Dieta HCG: é segura e eficaz?

dieta HCG

O que é a “dieta do hCG”?

A Gonadotrofina Coriônica (hCG) é um hormônio exclusivo da gravidez, utilizado para diagnóstico de gestação.

A gravidez depende desse hormônio, porque é ele que garante que o corpo lúteo seja mantido no ovário durante o primeiro trimestre da gestação.

Em homens, o hCG estimula a secreção de hormônios andrógenos, relacionados a características sexuais masculinas, regulação da massa muscular e distribuição de gordura. 

A dieta do hCG surgiu em 1954 quando o médito britânico ATW Simeons descreveu a combinação de restrição calórica (500kcal por dia) com injeções diárias do hormônio.

Segundo ele, as injeções facilitariam a manutenção da dieta e a perda de peso em partes específicas do corpo (quadril, barriga e coxas). A maioria dos estudos que surgiram desde então eram relatos de experiências terapêuticas e não estudos controlados.

À medida que a dieta HCG foi se tornando mais popular, também aumentou o número de casos com efeitos adversos, incluindo complicações graves tais como trombose venosa profunda e embolias pulmonares.

A promessa de tratamento rápido para o excesso de peso e a busca obsessiva por padrões estéticos preocupa autoridades da saúde.

A “dieta do hCG” é um método que promete emagrecimento sem nenhuma evidência científica e com potenciais riscos à saúde, que já foi reprovada por autoridades de saúde internacionais e nacionais como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). 

Veja também: Dietas Mais Populares Para Emagrecer

A dieta funciona?

O uso de hCG no tratamento para emagrecimento não é recomendado por não apresentar evidências científicas que comprovem sua eficácia e por causar malefícios à saúde.

Relatos de que a dieta levou à perda de peso muito provavelmente estão relacionados a restrição calórica severa que é proposta (ingestão de cerca de 500 a 800 calorias por dia) e não pela combinação com o hormônio.

Mesmo assim, dietas com restrição severa de calorias são pouco sustentáveis, podem desencadear transtornos alimentares, desnutrição e levar a adaptações que promovem reganho do peso.

Como costumam fazer a dieta? 

O HCG na forma injetável tem indicação clínica, quando prescrito por médico, para o tratamento de infertilidade (na mulher) e outras condições como criptoquidismo, hipogonadismo hipogonadotrófico e puberdade tardia (homem e crianças).

O uso através do método de Simeons, combinando a injeção de hCG com restrição calórica para promover emagrecimento não tem evidências.

Não há provas suficientes para utilizar a hCG tentando modificar o metabolismo, a composição corporal ou influenciar o apetite, não sendo uma conduta viável para controle do peso.

Apesar da falta de comprovação da eficácia, além da forma injetável, produtos em gotas, pastilhas são comercializados. 

A dieta tem algum risco?

Os riscos da dieta do HCG estão relacionados ao aumento da produção de hormônios sexuais, podendo desencadear quadros de trombose venosa profunda de membro,  embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, infartos, náuseas, vômitos e dores de cabeça.

Conclusão

A dieta HCG não é um método novo, porém continua na categoria de dietas populares porque promete perda de peso imediata.

Entretanto, a promessa de perda de peso e melhora da estética corporal não se cumpre, não é comprovada cientificamente e ainda apresenta potencial grave para riscos à saúde, segundo registros de casos relacionando trombose e embolia pulmonar.

Concluindo, é importante destacar que os profissionais de saúde devem conhecer métodos como esse para acolher as dúvidas dos pacientes e esclarecer quais métodos são realmente seguros e quais não são, adequando para cada caso.

A quem busca perda de peso, busque profissionais de saúde éticos e capacitados para acompanhar seu caso.

Referências:

1. Parecer do Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul, disponível em http://www.portalmedico.org.br/pareceres/CRMMS/pareceres/2013/4_2013.pdf [acesso 28/10/2020]

2. Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) em relação à utilização da Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG) para tratamento da obesidade.

3. Pektezel MY, Bas DF, Topcuoglu MA, Arsava EM. Paradoxical consequence of human chorionic gonadotropin misuse. J Stroke Cerebrovasc Dis. 2015 Jan;24(1):e17-9.

4. Thellesen L, Jørgensen L, Regeur JV, Løkkegaard E. [Serious complications to a weight loss programme with HCG.]. Ugeskr Laeger. 2014 Jul 21;176(30).

5. Lempereur M, Grewal J, Saw J. Spontaneous coronary artery dissection associated with β-HCG injections and fibromuscular dysplasia. Can J Cardiol. 2014 Apr;30(4):464.e1-3.

6. Sanches M, Pigott T, Swann AC, Soares JC. First manic episode associated with use of human chorionic gonadotropin for obesity: a case report. Bipolar Disord. 2014 Mar;16(2):204-7.

7. Goodbar NH, Foushee JA, Eagerton DH, Haynes KB, Johnson AA. Effect of the human chorionic gonadotropin diet on patient outcomes. Ann Pharmacother. 2013 May;47(5):e23.  

Dieta paleo: o que é e por que é tão popular?

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O que é a dieta paleolítica?

A dieta paleolítica recebe esse nome por ser associada a alimentação dos ancestrais humanos.

Essa estratégia estimula o consumo de frutas, verduras, carnes brancas e vermelhas, ovos e sementes oleaginosas, enquanto desestimula o consumo de grão, laticínios, alimentos com alta quantidade de sal, óleos e açúcar refinados.

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A ideia é ter uma alimentação parecida com o que era antes de existir o processamento dos alimentos. 

O argumento que embasa a dieta paleolítica é que o nosso metabolismo e fisiologia (funcionamento do nosso corpo) foi moldado nos últimos 25 milhões de anos, e como a evolução é um processo lento, não houve período suficiente para adaptar o nosso corpo à disponibilidade de alimentos da dieta moderna.

Por essa lógica, o aumento do peso corporal generalizado ao redor do mundo, bem como complicações como as das doenças crônicas não transmissíveis, são consequências desse novo estilo de vida e modificar a alimentação para um padrão como dieta paleolítica poderia ser um meio de prevenir e tratar essas complicações.

Mas será que funciona mesmo? 

Como fazer a dieta paleolítica?

Não há consenso sobre os antecedentes da dieta paleolítica, existem variadas de propostas para realizá-la.

De uma forma geral, a dieta inclui frutas, vegetais, carnes brancas e vermelhas, ovos e sementes oleaginosas; exclui sal, açúcar, doces, alimentos processados, óleos vegetais refinados, cereais, alguns legumes, laticínios, refrigerantes, café e bebidas alcoólicas.

Para cozinhar, óleo de oliva, óleo de coco e óleo de linhaça costumam ser mais recomendados.

Alguns protocolos não orientam tamanho de porções, apenas informam como os alimentos podem ser combinados entre si, daqueles “permitidos”.

O fracionamento da dieta pode ser de 5 a 6 refeições diárias, com justificativa de auxiliar a adesão.

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A Dieta funciona para perder peso?

A dieta paleolítica tem sido associada a resultados como perda de peso, melhora no perfil lipídico (colesterol total e suas frações) e metabolismo da glicose. 

A lista de alimentos da dieta paleolítica é composta por alimentos menos calóricos, o que pode representar deficit calórico ao final do dia e contribuir para a perda de peso. 

Além disso, a composição da dieta parece ter efeitos de maior saciedade. Isso é previsível, visto que carboidratos e alimentos que passam por processamento, com adição de gorduras, sal e/ou açúcares tendem a ser mais palatáveis e consumidos em maior quantidade.

Em comparação a outras dietas tradicionais, a curto prazo, a dieta paleolítica demonstra sermais efetiva para perda de peso, redução do Índice de Massa Corporal e de circunferência de cintura.

Entretanto, a longo prazo, esses resultados relacionados a perda de peso não são diferentes a outras dietas, são pouco sustentáveis. O acesso aos alimentos dependendo do local de moradia, possibilidade de compra e custos também podem ser aspectos que dificultam a adesão e mudança de hábitos. 

A restrição a certos grupos alimentares, como os que incluem grãos e laticínios, pode provocar carências nutricionais, por exemplo baixo aporte de cálcio. 

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

Lembrando que o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

A dieta paleolítica apresente efeitos adversos?

A restrição a grupos alimentares, como os que incluem grãos e laticínios, pode provocar carências nutricionais.

A prática da dieta paleolítica pode levar à frustração pela dificuldade de manutenção, monotonia alimentar, pior relação com a comida pela noção de alimentos bons x ruins, desinformação em relação a nutrição, posterior compensação do consumo dos alimentos “proibidos”; desenvolvimento de compulsão alimentar ou outros transtornos alimentares.

A perda de peso rápida, sem oferta adequada das necessidade nutricionais individuais, a dificuldade para manutenção do padrão alimentar e estresse gerado pela dieta podem ter como consequência ganho excessivo de peso posterior.

Toda dieta restritiva pode oferece potencial risco para a saúde. Esse risco pode ser minimizado quando a indicação e acompanhamento são realizados por profissional de saúde, especialmente por nutricionistas. 

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Considerações finais:

A dieta paleolítica demonstra efeitos sobre perda de peso, redução de IMC, de medidas corporais e melhora de alguns parâmetros metabólicos. Porém a dificuldade de manutenção desse padrão alimentar que não condiz com o estilo moderno pode ser um desafio e até desencadear complicações de saúde na busca por sua realização.

Recomendamos que você busque avaliação e acompanhamento de nutricionistas para desenvolver um plano alimentar individualizado que estimule uma alimentação adequada e saudável. 

Referências:

PARENTE, Nara de Andrade et al . The effects of the Paleolithic Diet on obesity anthropometric measurements. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum.,  Florianópolis ,  v. 22,  e69957,    2020 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372020000100322&lng=en&nrm=iso>. access on  31  Oct.  2020.  Epub Apr 03, 2020.  https://doi.org/10.1590/1980-0037.2020v22e69957

O que é a dieta da sopa? Prós, contras e o que você pode comer

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O que é?

A dieta da sopa propõe perda de peso através do consumo de sopas e caldos. Nessa dieta, a sopa deve compor a maior parte ou totalmente as refeições do dia.

