

  • Ferva a água;
  • Após fervura, coloque o Anis-Estrelado e deixe descansar por cinco a 10 minutos;
  • Retire o Anis-Estrelado;
  • Você pode consumir o chá até três vezes ao dia.

Conclusão

O Anis-Estrelado é um fruto muito encontrado e consumido na Ásia, principalmente na China e Vietnã.

Por ter um gosto forte, não é muito apreciado no paladar brasileiro, mas vem ganhando espaço na culinária gourmet.

Ele contém propriedades maravilhosas, principalmente digestivas, o que pode auxiliar um pouco no processo de emagrecimento. Lembrando que não há milagres, é preciso uma mudança do estilo de vida, prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada para emagrecer.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. 58° CBQ – COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS FRUTOS DE ILLICIUM VERUM HOOK.F. ADQUIRIDOS EM CASA DE PRODUTOS NATURAIS NA CIDADE DE SÃO LUÍS –MARANHÃO.
  2. http://repositorio.ufla.br/jspui/bitstream/1/1976/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_%C3%93leos 

Chá de salsa – benefícios e efeitos colaterais

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Se você acha que a salsa era mais um temperinho comum em sua cozinha, se engana. Você sabia que pode fazer um chá de salsa para auxiliar na sua saúde, pois ela tem propriedades incríveis para manter o corpo funcionando normalmente?

Sim, eu sei que você tem mais algumas perguntinhas, então vamos lá: será que emagrece? O chá de Salsa pode ser tóxico?

Quais são suas propriedades? Tudo isso e muito mais você só saberá se me acompanhar. Vem comigo!

Salsa

A Salsa (Petroselinum crispum) é uma hortaliça pertencente à família Apiaceae.

Existem três tipos mais “famosos” de Salsa, sendo elas a Lisa (mais utilizada), Graúda Portuguesa e Crespa.

Entenda as diferenças de suas características abaixo:

Disponível em: <https://vamoscomermelhor.com.br/abc-das-hortalicas-salsa/>. Acesso em: 11 de novembro de 2020.

Também conhecida como Salsinha, essa hortaliça é nativa da região Mediterrânea Central, sendo naturalizada em toda Europa, onde é muito utilizada como condimento.

Os gregos utilizavam a Salsa para coroar vencedores dos jogos, para decoração de seus canteiros e em tratamentos medicinais.

Os romanos foram os primeiros a consumi-la como alimento, sendo servida em banquetes para evitar intoxicação alimentar. Particularmente, sou fã dessa hortaliça!

Utilizo em saladas, carnes, sopas e muito mais, por seus grandes benefícios que estão descritos no próximo tópico.

Em suas propriedades há antioxidantes (como a glutationa), óleos essenciais, flavonóides (como a luteolina), ação antibacteriana, diurética, anti-inflamatórias, fibras, folatos, vitaminas (A, C e K) e minerais (ferro, cobre, magnésio e fósforo).

Salsa FrescaUnidade4 g
Valor EnergéticoKcal1.44
Águag3.51
Proteínag0.119
Gorduras Totaisg0.032
Carboidratosg0.253
Fibra Alimentarg0.132
Sódiog2.24

*Os valores citados estão de acordo com o USDA

Benefícios

  • Auxilia na diminuição da hipercolesterolemia (patologia associada à obesidade, diabéticos e que leva à quadros de doenças cardíacas), pois a salsa possui uma propriedade hepatocardioprotetora que auxilia na diminuição do LDL (extrato de metanol). Ele também auxilia na perda de peso, por ter um efeito protetor contra a hiperlipidemia, além de melhorar a digestão: EL RABEY, AL-SEENI e AL-GHAMDI (2017);

Emagrece?

Como vimos, a Salsa possui potencial desintoxicante, diurético, digestivo, anti-inflamatório e combate a hipercolesterolemia e hiperlipidemia, por isso seu tem potencial emagrecedor.

Como sempre digo, não adianta só tomar o chá de Salsa, você precisa reeducar sua vida, praticando atividades físicas diariamente e se alimentando de maneira saudável.

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Contraindicações

Por mais que estudos estejam sendo feitos sobre a efetividade do chá de Salsa na diabetes mellitus gestacional, ainda não há comprovação in vivo de sua eficácia.

Portanto, o chá de Salsa ainda é contraindicado para gestantes, lactantes e pessoas que possuem alguma doença nos rins (nefrose). 

Efeitos colaterais

Quando consumido em excesso, o chá de Salsa pode prejudicar a audição, causar problemas renais e vertigem. 

Receita

Chá de Salsa

Ingredientes:

  • Duas colheres de sopa de folhas de salsinha picadas;
  • 1 copo e ½ de água.

Modo de preparo:

  • Aqueça a água;
  • Quando a água estiver fervendo, acrescente as folhas de salsinha;
  • Tampe e deixe as folhas imersas por 15 minutos;
  • Coe, espere amornar e tome.
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Conclusão

A Salsa é uma hortaliça utilizada na medicina e culinária há muitos séculos. Suas propriedades são maravilhosas e auxiliam na prevenção e tratamento de algumas doenças, principalmente quando associada aos remédios alopáticos.

Seu potencial diurético, anti-inflamatório, digestivo e antioxidante auxiliam no processo de emagrecimento.

Lembrando que é necessária uma mudança de vida para os começar a ver os resultados.

Espero que você tenha gostado deste artigo.

Até o próximo!

Fontes:

  1. https://fdc.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/1103365/nutrients 
  2. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=parsley+ 

Botanical Therapeutics: Phytochemical Screening and Biological Assessment of Chamomile, Parsley and Celery Extracts against A375 Human Melanoma and Dendritic Cells

Chá de alecrim: para que serve e como preparar

Imagem de WONJAE LEE por Pixabay

Quem aí já ouviu falar do Alecrim ou já tomou o seu chá?

Eu, particularmente, acho uma delícia! Você já ouviu falar sobre ele?

Será que ele emagrece? É tóxico? Quais são suas propriedades e composição?

Tudo isso e muito mais você só saberá se me seguir por este artigo.

Eu já posso adiantar com um spoiler básico que o Chá de Alecrim dá aquele ânimo para quem precisa, mas você só vai descobrir se ler tudinho, hein?!

Vem comigo!

Alecrim

O Alecrim (Salvia rosmarinus) é uma erva aromática muito comum na região do Mediterrâneo e pertence à família Lamiaceae.

Por causa de seu aroma característico, os romanos o chamavam de “rosmarinus” (como no nome científico), que significa “orvalho do mar”, justificados pelas flores azuladas que são muito presentes nas praias do Mediterrâneo.

É importante observar que o cultivo do Alecrim é feito de 0 a 1.500 metros de altitude, preferencialmente em solos calcários.

Historicamente, o Alecrim era muito utilizado pelos gregos em seus cabelos, principalmente quando submetidos à exames e para estimular a memória.

Por isso vemos muitos heróis gregos na mitologia utilizando essa erva aromática. Além disso, ele é um símbolo de fidelidade entre namorados e era usado na Era Medieval para purificar os quartos dos doentes.

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Essa erva aromática possui propriedades tônicas, estimulantes, cicatrizantes, protetoras, anti-tumorais, anti-depressivas, diuréticas, anti-espasmódicas, relaxantes, descongestionantes, vasodilatadoras, antioxidantes e conservantes.

Em sua composição há óleos essenciais, compostos fenólicos (principalmente ácido cafeico, ácido clorogênico e rosmarínico), diterpenos tricíclicos, taninos, saponinas, álcool perílico, flavonóides, vitaminas (A, C, B2 e B6) e minerais (magnésio, ferro, fósforo, zinco e cálcio).

O Chá de Alecrim serve para tratar diversas doenças. Abaixo, disponibilizo duas tabelas com informações nutricionais do Alecrim (fresco e seco):

Alecrim FrescoUnidade1 colher de sopa (1,7 g)
Valor EnergéticoKcal2
Águag1.15
Proteínag0.06
Gorduras Totaisg0.1
Carboidratosg0.35
Fibra Alimentarg0.2
Sódiog0

*Os valores citados estão de acordo com o Departamento de Informática em Saúde – EPM UNIFESP

Alecrim Seco (Condimento)Unidade1 colher de sopa (1,7 g)
Valor EnergéticoKcal11
Águag0.31
Proteínag0.16
Gorduras Totaisg0.5
Carboidratosg2.11
Fibra Alimentarg1.4
Sódiog2

*Os valores citados estão de acordo com o Departamento de Informática em Saúde – EPM UNIFESP

Benefícios

  • Melhora a digestão devido às propriedades anti-espasmódicas e carminativas, sendo ideal para indivíduos que sofrem de constipação, inchaço e câimbras locais. Além disso, ele serve para melhorar problemas digestivos e a absorção de nutrientes pelo intestino, aliviando assim inflamações locais: ERCAN e EL (2018) (potente inibidor das enzimas digestivas lipase, alfa amilase e alfa glucosidase); 

  • Possui um grande potencial relacionado a problemas cardíacos e de dislipidemia: AL-OKBI e colaboradores (2018) e XIE e colaboradores (2016) (ratos obesos foram tratados com extratos de éter de Alecrim. Como resultado, houve uma melhora no potencial do metabolismo lipídico e ao emagrecimento desses ratos, diminuindo assim o conteúdo lipídico no fígado);

  • Pode ser usado na cosmética, pois faz bem à pele: NOBILE e colaboradores (2016) (evita o processo de envelhecimento extrínseco, principalmente quando associada com outros componentes, como os da toranja);

  • Pode ser utilizado na terapia adjuvante na remodelação cardíaca após Infarto Agudo do Miocárdio: RAFACHO e colaboradores (2017) (estudo feito com ratos induzidos ao Infarto Agudo do Miocárdio);

Emagrece?

Como vimos acima, pode ser utilizado para quem deseja emagrecer e está com sobrepeso e/ou obeso, por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antidepressivo, ansiolítico, hepatorreparadoras e protetoras em casos de dislipidemias.

Lembrando que é necessária uma mudança de vida, não adianta somente tomar o chá, ele não é milagroso.

Você precisa realizar uma reeducação alimentar saudável e praticar exercícios.

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Contraindicações

O Chá de Alecrim é contraindicado em casos de gravidez, amamentação e por crianças menores de cinco anos.

Não é indicado seu uso por pessoas com patologias hepáticas, pois há o aumento da produção da saída da bile, o que poderá prejudicar ainda mais o paciente.

O chá de Alecrim pode interagir com alguns tipos de medicamentos, como diuréticos, anticoagulantes e reguladores de pressão (o Alecrim possui ação hipotensora).

Portanto, é de suma importância consultar o seu médico antes de tomar o chá.

Efeitos colaterais

O Chá de Alecrim é considerado bastante seguro, mas, quando ingerido em excesso, pode causar quadros de vômitos e náuseas. 

Receita

Chá de Alecrim

Ingredientes:

  • 5 g de folhas Alecrim fresco;
  • 150 mL de água fervida.

Modo de preparo:

  • Adicione as folhas de Alecrim na água já fervida e deixe repousar por cinco a 10 minutos tampado;
  • Coe e deixe amornar;
  • Você pode beber o chá de três a quatro vezes ao dia.

Conclusão

O Alecrim, uma erva aromática muito encontrada nas praias do Mediterrâneo, é uma planta que possui muitos benefícios e efeitos fantásticos no corpo, como por exemplo antioxidante, anti-inflamatório, hipotensor, hipoglicemiante, digestivo, antitumoral, relaxante, dislipidêmico, ansiolítico, antidepressivo e muito mais.

O seu chá auxilia no processo de emagrecimento quando o paciente resolve mudar o estilo de vida e adotar práticas mais saudáveis de vida, como reeducação alimentar e prática diária de exercícios físicos.

Espero que você tenha gostado deste artigo, até o próximo!

Fontes

  1. ALECRIM Rosmarinus officinalis L. Labiatae (Lamiaceae): UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA RESUMO INTRODUÇÃO

Alecrim, fresco | Tabela de Composição Química dos Alimentos

O que é o Mulungu? Benefícios, usos e efeitos colaterais

Imagem de Marina Pershina por Pixabay

Mais um artigo sobre as principais curiosidades e novidades! Dessa vez, vou me aprofundar sobre o Mulungu. Vocês conhecem essa planta medicinal?

Quais são seus benefícios e propriedades?

Será que ele é tóxico?

Emagrece?

Podemos fazer o chá de Mulungu para perda de gordura?

Tudo isso e muito mais você saberá somente se me acompanhar pelo artigo, vamos lá?

Mulungu

O Mulungu (Erythrina sp.) é uma planta medicinal da família Leguminosae-papilionoideae também conhecida como corticeira, canivete, árvore-de-coral ou bico-de-papagaio e tem sido alvo de muito estudos científicos.

Ele é encontrado no cerrado, caatinga, Amazônia e Mata Atlântica brasileiras, onde sua maior ocorrência se dá na região Sudeste. As partes utilizadas para chás e outros componentes, como na cosmética, são as cascas do caule.

Sua árvore atinge de 10 a 25 metros de altura e é composta por folhas e flores vermelhas, de onde vem o seu nome científico (“erythros” em grego significa vermelho).

A população indígena brasileira utiliza a casca do Mulungu há muito tempo como sedativo.

Em sua composição há alcalóides, esteróides, glicosídeos, compostos antociânicos, taninos, flavonóides, isoflavonóides, metilsigmoidina, faseolidina, homohesperetina, proteínas, aminoácidos, saponinas, vitaminas e minerais, entre outros.

Infelizmente, não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais do Mulungu, somente seus aspectos farmacológicos e químicos, como por exemplo nos artigos de DE BONA e colaboradores (2012), ANVISA e MINISTÉRIO DA SAÚDE (2015), SCHLEIER, SACURAGUI e RAHME (2016) e FLAUSINO JR (2006).

Benefícios

  • Há muitos estudos abordando a ação do Mulungu nos casos de depressão e outros transtornos emocionais: ANVISA e MINISTÉRIO DA SAÚDE (2015), FLAUSINO JR (2006) (mostrou efeito ansiolítico positivo em ratos submetidos aos modelos de labirinto em T elevado – LTE – e da transição claro-escuro – TCE -, com diferentes tipos de causas ansiolíticas), RIBEIRO e colaboradores (2006) (ratos machos do gênero Wistar foram submetidos à natação forçada, labirinto T elevado – LTE -, mostrando a eficiência da Erythrina verna como um potente ansiolítico) e MARTINS e BRIJESH (2020) (potencial anticonvulsivante e antidepressivo por meio da análise fitoquímica do Mulungu);

  • Ação anti-inflamatória e antinociceptiva: VASCONCELOS e colaboradores (2011) (estudo realizado em camundongos machos Swiss) AMORIM e colaboradores (2019) (apontam a ação anti-inflamatória do Mulungu em ratos com asma induzida, apoiando seu uso etnofarmacológico para o tratamento de doenças respiratórias;) e UDDIN e colaboradores (2014) (induziram a dor em ratos albinos Swiss machos, onde foi comprovada analgesia moderada da E. variegata. Um dos compostos do Mulungu, a faseolinina pode ser considerada uma partícula analgésica);

  • Como vimos acima, o Mulungu é um ótimo aliado da saúde respiratória: AMORIM e colaboradores (2019) e AMORIM (2017) (realizaram estudos com ratos onde foi comprovado o poder do Mulungu no tratamento da asma);

  • Proteção gástrica: FAHMY e colaboradores (2020) (possui potencial efeito gastroprotetor e sugere sua aplicação potencial no tratamento de úlceras gástricas causadas por H. pylori);

  • Poder antimicrobiano: DE ÁVILA e colaboradores (2018) (por causa dos seus inúmeros fitoquímicos, possui poder antimicrobiano e antifúngico contra bactérias Gram negativas e Candida krusei);

  • Em extratos de Erythrina senegalensis e Erythrina abyssinica, dois tipos de Mulungu, são utilizado no tratamento da obesidade e diabetes tipos 2, por causa do isolamento dos flavonóides presentes em sua composição: OH e colaboradores (2009) e NGUYEN e colaboradores (2010);

Emagrece?

Imagem de Oleg Mityukhin por Pixabay

Por seu potencial ansiolítico já comprovado e por sua utilização no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, o Mulungu pode auxiliar no processo de emagrecimento.

Além disso, ele possui ação diurética, antioxidante e anti-inflamatória, que são um prato cheio para quem quer emagrecer.

Por falar em ansiedade, grande parte dos quadros possuem a diminuição da saciedade e o aumento do consumo incontrolável de alimentos ricos em açúcar e sal, que em grande parte são industrializados Portanto, o controle da ansiedade pode ser feito através da associação medicamentosa e da Medicina Tradicional, fazendo com que o indivíduo volte a ter o processo de saciação e não ter compulsão alimentar.

Lembrando que não adianta nada você tomar chá de Mulungu se não mudar seu estilo de vida.

É necessário uma mudança/reeducação alimentar e a prática de exercícios diariamente.

Veja também: 20 suplementos para emagrecer

Contraindicações

O Mulungu é contraindicado para crianças menores de cinco anos, grávidas e lactantes.

Pessoas que usam medicamentos anti-hipertensivos ou antidepressivos precisam de indicação do médico, por causa do seu efeito hipotensivo e ansiolítico.

Efeitos colaterais

Caso o uso do Mulungu for feito indiscriminadamente, há alguns efeitos colaterais, como:

  • Sedação;
  • Sonolência;
  • Paralisias musculares.

Receitas

Chá de Mulungu

Ingredientes:

  • 4 – 6 g de casca de Mulungu;
  • Uma xícara de água fervente.

Modo de preparo:

  • Colocar a casca de Mulungu na água e deixar ferver por cerca de 15 minutos;
  • Coar, amornar e tomar o chá de duas a três vezes por dia. É importante ter em mente que é essa quantidade é ser tomada. Por causa do seu efeito calmante, pode afetar diretamente a execução de atividades diárias.

Conclusão

O Mulungu é uma planta medicinal muito utilizada pela população indígena brasileira.

Ele é encontrado no cerrado, caatinga, Amazônia e Mata Atlântica e sua maior concentração está na região Sudeste.

Essa planta medicinal possui inúmeras propriedades e benefícios para o corpo humano, desde calmantes até diuréticas e auxiliadoras no emagrecimento.

É importante lembrar que o Mulungu por si só não faz milagres e que é importante a associação de mudança de vida e prática de atividades físicas diárias para potencializar seus efeitos.

Espero que vocês tenham gostado do artigo, até a próxima!

Fontes

  1. MULUNGU
  2. Estudo fitoquímico e análise mutagênica das folhas e inflorescências de Erythrina mulungu (Mart. ex Benth.) através do teste de micronúcleo em roedores
  3. Erythrina mulungu – descrição botânica e indicações clínicas a partir da antroposofia
  4. MONOGRAFIA DA ESPÉCIE ERYTHRINA MULUNGU (MULUNGU) 

EFEITO ANSIOLÍTICO DA ADMINISTRAÇÃO PROLONGADA DO EXTRATO DE Erythrina velutina NO LABIRINTO EM CRUZ ELEVADO

Dieta HCG: é segura e eficaz?

O que é a “dieta do hCG”?

A Gonadotrofina Coriônica (hCG) é um hormônio exclusivo da gravidez, utilizado para diagnóstico de gestação.

A gravidez depende desse hormônio, porque é ele que garante que o corpo lúteo seja mantido no ovário durante o primeiro trimestre da gestação.

Em homens, o hCG estimula a secreção de hormônios andrógenos, relacionados a características sexuais masculinas, regulação da massa muscular e distribuição de gordura. 

A dieta do hCG surgiu em 1954 quando o médito britânico ATW Simeons descreveu a combinação de restrição calórica (500kcal por dia) com injeções diárias do hormônio.

Segundo ele, as injeções facilitariam a manutenção da dieta e a perda de peso em partes específicas do corpo (quadril, barriga e coxas). A maioria dos estudos que surgiram desde então eram relatos de experiências terapêuticas e não estudos controlados.

À medida que a dieta HCG foi se tornando mais popular, também aumentou o número de casos com efeitos adversos, incluindo complicações graves tais como trombose venosa profunda e embolias pulmonares.

A promessa de tratamento rápido para o excesso de peso e a busca obsessiva por padrões estéticos preocupa autoridades da saúde.

A “dieta do hCG” é um método que promete emagrecimento sem nenhuma evidência científica e com potenciais riscos à saúde, que já foi reprovada por autoridades de saúde internacionais e nacionais como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). 

Veja também: Dietas Mais Populares Para Emagrecer

A dieta funciona?

O uso de hCG no tratamento para emagrecimento não é recomendado por não apresentar evidências científicas que comprovem sua eficácia e por causar malefícios à saúde.

Relatos de que a dieta levou à perda de peso muito provavelmente estão relacionados a restrição calórica severa que é proposta (ingestão de cerca de 500 a 800 calorias por dia) e não pela combinação com o hormônio.

Mesmo assim, dietas com restrição severa de calorias são pouco sustentáveis, podem desencadear transtornos alimentares, desnutrição e levar a adaptações que promovem reganho do peso.

Como costumam fazer a dieta? 

O HCG na forma injetável tem indicação clínica, quando prescrito por médico, para o tratamento de infertilidade (na mulher) e outras condições como criptoquidismo, hipogonadismo hipogonadotrófico e puberdade tardia (homem e crianças).

O uso através do método de Simeons, combinando a injeção de hCG com restrição calórica para promover emagrecimento não tem evidências.

Não há provas suficientes para utilizar a hCG tentando modificar o metabolismo, a composição corporal ou influenciar o apetite, não sendo uma conduta viável para controle do peso.

Apesar da falta de comprovação da eficácia, além da forma injetável, produtos em gotas, pastilhas são comercializados. 

A dieta tem algum risco?

Os riscos da dieta do HCG estão relacionados ao aumento da produção de hormônios sexuais, podendo desencadear quadros de trombose venosa profunda de membro,  embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, infartos, náuseas, vômitos e dores de cabeça.

Conclusão

A dieta HCG não é um método novo, porém continua na categoria de dietas populares porque promete perda de peso imediata.

Entretanto, a promessa de perda de peso e melhora da estética corporal não se cumpre, não é comprovada cientificamente e ainda apresenta potencial grave para riscos à saúde, segundo registros de casos relacionando trombose e embolia pulmonar.

Concluindo, é importante destacar que os profissionais de saúde devem conhecer métodos como esse para acolher as dúvidas dos pacientes e esclarecer quais métodos são realmente seguros e quais não são, adequando para cada caso.

A quem busca perda de peso, busque profissionais de saúde éticos e capacitados para acompanhar seu caso.

Referências:

1. Parecer do Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul, disponível em http://www.portalmedico.org.br/pareceres/CRMMS/pareceres/2013/4_2013.pdf [acesso 28/10/2020]

2. Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em relação à utilização da Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG) para tratamento da obesidade.

3. Pektezel MY, Bas DF, Topcuoglu MA, Arsava EM. Paradoxical consequence of human chorionic gonadotropin misuse. J Stroke Cerebrovasc Dis. 2015 Jan;24(1):e17-9.

4. Thellesen L, Jørgensen L, Regeur JV, Løkkegaard E. [Serious complications to a weight loss programme with HCG.]. Ugeskr Laeger. 2014 Jul 21;176(30).

5. Lempereur M, Grewal J, Saw J. Spontaneous coronary artery dissection associated with β-HCG injections and fibromuscular dysplasia. Can J Cardiol. 2014 Apr;30(4):464.e1-3.

6. Sanches M, Pigott T, Swann AC, Soares JC. First manic episode associated with use of human chorionic gonadotropin for obesity: a case report. Bipolar Disord. 2014 Mar;16(2):204-7.

7. Goodbar NH, Foushee JA, Eagerton DH, Haynes KB, Johnson AA. Effect of the human chorionic gonadotropin diet on patient outcomes. Ann Pharmacother. 2013 May;47(5):e23.  

Dieta paleo: o que é e por que é tão popular?

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O que é a dieta paleolítica?

A dieta paleolítica recebe esse nome por ser associada a alimentação dos ancestrais humanos.

Essa estratégia estimula o consumo de frutas, verduras, carnes brancas e vermelhas, ovos e sementes oleaginosas, enquanto desestimula o consumo de grão, laticínios, alimentos com alta quantidade de sal, óleos e açúcar refinados.

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A ideia é ter uma alimentação parecida com o que era antes de existir o processamento dos alimentos. 

O argumento que embasa a dieta paleolítica é que o nosso metabolismo e fisiologia (funcionamento do nosso corpo) foi moldado nos últimos 25 milhões de anos, e como a evolução é um processo lento, não houve período suficiente para adaptar o nosso corpo à disponibilidade de alimentos da dieta moderna.

Por essa lógica, o aumento do peso corporal generalizado ao redor do mundo, bem como complicações como as das doenças crônicas não transmissíveis, são consequências desse novo estilo de vida e modificar a alimentação para um padrão como dieta paleolítica poderia ser um meio de prevenir e tratar essas complicações.

Mas será que funciona mesmo? 

Como fazer a dieta paleolítica?

Não há consenso sobre os antecedentes da dieta paleolítica, existem variadas de propostas para realizá-la.

De uma forma geral, a dieta inclui frutas, vegetais, carnes brancas e vermelhas, ovos e sementes oleaginosas; exclui sal, açúcar, doces, alimentos processados, óleos vegetais refinados, cereais, alguns legumes, laticínios, refrigerantes, café e bebidas alcoólicas.

Para cozinhar, óleo de oliva, óleo de coco e óleo de linhaça costumam ser mais recomendados.

Alguns protocolos não orientam tamanho de porções, apenas informam como os alimentos podem ser combinados entre si, daqueles “permitidos”.

O fracionamento da dieta pode ser de 5 a 6 refeições diárias, com justificativa de auxiliar a adesão.

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A Dieta funciona para perder peso?

A dieta paleolítica tem sido associada a resultados como perda de peso, melhora no perfil lipídico (colesterol total e suas frações) e metabolismo da glicose. 

A lista de alimentos da dieta paleolítica é composta por alimentos menos calóricos, o que pode representar deficit calórico ao final do dia e contribuir para a perda de peso. 

Além disso, a composição da dieta parece ter efeitos de maior saciedade. Isso é previsível, visto que carboidratos e alimentos que passam por processamento, com adição de gorduras, sal e/ou açúcares tendem a ser mais palatáveis e consumidos em maior quantidade.

Em comparação a outras dietas tradicionais, a curto prazo, a dieta paleolítica demonstra sermais efetiva para perda de peso, redução do Índice de Massa Corporal e de circunferência de cintura.

Entretanto, a longo prazo, esses resultados relacionados a perda de peso não são diferentes a outras dietas, são pouco sustentáveis. O acesso aos alimentos dependendo do local de moradia, possibilidade de compra e custos também podem ser aspectos que dificultam a adesão e mudança de hábitos. 

A restrição a certos grupos alimentares, como os que incluem grãos e laticínios, pode provocar carências nutricionais, por exemplo baixo aporte de cálcio. 

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

Lembrando que o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

A dieta paleolítica apresente efeitos adversos?

A restrição a grupos alimentares, como os que incluem grãos e laticínios, pode provocar carências nutricionais.

A prática da dieta paleolítica pode levar à frustração pela dificuldade de manutenção, monotonia alimentar, pior relação com a comida pela noção de alimentos bons x ruins, desinformação em relação a nutrição, posterior compensação do consumo dos alimentos “proibidos”; desenvolvimento de compulsão alimentar ou outros transtornos alimentares.

A perda de peso rápida, sem oferta adequada das necessidade nutricionais individuais, a dificuldade para manutenção do padrão alimentar e estresse gerado pela dieta podem ter como consequência ganho excessivo de peso posterior.

Toda dieta restritiva pode oferece potencial risco para a saúde. Esse risco pode ser minimizado quando a indicação e acompanhamento são realizados por profissional de saúde, especialmente por nutricionistas. 

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Considerações finais:

A dieta paleolítica demonstra efeitos sobre perda de peso, redução de IMC, de medidas corporais e melhora de alguns parâmetros metabólicos. Porém a dificuldade de manutenção desse padrão alimentar que não condiz com o estilo moderno pode ser um desafio e até desencadear complicações de saúde na busca por sua realização.

Recomendamos que você busque avaliação e acompanhamento de nutricionistas para desenvolver um plano alimentar individualizado que estimule uma alimentação adequada e saudável. 

Referências:

PARENTE, Nara de Andrade et al . The effects of the Paleolithic Diet on obesity anthropometric measurements. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum.,  Florianópolis ,  v. 22,  e69957,    2020 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372020000100322&lng=en&nrm=iso>. access on  31  Oct.  2020.  Epub Apr 03, 2020.  https://doi.org/10.1590/1980-0037.2020v22e69957

O que é a dieta da sopa? Prós, contras e o que você pode comer

Imagem de kamila211 por Pixabay

O que é?

A dieta da sopa propõe perda de peso através do consumo de sopas e caldos. Nessa dieta, a sopa deve compor a maior parte ou totalmente as refeições do dia.

Normalmente composta de vegetais, é uma dieta que restringe bastante as calorias e por isso pode levar a perda de peso, mas também a carências nutricionais. 

A dieta da sopa emagrece?

A perda de peso é um processo que pode ser alcançado com diferentes estratégias, no entanto, o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

O processo de emagrecimento depende de uma série de fatores, entre eles a nutrição.

Um dos principais aspectos para que ocorra emagrecimento é a ingestão de calorias menor que a necessidade e gasto calórico.

A composição da dieta, isto é, quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras, bem como vitaminas e minerais, é importante para manter o corpo saudável ao longo do processo de emagrecimento.

No caso da dieta da sopa, ao optar por substituir as refeições por essa preparação, pode ser que as receitas auxiliem a ingestão de um valor calórico inferior às necessidades diárias, o que sim, tende a levar a perda de peso.

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No entanto, é importante destacar que o que leva a perda de peso é a ingestão baixa de calorias ao longo do dia, não a preparação da sopa em si.

Receitas compostas apenas por vegetais, costumam a ter o mínimo de calorias, contribuindo para esse resultado, por exemplo.

No entanto, a perda de peso por essa estratégia, é alcançada pelo uso das reservas corporais para obter energia.

Nesse caso, sem fonte de nutrientes, o corpo acaba usando massa muscular e desidratando.

O tempo de manutenção dessa dieta, não costuma implicar em redução da massa gorda.

Além de promover uma perda de peso pouco saudável, essa perda não é sustentável. 

Como fazer a dieta da sopa?

As receitas da dieta da sopa preconizam o uso de vários legumes e verduras, especialmente o uso de repolho.

Alimentos como feijão, grão de bico, lentilha e ervilha não são recomendados, assim como arroz, macarrão ou pão como acompanhamento, também são excluídos.

As refeições líquidas apresentam redução de carboidratos, proteínas e gorduras, o que continuamente leva a uma carência nutricional de vitaminas e minerais, além de calorias.

Mas existem diversas variações, algumas podem incluir alimentos proteicos como carne, frango, atum, ovos mexidos ou queijos, ou ainda carboidratos como batatas ou aveia, a fim de melhorar o sabor.

A recomendação de preparo dos legumes e verduras que compõe a sopa é para que sejam adicionados em pedaços picados, sem passar pelo liquidificador, para que estimule a mastigação.

Geralmente a sugestão é de substituição de duas refeições principais pelas sopas, sejam elas caseiras ou pronas, durante uma semana.

Sopas industrializadas costumam ser menos nutritivas que as caseiras e normalmente incluem aditivos químicos e alto teor de sódio, nutriente que em excesso está relacionado ao aumento da pressão arterial, complicações renais e cardiovasculares

A dieta da sopa apresenta riscos?

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A busca obsessiva por emagrecer tem levado muitas pessoas a buscar dietas que prometem perda de peso rápida, sem esforço, a qualquer custo. Porém, dietas como a da sopa não garantem uma perda de peso saudável e sustentável.

Dietas que restringem muito as calorias favorecem a perda de musculatura, água e eletrólitos, e pouca ou nenhuma perda de gordura corporal.

O corpo entra em um estado de adaptação metabólica, poupando mais energia e diminuindo a velocidade de perda de peso.

Além disso, a dieta da sopa não propõe mudanças de hábitos alimentares. Após o período definido para realização, a pessoa volta para o consumo alimentar habitual, provavelmente volta a ganhar peso, superando o inicial, e fica frustrada.

A frustração pode levar a novos ciclos de dietas, sem sucesso.

O hábito de realizar dieta pode desencadear complicações de saúde, incluindo transtornos alimentares. 

A restrição de calorias e carboidratos pode fazer com que a pessoa apresente sinais de fraqueza, tonturas, dores de cabeça, alterações de humor, fadiga e indisposição durante o período da dieta.

Mesmo que os legumes e verduras também sejam fontes de diversas vitaminas e minerais, a falta de equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras compromete a oferta de uma série de nutrientes essenciais para transporte de oxigênio, composição de hormônios, absorção de vitaminas, entre outras funções vitais.

No caso de se optar pelo consumo de sopas industrializadas, estas são produtos que costumam apresentar um elevado teor de sódio, um nutriente que em excesso está relacionado ao aumento da pressão arterial e complicações cardiovasculares. 

Veja também: 10 dietas para emagrecer

Considerações finais:

Sopas são receitas que podem ser incluídas em um plano alimentar, agregar ingredientes nutricionalmente importantes e oferecer conforto para quem aprecia essa preparação.

Mas substituir refeições com o intuito de restringir calorias oferece mais prejuízos do que vantagens. Além da dificuldade de manutenção da dieta da sopa, a deficiência de nutrientes e efeito sanfona promovido por esse tipo de estratégia deve ser desencorajado.

Dietas não planejadas por um nutricionista até podem proporcionar perda de peso, mas não garantem equilíbrio de nutrientes necessários para as necessidades individuais, podendo acarretar em uma série de comprometimentos para a saúde.

Com objetivo de alcançar um peso sustentável, a  reeducação alimentar aliada a outros hábitos continua sendo o melhor tratamento para perda de peso gradual, com redução de gordura corporal e menor perda de massa magra.

Se você tem interesse, procure avaliação de um nutricionista.

Referências:

Celeste Elvira Viggiano. DIETAS DA MODA. Universidade Municipal de São Caetano do Sul.Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, nº 12, abr/jun 2007 

Souza e Sérgio Dom. AVALIAÇÃO DE DIETAS NÃO-CONVENCIONAIS E DO USO DESTAS POR ESTUDANTES DE UMA FACULDADE PARTICULAR DE VIÇOSA-MG. Anais VII SIMPAC – Volume 7 – n. 1 – Viçosa-MG – jan. – dez. 2015 – p. 156 – 162 

Dieta da USP: é segura e eficaz?

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O que é?

A “dieta da USP” é uma dieta bastante restritiva que propõe o consumo abaixo de 1000 calorias por dia, durante uma semana.

O nome adotado por essa dieta é uma tentativa de passar maior credibilidade ao método, afinal, apesar de usar o nome da Universidade de São Paulo, a dieta não tem nenhuma relação com essa instituição – que já se pronunciou negativamente sobre.

A “dieta da USP” se caracteriza por uma dieta pobre em carboidratos que promete perda de peso rápida.

O seu diferencial em relação a outras estratégias que promovem essas restrições é a recomendação de um cardápio fechado com indicação de quais alimentos consumir.

A seguir você vai ler sobre como essa dieta costuma ser feita, se existe algum benefício e quais as contraindicações.

Como a dieta da USP é feita?

A “dieta da USP” propõe um cardápio fechado com três refeições, com opções de alimentos, para ser seguido por uma semana, sem opções de substituições e sem considerar necessidades individuais de cada pessoa.

Nesse cardápio, alimentos fonte de carboidratos são reduzidos.

O carboidrato é um nutriente importante para fornecer energia e está presente em alimentos como cereais (trigo, arroz, milho), tubérculos (batata-doce, batata-inglesa, batata-salsa, cenoura, mandioca, inhame) e frutas (maçã, banana, manga, uva, etc…).

Esses alimentos também são importantes para fornecer vitaminas e minerais necessários para funções vitais do corpo humano.

Já a proteína é o nutriente priorizado no cardápio, que permite o consumo de ovos, presunto, carne, queijo e outros lácteos.

Não identificamos recomendação para o uso de gorduras nesta dieta.

A recomendação de saladas, apesar de ser “a vontade”, é monótona, sem orientar variedade.

Outra característica é que a dieta inclui café preto diariamente no cardápio.

A “dieta da USP” contraindica o consumo de bebidas alcoólicas, frituras e açúcar.

A proposta é que depois dos sete dias a pessoa até pode repetir a dieta, sem extrapolar um período maior do que duas semanas.

Depois desse prazo não há nenhuma recomendação, o que leva a entender que a pessoa pode retomar aos antigos hábitos.

A dieta emagrece?

Assim como outras dietas que restringem carboidratos e calorias, a dieta leva a perda de massa muscular, de água e eletrólitos, para posterior perda de gordura corporal.

A perda na balança em uma restrição tão severa ao longo de sete a quinze dias é consequência da perda de musculatura e desidratação, representando perda de peso, mas não emagrecimento.

A perda de peso rápida tende a não ser sustentável e levar ao chamado efeito sanfona, com reganho do peso perdido ou até maior que o inicial.

Quais são as contraindicações da “dieta da USP”?

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A dieta tem um cardápio restritivo que não considera necessidades individuais.

A dieta pode levar a carências nutricionais graves e desidratação. Dieta muito restritivas em carboidratos podem desencadear dores de cabeça, tonturas, náusea, fadiga, entre outras complicações, incluindo aumento do estresse.

Para pessoas com histórico de doenças crônicas como diabetes, pressão alta, hipertireoidismo ou hipotireoidismo, por exemplo, pode agravar complicações de saúde.

A perda de peso rápida tende a não ser sustentável e levar ao chamado efeito sanfona, com reganho do peso perdido ou até maior que o inicial.

A frustração com dietas desse tipo pode desencadear comportamentos alimentares desordenados e não saudáveis.

Ainda que seja realizada por um tempo curto e determinado, a dieta é monótona, muito restritiva e não estimula a adoção de hábitos alimentares e estilo de vida saudável.


A “dieta da USP” tem o agravante de recomendar doses de café preto, também sem considerar individualidade, podendo levar a dor de cabeça, dor no estômago, cólicas intestinais e batimento cardíaco acelerado.

O consumo de café também pode interferir na absorção de nutrientes importantes como cálcio.

Veja também: 10 Dietas Mais Populares Para Emagrecer

Considerações finais

Concluímos que a “dieta da USP” não é uma estratégia eficaz nem segura para promover a perda de peso.

Existem diversas alternativas para realizar uma reeducação alimentar que te estimule a adoção de hábitos saudáveis e ganhe mais saúde.

Se você quer perder peso, converse com um(a) nutricionista para entender suas preocupações, identificar as suas necessidades nutricionais e alimentares e entender quais as possibilidades de reeducação alimentar, sustentável e segura para o seu bem-estar.

Referência

Santana Melo, Hilda Matos de; Mayer Ben, Mariana del; Camargo Gavranich, Kátia Avaliação da adequação nutricional das dietas para emagrecimentos veiculados pela internet ConScientiae Saúde, núm. 2, 2003, pp. 99-104 Universidade Nove de Julho São Paulo, Brasil

Dieta dos Pontos: funciona para a perda de peso?

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Quem criou a dieta dos pontos?

Um médico endocrinologista, Alfredo Halpern, na década de 1960 idealizou uma abordagem nutricional com a ideia de flexibilizar a escolha dos alimentos na dieta de seus pacientes.

Nessa abordagem, o paciente recebia uma lista com alimentos e bebidas com equivalência de pontos para cada opção.

A partir dessa lista, os pacientes faziam um diário, escolhiam os alimentos que iam consumir, registravam, somavam os pontos e tentavam fazer ajustes ao longo da semana para chegar a um valor previamente combinado na consulta.

Essa abordagem recebeu o nome de “Sistema de Pontos” e sua principal característica é a ausência de proibições de qualquer alimento e possibilidade de compensar no dia seguinte. 

Uma organização que surgiu na mesma época, nos Estados Unidos, também utiliza uma avaliação com Sistema de Pontos Ativos.

É a organização “Wight Watchers” que chegou ao Brasil em 2003 e recebeu o nome de “Vigilantes do Peso”.

Uma diferença para a dieta dos pontos de Alfredo Halpern é que os Vigilantes do Peso também consideram pontos de atividade física em suas metas.

O que é?

A dieta dos pontos é uma estratégia baseada nas calorias dos alimentos. Cada alimento equivale a uma pontuação de acordo com as suas calorias totais.

Uma pessoa, com uma necessidade diária de calorias, vai converter isso para um número total de pontos e vai planejar a sua alimentação ao londo do dia de acordo com essa lista de alimentos.

A ideia é consumir alimentos que pontuem o mais próximo das necessidades.

A dieta exige que a pessoa anote todos os alimentos e quantidades consumidas ao longo do dia, some os pontos e pondere se precisa fazer compensações no dia seguinte.

A ideia inicial da dieta é que o método vai auxiliar as pessoas a fazerem escolhas mais interessantes nutricionalmente, visto que alimentos como frutas, verduras e integrais  geralmente pontuam menos, permitindo o consumo em maior quantidade, ainda atendendo a sua meta diária.

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Como é feita a dieta dos pontos?

Para realizar a dieta dos pontos a pessoa precisa saber qual sua necessidade individual de energia, isto é, de calorias.

Para isso, existem fórmulas que consideram sexo biológico (feminino ou masculino), peso e idade.

O nível de atividade física também influencia neste cálculo, bem como alguma condição de saúde.

Depois de descobrir as necessidades de calorias, se faz a conversão para saber quantos pontos estão “permitidos”.

Quando o objetivo é emagrecimento, é proposta a redução de aproximadamente 200 a 300 pontos do total obtido.

  1. Na hora de fazer a dieta, todos os alimentos estão permitidos, mas eles têm pontos diferentes.

Enquanto alguns alimentos apresentam pontos que podem variar de 0 a 10 pontos, outros podem chegar a 40…

Esses pontos tendem a incentivar o consumo de uma alimentação mais variada com frutas, verduras e alimentos integrais, na tentativa de auxiliar no quesito saciedade.

A dieta dos pontos funciona?

A defesa da dieta dos pontos é que a sua lista de alimentos e opção de escolher o que quer comer torna o processo flexível e contribui para um trabalho de reeducação alimentar.

A alegação é que fazendo a dieta dos pontos a pessoa entende o que precisa comer e trabalha o autocontrole.

No processo de emagrecimento, sabemos que outros fatores influenciam ganho ou perda de peso.

No caso da dieta dos pontos promover um deficit calórico, é bem provável que ela leve a perda de peso assim como outras estratégias que restringem calorias.

O quanto esse processo é sustentável, há controversas. No primeiro momento pode ser difícil compreender quais alimentos valem mais pontos e entender o porquê.

Se manter em controle diário pode ser estressante para muitas pessoas e ter repercussões na saúde mental e também física.

Atender uma meta de calorias não necessariamente garante alcançar a recomendação individual de nutrientes.

Seguir a estratégia de somar pontos, sem uma orientação de nutricionista sobre alimentação saudável, dificilmente vai promover uma reeducação alimentar saudável efetiva. 

Veja mais: 10 Dietas Mais Populares

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Existem contraindicações?

Dietas muito restritivas até podem levar a um resultado rápido de perda de peso, em relação àquelas com restrição calórica moderada, mas não há nenhuma garantia de manutenção do peso a longo prazo.

Não considerar as necessidades de nutrientes, como equilíbrio de carboidratos, proteínas e gorduras, além de vitaminas e minerais pode levar a ingestão inadequada e a quadros de desnutrição, complicações de saúde agudas ou crônicas.

Fazer dietas está associado a efeitos psicológicos adversos, podendo desencadear complicações graves como transtornos alimentares.

Considerações finais

A proposta da dieta dos pontos surgiu como uma tentativa de contrapor dietas muito rígidas, monótonas que não incentivavam a autonomia alimentar.

Essa é uma estratégia que promete modificar hábitos alimentares e perder peso “comendo de tudo, sem passar fome”.

Porém o foco em calorias sem o cuidado com recomendação de nutrientes como vitaminas e minerais pode levar a uma série de problemas de saúde.

Lidar com a comida apenas considerando pontos/calorias também pode prejudicar muito as relações que envolvem a alimentação, atrapalha o prazer em comer, que é muito importante para se manter saudável.

O estresse de estar em dieta também gera respostas no organismo, como aumento do cortisol e alterações de apetite.

Não é impossível montar um plano alimentar considerado saudável conciliando a estratégia de dieta dos pontos, mas, com certeza, existem outros meios de melhorar escolhas alimentares sem tornar alguém obsessivo pelas calorias.

Por isso, recomendo, procure um nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado para você! 

Referencias


MENDES, Mára Della Santa Dovichi. Comparação entre dieta hipocalórica tradicional e sistema de pontos em adolescentes obesos. 2013. Dissertação (Mestrado em Endocrinologia) – Faculdade de Medicina, University of São Paulo, São Paulo, 2013. doi:10.11606/D.5.2013.tde-13012014-104155. Acesso em: 2020-10-28. 

Dietas detox: elas funcionam? Eles são saudáveis?

O que é a dieta detox?

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A dieta detox ou “dietas de desintoxicação” são dietas de curto prazo que prometem eliminar toxinas do corpo, promover saúde e auxiliar na perda de peso.

Existem diversas estratégias para a dieta detox, elas podem incluir jejum total, jejum com ingestão de suco ou recomendação de alimentos específicos.

Algumas estratégias também envolvem uso de laxantes e diuréticos.

Normalmente recomendada por naturopatas, a razão que alegam para adoção da dieta é que estamos expostos a muitas toxinas no ambiente e que a dieta poderia prevenir uma série de doenças a partir da eliminação desses produtos pela urina ou fezes. 

Porém, cabe mencionar que o termo “toxina” ainda é mal definido quando estamos falando de dieta detox.

Na medicina convencional, as toxinas geralmente se referem a drogas e álcool, e o termo detox é utilizado quando alguém está em tratamento de abstinência dessas substâncias viciantes.

Já as dietas detox adotaram o termo “toxina” para se referir a poluentes, produtos químicos sintéticos, metais pesados, alimentos processados e outros produtos que demonstram algum efeito ruim para nossa saúde e estão presentes no estilo de vida moderno.

Vale comentar que o uso dos termos “toxinas” e “detox” podem ser considerados como uma estratégia comercial, afinal a adoção de palavras contribuiu para tornar essa dieta mais popular.

Geralmente hortaliças, frutas, condimentos, chás, sucos, laxantes e diuréticos são utilizados com a finalidade de favorecer a eliminação das “toxinas” pela urina ou pelas fezes.

A seguir vamos conferir se a dieta funciona, se ajuda a emagrecer e quais os riscos.

A dieta detox funciona? 

Poucas evidências clínicas, isto é, estudos em humanos, estão disponíveis para apoiar o uso de dietas detox com a promessa de desintoxicação.

O que torna a dieta popular são relatos pessoais de que a dieta pode ser útil para a saúde e para o objetivo de perda de peso

Os adeptos da dieta detox tem como princípio que qualquer nível de produto químico estanho no corpo deve nos preocupar.

Porém, essa alegação não é comprovada pelas autoridades de saúde. Sabemos que certos produtos químicos podem interferir no funcionamento normal do corpo humano, mas generalizar para todos os produtos ou para qualquer quantidade não é adequado, porque não temos evidências para tal afirmação.

O quanto uma estratégia específica de alimentação pode interferir na eliminação desses diversos produtos também precisa de mais investigação. 

O que podemos ter certeza é que o corpo humano tem mecanismos naturais muito sofisticados de filtração e eliminação de toxinas: a pele, os pulmões, o fígado, os rins e o sistema gastrointestinal.

Uma alimentação variada e equilibrada em conjunto a outros hábitos saudáveis previne que esses sistemas adoeçam.

A dieta detox ajuda a emagrecer?

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Perder peso é uma das principais promessas da dieta detox, mas essa é uma informação que requer atenção.

Até o momento nenhum estudo comprovou a eficácia das dietas ditas desintoxicantes para perder peso.

Na ausência de evidências, só é possível extrapolar os resultados de outras dietas. 

Dietas que levam ao deficit calórico tendem a levar a perda de peso. 

A orientação de inserir mais frutas e verduras, evitando o consumo de alimentos ultraprocessados pode levar ao menor consumo de alimentos que normalmente tem uma concentração de calorias maior.

O que favorece um plano alimentar hipocalórico e por consequência, leva a perda de peso.

A escolha de inserir alimentos fontes de antioxidantes também pode contribuir para um processo de emagrecimento mais saudável, mas pela ação contra os radicais livres, não por um efeito detox.

O uso de diuréticos também pode levar a diminuição de peso por conta da eliminação de inchaço, no entanto, é importante lembrar que isso não é o mesmo que eliminação de gorduras. 

O problema de dietas de curto prazo é que geralmente não refletem em mudanças de hábitos. A restrição calórica também pode levar a adaptações para que o corpo poupe mais energia (gordura), como por exemplo, levar a alterações que aumentam o apetite.

O resultado disso é que mesmo que ocorra perda de peso, é bastante provável que ela não seja sustentável ou ainda leve ao ganho de mais peso, ao interromper os passos. 

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Como fazer a dieta?

Existem diversos programas de dieta detox.

Geralmente costumam ter um tempo específico de duração, que pode variar de 48 horas a 21 dias.

Podem envolver jejum total ou jejum com líquidos contendo limão, pimenta caiena, sucos diluídos ou algumas ervas (chás).

Alguns recomendam um padrão alimentar similar a dieta vegetariana, excluindo carnes.

Outros excluem uma gama maior de alimentos como laticínios, processados, açúcar, soja, milho, carne bovina, suína, ingredientes contendo glúten, algumas frutas e legumes.

Orientam abstenção de drogas e álcool.

Pode haver prescrição de suplementos com micronutrientes e/ ou probióticos.

Quais os riscos da dieta detox?

Além do que foi mencionado até agora, fazer dieta muitas vezes é uma experiência estressante porque envolve resistir a vontades e colocar o corpo sobre estresse na tentativa de resistir aos sinais emocionais e físicos relacionados a fome ou privação. 

Esse estresse leva ao aumento do cortisol que pode desencadear estímulo do apetite e posterior ganho de peso. 

Existem muitos relatos pessoais sobre o estresse vivenciado por pessoas que passaram por programas detox.

Os principais riscos para a saúde das dietas detox estão relacionados à restrição severa de calorias e oferta inadequada de nutrientes.

Alguns relatos incluem fadiga, dores de cabeça, náuseas, insônia, ansiedade e tremores.

O uso de diuréticos ou laxantes também pode levar a desidratação grave, má absorção de nutrientes e piora da saúde.

Estudos com animais também sugerem que dietas de desintoxicação podem influenciar compulsão alimentar e recuperação do peso no futuro. 

Conclusão

Em resumo, os adeptos da dieta detox se baseiam na ideia de que o ambiente está repleto de produtos químicos que podem ser divididos entre bons e ruins, sem considerar “a dose do veneno”.

Também ignoram a capacidade do próprio organismo manter um balanço do que o corpo deve aproveitar e o que deve eliminar. 

Até o momento, não há evidências convincentes para recomendar dietas chamadas de detox para perda de peso ou eliminação de toxinas. 

Consumidores devem buscar se informar sobre possíveis riscos e benefícios antes de fazer mudanças e restrições na alimentação.

É importante desconfiar de produtos e serviços que prometem resultados em curto prazo. Idealmente, devem buscar avaliação e orientação de nutricionistas. 

As dietas detox ainda estão muito populares e cabe aos profissionais de saúde se manterem atualizados e desencorajar estratégias radicais que prometem perda de peso imediata e causam prejuízos à saúde.

Referências

Klein AV, Kiat H. Detox diets for toxin elimination and weight management: a critical review of the evidence. J Hum Nutr Diet. 2015 Dec;28(6):675-86. doi: 10.1111/jhn.12286. Epub 2014 Dec 18. PMID: 25522674. 

Dieta Keto: O que é uma dieta cetogênica?

O que é dieta cetogênica?

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A dieta cetogênica clássica foi um tratamento frequente para epilepsia em crianças até a introdução de fármacos específicos no final dos anos 1930.

A dieta cetogênica reapareceu no final da década de 1990 como um tratamento para epilepsia intratável ou convulsões refratárias, e continua sendo uma terapia viável em casos em que a intervenção farmacológica não é suficiente.

Nos últimos 20 anos, seu uso começou a ser explorado também no tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos hereditários envolvendo glicose (açúcar em sua forma mais simples, produto da digestão dos carboidratos).

  Mais recentemente, se popularizou como proposta de dieta voltada para emagrecimento.

A dieta cetogênica é uma dieta que se caracteriza por baixa ingestão de carboidratos, moderada de proteínas e com alto consumo de gorduras.

Nessa dieta, as gorduras chegam a fornecer aproximadamente 80% das necessidades calóricas previstas para o dia. 

Em teoria, a alta ingestão de gorduras combinada com a baixa ingestão de carboidratos estimula a mobilização de gorduras corporais para uso como fonte de energia, o que leva ao emagrecimento.

Normalmente nosso corpo utiliza glicose, obtida a partir da digestão dos carboidratos, para obter energia necessária em nossas atividades vitais. Com a dieta cetogênica, a restrição de carboidratos e aumento de gorduras leva o corpo a uma adaptação em que reduz drasticamente a utilização da glicose e passa a usar “corpos cetônicos”, que são as moléculas que derivam da quebra das gorduras.

Essa adaptação pode trazer benefícios ou prejuízos, como veremos melhor a seguir.

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Quais os benefícios da dieta cetogênica? Ajuda a emagrecer?

O excesso de peso considerando o Índice de Massa Corporal (peso dividido pela altura elevada ao quadrado) tem sido associado ao aumento do risco para desenvolver complicações de saúde como pressão alta, diabetes mellitus tipo II e doenças cardiovasculares. 

Modificações comportamentais, especialmente mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos, são recomendadas para evitar ou controlar o ganho de peso considerado excessivo segundo esse parâmetro.

Há bastante tempo, uma ou outra dieta acaba virando moda com a promessa de auxiliar o processo de emagrecimento de forma rápida e eficaz. Infelizmente, na maioria das vezes, essas dietas da moda não tem comprovação de segurança para a saúde e eficácia para perda de peso a longo prazo.

No caso da dieta cetogênica, ela tem sido considerada uma nova aposta para induzir a perda de peso rápida.

A restrição de carboidratos na dieta é proposta para induzir a utilização de corpos cetônicos vindos da quebra dos ácidos graxos mobilizados da gordura corporal, resultando na perda de peso.

Mas seus resultados são controversos.

Veja também: 10 dietas mais populares para emagrecer

A maioria dos estudos recentes demonstra que um período de dieta cetogênica, com baixo teor de carboidratos, pode ajudar a controlar a fome e pode melhorar o metabolismo oxidativo da gordura e, portanto, reduzir o peso corporal.

Alguns resultados positivos sobre os fatores de risco para doenças cardiovasculares, como, por exemplo, redução do colesterol total, aumento do colesterol bom e redução dos triglicerídeos no sangue também podem são observados em alguns casos.

A dieta cetogênica poderia ser usada também como estímulo para perda de gordura e ajuda na adaptação metabólica e transição para uma alimentação com estilo da dieta mediterrânea.

Entendida corretamente, prescrita e acompanhada por nutricionista capacitado, a dieta cetogênica pode ser uma estratégia útil por período limitado. 

Em comparação a outras dietas que também restringem carboidratos e apresentam resultados semelhantes, é questionável o quanto os resultados sobre a perda de peso são por conta da composição da dieta ou pela restrição calórica resultante no final.

Por isso, o quanto essa estratégia é superior a outras ou o quanto seus resultados são válidos a longo prazo, são questões que precisam ser mais investigadas. 

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Como fazer a dieta cetogênica?

Diversas estratégias de dieta restringindo carboidratos vem surgindo nos últimos anos, mas nem todas caracterizam uma dieta cetogênica.

A dieta cetogênica se caracteriza pela oferta muito baixa de carboidratos, normal em proteínas e alta em gorduras.

Em dietas cetogênicas ou dietas cetogênicas com muito baixo carboidrato a ingestão de carboidratos pode variar entre 20-50 gramas por dia ou menos de 10% das calorias totais do dia. 

Novos tipos de dietas cetogênicas usando refeições que imitam alimentos ricos em carboidratos vêm sendo apresentadas com intenção de melhorar a adesão à dieta.

A dieta necessita de cuidados, como prestar atenção à função renal e a fase de transição da dieta cetogênica para uma dieta normal, que deve ser gradual e bem controlada.

A duração da dieta cetogênica pode variar de um mínimo (para induzir a cetose fisiológica) de 2-3 semanas a um máximo (seguindo um princípio geral de precaução) de muitos meses (6-12 meses). 

Por todos esses cuidados, reforçamos que é imprescindível a avaliação e acompanhamento de profissionais de saúde para aplicação dessa dieta. 

A dieta cetogênica tem algum risco?

Os resultados da dieta cetogênica são controversos e levantam uma série de preocupações quando o público leigo busca realizá-la sem indicação e supervisão médica.

Os resultados sobre níveis de açúcar no sangue, gorduras no sangue, função do fígado e renal são controversos. 

Restrições severas na ingestão de carboidratos são relacionadas a quadros de dor de cabeça, náuseas, aumento do cortisol (hormônio relacionado ao estresse).

A perda de peso rápida pode levar a desordens do metabolismo, sobrecarga renal e hepática, com possível aumento de colesterol total e “colesterol ruim”. 

Em crianças com epilepsia, a dieta cetogênica pode levar a piora da saúde óssea, então essa também é uma preocupação quando essa dieta é adotada por outros públicos.

Chances para desenvolvimento de cálculo renal também precisam de cautela.

Mais investigações são necessárias para observar efeitos hormonais da dieta em seres humanos. 

De forma geral, dietas restritivas podem levar a carência de nutrientes predispondo a doenças diversas e desordens psicológicas graves, incluindo transtornos alimentares.

Conclusão

Embora a aplicação da dieta cetogênica tenha demonstrado resultados promissores sobre perda de peso e melhora da saúde em descobertas recentes, mais pesquisas são necessárias para avaliar essa estratégia a longo prazo.

Se você tem interesse de realizar essa estratégia, converse com seu médico e nutricionista para avaliar a possibilidade de fazer com segurança. Lembre-se que hábitos alimentares saudáveis devem ser nutricionalmente equilibrados para suas necessidades, acessíveis e sustentáveis para seu estilo de vida.

Referência

Paoli A. Ketogenic diet for obesity: friend or foe?. Int J Environ Res Public Health. 2014;11(2):2092-2107. Published 2014 Feb 19. doi:10.3390/ijerph110202092 

Armeno, M., Caraballo, R., Vaccarezza, M., Alberti, M. J., Ríos, V., Galicchio, S., de Grandis, E. S., Mestre, G., Escobal, N., Matarrese, P., Viollaz, R., Agostinho, A., Díez, C., Cresta, A., Cabrera, A., Blanco, V., Ferrero, H., Gambarini, V., Sosa, P., Bouquet, C., … Panico, L. (2014). Consenso nacional sobre dieta cetogénica [National consensus on the ketogenic diet]. Revista de neurologia59(5), 213–223. 

A dieta do ovo: prós, contras e o que você pode comer

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O que é?

Existem diversas variações da chamada “dieta do ovo cozido”.

Em uma pesquisa rápida, é possível encontrar métodos que aconselham a adição de ovos cozidos em algumas refeições, em todas as refeições ou ainda mais radicais, que aconselham o consumo de apenas três ovos cozidos ao longo de todo o dia. 

Relatos de atrizes que realizaram essa dieta parecem foram as responsáveis pela repercussão nos meios de comunicação.

Mas o que as recomendações de nutrição e saúde nos dizem sobre uma dieta como essa?

Como é feita?

Algumas variações dessa dieta recomendam a adição de 1 ovo nas refeições principais, a fim de aumentar a sensação de saciedade e auxiliar a comer menos.

Já a dieta que restringe a alimentação ao consumo de apenas três ovos cozidos ao dia é a mais radical e representa um risco para a saúde.

O consumo dos três ovos fornece em torno de 210 calorias para todo o dia. Para se ter uma ideia, dietas com 500 calorias já são consideradas de alto risco para desnutrição. 

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A dieta do ovo auxilia no emagrecimento?

A adição de ovos visando diminuir a ingestão de outros alimentos e assim restringir calorias, leva a perda de massa muscular, água e eletrólitos – perda de peso, não de gordura, o que é diferente de emagrecimento.

A perda de peso é previsível pelo deficit calórico não pelo consumo de ovo em si.

O ovo é um alimento fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, vitaminas D, E e K, entre outros nutrientes, e pode ser muito saudável inseri-lo nas refeições cotidianas.

O teor de proteína pode sim conferir maior saciedade. Porém, restringir outros alimentos por conta disso e não planejar a oferta de nutrientes essenciais para a saúde  não é uma opção saudável para quem busca saúde, emagrecimento e manutenção do peso a longo prazo

Por fim, vale lembrar que dietas restritivas que não estimulam hábitos alimentares saudáveis sustentáveis levam ao ganho de peso, inclusive maior que o inicial, ao abandonar a dieta (que é previsível que aconteça em algum momento).

Veja mais: 10 Dietas mais populares para emagrecer 

Quais os riscos?

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O ovo é um alimento fonte de proteínas de alto valor biológico e possui vitaminas do complexo B.

No entanto, existe uma variedade muito maior de nutrientes que precisamos consumir diariamente, restringir a alimentação ao consumo apenas de ovos torna esse tipo de dieta totalmente inadequada, levando a deficiências nutricionais graves, mesmo que a curto prazo

Dores de cabeça, tonturas, náusea, fadiga, entre outras complicações, incluindo aumento do estresse, são algumas das complicações relacionadas a dietas restritivas como essa.

Considerações finais

Ainda que seja realizada por um tempo curto e determinado, a dieta do ovo é monótona, pode ser muito restritiva e normalmente não estimula a adoção de hábitos alimentares e estilo de vida saudável.

Pessoas que querem emagrecer, por motivos de saúde ou estéticos, depositando confiança em métodos que prometem resultados rápidos. Infelizmente, a prática dessas dietas pode trazer mais prejuízos, como deficiências nutricionais e má relação com a comida.

A reeducação alimentar visa adoção de hábitos saudáveis e manutenção dos resultados, para isso, cada pessoa tem suas necessidades individuais que precisam ser consideradas.

Por isso, destacamos a importância de buscar apoio profissional para avaliar e acompanhar tratamentos que tem objetivos como o de emagrecimento.

Referências:

Eder e Colaboradores. Dietas e seus malefícios. UNIJUÍ, 2017.

Celeste Elvira Viggiano. DIETAS DA MODA. Universidade Municipal de São Caetano do Sul.Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, nº 12, abr/jun 2007 

Dieta rica em proteínas: benefícios e riscos

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Dieta da proteína

A redução de peso e gordura corporal alcançada pela restrição calórica normalmente acompanha diminuição da massa magra – músculos, água e eletrólitos.

A proposta de aumentar a proporção de proteínas da dieta é uma estratégia que busca promover maior perda de peso, maior redução de gordura corporal e diminuição da perda de massa magra durante o emagrecimento, em comparação a outras dietas com menos proteína e de mesmo valor energético.

Porém, os resultados a longo prazo ainda são controversos. 

Neste artigo você vai ler sobre possíveis benefícios e contraindicações da dieta da proteína.

O que é a dieta da proteína?

O nosso corpo obtém energia dos alimentos para realizar atividades vitais. Essa energia é o que chamamos de calorias.

As calorias são encontradas em nutrientes conhecidos como carboidratos, gorduras e proteínas.

Cada pessoa tem uma necessidade individual de calorias que precisa ser consumida a partir dos alimentos que são fonte desses nutrientes.

As necessidades de calorias podem variar conforme idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde.

De forma simplificada, quando acontece o consumo de mais caloria do que o corpo gasta, ocorre o ganho de peso.

proporção ideal dos macronutrientes em dietas de emagrecimento ainda é bastante discutida.

Nesse sentido, a dieta da proteína é uma estratégia baseada no aumento do consumo de alimentos ricos nesse nutriente.

Alimentos de origem animal como carnes, ovos e leite são fontes de proteína. Leguminosas, como feijão, grão de bico e lentilha também são fontes de proteína de origem vegetal. 

Além da ação estrutural das proteínas em nosso corpo, a sua ingestão contribui para sensação de saciedade.

Ao priorizar o consumo de alimentos fonte de proteína, pode acontecer a redução na ingestão de outros grupos alimentares, incluindo alimentos processados que concentram alto teor sal, gorduras e açúcares, bem como de calorias.

A redução no consumo desses alimentos pode influenciar o déficit calórico e a perda de peso. 

Como é feita a dieta da proteína?

A realização da dieta pode variar bastante, mas normalmente cardápios padronizados  incluem alimentos fonte de proteínas em todas as refeições, diminuindo bastante a oferta de alimento fonte de carboidratos (pães, arroz, macarrão, batatas) e gorduras. 

Existem cálculos para estimar a necessidade de proteínas de cada pessoa e a indicação por nutricionistas para aumento do consumo costuma ser direcionada a atletas ou pessoas com alguma enfermidade que precisam desse nutriente aumentado, mesmo assim, sem excluir outros nutrientes.

O que acontece na dieta da proteína é que o aumento não tem justificativa, a proposta é geral para todas as pessoas. 

Veja também: 10 Dietas para emagrecer mais usadas

A dieta da proteína funciona?

A justificativa para aumentar a proporção de proteínas da dieta é que essa estratégia   promove maior perda de peso, maior redução de gordura corporal e diminuição da perda de massa magra durante o emagrecimento, em comparação a outras dietas com menos proteína e de mesmo valor energético.

Porém ainda faltam evidências que definam a melhor proporção, a quantidade e a fonte de proteína a ser utilizada em dietas para redução de peso, bem como o tempo ideal de tratamento. 

Faltam esclarecimentos sobre efeitos adversos envolvidos com a adoção dessa estratégia, mas, generalizando a partir de outras dietas restritivas, a perda de peso rápida não é sustentável a longo prazo.

Sem um processo gradual de reeducação alimentar e ingestão de acordo com necessidades individuais não há manutenção do peso e há risco de deficiências nutricionais.

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A dieta da proteína oferece riscos?

Mesmo que as proteínas sejam nutrientes vitais para a manutenção de tecidos e para o metabolismo, o excesso pode causar prejuízos à saúde.

É necessário precaução no aumento de proteínas da dieta, especialmente por pessoas com história de doença renal, diabetes e gota.

O aumento de proteína acompanhado de diminuição de carboidratos leva a redução de peso pela diminuição de fluidos, podendo resultar em desidratação.

O estresse promovido pela dieta leva a alterações no nível de cortisol, que também pode ter consequências sobre hormônios, incluindo os que regulam o apetite e manutenção do peso, além de piorar a relação com a alimentação.

Dietas muito restritivas, inadequadas quanto a proporção de carboidratos, proteínas e gorduras podem gerar carências nutricionais específicas e provocar doenças.

Considerações finais

A dieta da proteína não é adequada porque não considera necessidades nutricionais individuais, nem de pessoas que apresentam algum cuidado por condição adversa de saúde.

Os resultados rápidos, assim como em outras dietas restritivas, estão relacionados ao déficit calórico, não a composição, e a perda de peso não costuma ser mantida.

Não só o valor calórico total da dieta, mas o planejamento da proporção de nutrientes deve ser baseado em avaliações individualizadas, prevenindo assim riscos à saúde. 

Quando se pensa em alimentação saudável e equilibrada, é importante que haja variedade de alimentos e que ela seja apropriada aos hábitos de cada pessoa. 

Referências:

PEDROSA, Rogerio Graça; DONATO JUNIOR, Jose; TIRAPEGUI, Julio. Dieta rica em proteína na redução do peso corporal. Rev. Nutr. Campinas, 2009

Luciana Neves Faria, Anelise Andrade de Souza. ANÁLISE NUTRICIONAL QUANTITATIVA DE UMA DIETA DA PROTEÍNA DESTINADA A TODOS OS PÚBLICOS. Demetra: alimentação, nutrição & saúde, 2017. 

Glutamina: Visão geral, usos, efeitos colaterais, precauções

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            A glutamina ou L-glutamina é um suplemento nutricional famoso não apenas para quem frequenta academias, mas também para pessoas que estão procurando uma melhor qualidade de vida e melhora do sistema imunológico.

– O que é a glutamina?

Trata-se um aminoácido encontrado em grande quantidade no nosso corpo, principalmente na musculatura.

É classificado como um aminoácido dispensável ou não essencial, ou seja, o nosso organismo produz a glutamina através de outros aminoácidos.

Em indivíduos saudáveis cerca de 80% do aminoácido que o nosso corpo precisa é produzido por ele próprio, já os outros 20% é necessário o consumo através da alimentação.

Em algumas situações essa proporção pode ser alterada, como no trauma, estresse, infecção ou exercício físico extremo.

Isso acontece porque o nosso organismo aumenta a necessidade da glutamina, tornando-se um aminoácido condicionalmente essencial.

O seu organismo continua produzindo, mas não é suficiente para garantir as suas necessidades, precisando aumentar o consumo através da alimentação ou da suplementação.

As principais fontes alimentares da glutamina são: carne, peixe, feijão, beterraba, repolho, espinafre, soja, milho, trigo, ovos, leite e derivados.

– Principais funções

            Vários tecidos do nosso organismo utilizam a glutamina em suas atividades básicas, como o fígado, intestino, rins, células do sistema imune, células pancreáticas e neurônios.

            Por causa disso, a glutamina é essencial para várias funções, sendo, principalmente, crescimento muscular, integridade das células do intestino e gerar energia para as células imunológicas.

            A glutamina é a principal fonte de energia para as células do intestino, auxilia a manter essas células saudáveis, aumenta a área de absorção dos nutrientes e ajuda o intestino a não absorver células maléficas para o organismo, como microrganismos e toxinas.

            Atualmente está sendo muito estudado a relação da glutamina com o sistema imunológico.

Esses estudos focam principalmente na suplementação em indivíduos que realizam exercício físico prolongado de alta intensidade ou que possuem doenças que deixam o sistema imunológico mais fragilizado, como o câncer ou HIV+, mas ainda é necessário mais estudo para verificar a sua real eficácia.

– Glutamina emagrece?

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            A glutamina não emagrece e nem engorda, entretanto, se for consumida em doses adequadas, ela pode provocar um ligeiro aumento de peso. Isso acontece pois pode estimular o ganho de musculatura.

Veja mais: Suplementos Mais Usados Para Ganhar Massa Muscular

            Já se a glutamina for consumida em doses inadequadas e sem o acompanhamento de um profissional, pode provocar o aumento de peso devido ao aumento de gordura corporal.

– Recomendação

            A recomendação do consumo/suplementação de glutamina deve ser analisada por um nutricionista ou médico, pois pode variar de 0,1 a 0,3 gramas por cada quilo de peso livre de gordura.

A dose irá depender de cada pessoa, seu estado de saúde atual ou qual a finalidade que deseja alcançar.

            Com isso, antes de realizar a sua suplementação procure ajuda especializada para lhe ajudar a entender se você precisa dessa suplementação nesse momento e qual a dose recomendada.

– Contra indicação da suplementação

            A suplementação de glutamina é contra indicada em pacientes com problemas nos rins e no fígado, pois pode ocorrer sobrecarga desses órgãos e piorar as disfunções já instaladas.

O uso prolongado de glutamina por longos períodos pode gerar alterações nos outros aminoácidos do organismo, gerando sobrecarga dos rins, prisão de ventre, gases, alteração na absorção de aminoácidos pelo intestino e redução da síntese da glutamina pelo organismo.

– Receita rica em glutamina

            Entendendo a necessidade da glutamina para o funcionamento do nosso organismo, é importante garantir que os 20% que o nosso organismo não produz esteja garantido através da alimentação.

            Conheça uma receita com salmão, um dos peixes com maiores teores de glutamina. Para aumentar mais ainda a ingestão desse nutriente na refeição faça uma salada de repolho de acompanhamento.

            – Filé de salmão com molho de limão e dill

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            Ingredientes do salmão:

            – 2 filés de salmão fresco (250 g cada)

            – ½ colher de chá de sal

            – 1 pitada de pimenta do reino branca

            – Raspas de meio limão siciliano

            – ½ colher de sopa de azeite

            Modo de preparo:

            – Em um recipiente, tempere o salmão com sal, pimenta do reino e as raspas de limão;

            – Aqueça uma frigideira com azeite e doure o salmão em fogo médio, de todos os lados, até que esteja aquecido;

            – Reserve em um local aquecido.

            – Ingredientes do molho de limão:

            – 1 colher de sopa de azeite;

            – 1 colher de sopa de farinha de trigo

            – 1 xícara de chá de leite desnatado;

            – Suco de ½ limão siciliano;

            – ½ colher de chá de raspas de limão siciliano;

            – ½ colher de chá de sal;

            – 1 pitada de noz-moscada;

–           – 2 colheres de chá de dill

            Modo de preparo:

            – Em uma panela, aqueça do azeite e a farinha de trigo, mexendo sempre;

– Quando adquirir uma consistência mais espessa, adicione o leite, misturando vigorosamente até engrossar;

– Adicione o suco, as rapas, o sal, a noz moscada e misture bem;

– Desligue o fogo e adicione o dill;

– Sirva acompanhando o salmão.

            CRUZAT, Vinicius Fernandes; PETRY, Éder Ricardo; TIRAPEGUI, Julio. Glutamina: aspectos bioquímicos, metabólicos, moleculares e suplementação. Revista Brasileira de Medicina Esportiva, São Paulo, v. 15, n. 5, p. 392-397, set. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbme/v15n5/15.pdf. Acesso em: 25 out. 2020.