Normalmente composta de vegetais, é uma dieta que restringe bastante as calorias e por isso pode levar a perda de peso, mas também a carências nutricionais. 

A dieta da sopa emagrece?

A perda de peso é um processo que pode ser alcançado com diferentes estratégias, no entanto, o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

O processo de emagrecimento depende de uma série de fatores, entre eles a nutrição.

Um dos principais aspectos para que ocorra emagrecimento é a ingestão de calorias menor que a necessidade e gasto calórico.

A composição da dieta, isto é, quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras, bem como vitaminas e minerais, é importante para manter o corpo saudável ao longo do processo de emagrecimento.

No caso da dieta da sopa, ao optar por substituir as refeições por essa preparação, pode ser que as receitas auxiliem a ingestão de um valor calórico inferior às necessidades diárias, o que sim, tende a levar a perda de peso.

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No entanto, é importante destacar que o que leva a perda de peso é a ingestão baixa de calorias ao longo do dia, não a preparação da sopa em si.

Receitas compostas apenas por vegetais, costumam a ter o mínimo de calorias, contribuindo para esse resultado, por exemplo.

No entanto, a perda de peso por essa estratégia, é alcançada pelo uso das reservas corporais para obter energia.

Nesse caso, sem fonte de nutrientes, o corpo acaba usando massa muscular e desidratando.

O tempo de manutenção dessa dieta, não costuma implicar em redução da massa gorda.

Além de promover uma perda de peso pouco saudável, essa perda não é sustentável. 

Como fazer a dieta da sopa?

As receitas da dieta da sopa preconizam o uso de vários legumes e verduras, especialmente o uso de repolho.

Alimentos como feijão, grão de bico, lentilha e ervilha não são recomendados, assim como arroz, macarrão ou pão como acompanhamento, também são excluídos.

As refeições líquidas apresentam redução de carboidratos, proteínas e gorduras, o que continuamente leva a uma carência nutricional de vitaminas e minerais, além de calorias.

Mas existem diversas variações, algumas podem incluir alimentos proteicos como carne, frango, atum, ovos mexidos ou queijos, ou ainda carboidratos como batatas ou aveia, a fim de melhorar o sabor.

A recomendação de preparo dos legumes e verduras que compõe a sopa é para que sejam adicionados em pedaços picados, sem passar pelo liquidificador, para que estimule a mastigação.

Geralmente a sugestão é de substituição de duas refeições principais pelas sopas, sejam elas caseiras ou pronas, durante uma semana.

Sopas industrializadas costumam ser menos nutritivas que as caseiras e normalmente incluem aditivos químicos e alto teor de sódio, nutriente que em excesso está relacionado ao aumento da pressão arterial, complicações renais e cardiovasculares

A dieta da sopa apresenta riscos?

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A busca obsessiva por emagrecer tem levado muitas pessoas a buscar dietas que prometem perda de peso rápida, sem esforço, a qualquer custo. Porém, dietas como a da sopa não garantem uma perda de peso saudável e sustentável.

Dietas que restringem muito as calorias favorecem a perda de musculatura, água e eletrólitos, e pouca ou nenhuma perda de gordura corporal.

O corpo entra em um estado de adaptação metabólica, poupando mais energia e diminuindo a velocidade de perda de peso.

Além disso, a dieta da sopa não propõe mudanças de hábitos alimentares. Após o período definido para realização, a pessoa volta para o consumo alimentar habitual, provavelmente volta a ganhar peso, superando o inicial, e fica frustrada.

A frustração pode levar a novos ciclos de dietas, sem sucesso.

O hábito de realizar dieta pode desencadear complicações de saúde, incluindo transtornos alimentares. 

A restrição de calorias e carboidratos pode fazer com que a pessoa apresente sinais de fraqueza, tonturas, dores de cabeça, alterações de humor, fadiga e indisposição durante o período da dieta.

Mesmo que os legumes e verduras também sejam fontes de diversas vitaminas e minerais, a falta de equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras compromete a oferta de uma série de nutrientes essenciais para transporte de oxigênio, composição de hormônios, absorção de vitaminas, entre outras funções vitais.

No caso de se optar pelo consumo de sopas industrializadas, estas são produtos que costumam apresentar um elevado teor de sódio, um nutriente que em excesso está relacionado ao aumento da pressão arterial e complicações cardiovasculares. 

Veja também: 10 dietas para emagrecer

Considerações finais:

Sopas são receitas que podem ser incluídas em um plano alimentar, agregar ingredientes nutricionalmente importantes e oferecer conforto para quem aprecia essa preparação.

Mas substituir refeições com o intuito de restringir calorias oferece mais prejuízos do que vantagens. Além da dificuldade de manutenção da dieta da sopa, a deficiência de nutrientes e efeito sanfona promovido por esse tipo de estratégia deve ser desencorajado.

Dietas não planejadas por um nutricionista até podem proporcionar perda de peso, mas não garantem equilíbrio de nutrientes necessários para as necessidades individuais, podendo acarretar em uma série de comprometimentos para a saúde.

Com objetivo de alcançar um peso sustentável, a  reeducação alimentar aliada a outros hábitos continua sendo o melhor tratamento para perda de peso gradual, com redução de gordura corporal e menor perda de massa magra.

Se você tem interesse, procure avaliação de um nutricionista.

Referências:

Celeste Elvira Viggiano. DIETAS DA MODA. Universidade Municipal de São Caetano do Sul.Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, nº 12, abr/jun 2007 

Souza e Sérgio Dom. AVALIAÇÃO DE DIETAS NÃO-CONVENCIONAIS E DO USO DESTAS POR ESTUDANTES DE UMA FACULDADE PARTICULAR DE VIÇOSA-MG. Anais VII SIMPAC – Volume 7 – n. 1 – Viçosa-MG – jan. – dez. 2015 – p. 156 – 162 

Dieta da USP: é segura e eficaz?

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O que é?

A “dieta da USP” é uma dieta bastante restritiva que propõe o consumo abaixo de 1000 calorias por dia, durante uma semana.

O nome adotado por essa dieta é uma tentativa de passar maior credibilidade ao método, afinal, apesar de usar o nome da Universidade de São Paulo, a dieta não tem nenhuma relação com essa instituição – que já se pronunciou negativamente sobre.

A “dieta da USP” se caracteriza por uma dieta pobre em carboidratos que promete perda de peso rápida.

O seu diferencial em relação a outras estratégias que promovem essas restrições é a recomendação de um cardápio fechado com indicação de quais alimentos consumir.

A seguir você vai ler sobre como essa dieta costuma ser feita, se existe algum benefício e quais as contraindicações.

Como a dieta da USP é feita?

A “dieta da USP” propõe um cardápio fechado com três refeições, com opções de alimentos, para ser seguido por uma semana, sem opções de substituições e sem considerar necessidades individuais de cada pessoa.

Nesse cardápio, alimentos fonte de carboidratos são reduzidos.

O carboidrato é um nutriente importante para fornecer energia e está presente em alimentos como cereais (trigo, arroz, milho), tubérculos (batata-doce, batata-inglesa, batata-salsa, cenoura, mandioca, inhame) e frutas (maçã, banana, manga, uva, etc…).

Esses alimentos também são importantes para fornecer vitaminas e minerais necessários para funções vitais do corpo humano.

Já a proteína é o nutriente priorizado no cardápio, que permite o consumo de ovos, presunto, carne, queijo e outros lácteos.

Não identificamos recomendação para o uso de gorduras nesta dieta.

A recomendação de saladas, apesar de ser “a vontade”, é monótona, sem orientar variedade.

Outra característica é que a dieta inclui café preto diariamente no cardápio.

A “dieta da USP” contraindica o consumo de bebidas alcoólicas, frituras e açúcar.

A proposta é que depois dos sete dias a pessoa até pode repetir a dieta, sem extrapolar um período maior do que duas semanas.

Depois desse prazo não há nenhuma recomendação, o que leva a entender que a pessoa pode retomar aos antigos hábitos.

A dieta emagrece?

Assim como outras dietas que restringem carboidratos e calorias, a dieta leva a perda de massa muscular, de água e eletrólitos, para posterior perda de gordura corporal.

A perda na balança em uma restrição tão severa ao longo de sete a quinze dias é consequência da perda de musculatura e desidratação, representando perda de peso, mas não emagrecimento.

A perda de peso rápida tende a não ser sustentável e levar ao chamado efeito sanfona, com reganho do peso perdido ou até maior que o inicial.

Quais são as contraindicações da “dieta da USP”?

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A dieta tem um cardápio restritivo que não considera necessidades individuais.

A dieta pode levar a carências nutricionais graves e desidratação. Dieta muito restritivas em carboidratos podem desencadear dores de cabeça, tonturas, náusea, fadiga, entre outras complicações, incluindo aumento do estresse.

Para pessoas com histórico de doenças crônicas como diabetes, pressão alta, hipertireoidismo ou hipotireoidismo, por exemplo, pode agravar complicações de saúde.

A perda de peso rápida tende a não ser sustentável e levar ao chamado efeito sanfona, com reganho do peso perdido ou até maior que o inicial.

A frustração com dietas desse tipo pode desencadear comportamentos alimentares desordenados e não saudáveis.

Ainda que seja realizada por um tempo curto e determinado, a dieta é monótona, muito restritiva e não estimula a adoção de hábitos alimentares e estilo de vida saudável.


A “dieta da USP” tem o agravante de recomendar doses de café preto, também sem considerar individualidade, podendo levar a dor de cabeça, dor no estômago, cólicas intestinais e batimento cardíaco acelerado.

O consumo de café também pode interferir na absorção de nutrientes importantes como cálcio.

Veja também: 10 Dietas Mais Populares Para Emagrecer

Considerações finais

Concluímos que a “dieta da USP” não é uma estratégia eficaz nem segura para promover a perda de peso.

Existem diversas alternativas para realizar uma reeducação alimentar que te estimule a adoção de hábitos saudáveis e ganhe mais saúde.

Se você quer perder peso, converse com um(a) nutricionista para entender suas preocupações, identificar as suas necessidades nutricionais e alimentares e entender quais as possibilidades de reeducação alimentar, sustentável e segura para o seu bem-estar.