SANCHES, Christiane Kleszcz Freitas; BAGGIO, Edilaine Aparecida; OLIVEIRA, Luis Carlos Nobre de; BERNARDO, Daniela Navarro D’Almeida. Possíveis decorrências da suplementação da glutamina no sistema imunológico e na melhora do desempenho de praticantes de exercício físico. Revista Odontológica de Araçatuba, Araçatuba, v. 39, n. 2, p. 37-46, maio 2018. Disponível em: https://apcdaracatuba.com.br/revista/2018/09/TRABALHO6.pdf. Acesso em: 26 out. 2020.

NESTLÉ. Filé de salmão com molho de limão e dill. Disponível em: https://www.receitasnestle.com.br/receitas/file-de-salmao-com-molho-de-limao-e-dill. Acesso em: 27 out. 2020.

Lopes-Paulo F. Efeitos da glutamina sobre a parede intestinal e sua aplicabilidade potencial em coloproctologia. Rev bras Coloproct, 2005;25(1):75-78. Disponível em: https://www.sbcp.org.br/revista/nbr251/P75_78.htm. Acesso em: 27 out. 2020.

Benefícios do BCAA: uma revisão dos aminoácidos de cadeia ramificada

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            O BCAA (branched chain amino acids) ou em português ACR (aminoácidos de cadeira ramificada) é um dos suplementos mais famosos nas academias, pois a sua composição faz parte da formação de vários tecidos do corpo e está presenta em grande quantidade nas fibras musculares.

            Além da suplementação, o BCAA pode ser encontrado nos alimentos de origem animal (por exemplo: ovo, leite e derivados, carne, frango, peixe), soja, castanhas, feijão branco, lentilha, grão de bico, entre outros.

– O que é o BCAA?

            A proteína é formada por aminoácidos, que podem ser classificados em essenciais ou não essenciais.

Os aminoácidos não essenciais são aqueles que o nosso organismo produz, não sendo necessário o consumo exclusivamente através da alimentação.

Já os aminoácidos essenciais são aqueles que o nosso organismo não consegue produzir, sendo necessário o consumo através da alimentação. Existem 9 aminoácidos essenciais e entre eles é possível encontrar o BCAA, que é composto pela leucina, isoleucina e valina.

– Benefícios do BCAA  

            Apesar da suplementação de BCAA ser muito utilizado por praticantes de musculação com a finalidade de aumento de musculatura, a maioria dos estudos não conseguiu correlacionar essa suplementação com o aumento de musculatura em indivíduos com alimentação proteica adequada.

            Outro benefício almejado é adiar a fadiga provocada pelos exercícios físicos de longa duração, entretanto, ainda não existe consenso nos estudos científicos se a suplementação pode ajudar na fadiga.

Os verdadeiros benefícios comprovados atualmente envolvem a melhora da cicatrização, redução da perda de musculatura na perda de peso intensa, redução do risco de encefalopatia hepática em pessoas com doenças hepáticas e melhora dos sintomas da doença renal.

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– O BCAA emagrece?

Não existe relação entre o BCAA e o emagrecimento, entretanto, como já comentado anteriormente, ele pode ser importante para ajudar a reduzir a perda de musculatura durante a perda de peso intensa.

Porém o seu consumo em excesso pode causar a hiperfagia (ingestão excessiva de alimentos), ocorrendo o efeito contrário, ou seja, o aumento de peso provocado pelo aumento da ingestão alimentar.

Suplementação

Como já destacado, a recomendação da suplementação de BCAA é controversa na maioria dos casos, pois pessoas com ingestão alimentar adequada e diversificada de proteína conseguem atingir a sua recomendação diária sem a necessidade de suplementação.

Entretanto, caso seja necessário ela pode ser encontrada na forma de pó, tabletes, cápsulas, líquido ou injetável. 

A versão mais utilizada é em pó, pois pode ser adicionado em outros alimentos, como vitaminas, sucos ou sopas, facilitando o seu consumo.

A versão injetável, apesar de ser encontrada facilmente, principalmente em centros estéticos, não é recomendada pela equipe de saúde e pesquisadores, pois é a forma que pode trazer maiores malefícios para o organismo, como infecção através da agulha e inflamação no local da aplicação.

Em relação a dose da suplementação de BCAA ainda não existe um consenso, estudos mostram uma variação de 5 g até 60 g por dia.

Apenas se sabe que a proporção ideal de aminoácidos é de 2 partes de leucina para 1 de isoleucina e 1 de valina.

Assim, a quantidade que deve ser suplementada é diferente para cada pessoa, considerando os seus aspectos físicos, finalidade que está em busca e quantidade proteica atingida através da alimentação.

Da mesma forma que não existe consenso na dose da suplementação, ainda não se chegou ao momento do dia ideal para esse consumo.

Alguns estudos alegam que não existe horário ideal, outros que deveria ser antes ou depois do treino.

Por isso, antes de realizar a suplementação é importante buscar um nutricionista ou médico, assim evita efeitos indesejados.

– Contra indicação

A suplementação de BCAA é contra indicado em indivíduos que possuem ELA (esclerose lateral amiotrófica), pois o consumo excessivo e crônico pode piorar a progressão da doença.

Entretanto, o consumo através da alimentação é indicado, desde que esteja dentro das recomendações.

Além disso, quantidades elevadas podem comprometer o funcionamento do fígado, sobrecarregar os rins e causar resistência à insulina, podendo levar a diabetes tipo 2.

Em relação a efeitos colaterais, doses elevadas podem causar inchaço, náusea, diarreia, dificuldade de digestão, dor de cabeça e aumento da produção de gases, entretanto existem poucos estudos que mostram esses sintomas.

– Receita

Conheça uma receita simples e fácil para aumentar o seu consumo de proteína, e consequentemente de BCAA, deixando a alimentação mais diversificada.

– Vitamina de manteiga de amendoim e cacau

Ingredientes:

– 1 xícara de chá de leite desnatado;

– 1 colher de sopa de manteiga de amendoim;

– ½ colher de sopa de cacau em pó;

– Suplemento em pó de BCAA;

– 1 colher de chá de amendoim torrado e triturado.

Modo de preparo:

– Em um liquidificador, bata todos os ingredientes (menos o amendoim);

– Após ficar homogêneo adicione o amendoim por cima e sirva-se.

A quantidade a ser adicionado do suplemento de BCAA deve seguir a orientação de seu nutricionista ou médico.

ROGERO, Marcelo Macedo; TIRAPEGUI, Julio. Aspectos atuais sobre aminoácidos de cadeira ramificada e exercício físico. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, v. 44, n. 4, p. 563-575, out. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbcf/v44n4/v44n4a04.pdf. Acesso em: 28 out. 2020.

MILAGRES, Eliana Alfenas Nogueira et al. Consumo de aminoácidos de cadeia ramificada na esclerose lateral amiotrófica: suplemento proteico ou substância neurotóxica? Revista Brasileira Neurologica, Rio de Janeiro, v. 50, n. 4, p. 77-82, out. 2014. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0101-8469/2014/v50n4/a4545.pdf. Acesso em: 28 out. 2020.

GOIS, Helen Deyse S. Cândido et al. Os efeitos da suplementação de ACR sobre a fadiga no exercício de endurance. Revista Odontológica de Araçatuba, Araçatuba, v. 36, n. 2, p. 19-22, jul. 2015. Disponível em: https://apcdaracatuba.com.br/revista/2015/12/TRABALHO%203.pdf. Acesso em: 28 out. 2020.

Batata-doce: benefícios para a saúde e informações nutricionais

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A batata doce (Ipomoea batatas L.), também conhecida como batata da terra ou jatica, é uma raiz amplamente utilizada na alimentação humana. Trata-se de um alimento essencialmente energético, rico em carboidrato, e pobre em gordura e proteína.

            Mesmo com as suas variações de coloração (amarela, laranja ou roxa), a batata doce é rica em betacaroteno, sendo compatível a quantidade presente nas cenouras, uma das fontes principais e mais conhecidas fontes do betacaroteno.

A batata doce tem ampla utilização, podendo ser feita assada, cozida ou frita. Além disso, pode estar presente em preparações doces ou salgadas, em receitas simples ou complexas.

– Batata doce x batata inglesa

            Na internet e nas academias muito se fala da substituição da batata inglesa pela batata doce, pensando em emagrecimento e ganho de musculatura.

Essa fama toda acontece porque a batata doce possui menor índice glicêmico (63 – índice glicêmico médio) quando comparado a batata inglesa (78 – índice glicêmico alto).

O índice glicêmico é a velocidade que o carboidrato entra na corrente sanguínea, quanto menor esse índice mais lentamente o carboidrato será absorvido pelo nosso organismo.

Isso acontece devido à quantidade de fibras presente na batata doce ser superior a batata inglesa.

            Apesar da diferença não ser tão grande, em algumas refeições, principalmente antes do treino, pode ser importante.

Entretanto, o índice glicêmico do alimento não é tudo, ele pode ser alterado pela forma de preparo e pela combinação com outros alimentos.

Assim, as duas batatas podem fazer parte da nossa alimentação, é preciso apenas ter atenção em quando consumi-las e quais alimentos que irão compor a refeição.

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Comparação nutricional entre a batata doce e a batata inglesa em 100 g

 Batata doceBatata inglesa
Calorias117 kcal – 498 kJ71 kcal – 305 kJ
Carboidrato28,7 g16,5 g
Proteína1,78 g2,05 g
Lipídios0,23 g0,04 g
Fibra3,17 g1,32 g
Cálcio30,3 mg3,78 mg
Ferro0,42 mg0,41 mg
Magnésio26,0 mg15,0 mg
Fósforo39,3 mg43,9 mg
Potássio366 mg455 mg
Zinco0,22 mg0,27 mg
Cobre0,12 mg0,11 mg
Selênio0,90 mcg0,30 mcg
Vitamina C17,8 mg35,4 mg

Fonte: TBCA

– Benefícios da batata doce

            A batata doce é um alimento rico em carboidrato, fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes (betacaroteno, flavonoides e compostos fenólicos).

É um alimento essencialmente enérgico, devido a ser fonte de carboidratos, e associado ao seu médio índice glicêmico, promove a absorção do carboidrato lentamente, garantindo uma fonte de energia de forma prolongada, sendo importante para pessoas que realizam atividade física.

            Além disso, os nutrientes presentes na batata doce podem auxiliar na prevenção do envelhecimento precoce, bom funcionamento intestinal, fortalecimento do sistema imunológico, melhora da saúde óssea e do coração.

– Ajuda no emagrecimento

            Devido ao seu índice glicêmico, reduz os picos de açúcar e insulina (hormônio responsável pela entrada do açúcar nas células) na corrente sanguínea após o seu consumo.

Assim a batata doce consegue gerar maior saciedade e reduz os alimentos a serem consumidos posteriormente.

É um ótimo substituto para alimentos com alto índice glicêmico e pobre em fibras.

– Contra indicação

            Não existe contra indicações do consumo da batata doce, caso seja em quantidades moderadas e utilizadas em preparações saudáveis.

Assim, como qualquer outro alimento, é importante evitar a versão frita, já que aumenta a sua quantidade calórica e de gordura.

            O seu consumo em excesso pode causar alguns efeitos colaterais indesejáveis, como o desconforto abdominal causado pelo aumento dos gases.

Além disso, devido a ser rico em betacaroteno, o seu excesso, ou de qualquer outro alimento fonte desse nutriente, pode causar alteração na coloração da pele e unhas para uma versão mais alaranjada.

– Deixe as preparações mais saudáveis

            A batata doce tem uma grande diversidade de utilização, devido ao seu sabor levemente adocicado, pode ser utilizado tanto em preparações salgadas, quanto em preparações doces.

Conheça uma receita doce utilizando a batata doce para torná-la mais saudável.

Brownie de batata doce

Ingredientes:

– 3 ovos;

– ¾ xícara de chá de adoçante em pó;

– ½ batata doce grande, cozida e sem casca;

– ½ xícara de chá de óleo de coco;

– ¾ xícara de chá de fécula de batata;

– 120 g de chocolate amargo 70% derretido;

– Nozes picadas ou outras nuts;

– 1 pitada de sal;

– 1 colher de chá rasa de fermento químico;

– 1 pote de creme de avelã;

Modo de preparo:

– Bata no liquidificador todos os ingredientes líquidos;

– Acrescente os demais ingredientes (menos o creme de avelã), mas deixe a fécula de batata por último e misture com as mãos, até virar uma mistura homogênea;

– Espalhe em uma forma pequena untada e asse em forno pré aquecido a 170°C por cerca de 30 minutos;

– Depois de pronto, adicione o creme de avelã por cima. Caso precise que ele fique mais fluído, amoleça por alguns segundos no micro-ondas.

Veja mais: Alimentos que ajudam a emagrecer

MALUF, Wilson Roberto. A batata-doce e seu o potencial na alimentação humana, na alimentação animal, e na produção de etanol biocombustível. Disponível em: http://www.abhorticultura.com.br/eventosx/trabalhos/ev_7/MALUF.PDF. Acesso em: 21 out. 2020.

CHOCOLIFE. Receita de Brownie de Batata Doce Fit. Disponível em: https://www.chocolife.com.br/receita-de-brownie-de-batata-doce-fit/p. Acesso em: 25 out. 2020.

PERNICIOTTI, Nicole. Tabela de índice glicêmico de alimentos. 2020. Disponível em: https://nutritotal.com.br/pro/material/tabela-de-indice-glicemico-de-alimentos/. Acesso em: 25 out. 2020.

NASCIMENTO, Viviane Barroso do. Emprego do índice glicêmico e carga glicêmica dos alimentos: uma alternativa nas dietas de pacientes com doenças crônicas? Revista Associação Brasileira de Nutrologia, Rio de Janeiro, v. 4, n. 5, p. 48-53, jan. 2012. Disponível em: https://rasbran.com.br/rasbran/article/view/127/107. Acesso em: 25 out. 2020.

Arroz Integral vs Arroz Branco – Qual é melhor para sua saúde?

Será que incluir arroz integral na dieta é eficiente para o emagrecimento? Quando devo consumir? Qual a forma correta de utilizar?

Verificamos com especialistas e temos as respostas para algumas dúvidas.

Nesse texto você vai ficar por dentro desse assunto, se é uma boa opção para perca de peso e se terá os resultados esperados mantendo a sua saúde! Que é o mais importante!

Brown Rice Brown Rice Freekeh Grains Quinoa Food

            O arroz é um dos cereais mais produzidos e consumidos no mundo, perdendo apenas para o milho e o trigo.

Existem vários tipos diferentes, porém no Brasil os mais comuns são o arroz branco (também conhecido como agulhinha ou polido) e o arroz integral.

– Diferenças entre o arroz branco e o arroz integral

O arroz pode ser dividido em três partes básicas: a casca, o farelo e o grão.

O arroz branco é um dos tipos mais processado, onde é retirado a casca e o farelo, ficando assim apenas o grão.

Isso ocorre principalmente para evitar deterioração, prolongar o tempo de validade e facilitar no processo de cozimento.

Já o arroz integral é menos processado, sendo retirado apenas a casca, assim possui maior quantidade de fibra, proteína, ferro, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B.

Além disso, possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, auxiliando na prevenção e tratamento de várias doenças.

Comparação nutricional entre o arroz branco cozido e o arroz integral cozido em uma colher de servir cheia (55 g)

 Arroz brancoArroz integral
Calorias71 kcal – 305 kJ59 kcal – 250 kJ
Carboidrato16,5 g12,9 g
Proteína1,31 g1,34 g
Lipídios0,22 g0,48 g
Fibra0,66 g1,17 g
Cálcio2, 84 mg1,11 mg
Magnésio13,3 mg12,5 mg
Fósforo10,9 mg22,6 mg
Potássio9,59 mg16,0 mg

Fonte: TBCA

Devido a esses nutrientes, estudos mostram que o consumo de arroz integral está associado com efeitos benéficos à saúde, como o auxílio no controle da glicemia, redução da gordura no sangue, redução da pressão arterial, controle de diabetes e doenças cardiovasculares.

– Ajuda no emagrecimento?

O arroz integral pode ser um aliado para pessoas que estão em busca do emagrecimento, principalmente quanto está atrelado com hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, atividade física e boa qualidade do sono.

Você pode utilizar o arroz integral como substituto de alimentos mais refinados, como é o caso do arroz branco, macarrão branco ou pão branco, pois esses alimentos não possuem a quantidade de fibras e nutrientes ele possui.

Principalmente devido a quantidade de fibras, auxilia na melhora do funcionamento intestinal, ajuda o açúcar da refeição ser absorvido mais lentamente e aumenta a sensação de saciedade, reduzindo assim a quantidade de alimentos a serem consumidos ao longo do dia.

– Combinação arroz e feijão

            A combinação de arroz e feijão é uma das melhores combinações de origem vegetal, pois fornecem todos os aminoácidos essenciais para o funcionamento do nosso organismo.

Os aminoácidos são as moléculas que formam as proteínas, alguns desses aminoácidos são essenciais para o nosso organismo, ou seja, aminoácidos que o organismo não consegue produzir, sendo essencial o consumo através da alimentação.

            Quando se consome alimentos de origem animal você consegue adquirir todos esses aminoácidos em apenas um alimento, podendo ser carne, frango, peixe, entre outros.

            Mas já nos alimentos de origem vegetal isso não acontece, sendo necessário a combinação de 2 alimentos para garantir em uma refeição os aminoácidos essenciais. E isso acontece com o arroz e feijão.

– Contra indicação

            Não existe contra indicação do consumo do arroz integral para pessoas saudáveis.

Entretanto em algumas doenças intestinais deve ser evitado nas fazes mais críticas ou em momentos com diarreia, pois a fibra estimula o funcionamento intestinal, podendo piorar os sintomas.

– Como preparar

            Muitas pessoas têm dificuldade de consumir o arroz integral. Isso acontece por dois motivos: a demora no processo de preparo e por não fazer parte do hábito alimentar.

O arroz integral demora mais para cozinhar quando comparado ao arroz branco, dificultando no processo de preparo. Por isso, é recomendado colocar o arroz integral de molho por pelo menos 6 horas antes do seu cozimento. Para cada xícara de arroz deve ser adicionado 5 xícaras de água.

Além disso, é um alimento que não faz parte do hábito alimentar da maioria das pessoas e a inclusão de um alimento novo nem sempre é fácil. Assim, para facilitar a sua introdução é importante adicionar alimentos saborosos e saudáveis, como legumes, verduras, carne, frango, entre outros.

            Conheça uma receita fácil e rápida para lhe ajudar a consumir o arroz integral:

            – Arroz integral com legumes

Ingredientes:

– 2 colheres de sopa de azeite

– 1 cebola grande picada

– 1 xícara de chá de arroz integral

– 4 tomates picados, sem pele e sem sementes

– 1 talo de alho-poró em rodelas

– 1 cenoura médica em rodelas finas

– 3 colheres de sopa de cebolinha-verde picada

Modo de preparo:

  – Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola até ficar transparente;

– Adiciono o arroz e 3 xícaras de chá de água quente, cozinhe por 5 minutos em fogo baixo;

– Adicione o tomate, alho-poró e a cenoura. Cozinhe por cerca de 20 minutos ou até que o arroz esteja macio;

– Desligue o fofo e deixe descansar por 10 minutos.

Veja mais: Alimentos que ajudam a emagrecer

WALTER, Melissa et al. Arroz: composição e características nutricionais. Ciência Rural, Santa Maria, v. 38, n. 4, p. 1184-1192, jul. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/cr/v38n4/a49v38n4.pdf. Acesso em: 20 out. 2020.

NESTLÉ. Arroz Integral com Legumes. Disponível em: https://www.receitasnestle.com.br/receitas/arroz-integral-com-legumes. Acesso em: 20 out. 2020.

TBCA. Arroz, integral, cozido, s/ sal e óleo, Orysa sativa L. Disponível em: http://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_alimentos.php?cod_produto=C0016A. Acesso em: 21 out. 2020.

TBCA. Arroz, polido, cozido, s/ sal e óleo (média diferentes cultivares), Orysa sativa L. Disponível em: http://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_alimentos.php?cod_produto=C0018A. Acesso em: 21 out. 2020.

Caroline Leite Constantino

Nutricionista especializada em Nutrição Clínica

Chá de Alcachofra: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

Imagem de Ulrike Leone por Pixabay

A Alcachofra é uma planta muito conhecida por seus benefícios à saúde. Vou dar um spoiler e dizer que ela é ótima para a saúde do coração. Muitas pessoas apreciam essa planta em suas refeições, mas você sabia que ela dá um ótimo chazinho? É sobre ele que vamos falar hoje, o Chá de Alcachofra. Será que ele emagrece? É tóxico? Pode ser tomado por todos? Quais são seus benefícios? Tudo isso e muito mais você saberá se me acompanhar, vem comigo?

Alcachofra

A Alcachofra (Cynara scolymus), também conhecida como Alcachofra-Hortense ou Alcachofra-Comum é uma planta nativa do Mediterrâneo, pertencente à família Asteraceae. Seu nome vem do árabe al-kharshûf, que significa “planta espinhosa”.

Apesar de sua origem ser mediterrânea, essa planta é muito cultivada no Brasil e utilizada na culinária de seus moradores, bem como em toda a América do Sul.

Ela é bastante consumida em sua forma natural, em cápsulas e como um produto fitoterápico em forma de chás.

Ela é encontrada em mercados, feiras, lojas de suplementos naturais, farmácias de manipulação e loja de produtos naturais.

A Alcachofra possui propriedades anti-escleróticas, antimicrobiana, antitumoral, depurativas do sangue, antioxidantes, anti-inflamatórias, laxantes, diuréticas, hipotensoras, antitérmicas, hepatoprotetoras, flavonóides, polifenóis, ácido gálico, ácido protocatéico, esculetina, quercetina, luteolina, vitaminas (A, complexo B, C e E), ácido fosfórico, ácido sílicico, fibras e minerais (cobre, manganês, magnésio, sódio).

Abaixo, disponibilizei uma tabela com as informações nutricionais do vegetal Alcachofra.

AlcachofraUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal47
Águag84.94
Proteínag3.27
Gorduras Totaisg0.15
Carboidratosg10.51
Fibra Alimentarg5.4
Sódiog94

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com o Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina (EPM – UNIFESP)

Benefícios

https://www.needpix.com/photo/1775924/
  • Por causa da presença de antioxidantes, promove a saúde dos rins, protegendo os mesmos da excreção de oxalatos de cálcio (caso estiver em excesso, pode promover a formação de cálculos renais) e exposição ao cádmio: SALEM e colaboradores (2019) e SÜMER e colaboradores (2020);

Emagrece?

Como vimos acima, nos benefícios, a Alcachofra possui propriedades maravilhosas antioxidantes, diuréticas, digestivas, saciantes e anti-inflamatórias que auxiliam na perda de peso, principalmente se o seu chá for associado com a prática de exercícios e uma alimentação equilibrada e saudável.

O Chá de Alcachofra sozinho não faz milagres.

Veja também: 10 Chás Mais Populares para Emagrecer

Contraindicações

O Chá de Alcachofra é contraindicado não deve ser muito consumido por pessoas que possuem obstruções do ducto biliar, problemas de vesícula, alergia à Alcachofra, durante a gravidez e amamentação.

Para pessoas que fazem o uso de remédios para baixar o colesterol e a pressão também não é indicado, pois a mesma possui efeito hipotensor e de hipocolesterolêmica.

Efeitos colaterais

O consumo excessivo da Alcachofra ou do seu chá pode causar alguns efeitos colaterais:

  • Muita diurese;
  • Obstrução do canal biliar;
  • Diarréia;
  • Flatulência;
  • Aumento excessivo do fluxo da bile, podendo formar cálculos biliares;
  • Reações alérgicas (erupções cutâneas, urticária, inchaço, entre outros).

Receitas

Quer aprender a fazer um chá de Alcachofra? Pegue papel e caneta e anote tudinho!

Artichoke tea

Chá de Alcachofra

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa folha Alcachofra;
  • 1 xícara de chá de água.

Modo de preparo:

  • Lave e higienize bem as folhas de Alcachofra;
  • Ferva a água e adicione as folhas fatiadas;
  • Deixe ferver por mais cinco minutos;
  • Desligue o fogo e deixe descansar por 10 minutos;
  • Coe e sirva.

Esse chá pode ser tomado até três vezes ao dia, principalmente 30 minutos antes das principais refeições.

Conclusão

A Alcachofra é um vegetal muito encontrado nas regiões Mediterrâneas. Seu consumo é fortemente feito pelos brasileiros, estando nas mesas das famílias seja em forma de salada, cozido ou até mesmo em sucos e chás.

Por falar nisso, o chá de Alcachofra possui excelentes propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, diuréticas, hipocolesterolêmicas e hipoglicemiantes que auxiliam no processo de emagrecimento, caso você realize exercícios e mude sua alimentação e estilo de vida.

Espero que você tenha gostado deste artigo, até o próximo!

Fontes

  1. Alcachofra, crua | Tabela de Composição Química dos Alimentos
  2. Composição química e atividades biológicas das folhas de Cynara scolymus L. (alcachofra) cultivada no Brasil
  3. Cynara scolymus L. (Alcachofra)

Kefir: – 9 Benefícios para saúde baseada em evidências

Diponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Lactobacillus_bulgaricus.jpeg (28/12/2020)

Umas das tendências da alimentação mais presente na vida de blogueiros e pessoas fitness é o Kefir.

Você sabe o que é isso? Será que ele emagrece? É tóxico? Quais são seus benefícios? Como cultivar? Onde posso adquirir? Tudo isso e muito mais você só saberá se me acompanhar? Vamos lá?

Kefir

Por mais que o Kefir esteja entrando na moda há pouco mais de dez anos, ele é um alimento de origem antiga, muito utilizado pelos povos do Oriente Médio e Tibetanos.

Sua origem é da região das montanhas do Cáucaso  (cordilheira que fica entre o Mar Negro e o Mar Cáspio), e vem do termo “keif”, que significa “bem-estar” ou “bem viver”.

Ele é nada mais nada menos do que o cultivo de grãos que se multiplicam em meio líquido – água ou leite -, produzindo assim uma bebida fermentada que faz muito bem ao nosso organismo.

O Kefir possui um sabor único e recebe diferentes nomes em várias partes do mundo, sendo eles: Quefir, Tíbicos, Plantas de Iogurte, Kippi, Cogumelos do Iogurte, Cogumelo Tibetano, Kiaphur, entre outros.

Ele é nada mais nada menos do que uma cultura de microrganismos do bem (que nem aquela bebidinha amarelada cheia de Lactobacilos vivos que a criançada e os adultos amam.

Eu, particularmente, não sou fã do sabor, mas encaro o Kefir de boa) que pode ser elaborada diversas vezes em sua cozinha, pois a proliferação dos mesmos é rápida e eficiente. 

Os grãos de Kefir lembram o formato de uma couve-flor, sendo mais gelatinosa.

Em sua composição, há água, polissacarídeos (kefiran), proteínas, entre outros. Sua composição depende do ambiente ao qual foi cultivado ou seja, na água ou leite.

Na microbiota do Kefir, podem ser encontrados Lactobacillus, Lactococcus, Leuconostoc, além de bactérias ácido-acéticas (bactérias que são capazes de produzir ácido acético ou seja, vinagre), bactérias ácido-láticas e leveduras.

Mas não se preocupe com os nomes, tudo o que foi citado faz bem ao seu organismo.

Muitas vezes as bactérias e outros tipos de microrganismos são relacionados somente à doenças, mas isso é mito!

Em nosso corpo existem bactérias que fazem bem ao organismo, principalmente as probióticas.

É por isso que conseguimos fazer a digestão, por exemplo, por conter “bactérias do bem” em nossa microbiota intestinal. Por sua vez, o Kefir é um alimento simbiótico, mas o que isso significa? Que ele possui probióticos e probióticos em sua composição. Vou explicar melhor abaixo:

  • Alimentos Probióticos: contêm microrganismos vivos que podem trazer benefícios maravilhosos à nossa saúde, caso seja administrado da maneira e quantidades corretas. Os probióticos favorecem a microbiota intestinal, diminuindo as quantidades de bactérias prejudiciais e providenciam um ambiente bom para as que vivem e auxiliam a nossa flora intestinal. Com isso, há a melhora do nosso sistema imunológico e qualidade de vida;
  • Alimentos Prebióticos: contêm fibras alimentares. Os prebióticos “fornecem alimentos” às bactérias boas da nossa flora intestinal, favorecendo o correto funcionamento do sistema digestivo;

  • Alimentos Simbióticos: contêm probióticos e prebióticos ao mesmo tempo, favorecendo a boa saúde do nosso corpo. O Kefir é um grande exemplo desse tipo de alimento.

Existem dois tipos de Kefir, os encontrados em leite e em água. Vou explicar um pouco mais sobre eles abaixo e como diferenciá-los:

  • Kefir de leite: seus grãos são mais amarelados ou branquinhos e de aparência opaca. Lembram um pouco os milhos de pipoca. Quando colocamos os grãos dentro do leite, com a ação da temperatura e do ambiente, eles fermentam. Sua bebida lembra muito a de um iogurte natural (sem adição de açúcar), sendo mais azedinho e de textura cremosa. Os grãos do Kefir se alimentam da lactose, permitindo assim sua multiplicação. Não importa o leite que você usa, o integral, semidesnatado ou desnatado, a multiplicação dá certo. Outro ponto muito interessante é que veganos podem fazer uso de bebidas vegetais para realizar a multiplicação das bactérias (leite de coco, amêndoas, soja, entre outros). A única coisa que muda é que, nesse caso, os grãos não se multiplicam pela falta de lactose. Uma curiosidade bastante interessante é que pessoas com intolerância à lactose podem fazer o uso do Kefir (ROSA e colaboradores, 2017) e do seu leite, pois, em 24 horas, a lactose presente no mesmo é toda consumida pelos microrganismos presentes nos grãos. Mas cuidado, é preciso conversar com seu médico antes de realizar o mesmo, principalmente para os graus mais avançados da intolerância;
  • Kefir de água: os grãos do Kefir de água parecem uma massinha mucilaginosa transparente, muito delicadinha e de pequeno tamanho. Os grãos cultivados no Kefir de água precisam de alimento, portanto precisamos colocar algo para que os microrganismos possam se multiplicar, como por exemplo açúcar mascavo, rapadura, caldo de cana ou algum outro tipo de produto adocicado natural. Não utilizar açúcar refinado, pois o mesmo interferem na fermentação dos grãos, não permitindo que os mesmos sejam multiplicados. A bebida resultante do processo de fermentação lembra o da “soda”, com sabor mais adocicado e com a presença de gás. Caso você queira adicionar uma erva utilizada no preparo de chás no Kefir de água, pode. Isso agregará ainda mais valor e benefícios nutricionais, bem como sabor à bebida fermentada. O suco de limão ou alguma outra bebida natural ácida pode auxiliar ainda mais no processo de fermentação, além de dar um gostinho único à bebida. Caso você não queira colocar açúcar na água, pode substituir a mesma por água de coco. O processo de fermentação será o mesmo. Frutas secas também agregam valor ao Kefir de água e podem ser utilizadas na mistura. 

Em sua composição, há aminoácidos essenciais (serina, lisina, alanina, treonina, triptofano, valina, lisina, metionina, fenilalanina e isoleucina), antioxidantes, antimicrobianos, vitaminas (A, B1, B2, B5, B7, B9, C e K), minerais (cálcio, fósforo, magnésio, zinco, cobre, manganês, ferro, cobalto e molibdênio), proteínas, carboidratos e fibras alimentares.

Abaixo, disponibilizo os valores nutricionais do Kefir de leite e de água:

Kefir de leiteUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal59
Proteínag3.26
Gorduras Totaisg3.13
Carboidratosg4.55
Fibra Alimentarg0
Sódiog44

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com o FatSecret

Kefir de águaUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal52
Águag87.44
Proteínag3.59
Gorduras Totaisg0.92
Carboidratosg7.34
Fibra Alimentarg0
Sódiog38

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com o USDA

Benefícios

  • Possui propriedades antimicrobianas que podem ser utilizadas como conservantes naturais em produtos e alimentos, sendo um grande substituto de produtos químicos indesejáveis: DIAS e colaboradores (2016);

  • É um grande cicatrizante, principalmente de feridas causadas por bactérias. Um estudo realizado por RODRIGUES e colaboradores (2005) com ratos com ferida infectadas por S. aureus concluiu que, a pomada feita a base de Kefir (produzida pelos autores), foi 70% mais eficaz quanto o grupo tratado com pomada a base de antibióticos (ratos do grupo controle). Outro estudo realizado por SILVA e colaboradores (2008) relatou a ação antimicrobiana do Kefir contra Candida albicans (fungo), E. coli (bactéria), Salmonella typhi (bactéria) e Shigella sonnei (bactéria);

  • Por seu grande poder antioxidante, protege o corpo contra a ação de microrganismos ruins e radicais livres, aumentando assim a ação do sistema imunológico: GÜVEN e colaboradores (2003);

  • Melhora a digestão e a intolerância à lactose em indivíduos adultos e saudáveis com diagnóstico clínico de intolerância à lactose, pois reduzem a severidade das flatulências e outros sintomas desagradáveis relacionadas a mesma, proporcionando maior conforto. Além disso, as enzimas liberadas pelos microrganismos presentes no Kefir, ajudam na digestão da lactose: ROSA e colaboradores, 2017;

  • Possui efeito hipocolesterolêmico, reduzindo assim os níveis de LDL (“colesterol ruim”) do organismo, pelo Kefir ser um probiótico, o que auxilia na proteção do organismo e prevenção contra doenças cardíacas: ROSA e colaboradores, 2017;

  • Controla os níveis de açúcar no sangue, auxiliando assim na prevenção de doenças como diabetes e em seu tratamento: ROSA e colaboradores, 2017;

  • Possui efeito anti-hipertensivo, pois esse preparo com bactérias probióticas fermentadas desempenham um papel importante no controle da pressão arterial: QUIRÓS e colaboradores (2005);

  • O consumo de Kefir proporciona uma pele mais saudável, por seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, proporcionando assim um efeito antienvelhecimento, além de melhora de eczemas, dermatites, queimaduras e cicatrizes: LEW e LIONG (2013);

  • A bebida do Kefir leva a uma perda de peso semelhante a comparada com a do leite, em mulheres com sobrepeso ou obesas: FAGHIH e colaboradores (2016);

Imagem de Thanantorn Sathuchat por Pixabay

Emagrece?

Por ser um alimento funcional que oferece ingredientes benéficos à saúde, o Kefir auxilia no processo de emagrecimento.

Ele possui grande poder antioxidante, anti-inflamatório, antimicrobiano, antienvelhecimento, hipocolesterolêmico, modulador da microbiota intestinal e tantas outras que promovem saúde e bem-estar ao corpo.

Lembrando que todo processo de emagrecimento só é eficiente se houver uma mudança de vida.

O que eu quero dizer com isso? É necessária uma reeducação alimentar e a prática diária de exercícios, senão de nada adianta comer Kefir.

Veja mais: Alimentos que ajudam a emagrecer

Contraindicações

O Kefir é contraindicado em caso de câncer gastrointestinal. Caso você tome algum medicamento que contém bifosfanato, fluoretos ou tetraciclinas em sua composição, só deverá ingerir o Kefir após duas horas do seu uso, para evitar interferências na absorção dos mesmos.

Para portadores de doenças do fígado, o Kefir leva à produção de álcool, podendo ser prejudicial.

Efeitos Colaterais

Caso o Kefir seja preparado de modo errado ou consumido de maneira indiscriminada, poderá causar sérios problemas de saúde.

É necessário que o preparo seja feito em um ambiente limpo e higienizado, pois o ambiente ao qual o Kefir se encontra é muito colonizador e, caso houver a contaminação por alguma bactéria ou fungo nocivos, pode prejudicar e muito a saúde de quem consome. Outros efeitos:

  • Dores abdominais;
  • Diarréias.

É indicado o consumo de apenas um copo do mesmo por dia.

Receitas

Antes de ensinar as receitas, preciso dizer que o modo de obter o Kefir no Brasil é um pouco diferente.

Ele pode sim ser achado em alguns locais, como por exemplo em casas de produtos naturais, mas culturalmente é cultivado na casa de uma pessoa e passado para outra, na forma de presentear e auxiliar na saúde de pessoas que nos importamos. Bacana, não é mesmo?

Agora, vamos aprender a fazer o Kefir de água e leite? Vem comigo!

Kefir de água

Ingredientes:

  • Primeiro de tudo, faça a assepsia do local. Isso é MUITO importante!;
  • Aqueça 250 mL de água mineral;
  • Adicione ¼ de xícara de açúcar mascavo e dissolva bem;
  • Complemente com mais 750 mL de água mineral;
  • Deixe esfriar até atingir temperatura ambiente.