Referência

Santana Melo, Hilda Matos de; Mayer Ben, Mariana del; Camargo Gavranich, Kátia Avaliação da adequação nutricional das dietas para emagrecimentos veiculados pela internet ConScientiae Saúde, núm. 2, 2003, pp. 99-104 Universidade Nove de Julho São Paulo, Brasil

Dieta dos Pontos: funciona para a perda de peso?

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Quem criou a dieta dos pontos?

Um médico endocrinologista, Alfredo Halpern, na década de 1960 idealizou uma abordagem nutricional com a ideia de flexibilizar a escolha dos alimentos na dieta de seus pacientes.

Nessa abordagem, o paciente recebia uma lista com alimentos e bebidas com equivalência de pontos para cada opção.

A partir dessa lista, os pacientes faziam um diário, escolhiam os alimentos que iam consumir, registravam, somavam os pontos e tentavam fazer ajustes ao longo da semana para chegar a um valor previamente combinado na consulta.

Essa abordagem recebeu o nome de “Sistema de Pontos” e sua principal característica é a ausência de proibições de qualquer alimento e possibilidade de compensar no dia seguinte. 

Uma organização que surgiu na mesma época, nos Estados Unidos, também utiliza uma avaliação com Sistema de Pontos Ativos.

É a organização “Wight Watchers” que chegou ao Brasil em 2003 e recebeu o nome de “Vigilantes do Peso”.

Uma diferença para a dieta dos pontos de Alfredo Halpern é que os Vigilantes do Peso também consideram pontos de atividade física em suas metas.

O que é?

A dieta dos pontos é uma estratégia baseada nas calorias dos alimentos. Cada alimento equivale a uma pontuação de acordo com as suas calorias totais.

Uma pessoa, com uma necessidade diária de calorias, vai converter isso para um número total de pontos e vai planejar a sua alimentação ao londo do dia de acordo com essa lista de alimentos.

A ideia é consumir alimentos que pontuem o mais próximo das necessidades.

A dieta exige que a pessoa anote todos os alimentos e quantidades consumidas ao longo do dia, some os pontos e pondere se precisa fazer compensações no dia seguinte.

A ideia inicial da dieta é que o método vai auxiliar as pessoas a fazerem escolhas mais interessantes nutricionalmente, visto que alimentos como frutas, verduras e integrais  geralmente pontuam menos, permitindo o consumo em maior quantidade, ainda atendendo a sua meta diária.

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Como é feita a dieta dos pontos?

Para realizar a dieta dos pontos a pessoa precisa saber qual sua necessidade individual de energia, isto é, de calorias.

Para isso, existem fórmulas que consideram sexo biológico (feminino ou masculino), peso e idade.

O nível de atividade física também influencia neste cálculo, bem como alguma condição de saúde.

Depois de descobrir as necessidades de calorias, se faz a conversão para saber quantos pontos estão “permitidos”.

Quando o objetivo é emagrecimento, é proposta a redução de aproximadamente 200 a 300 pontos do total obtido.

  1. Na hora de fazer a dieta, todos os alimentos estão permitidos, mas eles têm pontos diferentes.

Enquanto alguns alimentos apresentam pontos que podem variar de 0 a 10 pontos, outros podem chegar a 40…

Esses pontos tendem a incentivar o consumo de uma alimentação mais variada com frutas, verduras e alimentos integrais, na tentativa de auxiliar no quesito saciedade.

A dieta dos pontos funciona?

A defesa da dieta dos pontos é que a sua lista de alimentos e opção de escolher o que quer comer torna o processo flexível e contribui para um trabalho de reeducação alimentar.

A alegação é que fazendo a dieta dos pontos a pessoa entende o que precisa comer e trabalha o autocontrole.

No processo de emagrecimento, sabemos que outros fatores influenciam ganho ou perda de peso.

No caso da dieta dos pontos promover um deficit calórico, é bem provável que ela leve a perda de peso assim como outras estratégias que restringem calorias.

O quanto esse processo é sustentável, há controversas. No primeiro momento pode ser difícil compreender quais alimentos valem mais pontos e entender o porquê.

Se manter em controle diário pode ser estressante para muitas pessoas e ter repercussões na saúde mental e também física.

Atender uma meta de calorias não necessariamente garante alcançar a recomendação individual de nutrientes.

Seguir a estratégia de somar pontos, sem uma orientação de nutricionista sobre alimentação saudável, dificilmente vai promover uma reeducação alimentar saudável efetiva. 

Veja mais: 10 Dietas Mais Populares

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Existem contraindicações?

Dietas muito restritivas até podem levar a um resultado rápido de perda de peso, em relação àquelas com restrição calórica moderada, mas não há nenhuma garantia de manutenção do peso a longo prazo.

Não considerar as necessidades de nutrientes, como equilíbrio de carboidratos, proteínas e gorduras, além de vitaminas e minerais pode levar a ingestão inadequada e a quadros de desnutrição, complicações de saúde agudas ou crônicas.

Fazer dietas está associado a efeitos psicológicos adversos, podendo desencadear complicações graves como transtornos alimentares.

Considerações finais

A proposta da dieta dos pontos surgiu como uma tentativa de contrapor dietas muito rígidas, monótonas que não incentivavam a autonomia alimentar.

Essa é uma estratégia que promete modificar hábitos alimentares e perder peso “comendo de tudo, sem passar fome”.

Porém o foco em calorias sem o cuidado com recomendação de nutrientes como vitaminas e minerais pode levar a uma série de problemas de saúde.

Lidar com a comida apenas considerando pontos/calorias também pode prejudicar muito as relações que envolvem a alimentação, atrapalha o prazer em comer, que é muito importante para se manter saudável.

O estresse de estar em dieta também gera respostas no organismo, como aumento do cortisol e alterações de apetite.

Não é impossível montar um plano alimentar considerado saudável conciliando a estratégia de dieta dos pontos, mas, com certeza, existem outros meios de melhorar escolhas alimentares sem tornar alguém obsessivo pelas calorias.

Por isso, recomendo, procure um nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado para você! 

Referencias


MENDES, Mára Della Santa Dovichi. Comparação entre dieta hipocalórica tradicional e sistema de pontos em adolescentes obesos. 2013. Dissertação (Mestrado em Endocrinologia) – Faculdade de Medicina, University of São Paulo, São Paulo, 2013. doi:10.11606/D.5.2013.tde-13012014-104155. Acesso em: 2020-10-28. 

Dietas detox: elas funcionam? Eles são saudáveis?

O que é a dieta detox?

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A dieta detox ou “dietas de desintoxicação” são dietas de curto prazo que prometem eliminar toxinas do corpo, promover saúde e auxiliar na perda de peso.

Existem diversas estratégias para a dieta detox, elas podem incluir jejum total, jejum com ingestão de suco ou recomendação de alimentos específicos.

Algumas estratégias também envolvem uso de laxantes e diuréticos.

Normalmente recomendada por naturopatas, a razão que alegam para adoção da dieta é que estamos expostos a muitas toxinas no ambiente e que a dieta poderia prevenir uma série de doenças a partir da eliminação desses produtos pela urina ou fezes. 

Porém, cabe mencionar que o termo “toxina” ainda é mal definido quando estamos falando de dieta detox.

Na medicina convencional, as toxinas geralmente se referem a drogas e álcool, e o termo detox é utilizado quando alguém está em tratamento de abstinência dessas substâncias viciantes.

Já as dietas detox adotaram o termo “toxina” para se referir a poluentes, produtos químicos sintéticos, metais pesados, alimentos processados e outros produtos que demonstram algum efeito ruim para nossa saúde e estão presentes no estilo de vida moderno.

Vale comentar que o uso dos termos “toxinas” e “detox” podem ser considerados como uma estratégia comercial, afinal a adoção de palavras contribuiu para tornar essa dieta mais popular.

Geralmente hortaliças, frutas, condimentos, chás, sucos, laxantes e diuréticos são utilizados com a finalidade de favorecer a eliminação das “toxinas” pela urina ou pelas fezes.

A seguir vamos conferir se a dieta funciona, se ajuda a emagrecer e quais os riscos.

A dieta detox funciona? 

Poucas evidências clínicas, isto é, estudos em humanos, estão disponíveis para apoiar o uso de dietas detox com a promessa de desintoxicação.

O que torna a dieta popular são relatos pessoais de que a dieta pode ser útil para a saúde e para o objetivo de perda de peso

Os adeptos da dieta detox tem como princípio que qualquer nível de produto químico estanho no corpo deve nos preocupar.

Porém, essa alegação não é comprovada pelas autoridades de saúde. Sabemos que certos produtos químicos podem interferir no funcionamento normal do corpo humano, mas generalizar para todos os produtos ou para qualquer quantidade não é adequado, porque não temos evidências para tal afirmação.

O quanto uma estratégia específica de alimentação pode interferir na eliminação desses diversos produtos também precisa de mais investigação. 

O que podemos ter certeza é que o corpo humano tem mecanismos naturais muito sofisticados de filtração e eliminação de toxinas: a pele, os pulmões, o fígado, os rins e o sistema gastrointestinal.

Uma alimentação variada e equilibrada em conjunto a outros hábitos saudáveis previne que esses sistemas adoeçam.

A dieta detox ajuda a emagrecer?

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Perder peso é uma das principais promessas da dieta detox, mas essa é uma informação que requer atenção.

Até o momento nenhum estudo comprovou a eficácia das dietas ditas desintoxicantes para perder peso.

Na ausência de evidências, só é possível extrapolar os resultados de outras dietas. 

Dietas que levam ao deficit calórico tendem a levar a perda de peso. 

A orientação de inserir mais frutas e verduras, evitando o consumo de alimentos ultraprocessados pode levar ao menor consumo de alimentos que normalmente tem uma concentração de calorias maior.

O que favorece um plano alimentar hipocalórico e por consequência, leva a perda de peso.

A escolha de inserir alimentos fontes de antioxidantes também pode contribuir para um processo de emagrecimento mais saudável, mas pela ação contra os radicais livres, não por um efeito detox.

O uso de diuréticos também pode levar a diminuição de peso por conta da eliminação de inchaço, no entanto, é importante lembrar que isso não é o mesmo que eliminação de gorduras. 