Modo de preparo:

  • Coloque os grãos de Kefir em recipientes de vidro abertos previamente limpos (esterilizados) e bem secos, com água. A proporção deve ser de 2 a 4 colheres de sopa para cada litro de substrato;
  • Cubra o recipiente com um pano esterilizado ou uma gaze com elástico, para prevenir a entrada de qualquer bichinho indesejado ao mesmo tempo que permite a circulação de oxigênio necessário para a fermentação;
  • Deixe a bebida descansando de 24 – 48 horas (tempo necessário para a fermentação) e temperatura ambiente, em um local longe da luz. As variações de temperatura vão influenciar no sabor e consistência da bebida;
  • Depois de fermentar, coe os grãos com uma peneira de plástico esterilizada (não utilize a de metal, pois pode prejudicar os microrganismos bons);
  • Guarde na geladeira e espere um período de 24 horas para consumi-la (tempo de maturação);
  • Sua bebida está pronta para ser tomada, enjoy it!
  • Depois de pronta, a bebida de Kefir pode ser armazenada por até três dias na geladeira;
  • Os grão que sobraram devem retornar para um recipiente esterilizado com seus substratos de água com açúcar, para que eles continuem ativos e possam realizar outros processos de fermentação. A água deverá ser trocada a cada 24 horas, caso você queira continuar utilizando o Kefir, para que ele não se contamine com outros tipos de microrganismos ruins;
  • Seus grãos crescem cerca de 30% a cada 24 horas de fermentação;
  • Caso queira, você pode congelar os grãos por até dois anos, assim eles continuarão vivos, mas estarão inativos no congelador. Caso você queira ativá-los, é só descongelá-los de forma natural e colocá-los nos substrato de água com açúcar mascavo novamente.

Kefir de leite

Ingredientes:

  • Uma colher de sopa do grão de Kefir;
  • Um litro de leite (tanto faz se for desnatado, semidesnatado ou integral, o importante é ter lactose em sua composição).

Modo de preparo:

  • Antes de começar, faça a assepsia do local e de todos os objetos que for utilizar. É importante criar um ambiente seguro para o cultivo do Kefir;
  • Adicione a colher de sopa do grão de Kefir em um litro de leite em um recipiente de vidro esterilizado;
  • Tampe o recipiente com um pano esterilizado ou uma gaze e deixe em um local sem luz ambiente por no mínimo 48 horas e no máximo cinco dias;
  • Depois de fermentado, coe com um coador de plástico;
  • Deixe sair todo o soro e guarde na geladeira por um período de 24 horas para maturação;
  • A partir do Kefir de leite é possível fazer um iogurte mais cremoso (grego), cream cheese e até mesmo um queijo mais firme;
  • O processo de fermentação do Kefir de leite é mais demorado que o de água. Enquanto o segundo cresce cerca de 30% em 24 horas, o de leite pode demorar até um mês para dobrar de tamanho;
  • Caso queira, você pode congelar os grãos por até dois anos, assim eles continuarão vivos, mas estarão inativos no congelador. Caso você queira ativá-los, é só descongelá-los de forma natural e colocá-los nos substrato de leite novamente.

Conclusão

O Kefir é um alimento funcional que traz muitos benefícios maravilhosos à saúde. Por ser um probiótico e prebiótico ao mesmo tempo (simbiótico), o Kefir age positivamente na saúde do nosso corpo, além de conter antioxidantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos e ser hipocolesterolêmico, hipoglicemiante, hipotensor, de fácil digestão – o que auxilia na saúde da microbiota intestinal -, ter ação anticarcinogênica e antienvelhecimento.

Ele auxilia no processo de emagrecimento, mas não podemos esquecer de que uma alimentação equilibrada e a prática diária de exercícios são a chave para quem quer emagrecer com saúde. Espero que você tenha gostado desse artigo, até o próximo!

Fontes

  1. https://ndb.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/781102/nutrients
  2. Calorias em Kefir de Leite (100 g) (e Fatos Nutricionais)
  3. BACTÉRIAS
  4. Propriedades antimicrobianas do kefir
  5. KEFIR – UMA NOVA FONTE ALIMENTAR FUNCIONAL 04.03.2012
  6. Milk kefir: nutritional, microbiological and health benefits

Chá Mate: Benefícios, como consumir e cuidados

Mate Cuia Beverage Herb Cultural Drink Drink

Muitos utilizam Chá Mate em suas dietas e pré treino, mas será que ele realmente emagrece?

É tóxico? Quais são seus benefícios?

Uma curiosidade para começar esse artigo com o pé direito: você sabia que em 240 mL de Chá Mate tem cerca de 27 a 35 mg de cafeína?

Isso dependerá do solo em que foi cultivado e da quantidade da planta que você colocar em seu chá. Quer saber mais sobre ele? Vem comigo!

Chá Mate

O Chá Mate (Ilex paraguariensis), também conhecido como Erva-Chimarrão, Mate, Chá-do-Paraguai, Chá-Argentino, Chá-do-Brasil, Congonha, Mate-Verdadeiro, entre outros, é uma planta medicinal pertencente à família Aquifoliaceae.

Ele pode atingir cerca de 12 metros de altura e possui frutos que aparecem entre os meses de janeiro a março.

Os índios pertencentes às nações Guarani e Quíchua tinham o hábito de beber suas folhas após serem amassadas.

Esse hábito continua popular até hoje (quem nunca ouviu falar do tal “tereré”ou chimarrão?), principalmente na população do Sul do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, entre outros países Latinos.

Em sua composição, há muitas propriedades maravilhosas anti-inflamatórias, antioxidantes (cafeoil), polifenóis (em sua maioria, flavonóides, que constituem cerca de 20 – 30% de sua composição), alcalóides, xantinas (cafeína, teofilina e teobromina são algumas delas, muito importantes por sinal), aminoácidos, saponinas, fibras alimentares, diuréticas, antirreumáticas (CHIESA, SCHLABITZ e DE SOUZA, 2012), lipídios, proteínas, enzimas, vitaminas (principalmente do complexo C, E, B1 e B2 – FERREIRA e colaboradores, 2016) e minerais (magnésio, manganês, potássio, cálcio, fósforo, enxofre, selênio e zinco – HEINRICHS e MALAVOLTA, 2001). Abaixo, disponibilizo uma tabela nutricional retirada do site da USDA:

Chá MateUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal1
Águag99.7
Proteínag0
Gorduras Totaisg0
Carboidratosg0.2
Fibra Alimentarg0
Sódiog1

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com a USDA

Photo by Karol Majewski on Unsplash

Benefícios

  • Contém muitos antioxidantes e nutrientes que fazem bem à saúde do corpo e agem como estimulantes, principalmente as xantinas (são estimulantes) como a cafeína e teobromina. Conforme um estudo realizado por CHANDRA e GONZALEZ (2004), seu poder antioxidante é maior do que o do chá verde;

  • Muito utilizam o Chá Mate para treinar e focar no trabalho. Isso porque ele possui propriedades que aumentam a energia e o foco total e reduz a sensação de cansaço. Isso é devido a quantidade de cafeína que há em sua composição e pode ser comprovado através de dois estudos feitos por GUERRA, BERNARDO e GUTIÉRREZ (2000) e RUXTON (2008);

  • A cafeína contida na Erva-Mate também auxilia no desempenho físico, aumentando o mesmo em até 5%, melhorando as contrações musculares e reduzindo a fadiga. Isso auxilia no processo de emagrecimento, pois havendo uma melhora do desempenho físico, o indivíduo pode perder mais gordura e conseguir emagrecer com “mais facilidade”. Alguns estudos como HODGSON, RANDELL e JEUKENDRUP (2013), SPRIET (2014) e ALKHATIB (2014) comprovam o que eu disse;

  • Seu extrato pode ser usado em dermocosmeticos anti-envelhecimento, por seu potencial anti-inflamatório, adstringente, ativador da circulação, antimicrobiano e antioxidante (MACHADO, DEVEGILLI e MAGNABOSCO, 2016);

  • Melhora as funções do sistema imunológico, pois contém saponinas em sua composição, que possuem propriedades naturais anti-inflamatórias. Além disso, há vitaminas C e E, selênio e zinco, que auxiliam no fortalecimento do mesmo (PUANGPRAPHANT e DE MEJIA, 2009KNIGHT, 2000);

  • Ajuda na diminuição de riscos de doenças cardíacas, pois há antioxidantes potentes em sua composição (cafeína e polifenóis), capazes de proteger o corpo e diminuir o LDL (“colesterol ruim”): DE MORAIS e colaboradores (2009);

  • Por auxiliar na parte cognitiva, dando mais disposição, a Erva-Mate pode ajudar a prevenir doenças neuropáticas, como a depressão (LIM e colaboradores, 2015);

  • Pode ser uma abordagem nutricional eficaz quanto à modulação do estresse oxidativo em mulheres que estão na fase de perimenopausa (fase que antecede a menopausa): PEREIRA e colaboradores (2017).
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Emagrece?

Depois de todos esses benefícios maravilhosos, com certeza auxilia no processo de emagrecimento!

Como vimos, ela ajuda na perda de gorduras, afinamento da cintura, diurese, concentração, aumenta o metabolismo, melhora o trânsito intestinal, traz a sensação de saciedade e muito mais!

Por conter grandes quantidades de antioxidantes, anti-inflamatórios, fibras alimentares, saponinas, flavonóides, xantinas, vitaminas e minerais que são benéficos para a saúde do corpo. Portanto, você pode comemorar comigo e lembrar que não é só do chá que se vive, ele não faz milagre.

É necessário aumentar o seu metabolismo com exercícios físicos e uma boa e saudável reeducação alimentar. Conscientize-se!

Contraindicações

Como a Erva-Mate aumenta muito o metabolismo e foco e dá energia, não pode ser consumida por pessoas com problemas de insônia, ansiedade e hipertensão.

Além disso, seu uso é proibido por mulheres grávidas e crianças.

Pessoas com Síndrome do Intestino Irritável, diabetes e cardiovasculares precisam entrar em contato com seus médicos antes de fazer o uso da planta.

Efeitos adversos

Em excesso, a Erva-Mate pode causar irritabilidade, insônia, dor de estômago, irritação na boca e taquicardia.

Receitas

Sim, plural! Vamos lá?

Tereré

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa de Erva-Mate;
  • Água fria.

Modo de preparo:

  • Colocar a Erva-Mate até a metade do recipiente, tapar com a mão e agitar por cerca de 10 segundinhos, deixando a mesma em um ângulo de mais ou menos 45º;
  • Coloque a água fria, umedecendo o fundo do recipiente;
  • Deixe descansar por alguns segundos;
  • Colocar o canudo metálico na área úmida e apoie sobre a parede do recipiente;
  • Volte a acrescentar água fria no lugar ao qual o canudo se encontrava, evitando molhar a parte de cima da Erva-Mate;
  • Beber a seguir.

Chimarrão

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa de Erva-Mate;
  • Água fervendo.

Modo de preparo

  • Colocar a Erva-Mate até a metade do recipiente, tapar com a mão e agitar por cerca de 10 segundinhos, deixando a mesma em um ângulo de mais ou menos 45º;
  • Coloque a água quente, umedecendo o fundo do recipiente;
  • Deixe descansar por alguns segundos;
  • Colocar o canudo metálico na área úmida e apoie sobre a parede do recipiente;
  • Volte a acrescentar água quente no lugar ao qual o canudo se encontrava, evitando molhar a parte de cima da Erva-Mate;
  • Beber a seguir.

Chá Mate gelado

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de Erva-Mate;
  • 1 Litro de água;
  • Suco de dois limões;
  • Mel a gosto (opcional).

Modo de preparo

  • Coloque a água para ferver juntamente com a Erva-Mate até obter uma cor escurecida;
  • Coe e espere esfriar;
  • Quando o chá esfriar, bata no liquidificador com o suco de dois limões e o mel, se quiser;
  • Sirva com cubos de gelo.
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Conclusão

A Erva-Mate é muito encontrada no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e outros países Latinos.

Seu consumo é muito feito por sua população, em forma de Tereré ou Chimarrão, sendo comum nos dias quentes ou frios.

Ela possui incríveis propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, diuréticas, xantinas, cafeína, vitaminas e minerais que auxiliam e muito no processo de emagrecimento, problemas cardíacos, diminuição do colesterol e diabetes, concentração, aumento do metabolismo, entre outros.

Essa erva incrível não age sozinha no corpo, é necessário criar a consciência de que exercícios físicos e uma boa alimentação auxiliam no processo de emagrecimento tanto quanto o consumo do seu chá.

Espero que você tenha gostado deste artigo, até o próximo!

Fontes

  1. https://ndb.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/789474/nutrients
  2. Composição mineral do produto comercial da erva-mate (Ilex paraguariensis St. Hil.) 
  3. Revista do Instituto Adolfo Lutz (Impresso) – Effect of yerba mate on the sensory and physicochemical characteristics of cereal bars
  4. Substâncias fenólicas, flavonoides e capacidade antioxidante em erveiras sob diferentes coberturas do solo e sombreamentos
  5. Polyphenolic compounds, antioxidant capacity, and quinone reductase activity of an aqueous extract of Ardisia compressa in comparison to mate (Ilex paraguariensis) and green (Camellia sinensis) teas
  6. Cafeína e esporte 
  7. The impact of caffeine on mood, cognitive function, performance and hydration: a review of benefits and risks
  8. The metabolic and performance effects of caffeine compared to coffee during endurance exercise 
  9. Ilex paraguariensis COMO UM POTENCIAL ATIVO COSMÉTICO NA PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO FACIAL Marcela Machado1 Bruna D

Uxi Amarelo: benefícios, como consumir e cuidados

Disponível em: https://www.todafruta.com.br/wp-content/uploads/2016/11/uxi.png acesso em: 28 de dezembro de 2020.

Hoje vamos abordar sobre essa plantinha encontrada em nossa Floresta Amazônica, o Uxi Amarelo.

Nome bem diferente, não é mesmo?

Mas vamos ao que interessa, às nossas perguntinhas frequentes: será que o Uxi Amarelo emagrece?

Ele é tóxico? Quais são seus benefícios?

Como devo consumir?

Tudo isso e muito mais você vai saber se me acompanhar. Vem comigo?

Uxi Amarelo

O Uxi Amarelo (Endopleura uchi), também conhecido como Uxi-Pucu, Uxi-Liso, Uxi, Pururu ou Uxuá, é uma planta medicinal originária da Amazônia brasileira que pertence à família Humiriaceae.

Ela é mais encontrada nos Estados do Pará e do Amazonas, onde a árvore uxizeiro possui grande manejo, gerando renda para muitas famílias (mercado em expansão), sendo considerada um alimento de importante subsistência de muitas comunidades rurais mais distantes.

A casca do uxizeiro é amplamente comercializada em feiras, mercados e até mesmo em farmácias da região.

Nelas, a mesma é utilizada e prescrita para fazer chás (macerada), no tratamento de algumas doenças como diabetes, colesterol, artrite e como um anti-inflamatório.

Seus frutos são considerados bons alimentos e geram bastante curiosidade entre os turistas, pois não é visto em outros locais do país e do mundo. Infelizmente, até mesmo sua madeira é muito utilizada na produção de móveis. 

Suas propriedades são maravilhosas!

Essa planta medicinal contém alto poder antioxidante (bergenina, glutationa), anti-inflamatório, diurético, ácidos graxos, fibras dietéticas, esteróides, taninos, sais minerais (cálcio, ferro, potássio, magnésio, fósforo, boro, cobre e manganês), vitaminas (B, C e E), fitosteróis (três vezes superior do que a encontrada na soja), compostos fenólicos (flavonóides).

Não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais verdadeiros do Uxi Amarelo, somente um site chamado “Guia da Caloria”, onde o mesmo não se responsabiliza pela inexatidão das informações obtidas (conforme seus Termos de Uso).

Para quem tiver curiosidade, o conteúdo exposto é sobre 100 g do fruto do Uxi Amarelo (veja aqui).

Há somente artigos científicos muito bem escritos que corroboram com as propriedades farmacológicas e químicas, como: POLITI (2009), MUNIZ (2013), MAGALHÃES e colaboradores (2007) e POLITI e colaboradores (2011).

Benefícios

  • Por conter bergeninas, colabora com a redução da esteatose hepática não alcoólica (a famosa gordura no fígado), protegendo contra lesões hepatocelulares e redução da massa corporal, auxiliando assim no processo de emagrecimento. BRANCO e colaboradores, 2018 estudou ratos Wistar, que obtiveram uma dieta mais hiperlipídica, o que causou a esteatose hepática não alcoólica, aumento da gordura corporal, triglicerídeos, LDL e glicose. Quando eles foram tratados com chá de Uxi Amarelo, houve redução de 75,9% de sua massa corporal, de 50% da esteatose hepática, além da diminuição dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicose;

  • Possui propriedades antimicrobianas, que agem no combate da Candida albicans, C. tropicalis e C. guilliermondii (três espécies de Candidas, que causam a Candidíase, fungo que afeta a região reprodutora feminina): SILVA e colaboradores, 2009;

  • Atividade antioxidante, anti-inflamatória e diurética (ácido gálico) que auxiliam na proteção e bem-estar do estômago, bem como tratamento e prevenção de doenças gástricas: MACHADO (2015);

  • Auxilia no controle do colesterol, prevenindo e tratando a hipercolesterolemia, promovendo a proteção e saúde do coração: BRANCO e colaboradores, 2018;

  • O óleo da fruta de Uxi Amarelo é um excelente hidratante da pele, contra sinusite, prisão de ventre e é um incrível anti-inflamatório. O pó do caroço pode ser utilizado contra coceiras: presente no e-book “Plantas da Amazônia: 450 Espécies de Uso Geral”, no site da UNB.

Emagrece?

Como descrevi nos benefícios, há artigos que estão explorando esse tipo de característica do Uxi Amarelo.

Por conter propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, diuréticas e comprovadamente o efeito de perda de gordura BRANCO e colaboradores, 2018 (diminuição considerável da massa corporal e esteatose hepática não alcoólica), o Uxi Amarelo auxilia no processo de emagrecimento.

Veja mais: 10 Chás que emagrecem

Como sempre digo, o chá das plantas ou até mesmo o suco das frutas não são milagrosos e não agem sozinhos.

É necessário uma reeducação alimentar e a prática de exercícios. Isso é uma coisa que vou repetir e deixar claro sempre!

Contraindicações

O Uxi Amarelo não pode ser consumido por grávidas e lactantes, pois pode interferir no processo de formação do feto (citotóxico) e do bebê.

Pessoas que possuem hipotensão precisam tomar cuidado com seu uso, pois pode diminuir ainda mais a pressão arterial.

Efeitos Colaterais

Não há efeitos colaterais descritos na literatura, mas é sempre bom tomar cuidado com as altas dosagens.

Como vimos acima, o Uxi Amarelo tem efeito hipotensor, sendo necessário cautela ao tomar o seu chá ou suco. Nada de exageros, hein?!

Receitas

Chegamos na parte que todo mundo ama, não é mesmo? Vou passar a receita de chá de Uxi Amarelo, então pegue uma caneta e papel e anote tudo!

Chá de Uxi Amarelo

Ingredientes:

  • 10 g de casca macerada de Uxi Amarelo;
  • 1 L de água.

Modo de preparo:

  • Ferva a água;
  • Desligue o fogo quando a água estiver fervendo e acrescente a casca de Uxi Amarelo;
  • Deixe infusionar por cerca de três minutos;
  • Coe e sirva;
  • Você pode beber três xícaras durante o dia, não beba tudo de uma vez só!

Conclusão

O Uxi Amarelo é uma planta medicinal brasileira muito encontrada nos Estados do Pará e Amazonas.

Seu cultivo vem alimentando milhares de famílias durante anos, principalmente da zona rural destes dois Estados. Essa planta possui propriedades fantásticas antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, vitaminas, fibras e sais minerais, que auxiliam no tratamento de doenças do sistema reprodutor feminino, principalmente.

Além disso, ele auxilia no processo de emagrecimento, por conter bergeninas em sua composição.

Espero que você tenha gostado deste artigo, até o próximo

Fontes

  1. Estudo fitoquímico e da atividade biológica de Endopleura uchi Huber Cuatrecasas 
  2. CARACTERIZAÇÃO DO UXI (ENDOPLEURA UCHI) EM TRÊS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO
  3. Efeito do chá de uxi (Endopleura uchi) na esteatose hepática 
  4. Identificação de bergenina e carotenóides no fruto de uchi (Endopleura uchi, Humiriaceae)
  5. Endopleura uchi (Huber) Cuatrec.: A medicinal plant for gynecological treatments – A reproductive toxicity assessment in zebrafish (Danio rerio)
  6. Antimicrobial, cytotoxic and antioxidant activities and determination of the total tannin content of bark extracts Endopleura uchi
  7. Bark Extract of the Amazonian Tree Endopleura uchi (Humiriaceae) Extends Lifespan and Enhances Stress Resistance in Caenorhabditis elegans
  8. PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES DE SAÚDE NO ESPAÇO CRESCER, ALCOBAÇA, BAHIA
  9. Antimicrobial activity of bergenin from Endopleura uchi (Huber) Cuatrec. 
  10. Characterization of bergenin in Endopleura uchi bark and its anti-inflammatory activity
  11. Estudo fitoquímico e da atividade biológica de Endopleura uchi Huber Cuatrecasas
  12. Plantas da Amazônia: 450 Espécies de Uso Geral

Cranberries: benefícios, nutrição e riscos

https://www.needpix.com/photo/663951/

Caso eu conte que sou apaixonada pelo Cranberry e seus benefícios à saúde, estarei dando um pequeno spoiler, né?

Se você soubesse o quanto essa frutinha faz bem para o nosso corpo, a colocaria agorinha mesmo em sua dieta!

Falando nisso, eu sei que você quer saber se ela emagrece e tem curiosidade de saber um pouco mais sobre ela.

Será que, em grandes quantidades, o Cranberry pode ser tóxico?

Quais são os seus benefícios? Qual seu valor energético?

Há estudos que comprovam sua eficácia? Tudo isso e muito mais responderei abaixo. Vem comigo!

Benefícios

Cranberry (Vaccinium macrocarpon) ou Arando é uma fruta deliciosa, de grande valor para a saúde e pertencente à família Ericaceae.

Sua planta é nativa da América do Norte, sendo muito comum aos que adotam um estilo de vida mais saudável e está presente nas mesas das famílias em feriados, principalmente nos Estados Unidos da América.

Seu papel na história é antigo. Muitos americanos usavam essa frutinha vermelhinha como conservante de suas carnes provenientes das caçadas de alces, bem como tinta natural na confecção de tapetes e roupas e até mesmo como remédio natural em casos de ferimentos a partir de flechas venenosas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Arando foi bastante utilizado como alimento saudável para as tropas de soldados americanos.

Em sua composição, há grandes e potentes flavonóides, antocianidinas, ácido salicílico, protoantocianidinas, taninos, ácidos fenólicos, propriedades anti-adesão, antioxidantes, anti-inflamatórios, anti-bactericidas, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, potássio), fibras e vitaminas (A, C, E e K).

No Brasil, seu uso mais comum é no suco, principalmente para tratar problemas urinários em gravidinhas, que não podem tomar antibióticos (mais um spoiler).

Existem muitos estudos sendo realizados, comprovando a eficácia do Arando, principalmente quando se trata de infecções recorrentes do trato urinário Bons exemplos são: “Cistite Recorrente: Tratamento e Prevenção” (Sociedade Brasileira de Infectologia), “Cranberries Para Prevenção do Trato Urinário” (Centro Cochrane do Brasil e Liga de Medicina Baseada em Evidências da Escola Paulista de Medicina – EPM UNIFESP), “Cranberries and Lower Urinary Tract Infection Prevention” (HISANO e colaboradores, 2012) e “Arando na Profilaxia das Infecções Urinárias Recorrentes: Revisão Baseada na Evidência” (Pina e colaboradores, 2011).

Abaixo, segue uma tabela de valor nutricional do Cranberry:

CranberryUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal46
Águag87.32
Proteínag0.46
Gorduras Totaisg0.13
Carboidratosg4.27
Fibra Alimentarg3.6
Sódiog2

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com a USDA

Imagem de b minnick por Pixabay

Benefícios

  • Como vimos em alguns estudos acima, ele previne Infecções do Trato Urinário, por conter proantocianidina tipo A, que segundo o artigo Tratamento e Prevenção” (Sociedade Brasileira de Infectologia), possui 20 vezes mais poder antioxidante do que a vitamina C e 50 vezes mais potente que a vitamina E. Estudos in vivo comprovaram que ele é capaz de inibir em cerca de 80% a aderência bacteriana no urotélio;

  • Pode ser utilizada no tratamento de pacientes com bexiga neurogênica (bexiga flácida ou espástica – causada por alguma lesão neurológica), principalmente com Infecção do Trato Urinário (ITU) complicadas. Um estudo realizado por HEILBERG e SCHOR (2003) aborda mais sobre o assunto;

  • Acelera a cicatrização da pele e está sendo muito utilizado em dermocosméticos, sendo visto como uma grande oportunidade na dermatologia. O estudo de POLJŠAK, KREFT e GLAVAČ (2020) pode comprovar o que digo;

Imagem de Waldrebell por Pixabay

Emagrece?

O Cranberry ou Arando é um excelente antioxidante, o que auxilia no processo de emagrecimento, aumento do “colesterol bom” (HDL), diminuição dos triglicerídeos e das inflamações, diminuição da porcentagem de gordura corpórea, no processo de reversão da resistência à insulina e esteatose hepática e, finalmente, na prevenção de doenças cardíacas.

Eu disse que sou fã dessa frutinha, agora você já sabe o porquê.

Se você acompanha meus artigos, já sabe o que falarei agora: nenhuma fruta é milagrosa.

Para que o Cranberry possa fazer bem o seu papel, você tem que fazer bem o seu, mas como? Isso é fácil!

Com a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada!

Esse é o segredo e a matemática básica!

Caso queira saber mais, é só ler os artigos que deixei no tópico acima.

Todos eles corroboram com o que escrevi.

Contraindicações

Essa fruta é tão maravilhosa, que grávidas e lactantes podem consumi-la.

Seu uso não pode ser feito por pessoas alérgicas ao Cranberry ou ao Ácido Salicílico (efeito semelhante à Aspirina).

Pessoas que possuem quadros frequentes de pedras nos rins devem evitar o consumo do seu suco, pois contém uma grande quantidade de oxalato de cálcio

Efeitos Colaterais

O consumo de Cranberry é considerado seguro desde que sua ingestão não ultrapasse a quantidade diária recomendada, que é a de 480 mL/dia.

Caso haja um abuso de seu uso, pode ser tóxico para o corpo, por causa de seus efeitos colaterais:

  • Dores de barriga;
  • Diarréias;
  • Dores de estômago;
  • Outros sintomas gastrointestinais.

Receitas

Dá para “brincar” bastante com as receitas dessa fruta maravilhosa!

Vou começar com um suco muito fácil de fazer e depois deixarei mais algumas receitas, vamos lá?

Imagem de Hoa Luu por Pixabay

Suco de Cranberry

Ingredientes:

  • 200 g de Cranberry;
  • 2 xícaras de chá de água gelada;
  • Mel a gosto (opcional).

Modo de preparo:

  • Lave bem os frutos de Cranberry;
  • Adicione todos os ingredientes ao liquidificador e bata até ficar homogêneo;
  • Coe e sirva.

Suco de Cranberry com Maçã

Ingredientes:

  • 0,5 Kg de Cranberries;
  • 1 L de água gelada;
  • 300 g de pedacinhos de maçã. Você pode trocar por morangos, melancias ou outras berries (blueberry, por exemplo);
  • Mel a gosto (opcional);
  • Canela a gosto (opcional).

Modo de preparo:

  • Lave muito bem todas as frutas;
  • Bata todos os ingredientes no liquidificador;
  • Coe e sirva;
  • Beba durante o dia ou divida com a família.

Smoothie de Cranberry e Banana

Ingredientes:

  • 80 g de Cranberries congeladas;
  • 100 g de banana;
  • 150 g de laranja;
  • 3 – 4 cubinhos de gelo;
  • Mel a gosto (opcional).

Modo de preparo:

  • Lave todas as frutas antes de começar;
  • Coloque todos os ingredientes no liquidificador, menos a laranja;
  • No caso da laranja, você irá somente espremer o seu suco;
  • Adicione os cubos de gelo e ligue o liquidificador;
  • Sirva.

Conclusão

O Cranberry é uma fruta muito encontrada na América do Norte, principalmente nos EUA.

Ela está presente nas festas e feriados americanos e faz parte do estilo de vida de pessoas fitness.

Há muitos estudos feitos com essa fruta, onde descobriram seu alto poder contra doenças infecciosas do trato urinário (ITU), mas seus benefícios vão muito mais além, principalmente por ser um grande antioxidante, que protege o corpo contra o envelhecimento, doenças cardíacas, diabetes, aumenta os níveis de HDL, diminui os de triglicerídeos e diminui os níveis de gordura do corpo, contribuindo assim para o emagrecimento.

Espero que você tenha gostado do artigo, até a próxima!

Fontes

  1. https://ndb.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/786774/nutrients
  2. Autoria: Sociedade Brasileira de Infectologia Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia Sociedade B
  3. Cranberries para a prevenção de infecção do trato urinário
  4. Cranberries and lower urinary tract infection prevention
  5. Arando na profilaxia das infecções urinárias recorrentes: revisão baseada na evidência
  6. Diagnosis and clinical management of urinary tract infection
  7. Vegetable butters and oils in skin wound healing: Scientific evidence for new opportunities in dermatology

Chá de Boldo – benefícios, segurança e efeitos colaterais

O chá de Boldo é bom para as crises de vômito, pois age diretamente no fígado (vou explicar mais para frente), vamos às perguntas: Será que ele auxilia no processo de emagrecimento?

É tóxico? Quais são os seus benefícios?

Tudo isso e muito mais você saberá se me acompanhar.

Vamos lá?

Chá de Boldo

O Boldo (Peumus boldus) é uma planta medicinal utilizada há muitos como remédio caseiro.

Ele é originário da região dos Andes do Sul e é muito encontrado no Chile, por isso que você também pode conhecê-lo como Boldo-do-Chile.

A população andina indígena utiliza muito essa planta medicinal para dores reumáticas, em casos de luxações de membros e no tratamento de problemas digestivos e hepáticos.

O Boldo caracteriza-se por ser uma planta arbustiva, que pode alcançar até seis metros de altura e pertence à família Monimiaceae.

Essa planta medicinal é rica em propriedades antioxidantes, flavonóides, alcalóides (boldina), antissépticas, antibacterianas, anti-inflamatórias, estimulantes, sedativas, tônicas e vermífugas.

Além disso, há óleos essenciais (ascaridol), taninos, glicolipídios, compostos fenólicos e fitoquímicos.

Não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais do chá de Boldo, somente seus aspectos farmacológicos, como por exemplo no artigo de RUIZ e colaboradores (2008) e HERRERA-RODRÍGUEZ (2015).

No site da USDA, há uma aba sobre o assunto, mas os resultados são inconclusivos (não há informações nutricionais em 100 g de folhas de Boldo). Deixo disponível o link aqui, caso você queira ver.

Existem outras espécies de Boldo, como por exemplo o Boldo-da Terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus) e Boldo-Baiano (Vernonia condensata). Os benefícios dos mesmos são iguais, portanto vou focar mais no Boldo-do-Chile, aquele que eu tinha em casa e é bem amargo.

Benefícios

  • Auxilia na digestão, pois em sua composição há um alcalóide chamado boldina, que é conhecida por estimular o fluxo de bile para o fígado. A bile possui um papel fundamental na digestão e absorção de gorduras, bem como a excreção de diversas toxinas/produtos do sangue;

  • Em casos de ressaca, o chá de Boldo é uma “mão na roda”, pois a boldina (olha ela aí novamente) é hepatoprotetora, auxilia na desintoxicação e a estimular o fluxo de bile, protegendo assim as células do fígado que estão sobrecarregadas pelo excesso de bebida alcoólica;

  • Ele é um grande aliado do fígado, sendo ótimo para a saúde deste órgão;

  • Reduz a produção de gases, pois facilita o processo de digestão, diminuindo a quantidade de resíduos alimentares não digeridos, que iriam ser fermentados, causando assim os gases;

  • Possui ação diurética, o que pode auxiliar no processo de emagrecimento, pois tem ação direta na metabolização das toxinas que chegam no organismo, protegendo as células do fígado, evitando que elas se acumulem neste órgão e inibindo sua ida ao sistema linfático, ajudando assim na eliminação das mesmas através da urina;

  • Por sua ação antimicrobiana e antioxidante, o Boldo é um grande aliado da imunidade, pois auxilia no processo de eliminação dos agentes infecciosos do corpo;

  • Pode ser utilizado como um  laxante suave em casos de prisão de ventre. É necessário utilizá-lo com moderação, pois pode ser tóxico para o corpo;

  • Ameniza dores nas barriga, dores de cabeça e qualquer tipo de mal-estar relacionado ao fígado, por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Emagrece?

Ele auxilia no processo de emagrecimento, pois em sua composição há propriedades que ajudam no processo de diurese, diminuição da inflamação e do processo de formação dos gases, desintoxicação do fígado e melhora da digestão, deixando assim uma sensação mais leve no corpo e uma barriguinha mais “lisa” por conta da perda do inchaço do corpo.

É preciso avaliar o caso de cada um, bem como a alimentação, se é rica em farináceos e outros componentes que ajudam as células a inchar, o acúmulo de gorduras e uma má digestão.

Por isso que sempre digo, é necessário uma reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos junto com a ingestão do chá. 

Veja também: 10 Chás para emagrecer

Contraindicações

O chá de Boldo é contraindicado para pessoas que possuem doença hepática aguda ou severa, pancreatite, câncer hepático, colecistite séptica (inflamação da vesícula biliar) e espasmos no intestino.

Mulheres grávidas e crianças até seis anos de idade não devem fazer o uso do mesmo. 

Efeitos colaterais

O chá de Boldo, quando tomado em altas quantidades, tem efeito tóxico no corpo. Doses maiores do que 100 mg do seu extrato seco por vez podem causar:

  • Alucinações;
  • Vômitos;
  • Diarréias;
  • Letargias (estado de profunda e prolongada inconsciência);
  • Convulsões.

A dose recomendada do seu uso em infusão é de 1 – 2 g de folhas picadas em 150 mL de água, duas vezes ao dia.

Receita

Eu sei, já dei um spoiler acima, né? Abaixo, segue uma receitinha de chá de Boldo. Pegue um papel e caneta e vem comigo!

Ingredientes:

  • Uma colher de folhas secas de Boldo;
  • 150 mL de água.

Modo de preparo:

  • Ferva a água;
  • Adicione as folhas de Boldo;
  • Apague o fogo e deixe descansar por 10 minutos;
  • Coe;
  • Você pode tomar o chá após as principais refeições, para ter uma boa digestão.

Conclusão

O Boldo é uma planta medicinal muito utilizada por índios da região andina no sul do Chile, principalmente em casos de dores reumáticas e no tratamento de problemas digestivos.

Seus principais benefícios são para o sistema gastrointestinal, pois age diretamente nas vias hepáticas, melhorando a digestão, cessando vômitos, protegendo as células, desinchando e auxiliando na imunidade do corpo.

Por ser uma planta que tem alto poder diurético e que melhora a parte de digestão do corpo, ela auxilia no processo de emagrecimento, mas é necessário realizar exercícios físicos e passar a reeducar a alimentação para uma mais saudável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. Farmacologia e Toxicologia de Peumus boldus e Baccharis genistelloides
  2. https://ndb.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/398791/nutrients
  3. Bioactivity of Peumus boldus Molina, Laurelia sempervirens (Ruiz & Pav.) Tul. and Laureliopsis philippiana (Looser) Schodde (Monimiacea) essential oils against Sitophilus zeamais Motschulsky
  4. Horto didático de plantas medicinais do HU/CCS 

Dieta Low Carb: pode ajudá-lo a perder peso?

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O que é Dieta Low Carb?

O nosso corpo obtém energia dos alimentos para realizar suas atividades vitais. Essa energia é o que chamamos de calorias.

As calorias são encontradas em nutrientes conhecidos como carboidratos, gorduras e proteínas.

Cada pessoa tem uma necessidade individual de calorias que precisa ser consumida a partir dos alimentos fonte desses nutrientes.

As necessidades de calorias podem variar conforme idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde.

De forma simplificada, quando acontece o consumo de mais caloria do que o corpo gasta, ocorre o ganho de peso.

Os carboidratos são nutrientes essenciais para fornecer energia e garantir processos básicos de manutenção da saúde.

Normalmente encontrados em vegetais ricos em amido (grãos, cereais, raízes e tubérculos), os carboidratos representam no mínimo metade das necessidade totais de energia do dia.

O que a estratégia da dieta low carb (tradução livre: “baixo carb”) propõe é: uma oferta menor de calorias vinda desse nutriente. Mas por que?

A recomendação para reduzir a ingestão de carboidratos e aumentar a proporção de proteínas e gorduras tem como proposta promover a utilização de gordura como principal fonte de energia, preservando massa magra corporal.

A seguir você vai ler sobre os possíveis benefícios e prejuízos dessa estratégia.

Como fazer a dieta Low Carb?

A dieta Low Carb 

A principal recomendação é reduzir a ingestão de carboidratos e aumentar a proporção de proteínas e gorduras da dieta. Mas reduzir como?

Normalmente uma alimentação é composta por, pelo menos, metade das calorias fonte de carboidratos.

Isso quer dizer que em uma dieta de 2000 calorias, 1000 calorias seriam carboidratos (ou 250g). 

Na prática, a dieta Low Carb pode ser feita com variações na proporção destes carboidratos.

Segundo a Sociedade Brasileira Low Carb existem três tipos de variações principais: “Dieta Low Carb moderada”;  “Dieta low carb e alta gordura” e  “Muito Low Carb ou dieta cetogênica”.

As diferenças na composição serão as seguintes:

Na “dieta low carb moderada” os carboidratos compõe até 45% das calorias totais diárias. 

Já a “dieta low carb com alta gordura” reduz o carboidrato a menos que 26% das calorias totais do dia ou menos que 130 g de carboidratos das calorias totais do dia. 

E a “dieta Muito Low Carb”, que pode ser chamada também de dieta cetogênica, propõe que menos de 10% das calorias totais do dia sejam ofertadas pelos carboidratos.

É essencial reforçar que as necessidades calóricas totais do dia consideram uma variedade de fatores como idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde, por isso uma avaliação individualizada feita por nutricionista é ideal e muito importante para prescrição adequada e acompanhamento seguro da evolução dessa dieta. 

Dependendo do planejamento, alguns tubérculos (batatas) e frutas mais doces fazem parte da dieta, mas as características gerais costumam priorizar o consumo de legumes e vegetais; carnes e ovos; gorduras – apenas de fonte natural, sem a presença de óleos hidrogenados, permitindo gordura saturada; frutas menos doces e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).

Quais são os benefícios da dieta low carb?

 A proposta de reduzir a ingestão de alimentos fonte de carboidratos se baseia na ideia que o corpo terá que buscar energia de outras fontes, utilizando especialmente a gordura.

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

O aumento no consumo de gorduras e proteínas também pode favorecer o efeito de saciedade, fator auxilia a promover um balanço de energia negativo e, por consequência, perda de peso.

Outro ponto interessante é que a dieta desestimula o consumo de produtos industrializados, que costumam apresentar alto teor de açúcar (carboidrato) e contribuem para ingestão de calorias em excesso, o que está associado ao ganho de peso.

 A redução no consumo desses produtos junto ao estímulo por alimentos mais naturais é benéfico também para melhorar a nutrição e saúde do intestino.

Além do efeito sobre a perda de peso e gordura corporal, as estratégias para redução da ingestão de carboidratos têm sido aconselhadas para quadros clínicos de saúde, como auxiliar no tratamento de doenças como epilepsia, hipertensão, dislipidemia, diabetes e Ovário policístico.

A dieta low carb tem contraindicações?

Toda dieta restritiva pode oferece potencial risco para a saúde. 

Esse risco pode ser minimizado quando a indicação e acompanhamento são realizados por profissional de saúde, especialmente por nutricionistas. 

Uma restrição alimentar sem considerar as necessidades nutricionais individuais pode levar a complicações diversas de saúde.

Em relação à dieta low carb, pode ocorrer dor de cabeça, náuseas, aumento do cortisol (hormônio relacionado ao estresse), perda de peso rápida levando a desordens do metabolismo, sobrecarga renal e hepática se consumo em excesso de proteína, possível aumento de colesterol total e LDL.

A indisposição para prática de atividade física, dificuldade de manutenção do padrão alimentar e ganho excessivo de peso posterior também são problemas relatados por quem experienciou essa dieta.

A prática de dietas restritivas como essa pode levar à frustração pela dificuldade de manutenção, monotonia alimentar, pior relação com a comida pela noção de alimentos bons x ruins, piora do cuidado com a qualidade da dieta, desinformação em relação a nutrição (por exemplo, condenar o consumo de frutas), posterior compensação do consumo; desenvolvimento de compulsão alimentar ou outros transtornos alimentares.

Conclusão

Nosso corpo obtém energia dos alimentos e o equilíbrio dos nutrientes é fundamental para manutenção da saúde.

Mesmo em repouso, sua respiração, batimentos cardíacos e funções cerebrais estão consumindo energia.

O seu sexo, peso, estatura, idade e nível de atividade física normalmente definem o quanto de energia você precisa obter através dos alimentos, todos os dias.

Os carboidratos são nutrientes essenciais para processos vitais do nosso corpo, mas a proporção do quanto devem compor a dieta podem variar conforme necessidades e objetivos.

A dieta Low Carb, em suas diversas variações, tem demonstrado ser uma estratégia para auxiliar o deficit calórico que pode levar ao emagrecimento e também controle de algumas condições de saúde.

Porém, a prática indiscriminada dessa dieta, sem recomendação e orientação de um nutricionista pode levar a carências nutricionais e prejuízos graves para saúde.

Por isso, reforçamos a importância de você buscar apoio profissional caso tenha interesse de modificar algo em sua alimentação.

Veja mais: Dietas mais usadas para emagrecer

Revista Saúde em Foco – Edição nº 9 – Ano: 2017 BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS DA DIETA LOW CARB Renata Cordeiro1*; Marina Baldasso Salles1 ; Bruna Marcacini Azevedo 2

Dieta Dukan: Funciona para perda de peso?

O que é?

A dieta Dukan é um método criado pelo médico francês Pierre Dukan que visa perda de peso.

A dieta consiste em uma alimentação reduzida em calorias, que restringe alimentos fonte de carboidratos enquanto libera o consumo de gorduras e proteínas.

O método inclui diferentes fases e uma lista de alimentos permitidos.

Sua manutenção é difícil e pode levar, além de frustrações, as complicações de saúde.

A dieta Dukan funciona para perder peso?

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

A dieta Dukan tem um prognóstico de manutenção da perda de peso considerado ruim.

Em média, apenas 5% das pessoas que passam por um processo de emagrecimento conseguem impedir o reganho de peso ao final de 5 anos.

Esse efeito de perda e reganho, conhecido também como “efeito sanfona” ou efeito “iô-iô” provocado diversas vezes ao longo da vida é bastante prejudicial para a nossa saúde.

Além das adaptações que ocorrem naturalmente em nosso corpo para poupar mais energia, aspectos comportamentais também tornam a adoção dessa dieta insustentável a longo prazo.

Dietas com restrição de carboidratos sem orientação e acompanhamento profissional individualizado podem ocasionar diversos problemas para a saúde.

A adaptação do organismo para obter energia de outra fonte, já que foi restringido da fonte de carboidrato, pode levar a degradação de reservas relacionadas à diminuição da água corporal.

A perda de água e eletrólitos pode representar perda de peso naquele número da balança, mas não de gordura.

Normalmente, com a retomada do consumo de carboidratos, que é prevista em algum momento, o peso é recuperado rapidamente.

Além disso, perda de peso é diferente de emagrecimento.

Ainda no processo de emagrecimento, é importante garantir as recomendações mínimas de energia e nutrientes a fim de prevenir perda de massa magra, desidratação e outros danos à saúde.

Ao comparar a dieta Dukan com recomendações nutricionais bem consolidadas da Organização Mundial da Saúde, esse método não atende às necessidades de nutrientes recomendadas para população em geral.

Outro ponto, na dieta Dukan não existe indicação do uso de suplementos para suprir a necessidade de micronutrientes, o que também pode indicar negligência com as deficiências previstas.

 A perda de peso é um processo que pode ser alcançado com diferentes estratégias, no entanto, o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

Quais são as fases da dieta Dukan?

A dieta é dividida em quatro fases, sendo elas conhecidas como:

  • Fase do ataque com duração de sete dias corridos;
  • Fase do cruzeiro com duração até que a perda de peso seja alcançada;
  • Fase da consolidação com duração de dez dias de consolidação por quilo perdido nas outras fases;
  • E por último, a fase da estabilidade por um período de tempo indeterminado. Essa fase ainda impõe um dia da semana para o consumo apenas de proteína.

A dieta Dukan apresenta algum risco?

A dieta Dukan não apresenta benefícios para a saúde, ao contrário, os riscos são diversos.

A adesão a dietas que estão circulando em meios de comunicação sem os devidos fundamentos científicos pode levar a frustrações e prejuízos à saúde por conta do consumo elevado ou insuficiente de nutrientes.

O consumo restrito de calorias e carboidratos, alta ingestão de proteínas e gorduras, e deficiência de vitaminas e minerais pode levar ao surgimento ou agravamento de complicações de saúde tais como: anemia; acidente vascular cerebral; cirrose hepática; colesterol elevado; cálculo biliar; complicações cardiovasculares; câncer de cólon; dislipidemias; diminuição do débito cardíaco; diminuição da frequência cardíaca; diminuição da pressão arterial; diminuição da imunidade; desmineralização óssea; desequilíbrio no funcionamento do organismo; doença arterial coronariana; diabetes mellitus; hipertensão; osteoporose; obesidade; perda de potássio; sobrecarga do fígado; sobrecarga renal.

Conclusão

A dieta Dukan não atende recomendações nutricionais preconizadas por Organizações consolidadas de saúde.

Essa dieta também não demonstra bons resultados para o processo de perda de peso.

Fazer restrições alimentares sem orientação e acompanhamento de profissional não é recomendado para nenhuma pessoa.

Inclusive, algumas pessoas podem estar mais predispostas a complicações graves por conta de restrições ou excessos que uma  dieta como essa promove. 

Para uma ingestão de calorias e nutrientes adequadas, é preciso considerar as necessidades energéticas individuais.

É preciso também considerar preferências, disponibilidade, aspectos sociais e culturais da alimentação, para então elaborar um plano de alimentação equilibrada e saudável, sustentável a longo prazo que atenda aos objetivos reais.

BRAZ, Thayanne Silva. Análise nutricional das dietas do dr. Atkins e dr. Dukan. 2017. 20 f. Artigo (Graduação) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017. 

Espinheira Santa? – benefícios, como consumir e cuidados

Olá, tudo bem? Hoje vou abordar sobre a Espinheira Santa, já ouviu falar? Ela é uma erva muito conhecida aqui no Brasil, prevalecente da região Sul. A pergunta que não quer calar é: será que ela emagrece? Quais são seus efeitos? A Espinheira Santa é considerada uma planta medicinal? Ela possui alguma toxicidade? Tudo isso e muito mais, vocês saberão lendo este artigo. Quem vem comigo?

Espinheira Santa

A Espinheira Santa Verdadeira (Maytenus ilicifolia) é uma planta medicinal da família Celastraceae encontrada na região Sul do Brasil.

Seu nome é devido as bordas de suas folhas parecerem com espinhos.

Ela possui muitas substâncias que garantem suas propriedades terapêuticas, como triterpenos e polifenóis (flavonóides e taninos).

Este último, age como captador de radicais livres e minimizam o estresse oxidativo causado por eles, bem como os danos no DNA.

Eles garantem uma atividade antioxidante, um dos maiores benefícios dessa planta.

Além disso, a Espinheira Santa possui óleos essenciais como o friedelanol (efeito gastroprotetor), ácidos tônico e silícico (ação antisséptica e cicatrizante) e epigalocatequina (cicatrizante e controle de ácido clorídrico). 

Não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais da erva Espinheira Santa, somente seus aspectos farmacológicos, como por exemplo no artigo de JESUS e CUNHA (2012), OLIVEIRA, CUNHA e COLAÇO (2009), MARIOT e BARBIERI (2007), entre outros.

Há sites que apresentam algumas características nutricionais das cápsulas, como o MyFitnessPal, não sendo um método tão seguro para descrever sua real composição. Mesmo assim, disponibilizei abaixo o conteúdo nutricional de uma cápsula. 

Espinheira SantaUnidade1 cápsula
Valor EnergéticoKcal10
Proteínag2
Gordura Saturadag0
Carboidratos (por diferença)g0
Fibrasg0

Vale a pena lembrar que, o uso dessa erva está isento de prescrição, conforme o Conselho Federal de Nutrição (CFN).

Benefícios

  • É utilizada em casos de problemas gastrointestinais como gastrites (inclusive as causadas pela presença de H. pylori), úlceras gástricas e duodenais, acidez estomacal, refluxo, enterites (inflamações intestinais), flatulências e má digestão, por causa dos seus óleos essenciais, sendo um excelente gastroprotetor;

  • É um grande adstringente estomacal, pois restaura o pH do estômago, além da prevenção do câncer neste local (efeito antitumoral);

  • Há propriedades diuréticas por causa de um bioativo chamado triterpeno, diminuindo assim o inchaço e a retenção de líquidos do corpo, auxiliando no processo de emagrecimento;

  • Como ela é antioxidante e possui ações contra o estresse oxidativo, ele possui função depurativa do sangue, auxiliando assim o sistema circulatório, sanguíneo e cardíaco;

  • Previne infecções no corpo, principalmente no sistema urinário e genital;

  • Auxilia no combate ao alcoolismo, aliviando o corpo em caso de intoxicações alcoólicas;

  • Devido à mucilagem (um tipo de fibra que absorve bastante água) presente nesta planta, ela auxilia no trânsito intestinal e melhora a digestão;

  • Previne o câncer de pele, por causa dos triterpenos. Vale lembrar sempre que, ao menor sinal dele, é necessário procurar um médico e não tentar tratar somente com fitoterapia;

  • Possui ação cicatrizante e antisséptica, pois possui ácidos tônicos e silícico em sua composição;

  • Efeito antibiótico, pela presença de maitenina e maiteno. A primeira também tem efeito anticancerígeno, principalmente por sua ação no câncer de colo uterino.

Emagrece?

Essa planta, que tem sido alvo de estudos por sua ação anticancerígena, possui três propriedades que auxiliam no processo de emagrecimento: diurética melhora da digestão e efeito causado pela mucilagem.

Sua ação diurética ajuda a melhorar a eliminação de líquidos em excesso pelos rins (por causa dos triterpenos, terpenos, taninos e flavonoides), diminuindo o inchaço e peso pelo aumento da diurese.

No caso do efeito de mucilagem, há a melhora do trânsito intestinal, havendo uma maior eliminação de resíduos e toxinas através das fezes. Por último, melhora o funcionamento do sistema digestório, evitando que haja a formação de gases e fortalecendo a função hepática.

Esse conjunto auxilia na eliminação de toxinas do corpo, o que de fato ajuda no processo de emagrecimento.

Lembrando que nenhum tipo de chá pode fazer milagres. Como sempre digo, é necessário utilizar essa alternativa em conjunto com exercícios físicos e uma boa alimentação.

Lembrando que esse tipo de chá não aumentará o metabolismo para a queima de gordura. Ele age nas toxinas, para que haja uma maior liberação das mesmas e diminuição do inchaço, que acaba sendo um dos fatores do ganho de peso.

Contraindicação

Seu uso é contraindicado em caso de gravidez, por lactantes (diminuição do leite) e para mulheres que estão em tratamento de infertilidade, pois possui um efeito abortivo. Seu uso não é recomendado por crianças.

Efeitos colaterais

O consumo em excesso pode provocar alguns dos sintomas abaixo:

  • Tremores;
  • Sonolência;
  • Dores nas articulações das mãos;
  • Poliúria (urinar muito, mais de 2,5 L de urina por dia) e cistite (infecção da bexiga);
  • Boca seca;
  • Cefaléia;
  • Gosto estranho na boca.

Receita

Quem mais aí ama uma receitinha de chá? Essa é segundo o livro “Plantas e Saúde – Guia Introdutório à Fitoterapia”, desenvolvido e patrocinado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ingredientes:

  • Uma colher de chá de folhas secas de Espinheira Santa;
  • Uma xícara de chá de água fervente (150 mL);
  • Mel a gosto.

Modo de preparo

  • Ferva a água;
  • Após chegar ao ponto de fervura, desligue o fogo e coloque a Espinheira Santa;
  • Espere 10 minutos;
  • Coe e coloque mel a gosto.

Você pode tomar o chá frio uma hora antes das refeições principais.

Conclusão

A Espinheira Santa é uma planta muito comum no Brasil, principalmente na região Sul.

Suas propriedades curativas, protetoras do trato gastrointestinal, antissépticas, anticancerígenas e diuréticas auxiliam no processo de emagrecimento, pois há a eliminação de toxinas através da urina e fezes.

Lembrando que o processo de emagrecimento poderá ser melhorado com o uso do seu chá, principalmente se você fizer uso do mesmo com uma alimentação balanceada em conjunto com exercícios físicos. Espero que você tenha gostado do artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. Revisão da Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae. Contribuição ao estudo das propriedades farmacológicas
  2. Atividade antioxidante das folhas de espinheira-santa – Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss., secas em diferentes temperaturas 
  3. ATIVIDADE ANTIULCEROGÊNICA E POTENCIAL ANTIOXIDANTE DA ESPINHEIRA-SANTA (MAYTENUS ILICIFOLIA) 
  4. Avaliação da atividade antiulcerogênica da Maytenus truncata Reiss (Celastraceae) 
  5. Estudo das propriedades farmacológicas da espinheira-santa (Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek) e de duas espécies adulterantes | Jesus | Revista Saúde e Desenvolvimento 
  6. Revisão da Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae. Contribuição ao estudo das propriedades farmacológicas
  7. medicinais v9 n3.pmd 
  8. TENDENCIAS GLOBAIS NA HARMONIZAÇAO DA LEGISLAÇAO E CONTROLE DE QUALIDADE 
  9. Revisão da Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae. Contribuição ao estudo das propriedades farmacológicas 

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Moringa: benefícios, efeitos e riscos

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160119_moringa_rp (consulta: 28 de dezembro de 2020)

Eu tenho um caso muito forte de amor com a Moringa, principalmente por causa do seu cheirinho incrível e de suas propriedades maravilhosas.

Neste artigo, vou trazer à luz um pouquinho mais sobre essa planta e revelar se ela auxilia no emagrecimento ou não.

Além disso, responderei algumas das perguntinhas mais frequentes sobre ela: será que a Moringa faz bem à saúde?

Ela é tóxica? Quais são seus efeitos adversos?

É contraindicada em alguns casos? Há estudos sobre essa planta? Tudo isso e muito mais você confere abaixo. Vem comigo?

Moringa

A Moringa (Moringa oleifera) é uma das plantas medicinais com maior teor de nutrientes do planeta todo!

Ela é conhecida como “A Árvore Milagrosa”, cresce em climas quentes e áridos e é reconhecida como uma das ferramentas mais poderosas para melhorar os problemas de nutrição de países em desenvolvimento, devido sua quantidade incrível dos já citados nutrientes, aminoácidos essenciais (lisina, histidina, isoleucina, valina, leucina, metionina, fenilalanina, treonina e triptofano) e por ser resistente à seca.

Estudos recentes revelam que a Moringa possui propriedades anti-inflamatórias e desintoxicantes que auxiliam no controle e tratamento de doenças crônicas, como a obesidade (PANKAJ e colaboradores, 2010), diabetes mellitus tipo 2 (ANDRADE e colaboradores, 2020), doenças cardiovasculares (SOUZA e colaboradores, 2016), entre outras.

Além disso, há estudos que demonstram que essa planta pode aumentar a produção e qualidade do leite materno, por conter quantidades altas de cisteína e metionina, presentes no leite humano, de vaca e em ovos de galinha, ainda que haja diminuição da absorção de cálcio pela mãe, por causa de oxalatos encontrados na M. oleifera (FRIGHETTO, FRIGHETTO e LIMA, 2007 e DE ALMEIDA, 2018).

Ela é uma fonte riquíssima de proteínas e carboidratos, possui cerca de 46 antioxidantes em sua composição, Ômega 3, 6 e 9 e 36 propriedades anti-inflamatórias, vitaminas (A, B1, B2, B3, B6, C e E), minerais (cálcio, ferro, potássio, magnésio, cobre, iodo, fósforo e zinco) e fibras. 

MoringaUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal64
Proteínag9.4
Gorduras Totaisg1.4
Águag78.66
Carboidratosg8.28
Fibra Alimentarg2
Sódiog9

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ, de acordo com a USDA

Benefícios

  • Possui ação antioxidante que atua contra os radicais livres no organismo;

  • Diminui os níveis de açúcar no sangue por causa do ácido clorogênico;

  • Reduz a inflamação, atuando como um mecanismo de proteção;

  • principalmente contra doenças cardíacas e câncer (quercetina);

  • Reduz os níveis de colesterol;

  • Protege contra a toxicidade do arsênio (contaminação das mananciais), que pode levar à problemas de saúde;

  • Aumenta a capacidade respiratória, aliviando os sintomas de doenças respiratórias crônicas como a asma;

  • Devido a sua alta concentração de fibras e proteínas que ajudam a aumentar a sensação de saciedade, a Moringa pode ser uma grande aliada no processo de emagrecimento;

  • Regula a pressão arterial, pois possui tocoferóis, polifenóis e flavonóides em sua composição;

  • Previne e combate a anemia (procure seu médico antes de realizar qualquer tratamento sozinha), pois suas folhas possuem uma grande quantidade de ferro;

  • Aumenta as defesas do organismo, pois possui vitamina C, polifenóis e betacarotenos em sua composição;

  • Devido a presença de isotiocianatos, quercetina e ácido clorogênico a Moringa tem efeito analgésico e anti-inflamatório;

  • Hidrata a pele, devido a presença de vitamina E, B e C em sua composição, favorecendo a cicatrização da cútis e produção de colágeno;

  • Auxilia no tratamento e prevenção de úlceras estomacais e combate a prisão de ventre (devido às fibras);

  • Por conter altas quantidades de vitamina A, a Moringa auxilia na saúde dos olhos;

  • Há um forte efeito anticancerígeno, principalmente nos casos de câncer de mama e intestino;

  • Diminui os sintomas da menopausa, pois controla os níveis de estresse oxidativo e inflamação.

A Moringa possui um combo incrível de proteção para o corpo. Disponibilizo abaixo uma tabela retirada do livro “Conservação dos Recursos Naturais”, onde seus autores abordam um pouco mais sobre seus benefícios e poder de ação:

AtividadeParte da Planta
Antimicrobiana/AntibactericidaMesocarpoimaturo
Termiticida/CaseinolíticaFlores
Sanitizante alimentarFolhas e sementes
Antiulcerosa/Antioxidante Folhas
Antidiarréica /AnticóleraRaízes
Antioxidante
ImunomoduladoraFolhas
AntimicrobianoFolhas, raízes esementes
Antifúngico
Antitumoral
Antiviral
Antidiabética ehepatoprotetora
Redutora do colesterol
Anti-hipertensivo
Diurético
Antiespasmódico
Estimulante cardíaco
Antitérmica, antiepiléptica eantiinflamatória
Anti-helmíntica, antiasmáticae anticoncepcional
AntiateroscleroseFolha
Antiproliferativa e apoptótica(células câncer pulmão)Folhas
Anti-leucêmicaFolhas
HipotensivaFolhas
HipocolesterolêmicaFolhas
Anti herpes simplex tipo 1Folhas
Regulação hipertiroidismoFolhas
Sistema medicinal Ayurvedae Unani
Medicina indígena
Medicina indígena (Ásia)

Emagrece?

Sim, ela auxilia no processo de emagrecimento. Lembrando que é o que eu sempre falo: nada acontece somente por tomar um chá de Moringa, por exemplo.

É necessário que haja uma mudança em seu estilo de vida, começando por uma alimentação mais saudável e prática de exercícios físicos.

Quer saber por que ela emagrece?

As folhas da Moringa contêm um grande potencial antioxidante, que auxiliam na rápida reparação de lesões e no combate de ameaças à saúde, principalmente quando se trata de inflamações crônicas, como nos quadros de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, que são causadas pelo resultado do estresse oxidativo.

Os polifenóis e isotiocianatos encontrados na Moringa auxiliam na “limpeza” dos radicais livres, estimulando a desintoxicação do corpo, havendo assim um efeito anti-inflamatório e de proteção celular durante longos períodos de tempo.

Corroborando com isso, há o trabalho de PANKAJ e colaboradores (2010), aos quais avaliaram a atividade hipolipidêmica da Moringa em ratos, onde houve a diminuição do colesterol, triglicerídeos e índice de aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nas artérias).

Além disso, suas folhas estimulam o metabolismo, fazendo com que haja uma maior queima de gordura pelo corpo. Lembra do ácido clorogênico?

Ele e o já citado isotiocianato auxiliam na redução dos níveis de açúcar do sangue após as refeições.

Por último, a Moringa reduz os níveis de leptina – hormônio produzido por células de gordura – e dos processos inflamatórios, aumentando os níveis de adiponectina – hormônio regulador da glicemia -, auxiliando no processo de emagrecimento.

Contraindicações

Mulheres grávidas e lactantes devem ter cuidado com o seu consumo. Alérgicos a essa planta não devem consumi-la.

Efeitos colaterais

Caso você faça o uso abusivo da Moringa, ela poderá causar um efeito rebote (contrário), principalmente de lesões no fígado, por causa do excesso de antioxidantes no corpo. Outros efeitos colaterais:

  • Diarréia;
  • Vômito;
  • Náuseas;
  • Quedas bruscas de glicemia;
  • Dor de estômago;
  • Gases;
  • Pode conter um potencial neurotóxico.

Receitas

Vou começar com uma receita de Smoothie Verde retirada do e-book “10 Reasons to Eat Moringa Every Day”:

Ingredientes

  • Duas xícaras de couve;
  • Uma colher de de sopa de Moringa em pó;
  • ½ xícara de uvas verdes;
  • ½ xícara de uvas vermelhas;
  • ½ xícara de blueberry;
  • Uma colher de sopa de sementes de chia;
  • Uma xícara de leite de amêndoas;
  • Uma fatia de limão descascado ou de suas raspas.

Modo de preparo

  • Adicione todos os ingredientes no liquidificador;
  • Bata em alta velocidade;
  • Misture por um minuto ou até ficar homogêneo;
  • Coe e beba.

Chá de Moringa (1)

Ingredientes

  • Uma colher de sopa de Moringa;
  • Uma xícara de água (200 mL);

Modo de preparo

  • Ferva a água;
  • Quando ferver, desligue o fogo e acrescente a colher de sopa de Moringa;
  • Deixe em infusão por três minutos;
  • Beba em seguida, sem adoçar.

Chá de Moringa (2)

Ingredientes:

  • Uma colher e meia de folhas de Moringa;
  • 500 mL de água;
  • Uma colher de sopa de mel.

Modo de preparo

  • Ferva a água;
  • Quando ferver, desligue o fogo e acrescente a colher de sopa de folhas de Moringa;
  • Deixe em infusão por 10 minutos, com tampa;
  • Coe e adicione o mel, se necessário.

Conclusão

A Moringa é uma planta sensacional, por ser altamente benéfica à saúde. Seus altos teores de antioxidantes, anti-inflamatórios e outras propriedades auxiliam no processo de emagrecimento e no combate de doenças crônicas, como obesidade, cardiopatias e diabete mellitus tipo 2.

Com a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação, ela auxilia a emagrecer, aumentar o metabolismo e queimar gorduras.

Espero que você tenha gostado desse artigo. Nos vemos no próximo!

Fontes

  1. https://ndb.nal.usda.gov//fdc-app.html#/food-details/168416/nutrients 
  2. 10 REASONS TO EAT MORINGA EVERY DAY 
  3. O Potencial da Espécie Moringa oleifera (Moringaceae). I. A Planta como Fonte de Coagulante Natural no Saneamento de Águas ec 
  4. Moringa oleifera Lam., seus benefícios medicinais, nutricionais e avaliação de toxicidade
  5. Article 24.indd 
  6. (PDF) Propriedades terapêuticas da Moringa oleífera Lam. no tratamento do diabetes mellitus
  7. https://portal.uneb.br/ppgecoh/wp-content/uploads/sites/84/2018/08/Conserva%c3%a7%c3%a3o-de-Recursos-Naturais-E-BOOK.pdf

Valeriana: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

Imagem de WikimediaImages por Pixabay

Você já ouviu falar sobre a Valeriana e seus benefícios?

Muitas pessoas tomam o chá dessa planta medicinal para dormir melhor, mas será que ela também emagrece?

E os riscos do seu uso? Ela é tóxica? Será que você só vai ficar com sono se tomar o seu chá (e nada de emagrecer)?

Todas essas perguntas serão respondidas no decorrer deste artigo. Como você já deve saber, eu gosto de colocar um pequeno spoiler no começo dos meus textos, com citações de trabalhos científicos.

COSTA (2014) realizou uma revisão sobre a Valeriana, onde mostra seu potencial calmante para pessoas com insônia. GUERRA, ARENT e MACHADO (2010) abordam seu uso como antiespasmódico, em casos de nervosismo e insônia. Por último, JUNIOR, PINTO e MACIEL (2005) abordam sobre a interação da Valeriana com o uso de hipnóticos e ansiolíticos.

Dito isso, será que a Valeriana auxilia no processo de emagrecimento? Quer saber? Então, vem comigo!

Valeriana

A Valeriana (Valeriana officinalis) é uma planta medicinal utilizada durante milênios pelo mundo todo.

Ela pertence à família Valerianaceae, a qual possui mais de 300 espécies e 10 gêneros.

Essa erva está presente em quase todo o mundo e suas raízes são utilizadas há muito tempo como medicamento sedativo na Europa, pois a possui propriedades sedativas leves que promovem o sono, muitas vezes sendo utilizada como substituta de medicamentos mais fortes, como os benzodiazepínicos no tratamento de distúrbios nervosos e distúrbios do sono provocados pela ansiedade e depressão.

Ela possui propriedades sedativas e relaxantes, que podem servir como um calmante natural contra a depressão e o estresse e é indicada para inúmeros outros sintomas como:

  • Reações histéricas;
  • Ataques de pânico;
  • Hiperatividade;
  • Câimbras;
  • Arritmia cardíaca;
  • Enxaquecas;
  • Dores de cabeça;
  • Crises epilépticas;
  • Cólicas menstruais;
  • Sintomas da menopausa e TPM;
  • Convulsões;
  • Dermatoses pruriginosas (doença de pele com prurido causado por infecções);
  • Neurastenia (perda do interesse, da interatividade, fadiga extrema).

Curiosidade: seu nome científico é derivado do latim valere, que significa “ter saúde”.

ValerianaUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal20
Proteínag4.3
Gorduras Totaisg1.1
Carboidratosg1
Fibra Alimentarg2
Sódiog1

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ

Composição

A Valeriana possui propriedades ansiolíticas, sedativas e relaxantes. Em sua composição, há vitaminas (C), minerais (cálcio, fósforo, ferro, zinco, cobre, magnésio e cloro), iridóides, ácidos fenólicos, flavonóides e taninos que resultam em ações que levam ao bom estado de sono.

Benefícios

  • Auxilia no controle da pressão, pois possui propriedades relaxantes e calmantes, auxiliando aqueles que possuem problemas de hipertensão;

  • É ansiolítica, auxiliando no tratamento da ansiedade, o que pode ser benéfico para o seu processo de emagrecimento, caso você passe muito estresse, tenha ataque de pânico e de ansiedade;

  • Auxilia no tratamento de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), pois ela age diminuindo novos episódios;

  • Ajuda a acalmar e a diminuir inflamações em pacientes que possuem Doença de Parkinson;

  • Ajuda na diminuição dos sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas, por conta do seu fator calmante. A ansiedade e o nervosismo são alguns dos principais sintomas dessa doença;

  • Auxilia na diminuição dos sintomas de menopausa em mulheres, como as tão indesejadas ondas de calor;

  • Alivia dores menstruais, pois, por ser uma grande erva relaxante, diminui as tensões musculares causadas no útero. Ela também auxilia os sintomas da TPM, pois proporciona um alívio emocional.

Emagrece?

De fato, o uso da Valeriana por uma pessoa “normal”, que não possui nenhum tipo de ansiedade, não passa muito estresse e não possui insônia, não vai ajudar.

Essa planta medicinal é benéfica para pacientes irritados, ansiosos, que passam por muitas situações de estresse, possuem depressão, insônia e até mesmo Síndrome do Pânico.

Esses tipos de paciente não conseguem emagrecer da forma que uma pessoa considerada “normal” consegue.

Há estudos que mostram que uma boa noite de sono é fundamental para quem quer emagrecer. Um bom exemplo é a o artigo “Relação entre Sono e Obesidade: uma Revisão da Literatura”, escrito por CRISPIM e COLABORADORES (2007), que diz que “os indivíduos que dormem menos têm uma maior possibilidade de se tornarem obesos, e que o encurtamento do sono aumenta a razão grelina/leptina, gerando o aumento do apetite e da fome”.

Caso você seja uma pessoa que se enquadra neste caso, a Valeriana poderá te ajudar no processo de emagrecimento, mas não é a sua função central.

Além disso, há o fato de que nenhum tipo de “tratamento”, mesmo sendo alopático ou natural, pode dar certo sem a prática de exercícios físicos em conjunto com uma boa e saudável alimentação. Pense e pratique isso!

Veja também: Suplementos Usados Para Emagrecer

Contraindicação

Apesar dos benefícios citados acima, é necessário conversar com seu médico antes de fazer o uso da mesma, pedindo orientações.

Há muitos tipos de reações, isso vai depender muito do metabolismo de cada indivíduo, podendo chegar a sedação prolongada, mesmo utilizando baixas doses.

Ela não é indicada para grávidas, pessoas com algum tipo de alergia respiratória e crianças menores de três anos.

Outro ponto que quero deixar claro, é que seu uso não pode ser feito por tempo prolongado, independentemente de sua forma de consumo, sendo o período ideal de quatro a seis semanas. Mas, sempre consulte seu médico antes!

Efeitos colaterais

A superdosagem da Valeriana pode levar a quadros como:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Fadiga;
  • Indisposição intestinal;
  • Sedação (mesmo em quantidades baixas);
  • Sonolência.

Não é aconselhável misturá-la com álcool e outros medicamentos/plantas medicinais como sálvia, melatonina, lúpulo e erva catnip, pois poderá intensificar ainda mais os sintomas de sonolência.

Receita

Segundo GUERRA, ARENT e MACHADO (2010), o chá de Valeriana deve ser feito a partir do seu rizoma e raiz, sendo bastante utilizados em casos de inquietação, ansiedade e distúrbios do sono.

Sua posologia consiste em 1,5 g de raiz seca ou 3 g de raiz fresca para cada xícara de chá de água (150 mL).

Pode ser utilizada até três vezes ao dia em casos de nervosismo e à noite para prevenir a insônia.

Ingredientes:

  • 1,5 g de raiz seca de Valeriana;
  • 150 mL de água;
  • Mel a gosto.

Modo de preparo:

  • Coloque a água para ferver;
  • Quando ela atingir o ponto de fervura, desligue o fogo e coloque a raiz seca de Valeriana;
  • Deixe descansar por 10 minutos;
  • Coe e adicione mel, caso quiser.

Conclusão

A Valeriana é uma planta medicinal utilizada há milênios para o tratamento de ansiedade e insônia. Suas propriedades agem acalmando o paciente e levando-o a um estado de sono quando o mesmo não consegue dormir e/ou possui problemas como depressão, TPM, menopausa, entre outros.

Em geral, essa planta não é utilizada para tratamentos de emagrecimento mas, em casos como a falta de sono, ansiedade e estresse, pode ser considerada uma auxiliadora no processo.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. Plantas medicinais: cura segura?
  2. https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11800/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O
  3. http://siaibib01.univali.br/pdf/Elimara
  4. (PDF) Nutritional and Medicinal Properties of Valerian (Valeriana Officinalis) Herb: A Review
  5. Evaluation of nutritional composition and antioxidant activity of Borage (Echium amoenum) and Valerian (Valerian officinalis)
  6. revisão Relação entre Sono e Obesidade: uma Revisão da Literatura

Chá de Carqueja: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

Imagem de Couleur por Pixabay

Olá, tudo bem? Espero que você esteja gostando desse tipo de artigo, que aborda sobre os aspectos de emagrecimento (ou não) de determinada planta medicinal. Hoje irei falar um pouquinho mais sobre a Carqueja, você conhece? Será que ela emagrece? Quais são seus benefícios? Ela é tóxica? Tem receita? Tudo isso e muito mais você só saberá caso me acompanhe neste artigo. De antemão posso deixar aqui que ela é uma excelente protetora do fígado e auxilia na digestão. Eu sei que você está curiosa (o), então vem comigo!

Carqueja

A Carqueja (Baccharis spp.), mais conhecida como “Vassourinha” ou Carqueja-Amargosa, é uma planta medicinal da família Asteraceae que possui mais de 500 espécies conhecidas, entre elas as Baccharis trimera (Less.) e Baccharis articulata (Lam.).

Ela é muito encontrada na América do Sul, principalmente em países como Brasil (região Sul, onde há mais de 120 espécies), Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Colômbia.