O problema de dietas de curto prazo é que geralmente não refletem em mudanças de hábitos. A restrição calórica também pode levar a adaptações para que o corpo poupe mais energia (gordura), como por exemplo, levar a alterações que aumentam o apetite.

O resultado disso é que mesmo que ocorra perda de peso, é bastante provável que ela não seja sustentável ou ainda leve ao ganho de mais peso, ao interromper os passos. 

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Como fazer a dieta?

Existem diversos programas de dieta detox.

Geralmente costumam ter um tempo específico de duração, que pode variar de 48 horas a 21 dias.

Podem envolver jejum total ou jejum com líquidos contendo limão, pimenta caiena, sucos diluídos ou algumas ervas (chás).

Alguns recomendam um padrão alimentar similar a dieta vegetariana, excluindo carnes.

Outros excluem uma gama maior de alimentos como laticínios, processados, açúcar, soja, milho, carne bovina, suína, ingredientes contendo glúten, algumas frutas e legumes.

Orientam abstenção de drogas e álcool.

Pode haver prescrição de suplementos com micronutrientes e/ ou probióticos.

Quais os riscos da dieta detox?

Além do que foi mencionado até agora, fazer dieta muitas vezes é uma experiência estressante porque envolve resistir a vontades e colocar o corpo sobre estresse na tentativa de resistir aos sinais emocionais e físicos relacionados a fome ou privação. 

Esse estresse leva ao aumento do cortisol que pode desencadear estímulo do apetite e posterior ganho de peso. 

Existem muitos relatos pessoais sobre o estresse vivenciado por pessoas que passaram por programas detox.

Os principais riscos para a saúde das dietas detox estão relacionados à restrição severa de calorias e oferta inadequada de nutrientes.

Alguns relatos incluem fadiga, dores de cabeça, náuseas, insônia, ansiedade e tremores.

O uso de diuréticos ou laxantes também pode levar a desidratação grave, má absorção de nutrientes e piora da saúde.

Estudos com animais também sugerem que dietas de desintoxicação podem influenciar compulsão alimentar e recuperação do peso no futuro. 

Conclusão

Em resumo, os adeptos da dieta detox se baseiam na ideia de que o ambiente está repleto de produtos químicos que podem ser divididos entre bons e ruins, sem considerar “a dose do veneno”.

Também ignoram a capacidade do próprio organismo manter um balanço do que o corpo deve aproveitar e o que deve eliminar. 

Até o momento, não há evidências convincentes para recomendar dietas chamadas de detox para perda de peso ou eliminação de toxinas. 

Consumidores devem buscar se informar sobre possíveis riscos e benefícios antes de fazer mudanças e restrições na alimentação.

É importante desconfiar de produtos e serviços que prometem resultados em curto prazo. Idealmente, devem buscar avaliação e orientação de nutricionistas. 

As dietas detox ainda estão muito populares e cabe aos profissionais de saúde se manterem atualizados e desencorajar estratégias radicais que prometem perda de peso imediata e causam prejuízos à saúde.

Referências

Klein AV, Kiat H. Detox diets for toxin elimination and weight management: a critical review of the evidence. J Hum Nutr Diet. 2015 Dec;28(6):675-86. doi: 10.1111/jhn.12286. Epub 2014 Dec 18. PMID: 25522674. 

Dieta Keto: O que é uma dieta cetogênica?

O que é dieta cetogênica?

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A dieta cetogênica clássica foi um tratamento frequente para epilepsia em crianças até a introdução de fármacos específicos no final dos anos 1930.

A dieta cetogênica reapareceu no final da década de 1990 como um tratamento para epilepsia intratável ou convulsões refratárias, e continua sendo uma terapia viável em casos em que a intervenção farmacológica não é suficiente.

Nos últimos 20 anos, seu uso começou a ser explorado também no tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos hereditários envolvendo glicose (açúcar em sua forma mais simples, produto da digestão dos carboidratos).

  Mais recentemente, se popularizou como proposta de dieta voltada para emagrecimento.

A dieta cetogênica é uma dieta que se caracteriza por baixa ingestão de carboidratos, moderada de proteínas e com alto consumo de gorduras.

Nessa dieta, as gorduras chegam a fornecer aproximadamente 80% das necessidades calóricas previstas para o dia. 

Em teoria, a alta ingestão de gorduras combinada com a baixa ingestão de carboidratos estimula a mobilização de gorduras corporais para uso como fonte de energia, o que leva ao emagrecimento.

Normalmente nosso corpo utiliza glicose, obtida a partir da digestão dos carboidratos, para obter energia necessária em nossas atividades vitais. Com a dieta cetogênica, a restrição de carboidratos e aumento de gorduras leva o corpo a uma adaptação em que reduz drasticamente a utilização da glicose e passa a usar “corpos cetônicos”, que são as moléculas que derivam da quebra das gorduras.

Essa adaptação pode trazer benefícios ou prejuízos, como veremos melhor a seguir.

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Quais os benefícios da dieta cetogênica? Ajuda a emagrecer?

O excesso de peso considerando o Índice de Massa Corporal (peso dividido pela altura elevada ao quadrado) tem sido associado ao aumento do risco para desenvolver complicações de saúde como pressão alta, diabetes mellitus tipo II e doenças cardiovasculares. 

Modificações comportamentais, especialmente mudanças na alimentação e prática de exercícios físicos, são recomendadas para evitar ou controlar o ganho de peso considerado excessivo segundo esse parâmetro.

Há bastante tempo, uma ou outra dieta acaba virando moda com a promessa de auxiliar o processo de emagrecimento de forma rápida e eficaz. Infelizmente, na maioria das vezes, essas dietas da moda não tem comprovação de segurança para a saúde e eficácia para perda de peso a longo prazo.

No caso da dieta cetogênica, ela tem sido considerada uma nova aposta para induzir a perda de peso rápida.

A restrição de carboidratos na dieta é proposta para induzir a utilização de corpos cetônicos vindos da quebra dos ácidos graxos mobilizados da gordura corporal, resultando na perda de peso.

Mas seus resultados são controversos.

Veja também: 10 dietas mais populares para emagrecer

A maioria dos estudos recentes demonstra que um período de dieta cetogênica, com baixo teor de carboidratos, pode ajudar a controlar a fome e pode melhorar o metabolismo oxidativo da gordura e, portanto, reduzir o peso corporal.

Alguns resultados positivos sobre os fatores de risco para doenças cardiovasculares, como, por exemplo, redução do colesterol total, aumento do colesterol bom e redução dos triglicerídeos no sangue também podem são observados em alguns casos.

A dieta cetogênica poderia ser usada também como estímulo para perda de gordura e ajuda na adaptação metabólica e transição para uma alimentação com estilo da dieta mediterrânea.

Entendida corretamente, prescrita e acompanhada por nutricionista capacitado, a dieta cetogênica pode ser uma estratégia útil por período limitado. 

Em comparação a outras dietas que também restringem carboidratos e apresentam resultados semelhantes, é questionável o quanto os resultados sobre a perda de peso são por conta da composição da dieta ou pela restrição calórica resultante no final.

Por isso, o quanto essa estratégia é superior a outras ou o quanto seus resultados são válidos a longo prazo, são questões que precisam ser mais investigadas. 

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Como fazer a dieta cetogênica?

Diversas estratégias de dieta restringindo carboidratos vem surgindo nos últimos anos, mas nem todas caracterizam uma dieta cetogênica.

A dieta cetogênica se caracteriza pela oferta muito baixa de carboidratos, normal em proteínas e alta em gorduras.

Em dietas cetogênicas ou dietas cetogênicas com muito baixo carboidrato a ingestão de carboidratos pode variar entre 20-50 gramas por dia ou menos de 10% das calorias totais do dia. 

Novos tipos de dietas cetogênicas usando refeições que imitam alimentos ricos em carboidratos vêm sendo apresentadas com intenção de melhorar a adesão à dieta.

A dieta necessita de cuidados, como prestar atenção à função renal e a fase de transição da dieta cetogênica para uma dieta normal, que deve ser gradual e bem controlada.

A duração da dieta cetogênica pode variar de um mínimo (para induzir a cetose fisiológica) de 2-3 semanas a um máximo (seguindo um princípio geral de precaução) de muitos meses (6-12 meses). 

Por todos esses cuidados, reforçamos que é imprescindível a avaliação e acompanhamento de profissionais de saúde para aplicação dessa dieta. 

A dieta cetogênica tem algum risco?

Os resultados da dieta cetogênica são controversos e levantam uma série de preocupações quando o público leigo busca realizá-la sem indicação e supervisão médica.

Os resultados sobre níveis de açúcar no sangue, gorduras no sangue, função do fígado e renal são controversos. 

Restrições severas na ingestão de carboidratos são relacionadas a quadros de dor de cabeça, náuseas, aumento do cortisol (hormônio relacionado ao estresse).

A perda de peso rápida pode levar a desordens do metabolismo, sobrecarga renal e hepática, com possível aumento de colesterol total e “colesterol ruim”. 

Em crianças com epilepsia, a dieta cetogênica pode levar a piora da saúde óssea, então essa também é uma preocupação quando essa dieta é adotada por outros públicos.

Chances para desenvolvimento de cálculo renal também precisam de cautela.

Mais investigações são necessárias para observar efeitos hormonais da dieta em seres humanos. 

De forma geral, dietas restritivas podem levar a carência de nutrientes predispondo a doenças diversas e desordens psicológicas graves, incluindo transtornos alimentares.

Conclusão

Embora a aplicação da dieta cetogênica tenha demonstrado resultados promissores sobre perda de peso e melhora da saúde em descobertas recentes, mais pesquisas são necessárias para avaliar essa estratégia a longo prazo.

Se você tem interesse de realizar essa estratégia, converse com seu médico e nutricionista para avaliar a possibilidade de fazer com segurança. Lembre-se que hábitos alimentares saudáveis devem ser nutricionalmente equilibrados para suas necessidades, acessíveis e sustentáveis para seu estilo de vida.

Referência

Paoli A. Ketogenic diet for obesity: friend or foe?. Int J Environ Res Public Health. 2014;11(2):2092-2107. Published 2014 Feb 19. doi:10.3390/ijerph110202092 

Armeno, M., Caraballo, R., Vaccarezza, M., Alberti, M. J., Ríos, V., Galicchio, S., de Grandis, E. S., Mestre, G., Escobal, N., Matarrese, P., Viollaz, R., Agostinho, A., Díez, C., Cresta, A., Cabrera, A., Blanco, V., Ferrero, H., Gambarini, V., Sosa, P., Bouquet, C., … Panico, L. (2014). Consenso nacional sobre dieta cetogénica [National consensus on the ketogenic diet]. Revista de neurologia59(5), 213–223. 

A dieta do ovo: prós, contras e o que você pode comer

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O que é?

Existem diversas variações da chamada “dieta do ovo cozido”.

Em uma pesquisa rápida, é possível encontrar métodos que aconselham a adição de ovos cozidos em algumas refeições, em todas as refeições ou ainda mais radicais, que aconselham o consumo de apenas três ovos cozidos ao longo de todo o dia. 

Relatos de atrizes que realizaram essa dieta parecem foram as responsáveis pela repercussão nos meios de comunicação.

Mas o que as recomendações de nutrição e saúde nos dizem sobre uma dieta como essa?

Como é feita?

Algumas variações dessa dieta recomendam a adição de 1 ovo nas refeições principais, a fim de aumentar a sensação de saciedade e auxiliar a comer menos.

Já a dieta que restringe a alimentação ao consumo de apenas três ovos cozidos ao dia é a mais radical e representa um risco para a saúde.

O consumo dos três ovos fornece em torno de 210 calorias para todo o dia. Para se ter uma ideia, dietas com 500 calorias já são consideradas de alto risco para desnutrição. 

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A dieta do ovo auxilia no emagrecimento?

A adição de ovos visando diminuir a ingestão de outros alimentos e assim restringir calorias, leva a perda de massa muscular, água e eletrólitos – perda de peso, não de gordura, o que é diferente de emagrecimento.

A perda de peso é previsível pelo deficit calórico não pelo consumo de ovo em si.

O ovo é um alimento fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, vitaminas D, E e K, entre outros nutrientes, e pode ser muito saudável inseri-lo nas refeições cotidianas.

O teor de proteína pode sim conferir maior saciedade. Porém, restringir outros alimentos por conta disso e não planejar a oferta de nutrientes essenciais para a saúde  não é uma opção saudável para quem busca saúde, emagrecimento e manutenção do peso a longo prazo

Por fim, vale lembrar que dietas restritivas que não estimulam hábitos alimentares saudáveis sustentáveis levam ao ganho de peso, inclusive maior que o inicial, ao abandonar a dieta (que é previsível que aconteça em algum momento).

Veja mais: 10 Dietas mais populares para emagrecer 

Quais os riscos?

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O ovo é um alimento fonte de proteínas de alto valor biológico e possui vitaminas do complexo B.

No entanto, existe uma variedade muito maior de nutrientes que precisamos consumir diariamente, restringir a alimentação ao consumo apenas de ovos torna esse tipo de dieta totalmente inadequada, levando a deficiências nutricionais graves, mesmo que a curto prazo

Dores de cabeça, tonturas, náusea, fadiga, entre outras complicações, incluindo aumento do estresse, são algumas das complicações relacionadas a dietas restritivas como essa.

Considerações finais

Ainda que seja realizada por um tempo curto e determinado, a dieta do ovo é monótona, pode ser muito restritiva e normalmente não estimula a adoção de hábitos alimentares e estilo de vida saudável.

Pessoas que querem emagrecer, por motivos de saúde ou estéticos, depositando confiança em métodos que prometem resultados rápidos. Infelizmente, a prática dessas dietas pode trazer mais prejuízos, como deficiências nutricionais e má relação com a comida.

A reeducação alimentar visa adoção de hábitos saudáveis e manutenção dos resultados, para isso, cada pessoa tem suas necessidades individuais que precisam ser consideradas.

Por isso, destacamos a importância de buscar apoio profissional para avaliar e acompanhar tratamentos que tem objetivos como o de emagrecimento.

Referências:

Eder e Colaboradores. Dietas e seus malefícios. UNIJUÍ, 2017.

Celeste Elvira Viggiano. DIETAS DA MODA. Universidade Municipal de São Caetano do Sul.Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, nº 12, abr/jun 2007 

Dieta rica em proteínas: benefícios e riscos

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Dieta da proteína

A redução de peso e gordura corporal alcançada pela restrição calórica normalmente acompanha diminuição da massa magra – músculos, água e eletrólitos.

A proposta de aumentar a proporção de proteínas da dieta é uma estratégia que busca promover maior perda de peso, maior redução de gordura corporal e diminuição da perda de massa magra durante o emagrecimento, em comparação a outras dietas com menos proteína e de mesmo valor energético.

Porém, os resultados a longo prazo ainda são controversos. 

Neste artigo você vai ler sobre possíveis benefícios e contraindicações da dieta da proteína.

O que é a dieta da proteína?

O nosso corpo obtém energia dos alimentos para realizar atividades vitais. Essa energia é o que chamamos de calorias.

As calorias são encontradas em nutrientes conhecidos como carboidratos, gorduras e proteínas.

Cada pessoa tem uma necessidade individual de calorias que precisa ser consumida a partir dos alimentos que são fonte desses nutrientes.

As necessidades de calorias podem variar conforme idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde.

De forma simplificada, quando acontece o consumo de mais caloria do que o corpo gasta, ocorre o ganho de peso.

proporção ideal dos macronutrientes em dietas de emagrecimento ainda é bastante discutida.

Nesse sentido, a dieta da proteína é uma estratégia baseada no aumento do consumo de alimentos ricos nesse nutriente.

Alimentos de origem animal como carnes, ovos e leite são fontes de proteína. Leguminosas, como feijão, grão de bico e lentilha também são fontes de proteína de origem vegetal. 

Além da ação estrutural das proteínas em nosso corpo, a sua ingestão contribui para sensação de saciedade.

Ao priorizar o consumo de alimentos fonte de proteína, pode acontecer a redução na ingestão de outros grupos alimentares, incluindo alimentos processados que concentram alto teor sal, gorduras e açúcares, bem como de calorias.

A redução no consumo desses alimentos pode influenciar o déficit calórico e a perda de peso. 

Como é feita a dieta da proteína?

A realização da dieta pode variar bastante, mas normalmente cardápios padronizados  incluem alimentos fonte de proteínas em todas as refeições, diminuindo bastante a oferta de alimento fonte de carboidratos (pães, arroz, macarrão, batatas) e gorduras. 

Existem cálculos para estimar a necessidade de proteínas de cada pessoa e a indicação por nutricionistas para aumento do consumo costuma ser direcionada a atletas ou pessoas com alguma enfermidade que precisam desse nutriente aumentado, mesmo assim, sem excluir outros nutrientes.

O que acontece na dieta da proteína é que o aumento não tem justificativa, a proposta é geral para todas as pessoas. 

Veja também: 10 Dietas para emagrecer mais usadas

A dieta da proteína funciona?

A justificativa para aumentar a proporção de proteínas da dieta é que essa estratégia   promove maior perda de peso, maior redução de gordura corporal e diminuição da perda de massa magra durante o emagrecimento, em comparação a outras dietas com menos proteína e de mesmo valor energético.

Porém ainda faltam evidências que definam a melhor proporção, a quantidade e a fonte de proteína a ser utilizada em dietas para redução de peso, bem como o tempo ideal de tratamento. 

Faltam esclarecimentos sobre efeitos adversos envolvidos com a adoção dessa estratégia, mas, generalizando a partir de outras dietas restritivas, a perda de peso rápida não é sustentável a longo prazo.

Sem um processo gradual de reeducação alimentar e ingestão de acordo com necessidades individuais não há manutenção do peso e há risco de deficiências nutricionais.

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A dieta da proteína oferece riscos?

Mesmo que as proteínas sejam nutrientes vitais para a manutenção de tecidos e para o metabolismo, o excesso pode causar prejuízos à saúde.

É necessário precaução no aumento de proteínas da dieta, especialmente por pessoas com história de doença renal, diabetes e gota.

O aumento de proteína acompanhado de diminuição de carboidratos leva a redução de peso pela diminuição de fluidos, podendo resultar em desidratação.

O estresse promovido pela dieta leva a alterações no nível de cortisol, que também pode ter consequências sobre hormônios, incluindo os que regulam o apetite e manutenção do peso, além de piorar a relação com a alimentação.

Dietas muito restritivas, inadequadas quanto a proporção de carboidratos, proteínas e gorduras podem gerar carências nutricionais específicas e provocar doenças.

Considerações finais

A dieta da proteína não é adequada porque não considera necessidades nutricionais individuais, nem de pessoas que apresentam algum cuidado por condição adversa de saúde.

Os resultados rápidos, assim como em outras dietas restritivas, estão relacionados ao déficit calórico, não a composição, e a perda de peso não costuma ser mantida.

Não só o valor calórico total da dieta, mas o planejamento da proporção de nutrientes deve ser baseado em avaliações individualizadas, prevenindo assim riscos à saúde. 

Quando se pensa em alimentação saudável e equilibrada, é importante que haja variedade de alimentos e que ela seja apropriada aos hábitos de cada pessoa. 

Referências:

PEDROSA, Rogerio Graça; DONATO JUNIOR, Jose; TIRAPEGUI, Julio. Dieta rica em proteína na redução do peso corporal. Rev. Nutr. Campinas, 2009

Luciana Neves Faria, Anelise Andrade de Souza. ANÁLISE NUTRICIONAL QUANTITATIVA DE UMA DIETA DA PROTEÍNA DESTINADA A TODOS OS PÚBLICOS. Demetra: alimentação, nutrição & saúde, 2017. 

Dieta Low Carb: pode ajudá-lo a perder peso?

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O que é Dieta Low Carb?

O nosso corpo obtém energia dos alimentos para realizar suas atividades vitais. Essa energia é o que chamamos de calorias.

As calorias são encontradas em nutrientes conhecidos como carboidratos, gorduras e proteínas.

Cada pessoa tem uma necessidade individual de calorias que precisa ser consumida a partir dos alimentos fonte desses nutrientes.

As necessidades de calorias podem variar conforme idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde.

De forma simplificada, quando acontece o consumo de mais caloria do que o corpo gasta, ocorre o ganho de peso.