Na América Central, ela é encontrada no México.

Possui pequenas flores amareladas ou brancas e, no Brasil, é uma das dez plantas medicinais mais comercializadas, sendo usada para muitos tratamentos, aos quais descreveremos mais abaixo.

Ela possui em sua composição flavonóides (apigenina, cirsiliol, cirsimantina, hispidulina, eriodictol, eupatrina e genkawaniana), diterpenos (monoterpenos, sesquiterpenos, diterpenos e triterpenos), taninos, óleo essencial e saponinas.

Há outros compostos químicos como ligninas, alfa e beta pinenos, canfeno, carquejol, acetato de carquejila, ledol, calameno, elemol, eudesmol, palustrol, nerolidol, hispidulina, campferol, quercetina e esqualeno.

Além disso, ela apresenta minerais (potássio, cálcio, cobre, ferro, manganês, magnésio, zinco e sódio) e vitaminas.

Não foram achados materiais científicos que trouxessem à luz os valores nutricionais da Carqueja, somente seus aspectos farmacológicos e químicos, como por exemplo nos artigos de PEDRO e colaboradores (2016), FERREIRA (2012) e KARAM e colaboradores (2013), que corroboram com o que escrevi acima.

Benefícios

  • Auxilia na regulação da pressão arterial, pois possui altas doses de potássio em sua composição;

  • Reduz a absorção de carboidratos consumidos na dieta, sendo excelente para diabéticos;

  • A Carqueja possui propriedades que auxiliam na proteção do estômago e prevenir úlceras, pois há substâncias em seu extrato que são capazes de reduzir a secreção gástrica, promovendo um efeito analgésico;

  • Protege o fígado, pois em sua composição há flavonóides (hispidulina) que possuem função hepatoprotetora e ação antioxidante;

  • Auxilia no processo de emagrecimento, pois aumenta a termogênese, gasto energético e metabolismo do corpo. Isso também contribui para uma boa digestão;

  • Tem efeito diurético devido à ação dos flavonóides;

  • Contribui para o controle do colesterol, pois contém um grande potencial de antioxidantes e saponinas, fazendo com que haja um efeito anti-inflamatório que auxilia na diminuição do colesterol e contribui para a saúde cardiovascular;

  • Fortalece a imunidade, pois é rico em flavonóides, saponinas e óleos essenciais que mantêm o bom funcionamento do organismo (homeostase);

  • Desintoxica o organismo, por conter uma grande quantidade de antioxidantes em sua composição;

  • Auxilia na amenização de dores como as de cabeça, barriga e cólicas, pois há substâncias anti-inflamatórias em sua composição.
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Emagrece?

Como vimos no tópico de benefícios, a Carqueja possui uma grande ação antioxidante e anti-inflamatória, que auxilia no processo de emagrecimento.

Em sua forma de chá e sem adição de açúcares, melhor ainda! Caso você tome seu chá antes das refeições, há um efeito de inibição do apetite e de redução dos carboidratos ingeridos.

A Carqueja auxilia na queima de gorduras, pois possui efeito termogênico e diurético, aumentando assim o metabolismo do corpo e diminuindo os inchaços causados pela retenção de líquidos.

Além disso, ela possui propriedades que ajudam em casos de prisão de ventre, melhora da circulação sanguínea, má digestão e desintoxicação do fígado, tornando o processo de emagrecimento mais eficiente.

Por falar nisso, de nada adianta você tomar chá de Carqueja se não mudar seu estilo de vida.

Exercícios físicos e uma reeducação são mais do que bem-vindos na perda de peso!

Contraindicação

A Carqueja é contraindicada em casos de gravidez, pois há uma estimulação do músculo uterino pelo extrato da mesma.

Seu efeito abortivo foi visualizado em estudos.

Lactantes e indivíduos que fazem tratamentos com medicamentos inibidores da síntese de proteínas não podem consumi-la.

Hipertensos que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos devem evitar a Carqueja (a interação medicamentosa com o chá pode potencializar o efeito da mesma), bem como pessoas que possuem hipotensão. 

Efeitos colaterais

Mesmo sendo uma planta medicinal, você precisa ter cuidado ao consumir a Carqueja, pois, caso for ingerida de modo exacerbado, pode se tornar tóxica para o organismo. Efeitos:

  • Diminuição da imunidade (efeito rebote);
  • Hipotensão arterial (queda da pressão);
  • Inquietação;
  • Ansiedade;
  • Dores de cabeça (efeito rebote);
  • Diarréia;
  • Flatulência.

Receita

Agora que você sabe que a Carqueja auxilia no processo de emagrecimento, tenho certeza de que querem a receita, né? Segue abaixo:

Chá de Carqueja

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de folhas picadas de Carqueja;
  • 500 mL de água.

Modo de preparo:

  • Coloque todos os ingredientes em uma leiteira e deixar ferver por aproximadamente cinco minutos;
  • Depois deste período, cubra a leiteira e espere amornar;
  • Coe o conteúdo e beba em seguida.

Você pode tomá-lo até três vezes por dia, uma xícara antes das principais refeições.

Conclusão

A Carqueja é uma planta muito encontrada em nosso país, principalmente na região Sul.

Ela possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, diuréticas e protetoras que auxiliam no processo de emagrecimento e na preservação do corpo.

Por seu grande potencial termogênico, de redução da absorção de carboidratos, boa digestão e de diminuição da retenção de líquido, a Carqueja é uma ótima aliada das dietas, principalmente se houver uma reeducação alimentar e prática de exercícios físicos.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. https://www.scielo.br/pdf/rbpm/v18n1s1/1516-0572-rbpm-18-1-s1-0297.pdf
  2. Horto didático de plantas medicinais do HU/CCS
  3. Broom (Baccharis trimera): therapeutic use and biosynthesis
  4. https://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/3424/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_Avalia%C3%A7%C3%A3oEfeitosExtrato.pdf
  5. Desenvolvimento de forma farmacêutica sólida à base de Baccharis trimera (Less.) DC. para o tratamento da artrite reumatóide
  6. Baccharis trimera (Less.) DC. (Asteraceae): estudo comparativo dos óleos voláteis, atividade biológica e crescimento de estac

Piruvato de cálcio: benefícios, perda de peso e efeitos colaterais

Os nutrientes presentes nos alimentos que consumimos precisam ser convertidos em energia para garantir o bom funcionamento do organismo. Durante esse processo, diferentes substâncias são sintetizadas ou utilizadas, como é o caso do piruvato de cálcio.

O piruvato de cálcio é uma substância produzida naturalmente pelo organismo durante o processo de metabolização dos carboidratos, ou seja, sua quebra para produção de energia.

Essa substância participa dos ciclos de conversão dos nutrientes presentes nos alimentos que ingerimos em energia para o funcionamento do organismo, e assim o ciclo de produção de energia continua.1

                Ao participar dos processos de produção de energia, o piruvato de cálcio otimiza a quebra da glicose para ser utilizada pelo organismo e, consequentemente, reduzindo as chances do seu excesso ser armazenado sob a forma de gordura.

Quais são os benefícios do piruvato de cálcio?

                Devido a sua participação nos mecanismos de produção de energia, principalmente a partir da quebra dos carboidratos em glicose, o piruvato de cálcio poupa a utilização das proteínas provenientes da alimentação, priorizando o seu uso para a construção de massa magra, favorecendo o aumento da massa muscular.

Estudos comprovaram a eficácia da suplementação com piruvato de cálcio aumentaram o desempenho durante a prática de atividades físicas e evidenciaram impacto positivo no aumento de massa magra.1,2

                Pesquisas com atletas também mostraram que o uso de suplementos de piruvato de cálcio melhorou a força e a composição corporal, especialmente quando combinado a suplementos de aminoácidos.3

                Outro benefício da suplementação com piruvato de cálcio é a melhor utilização da energia produzida pelas células, aumentando a sensação de melhora da disposição e do bem-estar.

Imagem de Taco Fleur por Pixabay

Suplemento de piruvato de cálcio emagrece?

                Estudos apontam que as estratégias mais eficazes para a perda de peso são aquelas que não passam apenas pela modificação dos hábitos alimentares, mas que levam a atitudes que vão além da alimentação, como o aumento da prática de atividade física, mudança de mentalidade, tratamentos estéticos e uso de suplementos.

                Pesquisas recentes apontaram que a suplementação com piruvato de cálcio, aliada a prática de atividades físicas e hábitos alimentares saudáveis, pode ser muito benéfica para promover e acelerar a perda de peso.

Pacientes suplementadas com a substância observaram redução de peso e de medidas, especialmente na região do abdômen, preservando a massa muscular.

Também foram observadas a redução do percentual de gordura corporal, dos níveis de fadiga e o aumento da taxa metabólica basal, ou seja, uma melhora no metabolismo que pode beneficiar os indivíduos que buscam o emagrecimento.1

Veja também: 20 suplementos mais usados para emagrecer

A suplementação com piruvato de cálcio possui efeitos colaterais?

                Os estudos sobre o uso de suplementos de piruvato de cálcio para o emagrecimento não mostraram efeitos colaterais graves.

Os efeitos mais comuns relatados pelos pacientes foram flatulência, enjoos e diarreia. Dessa forma, pessoas com doenças relacionadas ao trato digestivo, como Síndrome do Intestino Irritável (SII), devem observar o aparecimento de sintomas indesejáveis.

Mulheres grávidas ou amamentando também devem consultar o médico ou nutricionista antes de iniciar o uso de suplementos.

1 FERNANDES, C.; SBAMPATO, C.G.; CAMPOMORI, V. Composição Corporal E Variação De Peso Em Mulheres Saudáveis Após Utilização Do Piruvato. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 1, n. 3, p. 23-32, Maio/Junho, 2007.

2 OLEK, R. et al. Single pyruvate intake induces blood alkalization and modification of resting metabolism in humans. October 2014, Nutrition 31(3).

3 STONE, M.H. et al. Effects of in-season (5 weeks) creatine and pyruvate supplementation on anaerobic performance and body composition in American football players. Int J Sport Nutr. 1999 Jun;9(2):146-65.

Ora-Pro-Nóbis: Benefícios, como consumir e cuidados

Disponível em: https://www.fcm.unicamp.br/fcm/lapacis/eventos-e-noticias/2019/visita-mandala-estudo-sobre-planta-ora-pro-nobis-26-jun-19 – consulta em: 29 de dezembro de 2020.

Hoje falaremos sobre a Ora-Pro-Nobis, você a conhece? Será que ela emagrece? Será que é tóxica? Será que é fácil de encontrar? Sei que você está curiosa (o) para saber as respostas, portanto não deixe de ler esse artigo até o final, não saia dessa página até ler todo o conteúdo, hein?! Tudo bem, vou deixar você um pouco menos curiosa (o). ALMEIDA e CORRÊA (2012) concluíram que o resgate cultura do consumo dessa planta pode melhorar a condição nutricional e ALMEIDA (2012) concluiu que fitoterápicos como a Ora-Pro-Nóbis auxilia no tratamento de obesidade e na melhoria de triglicérides, glicose e pode até prevenir e ser utilizada no tratamento de doenças crônicas como a diabete mellitus. Quer saber mais? Vem comigo!

Ora-Pro-Nóbis

A Pereskia sp., mais conhecida como Ora-Pro-Nóbis (do latim, “rogai por nós”) ou “carne de pobre”, Orabrobó, Lobrobó e Lobrobô é uma planta cactácea do tipo trepadeira e folhosa de fácil cultivo, pois tem boa propagação e é resistente à mudanças climáticas.

Ela pode ser consumida crua ou cozida e sua farinha é utilizada como matéria-prima na produção de bolos, pães e tortas. Suas flores podem ser separadas para a produção de geléias e licores.

Esse cactáceo é muito encontrado nas regiões Sudeste e Nordeste. Em Minas Gerais – local que ela tem mais popularidade -, há uma cidade chamada Sabará, que se dedica há mais de 20 anos a um festival dedicado à planta.

A Ora-Pro-Nóbis possui potencial antioxidante, anti-inflamatório, vitaminas (A, B e C), minerais (ferro, magnésio, fósforo e cálcio), licopeno, ácido oxálico, nitrato, saponinas, compostos fenólicos, fibras e proteínas, sendo uma grande aliada na substituição de carnes para quem é vegetariano ou vegano.

Ora-Pro-NóbisUnidade100 g
Valor EnergéticoKcal31.60
Proteínag2
Gorduras Totaisg0.40
Gorduras Saturadasg0
Carboidratos Líquidosg4.1
Carboidratosg5
Fibra Alimentarg0.9
Sódiog0

*Os valores citados são para uma dieta de 2.000 Kcal ou 8.400 KJ

Benefícios

            Agora que você já sabe que a Ora-Pro-Nóbis possui nutrientes maravilhosos e possui ações muito boas para o nosso corpo, vem descobrir seus outros benefícios maravilhosos:

  • Por causa de suas fibras, promove a saciedade alimentar, contribui para a formação do bolo fecal e age como um prebiótico, auxiliando no processo de emagrecimento;

  • Ajuda a combater a anemia ferropriva, pois possui uma grande quantidade de ferro em sua composição;

  • Aumenta a massa e a força muscular, pois contém proteínas que desempenham papéis importantes no organismo (aminoácidos essenciais);

  • Reduz a pressão arterial e combate a diabetes, pois é um alimento rico em proteínas e magnésio;

  • Faz bem para os ossos, pois tem grandes quantidades de cálcio em sua composição;

  • Desempenha um bom papel nas funções cardíacas, nervosas e musculares;

  • Possui excelentes potenciais anti-inflamatórios e antioxidantes, por conta dos seus compostos bioativos. Eles têm efeito detox e contribuem para a regeneração do DNA e prevenção de câncer;

  • Como possui um alto índice de vitamina B9, é uma grande aliada à saúde do bebê e das gravidinhas de plantão;

  • Auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, por causa de suas grandes quantidades de vitamina C;

  • Pode ser uma alternativa para os vegetarianos e veganos, pois possui grandes quantidades de proteínas em sua composição.

Emagrece?

            Esse cactáceo é muito benéfico ao corpo. Por conter um alto teor de fibras e proteínas em sua composição, ela auxilia no processo de emagrecimento.

Como eu disse no tópico de benefícios, as fibras trazem um alto teor de saciabilidade, fazendo com que o consumo dos alimentos em todas as refeições que você fizer, seja reduzido.

Além disso, ela auxilia no bom funcionamento e proteção do sistema gastrointestinal, diminuindo assim o inchaço abdominal para aqueles que possuem prisão de ventre.

Ela ajuda e muito no processo de emagrecimento, mas como todo mundo que lê os meus artigos deve saber, não é uma planta milagrosa.

Você precisa se comprometer a comer direitinho e de modo saudável e fazer atividades físicas pelo menos três vezes por semana, durante 30 minutos (o ideal seria todo dia, mas eu sei que a correria da vida atrapalha muito).

Contraindicação

            Caso você utilize essa planta de forma CORRETA, não há nenhum tipo de contraindicação. Como ela não possui nenhum índice de toxicidade, pode ser utilizada por todos, a não ser que você tenha algum tipo de alergia à planta.

Efeitos colaterais

            Os efeitos colaterais dessa planta incrível são raros, mas existem. Entre eles:

  • Dores de cabeça;
  • Erupções cutâneas;
  • Diarreias;
  • Vômitos;
  • Alergias;
  • Tonturas.

            Não é só porque ela não possui toxicidade ou efeitos colaterais raros que você deve fazer o uso indiscriminado dessa planta medicinal. Vá com calma e use-a com moderação e sabedoria.

Receitas

            Aqui vai ser diferente. Dessa vez, vou passar uma receita de chá e outra para você comer nas principais refeições. Vamos aproveitar todos os benefícios que essa belezinha tem!

            Chá de Ora-Pro-Nóbis

            Ingredientes:

  • 300 mL de água;
  • 5 folhas de Ora-Pro-Nóbis;
  • Mel a gosto.

            Modo de preparo:

  • Lave as folhas de Ora-Pro-Nóbis e ferva a água;
  • Após levantar fervura, acrescente as folhas e deixe ferver por mais 10 minutinhos;
  • Apague o fogo, coe e aguarde estar em uma temperatura boa para tomar;
  • Se quiser, pode adicionar uma colher de chá de mel para adoçar.

            Beba o chá uma vez ao dia.

            Suco verde de Ora-Pró-Nobis

            Ingredientes:

  • 4 maçãs;
  • 8 folhas de Ora-Pro-Nóbis;
  • 6 folhas de Azedinha;
  • 200 mL de água;
  • 1 colher de café de gengibre fresco picado.

            Modo de preparo:

  • Lave todos os ingredientes;
  • Coloque todos os ingredientes dentro do liquidificador e bata até virar um suco bem homogêneo;
  • Coe em uma peneira fina e beba.

            Se quiser, pode acrescentar um pouco de gelo ao bater e, caso não consiga beber o suco verde se não estiver um pouco adoçado, pode colocar uma colher de chá de mel, quando for bater os ingredientes no liquidificador.

Ora-Pro-Nobis refogada

            O preparo dessa receita lembra muito o do espinafre, então você já sabe que é rápido e fácil de fazer.

            Ingredientes:

  • Um maço de folhas de Ora-Pro-Nóbis;
  • Sal e pimenta do reino a gosto;
  • 1 colher de sopa de azeite extravirgem;
  • 500 mL de água.

            Modo de preparo:

  • Coloque a água para ferver.
  • Na panela, junto com a água, acrescente uma pitada de sal e ½ colher de azeite;
  • Quando a água estiver em ponto de fervura, acrescente a Ora-Pro-Nóbis;
  • Deixe ferver até que a folha crie um aspecto mais maleável, como o espinafre;
  • Desligue o fogo;
  • Escorra o conteúdo em um escorredor;
  • Tempere a Ora-Pro-Nóbis com sal, pimenta e o restante do azeite e bom apetite!

Conclusão

            A Ora-Pro-Nóbis é uma planta medicinal e tanto! Encontrada em grande escala no Sudeste e Nordeste brasileiro, essa planta auxilia no tratamento de muitas doenças, principalmente as crônicas como dislipidemias e diabetes mellitus, além de ser excelente para o processo de emagrecimento.

Como ela é uma potente antioxidante, anti-inflamatória, possui proteínas e muitas fibras, auxilia na proteção do trato gastrointestinal e a emagrecer.

Não esquecendo que os exercícios e manter uma boa alimentação são essenciais para que a Ora-Pro-Nóbis possa agir de maneira eficaz em seu corpo. Espero que tenha gostado do artigo. Até o próximo!

Veja também: Chás para emagrecer

Fontes

  1. http://repositorio.ufla.br/jspui/bitstream/1/585/1/TESE
  2. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-84782012000400029&script=sci_arttext
  3. http://www.seer.ufu.br/

Chá de sene: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

https://www.needpix.com/photo/578340/

            O sene (Senna Alexandria ou Cassia Angustifolia), ou também conhecido como sena, cássia, cene, lava-pratos e mamangá, é uma planta medicinal bastante usada para auxiliar na melhora do hábito intestinal.

O chá é uma ótima opção para se consumir o sene, mas também pode ser encontrado na forma de cápsulas, sendo de mais fácil consumo. Pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e em farmácias de manipulação.

– Melhora do hábito intestinal

Possui propriedades laxativas que ajudam intestinos preguiçosos a funcionarem adequadamente, deixando as fezes mais amolecidas e facilitando no momento da evacuação.

Isso acontece porque possui substâncias que estimulam a contração do intestino, auxiliando no processo de evacuação. Além disso, possui uma fibra chamada mucilagem, que absorve a água do intestino, deixando as fezes mais macias.

Estudos mostraram que em pacientes com câncer, que utilizam altas quantidades de remédios para dor, o sene teve eficácia igual e segura como substituto do laxante lactulose.

Entretanto, para que o sene possa ajudar na melhora do hábito intestinal é necessário um consumo adequado de água, pois ao contrário pode piorar o funcionamento intestinal.

– Ajuda no emagrecimento?

            Apesar se der frequentemente utilizado com a finalidade de emagrecimento, o sene ou o seu chá não possui nenhum estudo que mostre efeito.

            Devido ao seu efeito laxativo, aumentando a frequência das evacuações, pode auxiliar a reduzir a retenção de líquidos e evitar a distensão abdominal provocada pelo intestino presso.

– Efeitos colaterais

            Apesar de ser uma planta medicinal, o seu consumo deve ser acompanho por um médico ou nutricionista especializado em fitoterapia, fitoterapeuta ou naturopata, pois pode provocar irritação no intestino.

Quando consumida em excesso pode causar alterações na microbiota intestinal, cólicas muito fortes, aumentar as chances de câncer de colo retal, sensação de barriga inchada, aumento dos gases, vômito, diarreia, aumento do fluxo menstrual, queda de cálcio ou potássio sanguíneo e má absorção intestinal dos nutrientes.

https://www.needpix.com/photo/1812885/

– Contra indicado

            É contra indicado em casos de alergia ou sensibilidade ao sene, gravidez, lactação, crianças, pessoas com oclusão intestinal ou dor de estômago sem diagnóstico.

            Além disso, não é indicado também para pessoas que tomem remédios para o coração, laxantes, cortisona ou diuréticos, podendo reduzir ou potencializar o seu efeito.

– Referências

Morales MA, Hernández D, Bustamante S, Bachiller I, Rojas A. Is senna laxative use associated to cathartic colon, genotoxicity, or carcinogenicity?. J Toxicol. 2009;2009:287247. doi:10.1155/2009/287247

Ulbricht, C., Conquer, J., Costa, D., Hamilton, W., Higdon, E. R. B., Isaac, R., … Varghese, M. (2011). An Evidence-Based Systematic Review of Senna (Cassia senna) by the Natural Standard Research Collaboration. Journal of Dietary Supplements, 8(2), 189–238. doi:10.3109/19390211.2011.573186 

Água com limão: quais são os benefícios de beber

Prefere ouvir?:

O tema da alimentação gera muito interesse e repercussão em diversos meios de comunicação.

Você já deve ter ouvido ou lido sobre “superalimentos” que são alimentos ou dietas que prometem benefícios para a estética e saúde de uma forma muito rápida.

Porém, essas informações comumente veiculadas em sites, redes sociais, programas de televisão, revistas e jornais costumam ser pouco qualificadas.

Um exemplo desses casos é a divulgação do efeito da água com limão sobre o peso.

Diversas mídias e pessoas leigas passaram a espalhar que a água com limão, especialmente em jejum, estaria relacionada com a redução de peso, prevenção de doenças, sendo um “superalimento” para a saúde.

A partir de então, os efeitos da água com limão se tornaram um mito da nutrição.

Um mito, porque nenhum estudo comprova sua eficácia promovendo emagrecimento ou outros benefícios terapêuticos.

Quanto ao consumo de água, esse sim tem importância para a saúde.

A seguir, veja alguns motivos pelos quais não indicamos água com limão para emagrecer, mas recomendamos o consumo adequado de água.

Água com limão Emagrece?

Uma das teorias que surgiu em torno da água com limão e emagrecimento foi relacionada a pectina, um tipo de fibra presente no limão, que traria maior sensação de saciedade, contribuindo para redução no consumo de calorias.

A pectina do limão está presente principalmente na casca da fruta, por isso você já pode imaginar que o consumo através da água com limão seja muito baixo para que possamos aproveitar um efeito desse tipo.

A opção para ingerir uma boa quantidade de fibras, hábito que está relacionado a maior saciedade e aí sim poderia auxiliar o processo de emagrecimento, é optar por frutas com casca, preferir frutas invés de suco, consumir grãos como chia, linhaça, gérmen de trigo e outros integrais, feijões e outras verduras e folhosos.

O que contribui para o emagrecimento é a alimentação variada e equilibrada, associada à atividade física e a outros hábitos de vida saudáveis, por isso reforçamos que não existe um alimento único capaz de promover o emagrecimento.

A ingestão de água em intervalos ao longo do dia é recomendada para manter uma boa hidratação, bom trânsito intestinal e saúde.

Por que é tão importante beber água?

Mais da metade do nosso peso corporal é água. Essa substância é essencial para manutenção da vida.

Nosso corpo tem uma série de processos que envolvem digestão, absorção e excreção, onde a água tem papel fundamental na regulação e bom funcionamento desses passos.

A água está envolvida inclusive no controle da nossa temperatura corporal.

A ingestão hídrica adequada previne uma série de doenças como litíase renal, infecção urinária, câncer de bexiga e doença renal crônica (DRC).

Por muito tempo se falou sobre o consumo generalizado de dois litros de água por dia, mas hoje existem recomendações que consideram diferenças individuais, orientando que em média 30mL por Kilo de peso corporal é uma boa medida de consumo.

O Guia Alimentar da População Brasileira recomenda que a ingestão de água deve ser obtida principalmente a partir do consumo de água pura e através da água contida em alimentos naturais e preparações culinárias.

Mas então tomar água com limão faz mal?

Apesar da recomendação de priorizar o consumo de água pura, existem preparações conhecidas como água saborizada que podem contribuir para o aumento do consumo, o que é muito positivo para pessoas que tem dificuldade de consumir água.

Por isso, a adição de gotas ou rodelas de limão na água normalmente não tem contraindicação.

O que estamos dizendo nesse texto é que com o objetivo de favorecer o emagrecimento, a combinação em si não tem resultado comprovado.

Além do limão, outros ingredientes podem ser adicionados à água como laranja, manjericão, hortelã…etc, de acordo com as suas preferências de paladar.

O limão irrita o estômago?

Ok, você já sabe que água com limão não emagrece e não pretende tomar por esse motivo.

Porém, você gosta da combinação e quer saber se a acidez do limão oferece algum risco para a saúde?

A resposta é que não, a acidez é medida pelo valor mais baixo do pH. O pH do limão é 4,5 e o pH do estômago é 1,5. Isto quer dizer que o estômago é muito mais ácido que o limão.

Considerando a escala logarítmica, essa diferença de valores representa que o estômago é mil vezes mais ácido que um limão.

Sendo assim, beber uma limonada ou a água com limão não interfere em dores no estômago por conta da acidez, se você gosta, não tem contraindicação.

Considerações finais

As “promessas milagrosas” para emagrecimento são muito populares porque elas envolvem maior publicidade, elas chamam maior atenção para as mídias que estão veiculando e também alimentam um comércio de produtos e serviços com oferta de resultados rápidos.

Nenhum alimento apresenta propriedades que atendam todas as necessidades do nosso corpo e garantam saúde plena.

Uma alimentação variada, que combina nutrientes, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e promoção da saúde. Se tratando do emagrecimento, como já foi dito, uma combinação de hábitos saudáveis que incluem alimentação adequada e prática de exercícios físicos são necessários.

A água com limão pode ser consumida caso você goste dessa combinação, mas não caia na ilusão de que o método promova emagrecimento.

Sempre que ouvir uma recomendação inusitada ou muito específica envolvendo uma receita, um ingrediente ou alguma forma de consumo, questione: qual a fonte dessa informação?

REFERÊNCIAS

Araújo e colaboradores. Como a alimentação pode melhorar a imunidade? Dicas para uma alimentação saudável durante a quarentena. Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Departamento de Nutrição – Serviço-Escola de Nutrição Emília Aureliano. Pernambuco, abril de 2020.

Ministério da Saúde Universidade Federal de Minas Gerais. Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição. Material de Apoio para Profissionais de Saúde Brasília — Distrito Federal, 2016.

Sophie Deram. Água com limão em Jejum. Brasil, 2018 [acesso 27/09/2020]. Disponível em https://sophiederam.com/br/agua-com-limao-jejum-2/

Linhaça: como tomar, benefícios e precauções

Alimentos funcionais são aqueles que além das propriedades nutricionais básicas, oferecem compostos com ação benéfica à saúde.

Outra característica importante na definição de alimentos funcionais é que o seu consumo sem supervisão médica seja seguro.

No caso da linhaça, uma série de nutrientes tem sido associados a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como dislipidemia, diabetes, hipertensão arterial…

Nesse texto você vai conferir quais são esses nutrientes e como eles contribuem para sua saúde.

O que é linhaça?

A linhaça é uma semente oleaginosa, isto é, um vegetal que possui óleos que podem ser extraídos.

A semente vem do linho (Linum usitatissimum L.) e provavelmente sua origem é asiática.

No Brasil, encontramos a semente da linhaça marrom e dourada.

A diferença de coloração tem relação com o cultivo, mas nutricionalmente, a composição é bem parecida.

Na composição da linhaça, destaca-se o alto valor de ácidos graxos, nutrientes que estão relacionados com a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.

As ações da linhaça sobre a saúde são atribuídas à melhoras da glicemia (nível de açúcar no sangue) do perfil lipídico (níveis de colesterol e triglicerídeos) e redução de risco para doenças cardiovasculares.

O valor nutritivo da linhaça

A semente da linhaça é rica em gordura, fibras e proteínas.

Da quantidade de fibras, cerca de 30% são fibras solúveis em água e 70% fibras insolúveis.

A fração de fibras solúveis tem capacidade de formar um gel com capacidade de reduzir a absorção de gordura, de colesterol, estabilizar níveis de açúcar no sangue e contribuir para a saúde intestinal.

A fração de fibra insolúvel, é aquela que passa pelo processo digestivo intacta, o que também é benéfico para formação das fezes e estímulo da motilidade intestinal, prevenindo constipação.

A combinação das fibras contribui para maior sensação de saciedade e melhora do metabolismo dos nutrientes relacionados com saúde cardiovascular.

Em relação ao perfil de gorduras, a linhaça possui pouca concentração de gordura saturada, moderado teor de gordura monoinsaturada e ótimo percentual de gordura poli-insaturada, por conta do grande teor de ácido graxo alfa linolênico, o que representa uma composição protetora contra doenças do coração.

O ácido graxo alfa linolênico é o ácido graxo da série ômega-3 quando consumido em equilíbrio com o ômega 6 minimiza sintomas de doenças associadas com inflamação, melhora perfil lipídico, auxilia no controle da pressão arterial e do peso, por consequência, contribui para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

A linhaça também apresenta importantes antioxidantes em sua composição, como as lignanas, flavonoides e tocoferóis que inibem o processo de envelhecimento precoce.

Linhaça emagrece?

O processo de emagrecimento envolve, entre muitos fatores, o deficit de calorias – gasta-se mais do que se consome.

Por esse motivo, o consumo isolado de linhaça não tem relação com perda de gordura corporal.

No entanto, pensando nas propriedades funcionais, a melhora dos processos digestivos, motilidade e sinais de saciedade através da fonte de fibras pode contribuir para a perda de peso.

O perfil de gorduras e antioxidantes do grão, rico em ácidos graxos, também contribui para prevenir danos causados pelo processo inflamatório relacionado a mobilização de gorduras corporais, por isso pode ser um auxiliar para que o processo de perda de peso seja realizado de forma mais saudável.

Como e quanto consumir?

A linhaça pode ser consumida na forma do grão, moída ou em óleo.

Se consumir o grão, você aproveitará principalmente as fibras, isto porque o óleo está localizado no centro do grão, sendo necessário moer para liberá-lo para absorção.

Na forma de farinha, onde o grão foi moído, é importante alguns cuidados, como manter a farinha em uma embalagem escura a fim de prevenir a perda de nutrientes que são sensíveis à luz.

Se possível, melhor ainda será triturar no momento do uso.

A sugestão de alguns autores sobre o consumo é de 8g (1 colher de sopa) de semente de linhaça moída (farinha de linhaça) ou 2,5g (1/2 colher de chá) de óleo de linhaça para atingir a ingestão de ômega 3 e ômega 6, com uma ótima razão ômega 6/ômega 3.

Para o intestino, efeitos benéficos são observados com o consumo da 25g da semente por dia.

Já a ação sobre os níveis e açúcar, insulina e outros sintomas relacionados a hormônios como acontece na menopausa, foram observados com a ingestão de 40g de grão de linhaça ao dia.

O consumo apresenta algum risco?

É importante considerar o teor de fibras de toda a refeição a fim de prevenir desconfortos intestinais ou outros sintomas indesejáveis.

O consumo de fibras deve ser combinado a uma adequada ingestão de água, preferencialmente pura, ao longo do dia.

Quanto aos outros nutrientes, também é relevante analisar o equilíbrio do restante da alimentação diária.

Para melhor indicação de quanto e como usar a linhaça, procure uma nutricionista.

Considerações Finais

A linhaça é um alimento funcional muito interessante que pode ser inserido em preparações diárias e contribuir para prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis.

A linhaça dourada ou marrom são semelhantes na composição e estão disponíveis em formas diferentes para o consumo: grão, farinha ou óleo.

Dependendo do seu objetivo, uma opção pode ser mais interessante que a outra, por isso, consulte um nutricionista para obter recomendações individualizadas.

Referência:

PIEROTTO, M., F.; ROSSI, R., C. Alimentos funcionais: benefícios da linhaça para prevenção e promoção da saúde. Unisinos, 2017. Disponível em: https://anais.unilasalle.edu.br/index.php/sefic2017/article/viewFile/717/656.

Shake Herbalife: funciona para perder peso?

O que é Shake Herbalife?

O Shake Herbalife é um produto que visa substituir, de forma parcial, as refeições.

É usado no preparo de uma bebida enriquecida com nutrientes diversos, para substituir uma ou duas das três principais refeições do dia (café da manhã, almoço ou jantar).

Também é usado para complementar a alimentação, caso o objetivo seja o ganho de peso.

Veja mais: Shakes mais usados para emagrecer

Conhecido por outro nome? Marca…

São produzidos pela Herbalife, e levam o nome da marca.

Podem ser encontrados em estabelecimentos diversos, como lojas de suplementos.

Pra que serve e quais os benefícios de Shake Herbalife?

Os Shakes Herbalife são utilizados como substitutos parciais de refeições e, associados a mudanças de estilo de vida, pode auxiliar no emagrecimento ou, quando utilizados na suplementação alimentar, ajudam no ganho de peso.

Shake Herbalife Emagrece?

Quando utilizados como substituto parcial de refeições, associado a uma alimentação balanceada e exercícios, o Shake Herbalife auxilia no emagrecimento.

Shake Herbalife Necessita de receita ou está proibido?

Não é necessária a apresentação de receita para comprar o Shake Herbalife, embora seja recomendado o acompanhamento por um profissional de saúde.

Shake Herbalife é autorizado pela Anvisa?

O Shake Herbalife, assim como outros alimentos para redução ou manutenção de peso por substituição parcial das refeições, é um produto isento de registro.

Como Tomar o Shake Herbalife?

A recomendação de uso é de 26g do produto, batido com 250mg de leite semi-desnatado.

Pode-se também utilizar na preparação sucos, frutas e outros alimentos de baixo valor calórico, a depender da orientação e objetivos do uso.

É possível substituir até duas das três refeições principais do dia, ou mesmo acrescentar o Shake Herbalife à alimentação diária, para suplementação calórica.

Recomenda-se aumentar a ingestão diária de água enquanto estiver utilizando o Shake Herbalife.

Efeitos Colaterais e Riscos do Uso de Shake Herbalife

O uso do Shake Herbalife pode causar alguns efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e problemas gastrintestinais.

Alguns estudos sugerem a associação do uso de produtos Herbalife, como os shakes, com o aparecimento de danos hepáticos.

Por este motivo, é recomendado o acompanhamento por um profissional de saúde.

Contra indicações de Shake Herbalife

O uso do Shake Herbalife é contraindicado para pessoas com a qualquer componente da formulação, que pode incluir proteína isolada de leite e de soja.

Não deve ser usado por gestantes, lactentes, crianças, adolescentes e idosos, salvo quando por indicação expressa de um médico.

Antes e depois do Shake Herbalife (há estudos clínicos?)

A substituição parcial de refeições por produtos específicos para este fim, como o Shake Herbalife, foi associada a redução de peso e diversas pesquisas.

Entretanto, existem alguns estudos, realizados em diferentes países, que sugerem a possibilidade de dano hepático agudo causado por suplementos da marca Herbalife, como os shakes.

Qual o preço médio do Shake Herbalife?

Pode-se encontrar O shake Herbalife com preços a partir de R$160 (embalagem com 550mg).

Pholia negra: como tomar, benefícios e precauções

O sobrepeso e a obesidades são consideradas doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente por estarem comumente associados a comorbidades como diabetes, alterações do colesterol e doenças cardíacas.

Dados da a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018 apontam que 55% da população brasileira está acima do peso, sendo que, desse total, quase 20% estão obesas.1

Hoje já é consenso entre os especialistas que uma abordagem de múltiplas frentes é a mais eficaz para a prevenção, recuperação e controle de doenças como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, assim como para o emagrecimento.

Devido ao seu baixo custo e facilidade de administração, os fitoterápicos estão sendo cada vez mais utilizados como auxiliares nessa abordagem – principalmente quando falamos em perda de peso – seja com o objetivo de inibir o apetite, atuar na aceleração do metabolismo, na redução dos níveis de colesterol, glicose ou triglicerídeos ou com ação diurética, laxativa ou antioxidante.

Pholia negra: o que é e seus benefícios para a saúde

                A Pholia negra, cujo nome científico é Ilex paraguariensis, é a popularmente conhecida erva-mate, utilizada há séculos pelos povos nativos da América do Sul por suas propriedades estimulantes.

Além disso, é amplamente divulgada e conhecida sua ação diurética, auxiliando na redução da retenção de líquidos e da sensação de inchaço.

                A Pholia negra também possui compostos polifenólicos cuja ação antioxidante parece ser muito eficaz no controle dos níveis de colesterol sanguíneo.

Estudos mostraram que essa poderosa ação antioxidante protege o organismo contra a ação dos radicais livres, sendo benéfica para a redução do chamado “colesterol ruim” ou LDL e na prevenção do depósito de gordura nas artérias.2

Pholia negra Emagrece?

                Pesquisas demonstraram que o uso de suplementos à base de Pholia negra se mostraram eficazes na redução do apetite, o que pode ser extremamente benéfico nos casos onde o ganho de peso está associado à compulsão alimentar.

Outra ação da Pholia negra seria a de retardar o esvaziamento gástrico, ou seja, prolongar o processo de digestão, levando a uma maior saciedade, por mais tempo.

Esse efeito é similar aos dos medicamentos inibidores de apetite sintéticos que atuam sobre o sistema nervoso central, porém sem os efeitos negativos que podem causar dependência.

A Pholia negra também possui cafeína, conhecida pelas suas propriedades termogênicas3

                Dessa forma, o uso de suplementos de Pholia negra se mostra um bom auxiliar nos processos de perda de peso já que é capaz de estimular o metabolismo, reduzir o apetite e aumentar a saciedade.

Além disso, seus compostos bioativos com ação antioxidante são capazes de melhorar o perfil lipídico, reduzindo o colesterol e prevenindo a formação de placas de ateroma (gordura) nas artérias e, dessa forma, atuando na prevenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cujo risco normalmente é aumentado em pacientes acima do peso.

Existem efeitos colaterais à suplementação com Pholia negra?

                Pesquisas apontam que o uso de suplementos à base de Pholia negra se mostraram seguros – principalmente se comparados aos medicamentos emagrecedores sintéticos, já que não causaria dependência.

                Devido à sua ação estimulante e à presença de cafeína, a Pholia negra deve ser utilizada com precaução por indivíduos que apresentem hipertensão arterial (pressão alta), sensibilidade à cafeína e por mulheres grávidas ou amamentando.

É prudente consultar seu médico ou nutricionista antes de iniciar a suplementação com a Pholia negra.

1 Metade dos brasileiros está acima do peso e 20% dos adultos estão obesos. Ministério da Saúde. https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46485-mais-da-metade-dos-brasileiros-esta-acima-do-peso

2 MARTELLI, A. Utilização da erva mate Ilex paraguariensis como inibidor da oxidação do LDL-Colesterol e prevenção da aterosclerose.  Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ. Volume 4, Número 1 – Janeiro/Julho de 2014.

3 SOUSA, D.M.D. et al. Fitoterápicos utilizados para perda de peso comercializados em farmácias. Res., Soc. Dev. 2019; 8(4):e184930.

Obesidade: definição, causas, diagnóstico, tratamento e mais

A obesidade é um assunto que está sempre em pauta quando se trata da saúde do Brasil e do mundo. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos brasileiros aumentou 67,8% entre os períodos de 2006 a 2018, sendo maior em adultos de 25 a 44 anos. O sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), apontou que mais da metade da população brasileira (55,7%)  está acima do peso. A Organização Mundial da Saúde realizou um relatório de obesidade no final do ano passado, onde apontou que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo estão com sobrepeso ou obesas, sendo que mais de 150 milhões de crianças sofrem algum tipo de atraso referente à alimentação inadequada. Este quadro preocupa muitos profissionais da saúde e famílias, principalmente porque dietas consideradas ruins – fast foods, alimentos gordurosos, industrializados, entre outros – causam a morte de cerca de 22% de adultos no mundo (um a cada cinco). 

Ao mesmo tempo que países de baixa e média renda enfrentam a desnutrição, estão enfrentando também a obesidade, não havendo mais aquela antiga associação de que “países em desenvolvimento possuem mais números de desnutridos e países desenvolvidos de obesos”. Esse tipo de afirmação já ficou para trás e está ligada à rápida transição alimentar vivida por suas populações, sendo que um mesmo indivíduo pode conhecer os dois tipos de problema – desnutrição e obesidade – ao longo de sua vida, pois tem acesso a produtos que contêm muito sal, ricos em açúcar e gorduras e que são mais baratos do que os alimentos orgânicos e frescos. Uma criança obesa também pode ser afetada por atrasos em seu desenvolvimento, devido a sua dieta rica em calorias e pobre em nutrientes. 

Outro ponto que tem muito a ver com a obesidade, é a redução da prática de atividades físicas em países em desenvolvimento, devido à melhoria do padrão de vida, chegando a afetar 35% das famílias. Quer saber mais sobre a obesidade, suas causas e muito mais? É só acompanhar este artigo!

O que é obesidade?

Segundo PINHEIRO, FREITAS e CORSO (2004), a obesidade é uma doença crônica integrante do grupo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), sendo causada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que acaba prejudicando a saúde do indivíduo em diversos aspectos, com problemas respiratórios, dermatológicos, cardíacos, distúrbios do aparelho locomotor, dislipidemias, diabetes mellitus tipo 2 e até mesmo certos tipos de câncer. Ela pode envolver fatores genéticos e/ou ambientais (epigenéticos), sendo considerada uma doença multifatorial, que preocupa governos de todo o mundo. O modo como você se alimenta e enxerga a alimentação em sua vida está muito associado ao que chamamos de epigenética. Caso você não tenha nenhuma preocupação com o que ingere, a falta de nutrientes, excesso de sal, gorduras e açúcar, se consome muitos tipos de fast foods e alimentos totalmente industrializados e ainda não pratica nenhum tipo de atividade física, pode ser um fator de alto risco para que entrar em um quadro perigoso de obesidade.

O processo de mudança de peso e de alimentação vem sendo percebido desde meados dos anos 1960. Muitos especialistas estão estudando as Transições Demográficas, Epidemiológicas e Nutricionais de seus devidos países, independentemente se são desenvolvidos ou estão em fase de desenvolvimento. Um estudo realizado por WANDERLEY e FERREIRA (2010), aponta a obesidade como uma das mais importantes desordens nutricionais do mundo devido à sua incidência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o agravamento da obesidade chega a atingir cerca de 10% da população desses países, independentemente do gênero e idade. No Brasil, o quadro de desnutrição causada pela falta de alimentação está caindo e o de desnutrição causada pela obesidade e sobrepeso vem aumentando, desde estudos realizados no começo da década de 1970 em comparação aos dias de hoje.

Causas da obesidade

  • Predisposição genética;
  • Comportamentais e psicológicas;
  • Hormonais;
  • Adoção de maus hábitos e sedentarismo.

Fatores de risco

Segundo MARIATH e colaboradores (2007), os riscos da obesidade são:

  • Doenças cardiovasculares (Infarto Agudo do Miocárdio, Arritmias Cardíacas, Angina de peito, entre outros);
  • Câncer (mama, vesícula biliar, cólon, reto e próstata);
  • Diabete Mellitus Tipo 2 (principalmente localizada na região abdominal, que eleva em 10 vezes o risco da mesma);
  • Hipertensão arterial;
  • Distúrbios Metabólicos;
  • Dislipidemias (aumento do colesterol e triglicérides).

Outros aspectos associados à obesidade são:

  • AVC;
  • Problemas circulatórios;
  • Maior predisposição à doenças crônicas (artrose, artrite, entre outras);
  • Maior resistência à insulina;
  • Aumento da mortalidade;
  • Problemas psicossociais;
  • Problemas respiratórios (asma, infecções, entre outros).

Segundo MENDONÇA e RODRIGUES (2011), os problemas de pele causados em obesos são: 

  • Estrias e celulites;
  • Tendências à infecções fúngicas e Acanthosis nigricans;
  • Escurecimento da pele nas axilas e pescoço;
  • Acrocórdons – lesões dermatológicas que acometem principalmente indivíduos de meia idade ou idosos obesos e estão geralmente localizados no pescoço, axilas, porção superior do tronco e pálpebras;
  • Flacidez;
  • Úlceras por pressão, arteriais ou neuropáticas (insuficiência venosa aguda ou crônica);
  • Impetigo (infecções causadas por bactérias).

Um estudo realizado por MELLO, LUFT e MEYER (2004) com crianças obesas em idade escolar, apontou os principais fatores de risco:

  • Dislipidemia (aumento dos triglicerídeos e colesterol LDL);
  • Risco de doenças coronarianas (curiosidade: a aterosclerose tem início na infância);
  • Queda de nutrientes, causando problemas de desenvolvimento;
  • Problemas psicossociais;
  • Problemas respiratórios.

Como saber se estou obesa (o)?

Há uma maneira muito prática e rápida de saber se você está acima do peso, através do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é muito fácil de calcular, você só precisa dividir o seu peso atual em quilogramas (Kg) por sua altura em metros quadrados. Abaixo, disponibilizei uma figura, para que você consiga visualizar melhor:

Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/595108538234964117/>. Acesso em: 29 de setembro de 2020.

Com isso, você saberá se está com  o peso ideal, com sobrepeso e até mesmo com obesidade. Este último, independentemente de sexo e idade, em adultos, é igual ou superior de 30 Kg/m2. Abaixo, disponibilizei outra imagem para auxiliar em sua avaliação de peso e para que você conheça um pouco mais sobre o método:

Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/321866704620597093/>. Acesso em: 29 de setembro de 2020.

Estou com sobrepeso ou obesa (o), e agora?

Calma, o primeiro passo é não se desesperar e procurar auxílio de um especialista o mais rápido possível, para evitar os riscos já abordados acima. Os médicos e especialistas responsáveis pelo seu processo de emagrecimento, reeducação alimentar e prática de atividades físicas são:

  • Médico endocrinologista: você precisa saber se sua obesidade tem alguma coisa a ver com processos metabólicos e o bom funcionamento das glândulas – como a tireóide -, hormônios e qualquer outro distúrbio;
  • Médico nutrólogo: esse especialista faz o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças relacionado ao comportamento e hábitos alimentares que estejam contribuindo para o quadro nutricional do paciente;
  • Nutricionista: desenvolve um estudo sobre a alimentação, orientação e prescreve aquela reeducação alimentar maravilhosa, cheia de nutrientes e alimentos que fazem bem à saúde;
  • Educador físico: nada de fazer exercícios sozinha (o), principalmente se estiver acima do peso! É necessário fortalecer os músculos e ossos antes de sair correndo, pois o risco de se machucar é muito maior. Um personal trainer/educador físico te auxiliará melhor neste aspecto, trazendo exercícios sem impacto e muito eficazes para ajudar em seu processo de emagrecimento;
  • Médico dermatologista: caso haja algum problema de pele como resultado da obesidade, não exite em procurar um médico dermatologista para iniciar um tratamento.

Todos estes profissionais pedirão exames específicos de sangue e até mesmo de imagem, para começar o seu tratamento da melhor maneira possível. É importante entrar em contato com todos eles para obter bons resultados. Lembre-se: sozinhos, eles não podem fazer muita coisa, mas em conjunto é outra coisa! O importante é você ter força de vontade de sair do quadro de obesidade e seguir direitinho todas as orientações, pois é um trabalho em conjunto! Um vai puxar o outro para que você mude seu estilo de vida e viva bem por muito mais tempo.

Veja também: Os riscos dos Remédios Para Emagrecer

O que eu posso fazer para mudar meus hábitos?

O primeiro passo é procurar ajuda dos profissionais que citei acima. Caso os profissionais cheguem a conclusão de que a sua obesidade pode estar associada à algum tipo de gatilho psicológico, podem te encaminhar para um psicoterapeuta (o que é fantástico, não fique com medo). Você precisa se preparar psicológica e fisicamente para o que vier a seguir: seus hábitos de vida terão que mudar. Se em sua geladeira e despensa só há alimentos industrializados, gordurosos e recheados de sal e açúcar, você terá que substituí-los por verduras, legumes, frutas e alimentos que beneficiam sua saúde. O bom disso é que você poderá estimular sua família a seguir pelo mesmo caminho. Outra dica valiosa é a realização de exercícios físicos, pois um auxiliará o outro em seu processo de emagrecimento e longevidade.

É normal, no começo, dar alguns deslizes. O importante é você não se cobrar demais, aceitar o erro e tornar sua reeducação alimentar e prática de exercícios como um hábito em sua vida, você só precisa substituir os ruins pelos bons. No começo de um novo estilo de vida, é normal haver alguns sabotadores por aí. Eles são as pessoas que você mais convive, como por exemplo os colegas de trabalho e até mesmo a família. Não ligue para a pressão que eles fazem, tenha maturidade para lidar com as situações e siga firme e forte em seus objetivos (falo isso por experiência própria). Além deles, você também pode se auto sabotar, tome cuidado com isso! Você merece sim um chocolatinho de vez em quando e ele até faz bem para a saúde, caso for 70% e só um pedacinho (diminui o apetite, melhora o metabolismo, aumenta a sensação de bem-estar – serotonina -, controla a pressão, estabiliza os níveis de glicose, é rico em antioxidantes e muito mais! Mas lembre-se, só um pedacinho, não vai comer a barra toda, hein?!).

Para te ajudar a “entrar na linha”, vou dar uma dica. Há uma “Teoria dos 21 Dias”, criada pelo cirurgião plástico norte-americano Maxwell Maltz, em 1950. Ele observou padrões de comportamento muito comuns em seus pacientes, percebendo que eles levavam cerca de 21 dias para se acostumar com as reconstruções faciais e amputações realizadas na época. Antes disso, eles se portavam como se houvesse algum tipo de membro fantasma e, após este período, aceitavam suas condições. A mesma teoria pode ser descrita e realizada em qualquer tipo de mudança de hábito, como o começo da reeducação alimentar e prática de exercícios físicos É necessário ter muita força de vontade nesses 21 dias para se acostumar com os novos hábitos, lembrando que eles precisam ser constantes, nada de parar na metade, hein?!

Conclusão

A obesidade é uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT) que levam o indivíduo a ter um estilo de vida ruim e nada saudável. Suas complicações podem conduzi-lo até ao óbito, caso não seja zeloso com sua própria vida e não procure mudar. Sua origem pode ser genética e até mesmo causada pelos hábitos adotados durante sua existência, causando outros tipos de problemas como hipertensão, aterosclerose, problemas respiratórios, infarto, desnutrição, AVC, diabete mellitus tipo 2 e muito mais. É necessário prestar atenção em seu estilo de vida, parar de culpar a correria do dia a dia e começar a se cuidar mais, reeducando a alimentação e praticando atividades físicas, caso você queira sair deste quadro. É importante enfatizar que a mudança dos hábitos não ocorre do dia para noite, tudo bem se você deslizar em alguns momentos, mas nunca pare. Não se cobre tanto a ponto de ficar doente, o objetivo do emagrecimento é a conscientização e longevidade. Espero que você tenha gostado deste artigo. Até o próximo!

Fontes

  1. As Nações Unidas no Brasil
  2. Um em cada oito adultos no mundo é obeso, alerta OMS
  3. Uma abordagem epidemiológica da obesidade
  4. Obesity: preventing and managing the global epidemic
  5. As principais alterações dermatológicas em pacientes obesos
  6. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes?
  7. Obesidade: causas, diagnóstico, como tratar e prevenir.

Óleo de coco: benefícios, usos e controvérsias

Apesar da maioria das pessoas acreditarem que as gorduras são as “vilãs” da dieta, os óleos e gorduras são essenciais para o funcionamento do nosso organismo.

Necessitamos desse macronutriente para a produção de energia, síntese de hormônios, veículos para as vitaminas chamadas lipossolúveis, como a vitamina E, entre outros.1

                As gorduras vegetais, presentes nos óleos, como o de soja e o de canola, no azeite e em alimentos como o abacate, as nozes, sementes e castanhas são excelentes fontes de ácidos graxos essenciais, como ômega 3 e 6 e vitamina E – além de não possuírem colesterol – possuem efeitos comprovados para a saúde do cérebro e do coração.1

A crescente preocupação com a saúde leva tanto a indústria, quanto os consumidores, a buscar novos produtos com diferentes benefícios, sejam eles alimentos ou suplementos.

Nesse contexto, o óleo de coco surgiu como uma promessa para auxiliar no emagrecimento, na melhora da hidratação dos cabelos e efeitos que preveniriam o envelhecimento precoce.2

Composição e vantagens do uso do óleo de coco

                O óleo de coco é uma gordura vegetal, extraída da polpa do coco fresco maduro.

Sua composição é basicamente de ácidos graxos saturados (cerca de 80%) – com destaque para os ácidos caprílico, láurico, mirístico, palmítico e esteárico – e o restante de ácidos graxos insaturados (oléico e linoléico).

Essa composição, baseada em ácidos graxos de cadeia média (TCM), poderia ser benéfica ao organismo pela característica desse tipo de gordura, já que ela seria inicialmente mobilizada para a produção de energia e pouco acumulada no tecido adiposo.1,2

                Devido a sua resistência à oxidação, o óleo de coco é comumente utilizado em produtos culinários e estéticos, como a fabricação de sorvetes e margarinas e como um substituto da manteiga de cacau em batons e cosméticos.2

Na culinária, seu sabor suave é um ponto positivo para sua utilização em preparações como bolos e doces, assim como no preparo de proteínas grelhada, já que sua composição não sofreria alterações com a temperatura, o que não desencadeia resposta inflamatória pelo organismo.

Ele também pode ser substituído pelo azeite no preparo de saladas, trazendo um sabor mais adocicado e frutado aos pratos.

                Hoje encontramos no mercado duas formas de apresentação do óleo de coco, o refinado e o não-refinado, ou virgem.

O óleo de coco virgem utiliza métodos de prensagem e secagem para a sua extração, resultando em uma gordura sem aditivos químicos, que preserva melhor as suas características nutricionais e seu sabor.

Já o óleo de coco refinado é exposto a altas temperaturas e utiliza algumas substâncias para garantir o máximo aproveitamento da polpa do coco, o que resulta em perdas nutricionais no produto.

Além disso, pode ser utilizado processo de hidrogenação, o que gera gorduras trans, não benéficas à saúde.

Óleo de coco Emagrece?

                Como as demais gorduras, o óleo de coco possui 9 calorias por grama, contra as 4 calorias presentes em cada grama de proteínas e carboidratos.

Apesar de sua composição ser na maior parte de gorduras saturadas, amplamente descritas como prejudiciais à saúde, potenciais causadores do aumento do colesterol e do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, estudos mostraram que os ácidos graxos de cadeia média presentes no óleo de coco seriam capazes de reduzir o apetite, de serem primeiramente mobilizadas para a produção de energia – e não para o acúmulo no tecido adiposo – e consequentemente, teriam impacto positivo na perda de peso.3

Algumas pesquisas apontaram que, apesar de, em comparação com óleos ricos em ácidos graxos poli-insaturados, o óleo de coco ter um potencial de aumentar o colesterol e reduzir o HDL – chamado colesterol bom.

Porém esses mesmos estudos também apontaram que a qualidade da dieta como um todo tem uma maior parcela de responsabilidade nessas alterações de perfil lipídico e foram pouco conclusivos quanto a essa informação em específico.4

                Estudos também mostraram que o uso óleo de coco pode ser benéfico no tratamento de feridas, devido ao seu potencial antimicrobiano e anti-inflamatório, contribuindo para a maior rapidez na cicatrização e redução do risco de infecções.5

Outras pesquisas também mostram relações positivas do uso de óleo de coco na melhora de doenças cerebrais degenerativas como o Alzheimer.6

Efeitos adversos do uso do óleo de coco

                Devido a sua composição ser majoritariamente de gorduras saturadas, o óleo de coco poderia causar um efeito de aumento do colesterol e redução do colesterol “bom” (HDL) – porém é preciso observar a quantidade e frequência de consumo, bem como a qualidade da alimentação em geral, da prática de atividade física e de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

                A princípio, não existem contraindicações conhecidas para o uso de óleo de coco na alimentação, inclusive para gestantes, mulheres amamentando e crianças.

Porém é sempre recomendado que o médico ou nutricionista seja consultado antes do uso de qualquer tipo de suplemento alimentar.

1 IBSCH, R.B.M.; SOUZA, C.K.; REITER, M.G.R. Óleo de Coco É Realmente uma Escolha Saudável? International Journal of Nutrology 2018; 11(S 01): S24-S327.

2 Posicionamento oficial da Associação Brasileira de Nutrologia a respeito da prescrição de óleo de coco. Disponível em: https://socgastro.org.br/novo/2017/03/posicionamento-oficial-da-associacao-brasileira-de-nutrologia-a-respeito-da-prescricao-de-oleo-de-coco/

3 VAN WYMELBEKE, V.; HIMAYA, A.; LOUIS-SYLVESTRE, J.; FANTINO, M. Influence of medium-chain and long-chain triacylglycerols on the control of food intake in men. Am J Clin Nutr [Internet]. 1998 Aug [cited 2017 Jul 12];68(2):226–34.

4 EYRES, L.; EYRES, M.F.; CHISHOLM, A.; BROWN, R.C. Coconut oil consumption and cardiovascular risk factors in humans. Nutr Rev [Internet]. 2016 Apr [cited 2017 Jul 12];74(4):267–80.

5 SOUSA, R.D.S. Estudo de substâncias químicas em óleos de coco, copaíba, calêndula e girassol utilizados no tratamento de feridas: uma abordagem teórica. Disponível em:
http://hdl.handle.net/123456789/2357

6 HU YANG, I.; DE LA RUBIA ORTÍ, J.E.; SELVI, P.S; SANCHO, S.C.; ROCHINA, M.J.; MANRESA, R.N.; et al. [Coconut Oil: Non-Alternative Drug Treatment Against Alzheimer´S Disease]. Nutr Hosp [Internet]. 2015 Dec 1 [cited 2017 Jul 12];32(6):2822–7.

Óleo de cártamo: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

            O óleo de cártamo é extraído das sementes da planta Carthamus Ttinctorius I., popularmente conhecida como cártamo ou falso açafrão.

Natural da Índia e da família do girassol, a suplementação com óleo de cártamo pode trazer vários benefícios para a saúde.

É possível ser encontrado através de cápsulas e de extrato do óleo. Devido ao seu sabor neutro pode ser utilizado para temperar alimentos frios.

– Óleo de cártamo Emagrece?

            Estudo desenvolvido pela Universidade Regional de Blumenau mostrou que a suplementação com óleo de cártamo, em mulheres com sobrepeso e praticantes de atividade física, reduziu a circunferência abdominal.

            Esse efeito pode ser decorrente do aumento do hormônio adiponectina, responsável pela queima de gordura.

            Além disso, outro fator que auxilia no emagrecimento é o aumento da saciedade, através do retardo no esvaziamento gástrico, reduzindo assim a quantidade da ingestão alimentar ao longo do dia.

– Aumento da massa muscular

            Diferente de outras suplementações com a finalidade de emagrecimento, o óleo de cártamo mostrou aumento da massa magra através do auxílio na produção e utilização de energia, potencializando os treinos mais intensos e combatendo o catabolismo após os exercícios.

            Outro fator é o estímulo na recuperação dos tecidos musculares após o exercício, importante fator para quem está em busca de aumento de musculatura.

– Controle da diabetes

            Estudos mostraram que a suplementação do óleo de cártamo melhora os níveis de glicemia em jejum de indivíduos com diabetes tipo 2.

Isso acontece devido a sua ação no estímulo da secreção de insulina, aumento da sensibilidade à insulina e sinalização celular.

– Melhora da saúde cardiovascular

            O óleo de cártamo além de reduzir as concentrações sanguíneas de colesterol total, LDL e triglicerídeos, também aumenta o HDL.

A suplementação durante 9 semanas pode reduzir de 12 a 20% do colesterol LDL.

            O seu consumo regular previne coágulos no sangue, que podem ocasionar ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, e relaxa os vasos sanguíneos, reduzindo a pressão.

– Contra indicação

            Não é indicado para grávidas, lactantes e crianças devido à falta de estudos que comprovem a sua segurança.

É contra indicado também para indivíduos com síndro metabólica, pois estudos mostram que houve aumento de colesterol e LDL.

O seu consumo em excesso pode causar resistências a insulina, e consequentemente aumento da glicose no sangue.

Além disso, o óleo de cártamo é rico em ômega 6 e em excesso aumenta o risco de doenças cardiovasculares, câncer, artrite e depressão.

Por isso, antes de realizar a suplementação é necessário procurar auxílio de um nutricionista ou médico para verificar se você se beneficia dessa suplementação e qual a dose ideal a ser consumida.

– Referências

SCHULZE, Bn; SCHULTZ, C; ULBRICH, Az; BERTIN, Rl. Efeito da Suplementação de Óleo de Cártamo sobre o Perfil Antropométrico e Lipídico de Mulheres com Excesso de Peso Praticantes de Exercício Físico. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, [S.L.], v. 18, n. 4, p. 89-96, 2014. Portal de Periodicos UFPB. http://dx.doi.org/10.4034/rbcs.2014.18.s4.12.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Mariana_Menezes4/publication/304999542_Desmistificando_duvidas_sobre_alimentacao_e_nutricao_-_material_de_apoio_para_profissionais_de_saude/links/577e8a8308aed807ae7b1e24.pdf#page=65. Acesso em: 20 set. 2020.

Anfetaminas: usos, efeitos colaterais e contra-indicações

Muitas pessoas, quando se dão conta de que precisam emagrecer, optam pelo uso de fármacos para que isso aconteça e acham que eles podem agir milagrosamente em suas vidas. Abordei sobre este assunto no último artigo, ao qual falo sobre os principais remédios para perda de peso. Infelizmente, elas esquecem que precisam mudar seu estilo de vida, adotando uma dieta com reeducação alimentar e o hábito de realizar exercícios físicos diariamente, durante pelo menos 30 minutos. Os medicamentos que contêm Anfetamina em sua composição só devem ser prescritos e utilizados em último caso, quando nenhum outro tipo de fármaco, juntamente com mudança dos hábitos, já foram utilizados. Para que você compreenda melhor, vamos contar um pouco sobre a história das Anfetaminas.

História da Anfetamina

A Anfetamina é uma droga estimulante, muitas vezes adotada como substância emagrecedora, mas que apresenta sérios efeitos colaterais no organismo de quem abusa da mesma. Ela foi sintetizada em laboratório pela primeira vez na Alemanha, em 1887, pelo químico Lazar Edeleanu. Em meados de 1928, o Benzedrine – nome comercial dado à Anfetamina – passou a ser utilizada medicinalmente para aliviar tensões do Sistema Nervoso Central, emagrecer,  como descongestionante nasal, tratamento de Mal Parkinson, Narcolepsia (a pessoa fica constantemente com sono), depressão, entre outros. Ela possuía diversas formas de uso, como inalação e pílulas, chegando a ter mais de 50 milhões de unidades vendidas no mercado mundial. 

Entre meados de 1932 a 1946, a indústria farmacêutica desenvolveu mais de 39 usos clínicos para a Anfetamina. Seu ápice foi na Segunda Guerra Mundial, onde muito soldados das tropas aliadas e das potências do Eixo a utilizavam para aumentar o estado de alerta. Neste mesmo período, 500 mil trabalhadores japoneses faziam uso dessa droga, sob pretexto de ser a “solução para sonolência e desânimo”. Nos EUA, seu uso só foi permitido para os militares após a Guerra da Coréia. Mais para a atualidade, ela foi bastante utilizada por caminhoneiros que precisavam ficar muitos dias acordados na estrada – o famoso “rebite” – e por pessoas que gostariam de emagrecer rapidamente, pois são inibidoras de apetite e aumentam o metabolismo. O Brasil é o maior consumidor mundial de Anfetaminas, um dado que preocupa muito as autoridades de saúde pública. Para cada 1.000 brasileiros, são consumidos cerca de nove comprimidos por dia, o que produz uma grande tolerância e altas taxas de dependência.

O que são Anfetaminas

Vários indivíduos buscam tratamentos farmacológicos para a obesidade e um deles, é o uso controlado de Anfetaminas. Elas são uma classe de medicamentos anorexígenos e agem diretamente na inibição do apetite. Elas também são capazes de gerar quadros de euforia, provocar vigília, aumentar a atividade autônoma e a liberação de dois neurotransmissores importantes: noradrenalina e dopamina, inibindo suas recaptações. Com isso, há a redução do sono, taquicardia, aumento da pressão sanguínea, dilatação das pupilas, aumento de atenção, diurese, aumento da atenção, sensibilidade aos estímulos, perda do apetite e aumento da agitação psicomotora, deixando seus usuários mais desinibidos, excitados e hiperativos. Seu uso é indicado quando:

  • Há dificuldade de mudança de hábitos alimentares e físicos, associados a problemas crônicos, como por exemplo hipertensão e diabetes;
  • Obesidade mórbida, gerando um risco maior para os pacientes;
  • Pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30;
  • Paciente com IMC acima de 25, com associação de alguma doença crônica;
  • Tratamentos ineficazes com outros tipos de medicamentos, mesmo associando dietas e exercícios físicos;
  • Presença de hábitos alimentares patológicos, como bulimia e compulsões alimentares.

Segundo BESSA e colaboradores (2012) o uso seguro de Anfetaminas deve ser feito entre oito a 12 semanas, em conjunto com uma dieta equilibrada e prática de exercícios físicos, senão de nada adianta. Ela é um dos anorexígenos mais utilizados no mundo. Prova disso é um estudo dirigido por MARTINS e colaboradores (2011) com um grupo de universitários (664), que demonstrou uma alta frequência (6,8%) de consumo de substâncias antiobesidade, sendo que as Anfetaminas e Aminas Simpaticomiméticas foram as mais utilizadas por eles (40,5%), onde 62,2% eram do sexo feminino. De todos os universitários, apenas 31,1% das prescrições de fármacos antiobesidade foram prescritos por médicos, mostrando que o uso desse tipo de droga está sendo preocupante, por sua elevada proporção sem indicação ou prescrição médica.

Marcas mais conhecidas

As drogas anorexígenas tipo-Anfetaminas mais utilizadas no Brasil são: Dietilpropiona (Anfepramona), Femproporex e Mazindol.

As Anfetaminas emagrecem mesmo?

Quando a Anfetamina é utilizada clinicamente, ela pode auxiliar no tratamento da obesidade por um curto período de tempo (oito a doze semanas), caso associada à prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Segundo MANCINI e HALPERN (2002), o uso racional de medicamentos antiobesidade só funciona caso:

  1. Em conjunto com orientação dietética e prática de exercícios físicos;
  2. Quando descontinuado, há o ganho de peso, caso o paciente não mude seu estilo de vida;
  3. São utilizados sob orientação médica contínua;
  4. O paciente conta seu histórico, pois cada tratamento é moldado a partir disso;
  5. Mantidos até o momento que for seguro e efetivo para o paciente.

GUY-GRAND e colaboradores (1989), em uma de suas pesquisas sobre obesidade, diz que os medicamentos devem demonstrar efeito positivo em reduzir o peso corporal e levar à melhora de doenças psicológicas (bulimia e compulsões alimentares), ter efeitos colaterais toleráveis, não ter propriedades de adição, apresentar eficácia e segurança mantidas até o final do seu tratamento, possuir mecanismo de ação conhecido e ter um custo razoável. 

Mecanismo de ação

  • Anfepramona: segundo MOREIRA e ALVES (2015), sua ação é central, com o aumento de produção dos neurotransmissores Noradrenalina e Dopamina. Há uma estimulação dos núcleos hipotalâmicos laterais, inibindo assim a fome. Para GUEDES e colaboradores (2011), ela é a substância menos perigosa para pacientes que sofrem com hipertensão;
  • Femproporex: ainda segundo MOREIRA e ALVES (2015), este medicamento age estimulando o Sistema Nervoso Simpático, inibindo a enzima MAO (Monoamina Oxidase), cuja principal função é a degradação de monoaminas, como a Noradrenalina. Ela atua na neurotransmissão de Noradrenalina e Dopamina nas vesículas pré-sinápticas, induzindo suas liberações e inibindo suas recaptações;
  • Mazindol: por último e não menos importante, MOREIRA e ALVES (2015) aborda sobre este fármaco derivado da Imidazolina e age bloqueando a recaptação da Dopamina e Noradrenalina nas terminações nervosas – como os antidepressivos -, aumentando a captação de glicose pelo músculo esquelético, dando assim mais energia. 

Riscos do uso de medicamentos a base de Anfetaminas

No Brasil, houve um aumento de 500% no consumo de anorexígenos desde 1998, dado pesquisado e averiguado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Se você parar para pensar, é fato que nosso país corre riscos muito grandes, principalmente quando os indivíduos conseguem receitas falsas e até mesmo encontrar esse tipo de medicamento em farmácias, não precisando de prescrição para adquiri-los. O consumo elevado dos três tipos de drogas que citamos (Anfepramona, Femproporex e Mazindol) pode causar os seguintes riscos:

Anfepramona

Não pode ser consumido durante a gravidez e lactação, por pessoas com glaucoma, feocromocitoma, câncer de próstata, insuficiência renal e hepática, hipertensão grave, arritmias, hipertireoidismo, aterosclerose, por indivíduos que apresentam quadros de distúrbios psiquiátricos, epilépticos, alcoolismo crônico e que possuem algum tipo de sensibilidade a Anfepramona. Seus principais efeitos adversos e efeitos colaterais são:

  • Insônia;
  • Cefaléia;
  • Agitações;
  • Possíveis alucinações;
  • Depressão;
  • Delírios e quadros psicóticos (em casos de uso exacerbado, podendo causar intoxicação aguda);
  • Nervosismo;
  • Náuseas;
  • Diarréias;
  • Taquicardia e arritmias;
  • Hipotensão; 
  • Boca seca, entre outros.

Seu uso prolongado pode levar a diminuição da concentração, bipolaridade e distúrbios psicóticos parecidos com os da esquizofrenia. 

Femproporex

Este é um medicamento contraindicado em casos e aterosclerose, distúrbios vasculares, hipertensão moderada a severa, glaucoma, hipertireoidismo, indivíduos que fazem abuso de drogas ilícitas e hipersensibilidade ao medicamento. Caso algum diabético faça uso do mesmo, pode ter suas necessidades de insulina alteradas. Reações adversas e efeitos colaterais:

  • Insônia;
  • Ansiedade;
  • TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo);
  • Ansiedade;
  • Síndrome do Pânico;
  • Vertigem;
  • Fraqueza;
  • Dores de cabeça;
  • Tremores;
  • Calafrios;
  • Palidez;
  • Boca seca;
  • Náuseas;
  • Diarréia;
  • Gosto metálico na boca;
  • Câimbras abdominais;

É esperado que o indivíduo sofra algum tipo de síndrome de abstinência, tolerância e dependência, caso utilize este medicamento por muito tempo e de modo descontrolado. Seu uso não pode ser feito por pessoas que possuem problemas pulmonares e respiratórios.

Mazindol

Seu uso é contraindicado a indivíduos que apresentam histórico abusivo de medicamentos, algum tipo de doença cardiovascular, glaucoma, quadros de agitação, gravidez, lactação e alergia ao Mazindol. Caso haja pacientes com quadros de doenças hepáticas, cardíacas e diabetes mellitus tipo 2, pode haver a necessidade de ajuste de doses. Reações adversas e efeitos colaterais:

  • Insônia;
  • Boca seca;
  • Nervosismo;
  • Tontura;
  • Dores de cabeça;
  • Arrepios;
  • Náuseas;
  • Palpitações;
  • Fraqueza;
  • Vertigem;
  • Constipação e desconforto gástrico;
  • Sudorese.

Caso haja o uso desenfreado do medicamento, o paciente poderá ter quadros de Hipertensão Arterial Pulmonar, podendo haver quadros de intoxicação ou sofrer algumas alterações no organismo, como o aumento da pressão arterial.

Dica: caso vocês não consigam visualizar os quadros de efeitos colaterais e abuso dos medicamentos a base de Anfetamina, indico assistir o filme Réquiem Para um Sonho, onde a atriz Ellen Burstyn (que interpreta a Sara Goldfarb, mãe do Harry Goldfarb – interpretado pelo Jared Leto) precisa emagrecer para caber em seu antigo vestido, pois participará de um programa de televisão que ela ama! 

Conclusão

A Anfetamina é um fármaco que há muito tempo é utilizado no processo de emagrecimento, sendo que sua eficácia é comprovada quando há uma mudança no estilo de vida, adotando uma dieta saudável e prática de exercícios físicos. Infelizmente, como qualquer outro tipo de medicamento, possui efeitos colaterais e contraindicações, bem como um período curto de utilização da mesma. O abuso de Anfetaminas pode levar a quadros depressivos, problemas respiratórios e cardíacos, sendo muito perigoso para o organismo. Espero que vocês tenham gostado do artigo. Até a próxima!