Os carboidratos são nutrientes essenciais para fornecer energia e garantir processos básicos de manutenção da saúde.

Normalmente encontrados em vegetais ricos em amido (grãos, cereais, raízes e tubérculos), os carboidratos representam no mínimo metade das necessidade totais de energia do dia.

O que a estratégia da dieta low carb (tradução livre: “baixo carb”) propõe é: uma oferta menor de calorias vinda desse nutriente. Mas por que?

A recomendação para reduzir a ingestão de carboidratos e aumentar a proporção de proteínas e gorduras tem como proposta promover a utilização de gordura como principal fonte de energia, preservando massa magra corporal.

A seguir você vai ler sobre os possíveis benefícios e prejuízos dessa estratégia.

Como fazer a dieta Low Carb?

A dieta Low Carb 

A principal recomendação é reduzir a ingestão de carboidratos e aumentar a proporção de proteínas e gorduras da dieta. Mas reduzir como?

Normalmente uma alimentação é composta por, pelo menos, metade das calorias fonte de carboidratos.

Isso quer dizer que em uma dieta de 2000 calorias, 1000 calorias seriam carboidratos (ou 250g). 

Na prática, a dieta Low Carb pode ser feita com variações na proporção destes carboidratos.

Segundo a Sociedade Brasileira Low Carb existem três tipos de variações principais: “Dieta Low Carb moderada”;  “Dieta low carb e alta gordura” e  “Muito Low Carb ou dieta cetogênica”.

As diferenças na composição serão as seguintes:

Na “dieta low carb moderada” os carboidratos compõe até 45% das calorias totais diárias. 

Já a “dieta low carb com alta gordura” reduz o carboidrato a menos que 26% das calorias totais do dia ou menos que 130 g de carboidratos das calorias totais do dia. 

E a “dieta Muito Low Carb”, que pode ser chamada também de dieta cetogênica, propõe que menos de 10% das calorias totais do dia sejam ofertadas pelos carboidratos.

É essencial reforçar que as necessidades calóricas totais do dia consideram uma variedade de fatores como idade, peso, sexo, nível de atividade física e estado de saúde, por isso uma avaliação individualizada feita por nutricionista é ideal e muito importante para prescrição adequada e acompanhamento seguro da evolução dessa dieta. 

Dependendo do planejamento, alguns tubérculos (batatas) e frutas mais doces fazem parte da dieta, mas as características gerais costumam priorizar o consumo de legumes e vegetais; carnes e ovos; gorduras – apenas de fonte natural, sem a presença de óleos hidrogenados, permitindo gordura saturada; frutas menos doces e oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).

Quais são os benefícios da dieta low carb?

 A proposta de reduzir a ingestão de alimentos fonte de carboidratos se baseia na ideia que o corpo terá que buscar energia de outras fontes, utilizando especialmente a gordura.

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

O aumento no consumo de gorduras e proteínas também pode favorecer o efeito de saciedade, fator auxilia a promover um balanço de energia negativo e, por consequência, perda de peso.

Outro ponto interessante é que a dieta desestimula o consumo de produtos industrializados, que costumam apresentar alto teor de açúcar (carboidrato) e contribuem para ingestão de calorias em excesso, o que está associado ao ganho de peso.

 A redução no consumo desses produtos junto ao estímulo por alimentos mais naturais é benéfico também para melhorar a nutrição e saúde do intestino.

Além do efeito sobre a perda de peso e gordura corporal, as estratégias para redução da ingestão de carboidratos têm sido aconselhadas para quadros clínicos de saúde, como auxiliar no tratamento de doenças como epilepsia, hipertensão, dislipidemia, diabetes e Ovário policístico.

A dieta low carb tem contraindicações?

Toda dieta restritiva pode oferece potencial risco para a saúde. 

Esse risco pode ser minimizado quando a indicação e acompanhamento são realizados por profissional de saúde, especialmente por nutricionistas. 

Uma restrição alimentar sem considerar as necessidades nutricionais individuais pode levar a complicações diversas de saúde.

Em relação à dieta low carb, pode ocorrer dor de cabeça, náuseas, aumento do cortisol (hormônio relacionado ao estresse), perda de peso rápida levando a desordens do metabolismo, sobrecarga renal e hepática se consumo em excesso de proteína, possível aumento de colesterol total e LDL.

A indisposição para prática de atividade física, dificuldade de manutenção do padrão alimentar e ganho excessivo de peso posterior também são problemas relatados por quem experienciou essa dieta.

A prática de dietas restritivas como essa pode levar à frustração pela dificuldade de manutenção, monotonia alimentar, pior relação com a comida pela noção de alimentos bons x ruins, piora do cuidado com a qualidade da dieta, desinformação em relação a nutrição (por exemplo, condenar o consumo de frutas), posterior compensação do consumo; desenvolvimento de compulsão alimentar ou outros transtornos alimentares.

Conclusão

Nosso corpo obtém energia dos alimentos e o equilíbrio dos nutrientes é fundamental para manutenção da saúde.

Mesmo em repouso, sua respiração, batimentos cardíacos e funções cerebrais estão consumindo energia.

O seu sexo, peso, estatura, idade e nível de atividade física normalmente definem o quanto de energia você precisa obter através dos alimentos, todos os dias.

Os carboidratos são nutrientes essenciais para processos vitais do nosso corpo, mas a proporção do quanto devem compor a dieta podem variar conforme necessidades e objetivos.

A dieta Low Carb, em suas diversas variações, tem demonstrado ser uma estratégia para auxiliar o deficit calórico que pode levar ao emagrecimento e também controle de algumas condições de saúde.

Porém, a prática indiscriminada dessa dieta, sem recomendação e orientação de um nutricionista pode levar a carências nutricionais e prejuízos graves para saúde.

Por isso, reforçamos a importância de você buscar apoio profissional caso tenha interesse de modificar algo em sua alimentação.

Veja mais: Dietas mais usadas para emagrecer

Revista Saúde em Foco – Edição nº 9 – Ano: 2017 BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS DA DIETA LOW CARB Renata Cordeiro1*; Marina Baldasso Salles1 ; Bruna Marcacini Azevedo 2

Dieta Dukan: Funciona para perda de peso?

O que é?

A dieta Dukan é um método criado pelo médico francês Pierre Dukan que visa perda de peso.

A dieta consiste em uma alimentação reduzida em calorias, que restringe alimentos fonte de carboidratos enquanto libera o consumo de gorduras e proteínas.

O método inclui diferentes fases e uma lista de alimentos permitidos.

Sua manutenção é difícil e pode levar, além de frustrações, as complicações de saúde.

A dieta Dukan funciona para perder peso?

Segundo a Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO, 2016), a perda de peso promovida por dietas ricas em gorduras, proteínas e pobres em carboidratos ocorre principalmente em razão da menor ingestão de calorias e não somente da composição desses macronutrientes.

A dieta Dukan tem um prognóstico de manutenção da perda de peso considerado ruim.

Em média, apenas 5% das pessoas que passam por um processo de emagrecimento conseguem impedir o reganho de peso ao final de 5 anos.

Esse efeito de perda e reganho, conhecido também como “efeito sanfona” ou efeito “iô-iô” provocado diversas vezes ao longo da vida é bastante prejudicial para a nossa saúde.

Além das adaptações que ocorrem naturalmente em nosso corpo para poupar mais energia, aspectos comportamentais também tornam a adoção dessa dieta insustentável a longo prazo.

Dietas com restrição de carboidratos sem orientação e acompanhamento profissional individualizado podem ocasionar diversos problemas para a saúde.

A adaptação do organismo para obter energia de outra fonte, já que foi restringido da fonte de carboidrato, pode levar a degradação de reservas relacionadas à diminuição da água corporal.

A perda de água e eletrólitos pode representar perda de peso naquele número da balança, mas não de gordura.

Normalmente, com a retomada do consumo de carboidratos, que é prevista em algum momento, o peso é recuperado rapidamente.

Além disso, perda de peso é diferente de emagrecimento.

Ainda no processo de emagrecimento, é importante garantir as recomendações mínimas de energia e nutrientes a fim de prevenir perda de massa magra, desidratação e outros danos à saúde.

Ao comparar a dieta Dukan com recomendações nutricionais bem consolidadas da Organização Mundial da Saúde, esse método não atende às necessidades de nutrientes recomendadas para população em geral.

Outro ponto, na dieta Dukan não existe indicação do uso de suplementos para suprir a necessidade de micronutrientes, o que também pode indicar negligência com as deficiências previstas.

 A perda de peso é um processo que pode ser alcançado com diferentes estratégias, no entanto, o que determina o sucesso de uma estratégia é o tempo de manutenção do peso reduzido, com saúde.

Quais são as fases da dieta Dukan?

A dieta é dividida em quatro fases, sendo elas conhecidas como:

  • Fase do ataque com duração de sete dias corridos;
  • Fase do cruzeiro com duração até que a perda de peso seja alcançada;
  • Fase da consolidação com duração de dez dias de consolidação por quilo perdido nas outras fases;
  • E por último, a fase da estabilidade por um período de tempo indeterminado. Essa fase ainda impõe um dia da semana para o consumo apenas de proteína.

A dieta Dukan apresenta algum risco?

A dieta Dukan não apresenta benefícios para a saúde, ao contrário, os riscos são diversos.

A adesão a dietas que estão circulando em meios de comunicação sem os devidos fundamentos científicos pode levar a frustrações e prejuízos à saúde por conta do consumo elevado ou insuficiente de nutrientes.

O consumo restrito de calorias e carboidratos, alta ingestão de proteínas e gorduras, e deficiência de vitaminas e minerais pode levar ao surgimento ou agravamento de complicações de saúde tais como: anemia; acidente vascular cerebral; cirrose hepática; colesterol elevado; cálculo biliar; complicações cardiovasculares; câncer de cólon; dislipidemias; diminuição do débito cardíaco; diminuição da frequência cardíaca; diminuição da pressão arterial; diminuição da imunidade; desmineralização óssea; desequilíbrio no funcionamento do organismo; doença arterial coronariana; diabetes mellitus; hipertensão; osteoporose; obesidade; perda de potássio; sobrecarga do fígado; sobrecarga renal.

Conclusão

A dieta Dukan não atende recomendações nutricionais preconizadas por Organizações consolidadas de saúde.

Essa dieta também não demonstra bons resultados para o processo de perda de peso.

Fazer restrições alimentares sem orientação e acompanhamento de profissional não é recomendado para nenhuma pessoa.

Inclusive, algumas pessoas podem estar mais predispostas a complicações graves por conta de restrições ou excessos que uma  dieta como essa promove. 

Para uma ingestão de calorias e nutrientes adequadas, é preciso considerar as necessidades energéticas individuais.

É preciso também considerar preferências, disponibilidade, aspectos sociais e culturais da alimentação, para então elaborar um plano de alimentação equilibrada e saudável, sustentável a longo prazo que atenda aos objetivos reais.

BRAZ, Thayanne Silva. Análise nutricional das dietas do dr. Atkins e dr. Dukan. 2017. 20 f. Artigo (Graduação) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2017. 

Água com limão: quais são os benefícios de beber

Prefere ouvir?:

O tema da alimentação gera muito interesse e repercussão em diversos meios de comunicação.

Você já deve ter ouvido ou lido sobre “superalimentos” que são alimentos ou dietas que prometem benefícios para a estética e saúde de uma forma muito rápida.

Porém, essas informações comumente veiculadas em sites, redes sociais, programas de televisão, revistas e jornais costumam ser pouco qualificadas.

Um exemplo desses casos é a divulgação do efeito da água com limão sobre o peso.

Diversas mídias e pessoas leigas passaram a espalhar que a água com limão, especialmente em jejum, estaria relacionada com a redução de peso, prevenção de doenças, sendo um “superalimento” para a saúde.

A partir de então, os efeitos da água com limão se tornaram um mito da nutrição.

Um mito, porque nenhum estudo comprova sua eficácia promovendo emagrecimento ou outros benefícios terapêuticos.

Quanto ao consumo de água, esse sim tem importância para a saúde.

A seguir, veja alguns motivos pelos quais não indicamos água com limão para emagrecer, mas recomendamos o consumo adequado de água.

Água com limão Emagrece?

Uma das teorias que surgiu em torno da água com limão e emagrecimento foi relacionada a pectina, um tipo de fibra presente no limão, que traria maior sensação de saciedade, contribuindo para redução no consumo de calorias.

A pectina do limão está presente principalmente na casca da fruta, por isso você já pode imaginar que o consumo através da água com limão seja muito baixo para que possamos aproveitar um efeito desse tipo.

A opção para ingerir uma boa quantidade de fibras, hábito que está relacionado a maior saciedade e aí sim poderia auxiliar o processo de emagrecimento, é optar por frutas com casca, preferir frutas invés de suco, consumir grãos como chia, linhaça, gérmen de trigo e outros integrais, feijões e outras verduras e folhosos.

O que contribui para o emagrecimento é a alimentação variada e equilibrada, associada à atividade física e a outros hábitos de vida saudáveis, por isso reforçamos que não existe um alimento único capaz de promover o emagrecimento.

A ingestão de água em intervalos ao longo do dia é recomendada para manter uma boa hidratação, bom trânsito intestinal e saúde.

Por que é tão importante beber água?

Mais da metade do nosso peso corporal é água. Essa substância é essencial para manutenção da vida.

Nosso corpo tem uma série de processos que envolvem digestão, absorção e excreção, onde a água tem papel fundamental na regulação e bom funcionamento desses passos.

A água está envolvida inclusive no controle da nossa temperatura corporal.

A ingestão hídrica adequada previne uma série de doenças como litíase renal, infecção urinária, câncer de bexiga e doença renal crônica (DRC).

Por muito tempo se falou sobre o consumo generalizado de dois litros de água por dia, mas hoje existem recomendações que consideram diferenças individuais, orientando que em média 30mL por Kilo de peso corporal é uma boa medida de consumo.

O Guia Alimentar da População Brasileira recomenda que a ingestão de água deve ser obtida principalmente a partir do consumo de água pura e através da água contida em alimentos naturais e preparações culinárias.

Mas então tomar água com limão faz mal?

Apesar da recomendação de priorizar o consumo de água pura, existem preparações conhecidas como água saborizada que podem contribuir para o aumento do consumo, o que é muito positivo para pessoas que tem dificuldade de consumir água.

Por isso, a adição de gotas ou rodelas de limão na água normalmente não tem contraindicação.

O que estamos dizendo nesse texto é que com o objetivo de favorecer o emagrecimento, a combinação em si não tem resultado comprovado.

Além do limão, outros ingredientes podem ser adicionados à água como laranja, manjericão, hortelã…etc, de acordo com as suas preferências de paladar.

O limão irrita o estômago?

Ok, você já sabe que água com limão não emagrece e não pretende tomar por esse motivo.

Porém, você gosta da combinação e quer saber se a acidez do limão oferece algum risco para a saúde?

A resposta é que não, a acidez é medida pelo valor mais baixo do pH. O pH do limão é 4,5 e o pH do estômago é 1,5. Isto quer dizer que o estômago é muito mais ácido que o limão.

Considerando a escala logarítmica, essa diferença de valores representa que o estômago é mil vezes mais ácido que um limão.

Sendo assim, beber uma limonada ou a água com limão não interfere em dores no estômago por conta da acidez, se você gosta, não tem contraindicação.

Considerações finais

As “promessas milagrosas” para emagrecimento são muito populares porque elas envolvem maior publicidade, elas chamam maior atenção para as mídias que estão veiculando e também alimentam um comércio de produtos e serviços com oferta de resultados rápidos.

Nenhum alimento apresenta propriedades que atendam todas as necessidades do nosso corpo e garantam saúde plena.

Uma alimentação variada, que combina nutrientes, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e promoção da saúde. Se tratando do emagrecimento, como já foi dito, uma combinação de hábitos saudáveis que incluem alimentação adequada e prática de exercícios físicos são necessários.

A água com limão pode ser consumida caso você goste dessa combinação, mas não caia na ilusão de que o método promova emagrecimento.

Sempre que ouvir uma recomendação inusitada ou muito específica envolvendo uma receita, um ingrediente ou alguma forma de consumo, questione: qual a fonte dessa informação?

REFERÊNCIAS

Araújo e colaboradores. Como a alimentação pode melhorar a imunidade? Dicas para uma alimentação saudável durante a quarentena. Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Departamento de Nutrição – Serviço-Escola de Nutrição Emília Aureliano. Pernambuco, abril de 2020.

Ministério da Saúde Universidade Federal de Minas Gerais. Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição. Material de Apoio para Profissionais de Saúde Brasília — Distrito Federal, 2016.

Sophie Deram. Água com limão em Jejum. Brasil, 2018 [acesso 27/09/2020]. Disponível em https://sophiederam.com/br/agua-com-limao-jejum-2/

Linhaça: como tomar, benefícios e precauções

Alimentos funcionais são aqueles que além das propriedades nutricionais básicas, oferecem compostos com ação benéfica à saúde.

Outra característica importante na definição de alimentos funcionais é que o seu consumo sem supervisão médica seja seguro.

No caso da linhaça, uma série de nutrientes tem sido associados a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como dislipidemia, diabetes, hipertensão arterial…

Nesse texto você vai conferir quais são esses nutrientes e como eles contribuem para sua saúde.

O que é linhaça?

A linhaça é uma semente oleaginosa, isto é, um vegetal que possui óleos que podem ser extraídos.

A semente vem do linho (Linum usitatissimum L.) e provavelmente sua origem é asiática.

No Brasil, encontramos a semente da linhaça marrom e dourada.

A diferença de coloração tem relação com o cultivo, mas nutricionalmente, a composição é bem parecida.

Na composição da linhaça, destaca-se o alto valor de ácidos graxos, nutrientes que estão relacionados com a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.

As ações da linhaça sobre a saúde são atribuídas à melhoras da glicemia (nível de açúcar no sangue) do perfil lipídico (níveis de colesterol e triglicerídeos) e redução de risco para doenças cardiovasculares.

O valor nutritivo da linhaça

A semente da linhaça é rica em gordura, fibras e proteínas.

Da quantidade de fibras, cerca de 30% são fibras solúveis em água e 70% fibras insolúveis.

A fração de fibras solúveis tem capacidade de formar um gel com capacidade de reduzir a absorção de gordura, de colesterol, estabilizar níveis de açúcar no sangue e contribuir para a saúde intestinal.

A fração de fibra insolúvel, é aquela que passa pelo processo digestivo intacta, o que também é benéfico para formação das fezes e estímulo da motilidade intestinal, prevenindo constipação.

A combinação das fibras contribui para maior sensação de saciedade e melhora do metabolismo dos nutrientes relacionados com saúde cardiovascular.

Em relação ao perfil de gorduras, a linhaça possui pouca concentração de gordura saturada, moderado teor de gordura monoinsaturada e ótimo percentual de gordura poli-insaturada, por conta do grande teor de ácido graxo alfa linolênico, o que representa uma composição protetora contra doenças do coração.

O ácido graxo alfa linolênico é o ácido graxo da série ômega-3 quando consumido em equilíbrio com o ômega 6 minimiza sintomas de doenças associadas com inflamação, melhora perfil lipídico, auxilia no controle da pressão arterial e do peso, por consequência, contribui para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

A linhaça também apresenta importantes antioxidantes em sua composição, como as lignanas, flavonoides e tocoferóis que inibem o processo de envelhecimento precoce.

Linhaça emagrece?

O processo de emagrecimento envolve, entre muitos fatores, o deficit de calorias – gasta-se mais do que se consome.

Por esse motivo, o consumo isolado de linhaça não tem relação com perda de gordura corporal.

No entanto, pensando nas propriedades funcionais, a melhora dos processos digestivos, motilidade e sinais de saciedade através da fonte de fibras pode contribuir para a perda de peso.

O perfil de gorduras e antioxidantes do grão, rico em ácidos graxos, também contribui para prevenir danos causados pelo processo inflamatório relacionado a mobilização de gorduras corporais, por isso pode ser um auxiliar para que o processo de perda de peso seja realizado de forma mais saudável.

Como e quanto consumir?

A linhaça pode ser consumida na forma do grão, moída ou em óleo.