Fontes

  1. https://bdpi.usp.br/bitstream/handle/BDPI/43729/Anfetaminas
  2. drogAs, AnFetAminAs e remédios PArA emAgrecer 
  3. Abuso e Dependência de Anfetamínicos
  4. Medicamentos anorexígenos : aspectos relevantes de utilização dentro do contexto regulatório brasileiro
  5. UTILIZAÇÃO DE ANFETAMINAS COMO ANOREXÍGENOS RELACIONAS À OBESIDADE
  6. [International study of the effect of dexfenfluramine in obesity (ISIS): 6 months’ results]
  7. Prescrição, dispensação e regulação do consumo de psicotrópicos anorexígenos em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
  8. Página inicial — Português (Brasil)
  9. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302011000500017

Lacto purga: 10 Dúvidas Comuns Respondidas

O que é Lacto purga?

O Lacto Purga é um medicamento desenvolvido para o tratamento da prisão de ventre e para o preparo de pacientes antes de procedimentos cirúrgicos e exames diagnósticos.

Conhecido por outro nome? Marca…

O Lacto Purga é um medicamento de referência, a sua substância principal é o Bisacodil e pode ser encontrada em diversos medicamentos como Bisalax, Dulcolax, Plesonax, Humectol D, entre outros.

Pra que serve e quais os benefícios de Lacto purga?

O Lacto Purga é um laxante, age diretamente na parede dos intestinos estimulando o movimento intestinal e facilitando a eliminação das fezes.

Lacto purga Emagrece?

A indicação do Lacto Purga é a de laxante para prisão de ventre e para preparo de pacientes para cirurgias e para exames diagnósticos.

Lacto purga Necessita de receita ou está proibido?

O medicamento Lacto Purga é classificado como um MIP ou seja, medicamento isento de prescrição médica, podendo ser vendido sem prescrição ou receituário.

Lacto purga é autorizado pela Anvisa?

Este medicamento é autorizado para uso e comercialização pela Anvisa.

Como Tomar o Lacto purga?

A recomendação é de 1 a 2 comprimidos ao dia, de acordo com a necessidade.

Efeitos Colaterais e Riscos do Uso de Lacto purga

As reações mais comuns são cólicas, diarréia, dor abdominal e diarréia.

Contra indicações de Lacto purga

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes que não apresentem funcionamento intestinal, obstrução intestinal ou qualquer condição abdominal aguda. Pacientes com dor abdominal grave. Pacientes com alergia conhecida ao bisacodil.

Antes e depois do Lacto purga (há estudos clínicos?)

Os estudos são relativos a eficácia do medicamento em relação a sua ação laxativa.

Qual o preço médio do Lacto purga?

A cartela de Lacto Purga com 6 comprimidos custa em média R$4,00 em drogarias.

Os riscos dos remédios para emagrecer

Como vimos em nosso último artigo, há um percentual muito grande de brasileiros que estão acima do peso (55,7%, segundo o Ministério da Saúde).

No mundo, esse número assusta ainda mais, independentemente dos países serem desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada oito adultos no planeta é obeso.

Sim, é isso mesmo que você leu, e as coisas só tendem a piorar! Até 2025, a projeção é de que mais ou menos 2,3 bilhões de indivíduos no mundo estejam acima do peso, sendo mais de 700 milhões com obesidade.

Quando falamos das crianças, os números não são nada animadores: uma estimativa de 75 milhões de casos com sobrepeso ou obesidade, onde 427 mil delas poderão ser pré-diabéticas, 1 milhão hipertensivas e 1,4 milhão poderão apresentar gordura no fígado.

A obesidade é um fator de risco para desencadeamento de várias outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabete mellitus tipo 2 e de problemas físicos como artrose, artrite, pedra na vesícula, refluxo esofágico e até tumores de intestino e vesícula.

Há campanhas feitas em todo o mundo para quebrar os estigmas da obesidade e do sobrepeso.

Segundo a Agência Brasil, em nosso país, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica realizam atividades em alguns Estados para que a população crie uma conscientização maior sobre os malefícios do sobrepeso e da obesidade.

Ao mesmo passo que a obesidade vem crescendo no mundo, muitos indivíduos estão procurando métodos mais saudáveis de cuidar do corpo e mente, pois os dois estão interligados quando se trata da saúde, procurando profissionais que os apoiem como endocrinologistas, nutrólogos, nutricionistas e educadores físicos, para realizar uma correta reeducação alimentar e exercícios físicos de qualidade.

Infelizmente, alguns não possuem equilíbrio suficiente, dinheiro ou até mesmo paciência para reeducar o corpo e mente e acabam procurando maneiras rápidas e nada práticas de emagrecer.

Conseguem receitas de medicamentos de venda proibida no Brasil, fazem uso desenfreado de anfetaminas, ansiolíticos, são sedentários e deixam até de se alimentar corretamente.

Isso pode causar outros tipos de transtornos mentais, como a bulimia e anorexia, que são perigosas e podem levar até ao óbito, caso o indivíduo não procure ajuda rapidamente.

Além disso, há outros problemas no corpo pela desnutrição do mesmo, como a perda de vitaminas e minerais, que pode causar sérios problemas físicos e mentais.

Quer saber mais sobre os riscos que o uso desenfreado de remédios para emagrecer pode causar? Continue a leitura abaixo.

Quais os tipos existentes de medicamentos para emagrecer?

            Há pelo menos três tipos diferentes de medicamentos para emagrecer, sendo eles: anorexígenos, sacietógenos e inibidores da absorção de gorduras. Vou explicar um pouco mais sobre elas abaixo:

  1. Anorexígenos

Eles agem inibindo o apetite e são mais conhecidos por conter anfetaminas em suas composições (Anfepramona, Femproporex, Mazindol, Metanfetamina e Dietilpropiona) e são aconselhados somente em casos de obesidade mórbida.

Os especialistas utilizam estes tipos de fármacos quando os sacietógenos e inibidores da absorção de gorduras não são eficazes no emagrecimento, sendo a última opção deles, pois apresentam muitos efeitos colaterais como dilatação das pupilas, aceleração dos batimentos cardíacos, arritmias, diarréias, tremores nas mãos, boca seca, irritabilidade intensa, entre outros.

Elas possuem efeito estimulante, aumentando a liberação e o tempo de atuação da noradrenalina e dopamina – hormônios produzidos na glândula suprarrenal e secretados por neurônios pós-ganglionares do Sistema Nervoso Simpático – no cérebro e organismo.

A dopamina está relacionada à dependência, por isso o profissional precisa ter muito cuidado ao prescrever estes tipos de medicamentos.

  1. Sacietógenos

Este segundo tipo de fármacos agem direto no estímulo da sensação de saciedade, fazendo com que o indivíduo não sinta fome e que passe a comer em menores porções.

Um bom exemplo de sacietógeno é a famosa Sibutramina, um antiobesidade que inibe a recaptação de Serotonina (5-HT) e Noradrenalina, que têm papel importante sobre a saciedade através da sua ligação a diversos receptores e regula o balanço energético do organismo.

Originalmente, ela foi criada para ser um antidepressivo, por sua ação no Sistema Nervoso Central.

Este medicamento é indicado para pacientes que possuem Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 a 40 ou seja, obesidade grau I, II e III.

Há alguns efeitos colaterais, como por exemplo o aumento da pressão arterial, elevação da frequência cardíaca, dores de cabeça, prisão de ventre e insônia, por isso não podem ser utilizados por pacientes que possuem cardiopatias.

  1. Inibidores da absorção de gorduras

Somente dois medicamentos fazem parte deste grupo, o Orlistat e Cetilistate. Eles não agem restringindo o apetite, pois não atuam no Sistema Nervoso Central.

A principal característica destes medicamentos é agir na inibição intestinal de cerca de 30% das gorduras ingeridas em todas as refeições. Isso não significa que o paciente pode comer o quanto ele quiser, precisando seguir uma reeducação alimentar balanceada e realizar exercícios.

Os dois medicamentos citados são inibidores irreversíveis da ação da enzima lipase pancreática que, como o próprio nome já diz, é liberada pelo pâncreas. Essa enzima é responsável pela degradação de gordura – ingerida através da alimentação – no intestino, sendo liberada através das fezes.

Os efeitos colaterais desses medicamentos são cólicas abdominais, aumento do número de evacuações por dia e até mesmo incontinência fecal.

Se o paciente for disciplinado em sua dieta, esses efeitos colaterais serão facilmente controlados.

            Todos os fármacos citados são indicados para emagrecer e só devem ser utilizados quando o paciente consegue seguir uma dieta mais saudável e a prática de exercícios físicos continuamente.

Essa é a junção mágica e totalmente eficaz para quem quer perder peso: exercícios físicos e reeducação alimentar! Não há nenhum segredo, só uma boa força de vontade do indivíduo, salvo casos de doenças como hipotireoidismo, lúpus e outros tipos de doenças autoimunes, aí o assunto é outro.

Nenhum tipo de medicação deve ser utilizada sem prescrição e orientação médica, lembre-se sempre disso!

É importante saber que

  • Os medicamentos anorexígenos e sacietógenos para emagrecer podem causar alterações no funcionamento do Sistema Nervoso Central e no Sistema Cardiovascular, portanto pessoas com algum comprometimento cardiovascular como hipertensão arterial descompensada, arritmias cardíacas, diabetes mellitus tipo 2, doenças psiquiátricas como depressão, ansiedade, bipolaridade, impulsos compulsivos e transtornos de humor e outros tipos de doenças como hipertensão pulmonar, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e anemia precisam passar longe deles, havendo a última opção de medicamentos – os inibidores de gorduras – que podem ajudar, conforme orientação médica;
  • Mesmo com um grau baixo, os medicamentos podem causar algum tipo de dependência tanto física quanto psicológica se forem utilizados por longos períodos e seu uso deve ser feito somente quando nenhuma outra alternativa para tratamento deu certo, junto com a reeducação alimentar e exercícios. Depois que o paciente não se encontrar mais em um quadro de obesidade, os medicamentos para emagrecer devem ser interrompidos de acordo com orientação médica;
  • Os medicamentos não precisam ser tomados constantemente para que o paciente possa manter seu peso, isso é mito! Eles devem ser utilizados por um curto período de tempo (até seis meses) e suas doses precisam ser avaliadas a cada mês, para não provocar nenhum grau de dependência e para melhores resultados;
  • Outro mito que o paciente acha que acontece é que, ao parar os medicamentos, pode voltar a engordar.Isso só acontecerá caso o mesmo não siga corretamente a dieta que o especialista passou e não faça exercícios. Você se lembra da mágica? É matemática pura! Reeducação Alimentar + Exercícios Físicos = Emagrecimento Saudável e Estável. Não adianta nada emagrecer e voltar a ter práticas ruins como antigamente. Você precisa manter os hábitos saudáveis sempre se quiser ter longevidade e qualidade de vida;
  • O uso da medicação pode facilitar a perda de peso, mas se não houver mudanças no estilo de vida, de nada adianta;
  • Procure apenas profissionais qualificados para garantir que as prescrições médicas serão favoráveis ao seu problema. Infelizmente, há muitos profissionais que prescrevem medicamentos apenas para ganhar aquela porcentagem das farmacêuticas ou por dar um resultado rápido e sem qualidade aos seus pacientes, podendo ser um grande risco à vida;
  • Dependendo de cada indivíduo, fórmulas manipuladas podem gerar muitos efeitos colaterais, sendo que os médicos não podem prever como elas irão agir em cada organismo. É importante lembrar que cada indivíduo é único;
  • Com o passar do tempo, o corpo pode gerar algum tipo de tolerância ao medicamento, não havendo mais o efeito desejado. Isso acontece especialmente com as anfetaminas, sendo necessário o aumento das doses para que o efeito de emagrecimento continue o mesmo;
  • Alguns medicamentos são termogênicos e diuréticos e agem aumentando o gasto calórico e diminuindo os inchaços e retenções de líquidos;
  • Os medicamentos para emagrecer são indicados para pacientes com IMC superior a 30 (obesidade), que não conseguem emagrecer com o auxílio de dietas e exercícios e para pacientes com IMC acima de 27, com problemas de saúde como diabetes, hipertensão, colesterol alto e hipertensão arterial, que não conseguem emagrecer adotando uma dieta saudável e com exercícios;
  • Antes de indicar o melhor fármaco, o médico especialista faz uma avaliação do histórico de saúde dos pacientes, as possíveis interações com outros medicamentos e os possíveis efeitos colaterais;
  • As contraindicações são para pessoas saudáveis que gostariam de emagrecer apenas 15 kg, por exemplo, que possuem IMC inferior a 30 e que conseguem perder peso com dieta e exercícios e, por último, pacientes com IMC inferior a 27, mesmo que haja problemas de saúde.

Riscos ligados ao consumo de medicamentos para emagrecer

  1. Dependência química: como já vimos, caso os medicamentos para emagrecer forem utilizados de maneira exagerada, eles podem causar dependência. Um dos grandes problemas do uso descontrolado dos medicamentos é o vício, que podem trazer sérios riscos saúde;
  2. Tolerância: o período de uso dos medicamentos não pode ultrapassar seis meses, pois o paciente poderá desenvolver um quadro de tolerância, resultando assim no ganho de massa corporal e perda da eficácia do fármaco;
  3. Abuso dos fármacos: muitos pacientes esperam resultados incríveis com pouco tempo de uso dos fármacos. O uso dos mesmos é indicado apenas para pessoas obesas, como um complemento dos já citados exercícios e reeducação alimentar;
  4. Enganação: muitos acham que o medicamento para emagrecer é milagroso e acabam deixando de lado as atividades físicas e dieta, o que acaba não gerando resultados esperados. Lembre-se que os medicamentos são apenas complementos, não a causa principal do emagrecimento;
  5. Todo fármaco possui efeitos colaterais: se você quer mesmo emagrecer com o auxílio de medicamentos, precisa saber que existem inúmeros efeitos colaterais e que há pacientes que não poderão realizar o uso dos mesmos;
  6. Não fique chateado (a): caso você comece a utilizar algum tipo de fármaco e não tenha o resultado esperado, não se desmotive. Converse com seu médico, explique tudo o que está sentindo e continue seguindo com sua dieta e exercícios.

Artigos científicos

            Para corroborar com o que escrevi até aqui, trago alguns trabalhos científicos publicados em jornais internacionais.

  • KAMIL e colaboradores (2017) concluíram que o uso da Sibutramina em conjunto com uma dieta saudável e com a prática de exercícios físicos atenua os níveis de glicose no sangue em comparação com pacientes que utilizaram placebo. Neste estudo, 8.192 pacientes obesos com diabetes, que usaram Sibutramina ou placebo como forma de estudo, foram analisados. Os testes duraram seis semanas e demonstraram que os que usaram a medicação perderam mais peso do que o grupo placebo;
  • COLLAZO-CLAVELL (1999) concluiu que todo paciente obeso (IMC > 30) precisa ser avaliado conforme seu histórico, bem como suas potenciais causas e complicações, adaptando um programa único de controle de peso e de mudança do estilo de vida  para cada um (dieta, exercícios físicos e medicação);
  • MOTA e colaboradores (2014) analisaram o perfil de consumo de medicamentos no Brasil e concluíram que há um aumento exacerbado de pessoas com sobrepeso e obesidade. No Distrito Federal, há uma irracionalidade no consumo de medicamentos, contribuindo assim com o agravamento dos quadros de obesidade e sobrepeso. Há prescrições não condizentes e a utilização irracional de fármacos para emagrecer, bem como o uso continuado durante um período maior do que o estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), infringindo as normas legais estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Conselho Federal de Medicina (CFM);
  • MARTINS e colaboradores (2012) analisaram os erros dos prescrições de fármacos em Juiz de Fora, Minas Gerais. Médicos sem especialidades, inscritos no CRM (Conselho Regional de Medicina) constituem 57% de todas as dispensações de psicotrópicos anorexígenos, bem como os Endocrinologistas (35%) e Cardiologistas (3,2%);
  • SILVA e colaboradores (2015) avaliaram a citotoxicidade dos efeitos do anoréxico Dietilpropiona em células de ovário de hamster chinês a partir de exames de quebras de DNA, teste de sobrevivência celular (detecta o dano citotóxico) e concluíram que ele tem fraca atividade citotóxica e genotóxica, mas não excluem os outros efeitos colaterais;
  • LUCCHETTA e colaboradores (2017) avaliaram a farmacoterapia de medicamentos como Anfepramona e Mazindol no Brasil. A população brasileira é uma das maiores consumidoras de inibidores de apetite do mundo, com uso irracional dos mesmos. Eles avaliaram o consumo abusivo destes medicamentos durante os anos, trazendo muito conteúdo relevante quanto a sua eficácia por mais de 180 dias. Eles deixaram como opção para trabalhos futuros a análise de adultos obesos ou com sobrepeso em pacientes que possuem diabetes mellitus tipo 2.

Conclusão

            Medicamentos para emagrecer devem ser utilizados com parcimônia e somente por aqueles que possuem obesidade (IMC >30) ou com IMC >27 que possuem doenças crônicas associadas. O uso desenfreado desses tipos de fármacos podem trazer inúmeras consequências para aqueles que os consomem, podendo levar a dependência química e danos físicos e mentais. Como todo tipo de tratamento, o uso de fármacos para emagrecer possui um período para ser utilizado, não podendo ultrapassar os seis meses de uso. As doses precisam ser administradas diferentemente para cada paciente, pois cada indivíduo é único e possui características biológicas únicas.

Existem efeitos colaterais associados ao uso de anorexígenos, sacietógenos e inibidores da absorção de gorduras. Todos os pacientes devem ser orientados quanto a isso por seu especialista escolhido, antes de realizar o uso dos medicamentos para emagrecer. É importante salientar que os fármacos são apenas uma parte do processo de emagrecimento, sendo o mais importante a realização de exercícios físicos com uma dieta saudável e balanceada, senão de nada adianta. Espero que você tenha gostado do artigo. Até a próxima!

Fontes

  1. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-10/um-em-cada-oito-adultos-no-mundo-e-obeso-alerta-oms
  2. http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=258
  3. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-12042013-102419/publico/RuthRochaFranco.pdf
  4. http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/entenda-o-que-e-sibutramina-e-os-efeitos-colaterais-do-tratamento.html
  5. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27680881/
  6. https://www.mayoclinicproceedings.org/article/S0025-6196(11)64159-1/fulltext
  7. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000501389&lng=pt&tlng=pt
  8. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232012001200018&lng=pt&tlng=pt
  9. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25005806/

Maca peruana: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

A maca peruana (Lepidium meyenii walper) é uma raiz conhecida popularmente como “Viagra dos Incas” devido a sua possível atividade afrodisíaca, que teria ação de aumento do desejo sexual.

            O seu nome popular é decorrente de uma lenda, onde um imperador inca adicionou a raiz na alimentação de soldados para garantir energia. Entretanto, ele se arrependeu.

Apesar das vitórias conquistadas, o desejo sexual dos soldados ficou maior e incontrolável. 

– Aumento da libido

            Apesar da lenda, ainda não existe uma comprovação cientifica que mostra os mecanismos de ação detalhados.

Mas sabe-se que a raiz auxilia no equilíbrio de hormônios no organismo, como a testosterona, estrogênio e progesterona.

            Estudos simples em homens mostraram o aumento da quantidade de espermatozoides sem indicar o motivo desse aumento.

E, também, melhora no desempenho sexual de homens com disfunção erétil leve.

Entretanto, estudos em ratos foram mais além, mostrando aumento da quantidade de espermatozoides devido a aumento da produção diária e efeito protetor a substâncias nocivas.

– Controle da diabetes

            Devido a sua quantidade de fibras, a maca peruana diminui a absorção de glicose.

Estudos desenvolvidos em ratos mostraram que o seu consumo reduziu os níveis de glicemia no sangue e aumentou os níveis de insulina.

            Além disso, os ratos diabéticos também tiveram melhor cicatrização quando ocorreu a suplementação, importante problema para diabéticos que possuem o processo de cicatrização mais lento.

– Maca peruana Emagrece?

            Como a maca peruana é fonte de fibras pode contribuir para aumento da saciedade, diminuindo assim o volume de alimentos a serem consumidos. Entretanto, existem poucos estudos científicos que comprovem esse benefício.

– Melhora da depressão

            O consumo regular pode reduzir a ansiedade e sintomas de depressão, principalmente em mulheres que estão na menopausa.

Isso pode ocorrer devido a ser uma raiz rica em flavonoides, que geram maior sensação de disposição e Ânimo.

– Como consumir

Atualmente é difícil encontrar a maca peruana fresca para consumo no Brasil, pois normalmente ela é processada no Peru e enviada na forma de pó para os outros países.

Devido a isso existe 2 formas de mais comuns de consumo, sendo em cápsula ou em pó.

A versão em pó é possível adicionar em várias preparações, podendo ser misturada em bebidas, cereais, farinhas, sopas, purês, entre outros.

– Contra indicação

            É contra indicada para gestante e lactantes, pois ainda não possui comprovação cientifica da sua segurança para essa população.

Além disso, pessoas com doenças hormonais e câncer devem ter cuidado ao consumi-lo.

            Todavia é importante buscar o aconselhamento de um médico ou nutricionista para verificar se você pode consumir e qual a quantidade indicada.

– Referências

RODRIGO, María Elena et al. Disminución del daño oxidativo y efecto hipoglicemiante de la maca (Lepidium meyenii Walp) en ratas con diabetes inducida por streptozotocina. In: Anales de la Facultad de Medicina. UNMSM. Facultad de Medicina, 2011. p. 7-11.

BRAMARA, B. V. B. et al. Hydroalcoholic extract from Lepidium meyenii (Black Maca) root exerts wound healing activity in Streptozotocin-induced diabetic rats. Wound Medicine, v. 19, p. 75-81, 2017.

ZENICO, T. et al. Subjective effects of Lepidium meyenii (Maca) extract on well-being and sexual performances in patients with mild erectile dysfunction: a randomised, double-blind clinical trial. Andrologia, Forli, v. 41, p. 95-99, 2009. Disponível em: https://pdfs.nutramedix.ec/Lepidium%20meyenii%20-%20ED.pdf. Acesso em: 20 set. 2020.

Chá verde (Camellia sinensis) – usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

O chá verde é uma das bebidas mais populares no mundo, sendo consumido por suas características de aroma, sabor e propriedades funcionais.

O chá é produzido a partir de uma planta chamada Camellia sinensis e dependendo do processo, produz o chá verde, chá preto, chá branco, entre outros.

A Camellia sinensis é uma árvore nativa da China, que hoje é cultivada em diversos países ao redor do mundo.

Sua árvore pode alcançar vários metros de altura e logo após a colheita, suas folhas passam por um processo de secagem.

A remoção da água da planta via aquecimento produz os diferentes tipos de chás.

Os chás passam por diferentes tipos de fermentação, o que também distinguem um tipo do outro.

 O chá verde é preparado a partir das folhas jovens, parcialmente fermentadas. As folhas são levadas a altas temperaturas e expostas ao vapor de água, com a finalidade de interromper o processo de deterioração.

São secas e rapidamente enroladas, ainda quentes, para formar o chá verde.

Esses processos para a produção do chá fazem com que os compostos da folha fiquem mais concentrados.

Quais são esses compostos? O chá verde é rico em compostos antioxidantes, conhecidos como catequinas, que previnem danos e envelhecimento precoce das células.

As catequinas estão relacionadas aos efeitos do chá verde sobre a redução do peso e das gorduras corporais.

O chá verde é uma bebida funcional?

Para ser considerado funcional, um alimento precisa apresentar efeitos e/ou benefícios à saúde além da função básica de nutrir.

Os alimentos funcionais contribuem para a saúde física e para a redução do risco de desenvolver doenças crônicas, como dislipidemias, diabetes ou hipertensão.

O chá verde, obtido da planta Camellis sinensis é uma bebida da classe dos alimentos funcionais.

Além das catequinas, a cafeína também tem sido associada à relação do chá verde com redução do peso corporal e de gordura visceral podendo auxiliar na prevenção da obesidade e outras doenças crônicas.

O chá verde Emagrece?

Os chás produzidos a partir da planta da Camellia sinensis apresentam alta concentração de antioxidantes conhecidos por promover redução do peso corporal, gordura corporal, diminuição na concentração de colesterol total, do “colesterol ruim” (lipoproteína de baixa densidade) e triglicerídeos.

Efeitos sobre o apetite são controversos, mas alguns estudos demonstram redução na ingestão alimentar, por conta do efeito melhorando a atuação de hormônios relacionados ao sinal de saciedade (leptina).

Os resultados de perda de peso com o uso do chá verde incluem prática regular de exercício físico e dieta equilibrada.

Por isso, é importante lembrar que o chá pode auxiliar o emagrecimento, mas dificilmente promove esse processo sem a combinação de outros hábitos e estilo de vida que promovam déficit calórico.

Durante o processo de emagrecimento, a mobilização das reservas de gordura corporal pode levar a liberação de uma série de substâncias que agravam um estado de inflamação.

O consumo adequado de antioxidantes a partir de uma dieta equilibrada previne maiores danos ao nosso corpo, por isso, o chá verde também pode contribuir para se ter mais saúde nesse processo.

O chá verde é termogênico?

O ganho de peso está relacionado com muitos fatores que levam ao balanço energético positivo.

O que isso quer dizer? Quando a ingestão de calorias provenientes dos alimentos é maior do que o nosso gasto com atividades básicas e também dos exercícios físicos, pode ocorrer armazenamento de energia na forma de gordura.

O nosso corpo gasta energias (calorias) para se manter aquecido. Esse processo é o que chamamos de termogênese.

Nutrientes termogênicos têm a capacidade de estimular o gasto energético. A ação do chá verde é atribuída especialmente ao efeito termogênico, que leva ao aumento modesto do gasto calórico.

Junto de um conjunto de bons hábitos como sono regular, prática de exercício físico, dieta equilibrada e manejo do estresse, os termogênicos podem auxiliar o emagrecimento.

Dicas de como preparar:

Recomenda-se o preparo do chá verde na forma de infusão, sem ferver as folhas.

Os passos recomendados são:

1) Aquecer a água até fervura (80ºC a 100ºC).

2) Em uma xícara, adicionar 1 colher de folhas do chá, derramar a água sobre o chá e cobrir a xícara com um prato ou pires.

3) Aguardar a infusão de 5 a 20 minutos, para então coar e beber.

Riscos

É importante estar atento(a) para a tolerância individual, afinal o chá verde apresenta concentrações de cafeína que podem levar a dores no estômago, insônia, dores de cabeça, irritabilidade, diarreia e azia.

Sobre a dose diária recomendada, lembramos que para cafeína, normalmente a orientação é de no máximo 400 mg para uma pessoa adulta saudável e 200 mg para gestantes.

Para respeitar esse limite, devemos observar o consumo de outros alimentos e bebidas presentes no dia-dia que também possuem cafeína em sua composição.

Considerações finais

O chá verde é um chá muito popular ao redor do mundo, que pode ser encontrado também na forma de chá preto, chá branco, chá vermelho, entre outros, dependendo do método de processamento das folhas de sua árvore, a Camellia sinensis.

Em relação à saúde, o chá verde apresenta benefícios especialmente por conta de seu alto teor de antioxidantes, dentre eles destacam-se a cafeína e as catequinas.

Além de prevenção da imunidade, a ação dos antioxidantes tem se relacionado com a termogênese, que é um processo que contribui para acelerar o metabolismo e promover gasto energético, o que pode ser interessantes em estratégias que visam o emagrecimento.

O chá verde associado a dietas com baixas calorias e treinos tem demonstrado resultados sobre a perda de peso e redução da gordura corporal.

Referências:

Duarte, J. L. G., Pretto, A. P. D. B., Nörnberg, F. R., & Conter, L. F. (2014). A relação entre o consumo de chá verde e a obesidade: Revisão. RBONE – Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento8(43).

Gindro G.B; Veras K.M.A. Benefícios do Chá Verde Associado ao Emagrecimento. Revista Científica UMC Edição Especial PIBIC, outubro 2018.

Faseolamina: usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos brasileiros aumentou 67,8% entre os períodos de 2006 a 2018, sendo maior em adultos de 25 a 44 anos.

O sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), apontou que mais da metade da população brasileira (55,7%)  está acima do peso.

Por causa disso e pela conscientização da saúde, muitos brasileiros e brasileiras estão adotando um estilo de vida mais saudável, realizando reeducações alimentares, prática de exercícios e até mesmo o uso de fitoterápicos como método de auxiliar no emagrecimento, principalmente nas faixas etárias de 35 a 44 anos.

A combinação entre alimentação saudável e exercícios vem se mostrando muito benéfica à saúde, pois diminui o risco de doenças como diabetes, colesterol alto, hipertensão, cardiopatias, entre outros.

Uma das opções utilizadas é a Faseolamina. Quer saber mais sobre ela? É só acompanhar nosso artigo.

            A Faseolamina (Phaseolus vulgaris L.) é uma glicoproteína – tipo de proteína que possui um carboidrato ligado à ela – extraída do feijão.

Ela funciona como uma inibidora da alfa-amilase humana, que é mais conhecida como “bloqueadora de amido”, enzima que está presente em nossa saliva e é sintetizada e liberada através do pâncreas quando ingerimos algum tipo de carboidrato (igualzinho aquele pãozinho que você comeu no café da manhã) ou seja, ela inibe a ação da transformação do amido (carboidrato) em glicose, impedindo-o de ser convertido em açúcar, diminuindo assim a taxa do mesmo no sangue.

Com a inibição da alfa-amilase, os amidos não são digeridos e são enviados diretamente ao intestino, onde são eliminados através das fezes.

Ela vem sendo muito prescrita por médicos em casos de tratamentos para emagrecimento e em indivíduos que possuem diabetes mellitus tipo 2, por seu grande poder hipoglicemiante.

            Segundo Pereira (2008, p.1) “O uso de medicamentos deve sempre visar o auxílio no processo de mudança de estilo de vida e facilitar a adaptação às mudanças dietéticas”, isso independentemente de ser um fitoterápico ou não.

Lembrando que as opções fitoterápicas – à base de extratos vegetais – como a Faseolamina, não possuem tantos efeitos colaterais como um fármaco comum, havendo necessidade de orientação e prescrição médica e/ou de um nutricionista para sua utilização, bem como uma reeducação alimentar e prática de exercícios físicos em conjunto.

            Há muitos artigos que descrevem que os brasileiros não estão consumindo as quantidades recomendadas de feijão por dia, seja pelo aumento do mesmo nos supermercados ou pelo tempo que ele demora para cozinhar.

A falta do consumo dele pode estar associado ao aumento significativo da obesidade na população nos últimos anos.

Segundo JAIME e colaboradores (2015, pg 268), adicionar regularmente feijão na dieta auxilia nos padrões de vida saudável, podendo melhorar a quantidade de micronutrientes que nosso corpo necessita, bem como o teor de fibras, controle do peso corporal e redução da pressão arterial.

Faseolamina Emagrece?

            Como vimos, um dos principais benefícios da Faseolamina é no auxílio do emagrecimento para indivíduos que estão acima do peso e tratamento de diabetes mellitus tipo 2.

Outros tipos de benefícios são:

  • Melhora da qualidade de vida;
  • Efeito hipocolesterolêmico;
  • Efeito hipoglicêmico;
  • Por conter fibras, auxilia no funcionamento do intestino;
  • Possui macronutrientes e micronutrientes que auxilia na homeostase corpórea (ferro, vitaminas do complexo B e proteínas).

Como tomar este fitoterápico?

            Segundo COLAÇO e DEGÁSPARI (2014, pg 107), a Faseolamina é comercializada no Brasil na forma de cápsulas.

Elas podem ser manipuladas em farmácias de manipulação ou encontradas em farmácias e lojas de suplementos alimentares.

Sua posologia é de 1.000 mg/dia e é recomenda a ingestão de duas cápsulas de 500 mg, sendo uma 30 minutos antes do almoço e outra 30 minutos antes do jantar.

Contraindicações, Toxicidade e Efeitos Colaterais

            A Faseolamina é contraindicada para mulheres gestantes e indivíduos insulino dependentes.

Há alguns casos em que a Faseolamina pode causar diarréias, principalmente se for o primeiro dia de uso ou se houver abuso da mesma (superdose) em dietas que contenham apenas amido.

Vale lembrar que qualquer tipo de substância que bloqueia a degradação de carboidratos pode causar flatulências, dores abdominais, náuseas, dores de cabeça, inchaço e outros efeitos colaterais.

Possui autorização da ANVISA?

            O uso da Faseolamina (fitoterápico*) é liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), havendo trabalhos científicos que comprovam sua eficácia, doses, efeitos colaterais, entre outros.

Estes estudos científicos foram descritos a partir de análises humanas e de animais.

* Segundo o site da Anvisa, são considerados medicamentos fitoterápicos todos aqueles obtidos através de matérias-primas dos vegetais ou seja, aqueles preparados exclusivamente a partir de partes de plantas medicinais como cascas, raízes, sementes, flores e frutos, que contenham propriedades reconhecidas por sua prevenção, diagnósticos e até mesmo tratamento de doenças.

Estão excluídos os medicamentos que possuem natureza sintética, substâncias ativas isoladas ou naturais, muito menos a associação destas com extratos vegetais.

Comprovando a sua eficácia

            Há trabalhos científicos que comprovam a eficiência do emagrecimento em indivíduos com sobrepeso e obesos.

  • O estudo realizado por CELLENO e colaboradores (2007), demonstrou que houve redução no IMC e tecido adiposo de 60 participantes com sobrepeso, que receberam uma dieta hiperglicídica (Faseolamina). Em indivíduos com sobrepeso, com uma dieta rica em carboidratos (2.000 – 2.200 Kcal), houve significante perda de peso em 30 dias;
  • Um estudo realizado por PEREIRA (2008) com camundongos por 24 dias (1g/70/kg/dia), indicou que a Faseolamina não interferia no processo de crescimento dos mesmos e não causou efeitos deletérios;
  • O estudo realizado por UDANI, HARDI e MADSEN (2004) demonstrou que, em indivíduos com sobrepeso, houve uma considerável diminuição do peso corporal, bem como nos níveis séricos de triglicérides;
  • Um estudo realizado por GANESAN e XU (2017) demonstrou a eficácia dietética dos feijões comuns (Phaseolus vulgaris L.), sendo potentes antioxidantes, antidiabéticos, antiobesidade, anti-inflamatórios, antimutagênicos e anticarcinogênicos;
  • O estudo realizado por NEIL e colaboradores (2019) demonstrou, a partir de estudos com ratos, que o consumo de feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) reduz o acúmulo de tecido adiposo em machos e fêmeas, possuindo efeito anti obesogênico.

            Estudos demonstram que a Faseolamina (1g/dia) associada a exercícios físicos regulares pode auxiliar na perda de até dois quilos por semana.

Precisa haver uma regularidade nos exercícios, dieta balanceada e ingestão de água suficiente diária (mais de dois litros) para que isso aconteça.

Preço médio da Faseolamina

            O valor da Faseolamina pode variar entre laboratório de manipulação, farmácias e lojas de produtos naturais.

Isso envolve quantidade das cápsulas e produto, sendo entre R$ 28,00 a R$ 70,00.

Há farmácias de manipulação que vendem a mesma por aproximadamente R$ 95,00, com 120 cápsulas e 500 mg.

Conclusão

            A Faseolamina é uma glicoproteína extraída do feijão que auxilia no emagrecimento e no tratamento de indivíduos com diabetes mellitus tipo 2.

Ela funciona como uma inibidora da alfa-amilase, inibindo a transformação do amido em glicose, fazendo com que o carboidrato ingerido não seja digerido, sendo enviado diretamente ao intestino para ser eliminado através das fezes.

Há trabalhos científicos que comprovam a ação de emagrecimento em indivíduos com sobrepeso, bem como sua ação benéfica aos indivíduos diabéticos.

Com doses diárias de até 1 g, o indivíduo que está acima do peso poderá observar bons resultados, em conjunto com exercícios físicos regulares, uma boa alimentação e ingestão de água.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Nos vemos no próximo!

Fontes:

  1. https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45612-brasileiros-atingem-maior-indice-de-obesidade-nos-ultimos-treze-anos
  2. http://scielo.iec.gov.br/pdf/ess/v24n2/v24n2a09.pdf
  3. https://fabenol.com.br/site/artigos/1.pdf
  4. https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/36501/22499
  5. https://dermomanipulacoes.vteximg.com.br/arquivos/Faseolamina.pdf
  6. http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=352238&_101_type=content&_101_groupId=33836&_101_urlTitle=medicamentos-fitoterapicos&inheritRedirect=true
  7. http://portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/rdc0042_29_08_2013.pdf/c5a17d2d-a415-4330-90db-66b3f35d9fbd
  8. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1796956/pdf/ijmsv04p0045.pdf
  9. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15005645/
  10. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5713300/
  11. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31731665/
  12. https://www.agazeta.com.br/revista-ag/vida/faseolamina-a-substancia-que-engana-o-corpo-e-ajuda-a-emagrecer-0819