Se consumir o grão, você aproveitará principalmente as fibras, isto porque o óleo está localizado no centro do grão, sendo necessário moer para liberá-lo para absorção.

Na forma de farinha, onde o grão foi moído, é importante alguns cuidados, como manter a farinha em uma embalagem escura a fim de prevenir a perda de nutrientes que são sensíveis à luz.

Se possível, melhor ainda será triturar no momento do uso.

A sugestão de alguns autores sobre o consumo é de 8g (1 colher de sopa) de semente de linhaça moída (farinha de linhaça) ou 2,5g (1/2 colher de chá) de óleo de linhaça para atingir a ingestão de ômega 3 e ômega 6, com uma ótima razão ômega 6/ômega 3.

Para o intestino, efeitos benéficos são observados com o consumo da 25g da semente por dia.

Já a ação sobre os níveis e açúcar, insulina e outros sintomas relacionados a hormônios como acontece na menopausa, foram observados com a ingestão de 40g de grão de linhaça ao dia.

O consumo apresenta algum risco?

É importante considerar o teor de fibras de toda a refeição a fim de prevenir desconfortos intestinais ou outros sintomas indesejáveis.

O consumo de fibras deve ser combinado a uma adequada ingestão de água, preferencialmente pura, ao longo do dia.

Quanto aos outros nutrientes, também é relevante analisar o equilíbrio do restante da alimentação diária.

Para melhor indicação de quanto e como usar a linhaça, procure uma nutricionista.

Considerações Finais

A linhaça é um alimento funcional muito interessante que pode ser inserido em preparações diárias e contribuir para prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis.

A linhaça dourada ou marrom são semelhantes na composição e estão disponíveis em formas diferentes para o consumo: grão, farinha ou óleo.

Dependendo do seu objetivo, uma opção pode ser mais interessante que a outra, por isso, consulte um nutricionista para obter recomendações individualizadas.

Referência:

PIEROTTO, M., F.; ROSSI, R., C. Alimentos funcionais: benefícios da linhaça para prevenção e promoção da saúde. Unisinos, 2017. Disponível em: https://anais.unilasalle.edu.br/index.php/sefic2017/article/viewFile/717/656.

Chá verde (Camellia sinensis) – usos, efeitos colaterais, interações, dosagem e advertência

O chá verde é uma das bebidas mais populares no mundo, sendo consumido por suas características de aroma, sabor e propriedades funcionais.

O chá é produzido a partir de uma planta chamada Camellia sinensis e dependendo do processo, produz o chá verde, chá preto, chá branco, entre outros.

A Camellia sinensis é uma árvore nativa da China, que hoje é cultivada em diversos países ao redor do mundo.

Sua árvore pode alcançar vários metros de altura e logo após a colheita, suas folhas passam por um processo de secagem.

A remoção da água da planta via aquecimento produz os diferentes tipos de chás.

Os chás passam por diferentes tipos de fermentação, o que também distinguem um tipo do outro.

 O chá verde é preparado a partir das folhas jovens, parcialmente fermentadas. As folhas são levadas a altas temperaturas e expostas ao vapor de água, com a finalidade de interromper o processo de deterioração.

São secas e rapidamente enroladas, ainda quentes, para formar o chá verde.

Esses processos para a produção do chá fazem com que os compostos da folha fiquem mais concentrados.

Quais são esses compostos? O chá verde é rico em compostos antioxidantes, conhecidos como catequinas, que previnem danos e envelhecimento precoce das células.

As catequinas estão relacionadas aos efeitos do chá verde sobre a redução do peso e das gorduras corporais.

O chá verde é uma bebida funcional?

Para ser considerado funcional, um alimento precisa apresentar efeitos e/ou benefícios à saúde além da função básica de nutrir.

Os alimentos funcionais contribuem para a saúde física e para a redução do risco de desenvolver doenças crônicas, como dislipidemias, diabetes ou hipertensão.

O chá verde, obtido da planta Camellis sinensis é uma bebida da classe dos alimentos funcionais.

Além das catequinas, a cafeína também tem sido associada à relação do chá verde com redução do peso corporal e de gordura visceral podendo auxiliar na prevenção da obesidade e outras doenças crônicas.

O chá verde Emagrece?

Os chás produzidos a partir da planta da Camellia sinensis apresentam alta concentração de antioxidantes conhecidos por promover redução do peso corporal, gordura corporal, diminuição na concentração de colesterol total, do “colesterol ruim” (lipoproteína de baixa densidade) e triglicerídeos.

Efeitos sobre o apetite são controversos, mas alguns estudos demonstram redução na ingestão alimentar, por conta do efeito melhorando a atuação de hormônios relacionados ao sinal de saciedade (leptina).

Os resultados de perda de peso com o uso do chá verde incluem prática regular de exercício físico e dieta equilibrada.

Por isso, é importante lembrar que o chá pode auxiliar o emagrecimento, mas dificilmente promove esse processo sem a combinação de outros hábitos e estilo de vida que promovam déficit calórico.

Durante o processo de emagrecimento, a mobilização das reservas de gordura corporal pode levar a liberação de uma série de substâncias que agravam um estado de inflamação.

O consumo adequado de antioxidantes a partir de uma dieta equilibrada previne maiores danos ao nosso corpo, por isso, o chá verde também pode contribuir para se ter mais saúde nesse processo.

O chá verde é termogênico?

O ganho de peso está relacionado com muitos fatores que levam ao balanço energético positivo.

O que isso quer dizer? Quando a ingestão de calorias provenientes dos alimentos é maior do que o nosso gasto com atividades básicas e também dos exercícios físicos, pode ocorrer armazenamento de energia na forma de gordura.

O nosso corpo gasta energias (calorias) para se manter aquecido. Esse processo é o que chamamos de termogênese.

Nutrientes termogênicos têm a capacidade de estimular o gasto energético. A ação do chá verde é atribuída especialmente ao efeito termogênico, que leva ao aumento modesto do gasto calórico.

Junto de um conjunto de bons hábitos como sono regular, prática de exercício físico, dieta equilibrada e manejo do estresse, os termogênicos podem auxiliar o emagrecimento.

Dicas de como preparar:

Recomenda-se o preparo do chá verde na forma de infusão, sem ferver as folhas.

Os passos recomendados são:

1) Aquecer a água até fervura (80ºC a 100ºC).

2) Em uma xícara, adicionar 1 colher de folhas do chá, derramar a água sobre o chá e cobrir a xícara com um prato ou pires.

3) Aguardar a infusão de 5 a 20 minutos, para então coar e beber.

Riscos

É importante estar atento(a) para a tolerância individual, afinal o chá verde apresenta concentrações de cafeína que podem levar a dores no estômago, insônia, dores de cabeça, irritabilidade, diarreia e azia.

Sobre a dose diária recomendada, lembramos que para cafeína, normalmente a orientação é de no máximo 400 mg para uma pessoa adulta saudável e 200 mg para gestantes.

Para respeitar esse limite, devemos observar o consumo de outros alimentos e bebidas presentes no dia-dia que também possuem cafeína em sua composição.

Considerações finais

O chá verde é um chá muito popular ao redor do mundo, que pode ser encontrado também na forma de chá preto, chá branco, chá vermelho, entre outros, dependendo do método de processamento das folhas de sua árvore, a Camellia sinensis.

Em relação à saúde, o chá verde apresenta benefícios especialmente por conta de seu alto teor de antioxidantes, dentre eles destacam-se a cafeína e as catequinas.

Além de prevenção da imunidade, a ação dos antioxidantes tem se relacionado com a termogênese, que é um processo que contribui para acelerar o metabolismo e promover gasto energético, o que pode ser interessantes em estratégias que visam o emagrecimento.

O chá verde associado a dietas com baixas calorias e treinos tem demonstrado resultados sobre a perda de peso e redução da gordura corporal.

Referências:

Duarte, J. L. G., Pretto, A. P. D. B., Nörnberg, F. R., & Conter, L. F. (2014). A relação entre o consumo de chá verde e a obesidade: Revisão. RBONE – Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento8(43).

Gindro G.B; Veras K.M.A. Benefícios do Chá Verde Associado ao Emagrecimento. Revista Científica UMC Edição Especial PIBIC, outubro 2018.

Vinagre de maçã: benefícios, usos, riscos e dosagem

Vinagres são utilizados há séculos para fins domésticos e culinários.

Produzidos a partir de diferentes carboidratos incluindo cana, uvas, maçãs e outras frutas, é um ingrediente tradicional, facilmente encontrado ao redor do mundo e de baixo custo.

Atualmente o vinagre de maçã tem se tornado cada vez mais popular por alegações que atribuem benefícios a saúde com o seu uso e efeitos voltados para a perda de peso.

Nesse texto você conhecerá mais desse ingrediente e entenderá quais usos são mais indicados quando estamos falando de nutrição.

Como é feito o vinagre de maçã?

O vinagre de maçã é um ingrediente preparado a partir do suco de maçã fermentado, onde bactérias e fermento transformam os açúcares da fruta em cidra de etanol e, em uma segunda etapa de fermentação, o etanol é transformado em ácido acético – conhecido popularmente pelo nome de vinagre.

O vinagre de maçã é antioxidante?

Os antioxidantes contribuem para combater o envelhecimento de nossas células e prevenir o desenvolvimento de doenças.

No processo de emagrecimento também podem ser úteis ao melhorar a resposta anti-inflamatória.

O vinagre de maçã possui em sua composição compostos considerados antioxidantes, como polifenóis e uma diversidade de ácidos.

Porém, as explicações para os mecanismos de ação e efeitos desses compostos do vinagre de maçã ainda são sugestões, não podendo ser feitas alegações em relação a saúde.

O vinagre de maçã auxilia a diabetes?

Entende-se por glicemia o “nível de açúcar” que circula em nosso sangue, e após uma refeição, ela costuma se elevar.

Em pessoas com diagnóstico de diabetes, a digestão e absorção do açúcar está prejudicado e a glicemia se mantém elevada de forma crônica, trazendo complicações de curto e longo prazo, representando riscos à saúde cardiovascular e qualidade de vida.

 O vinagre de maçã, assim como outros vinagres, parece ter efeitos sobre o metabolismo do açúcar no organismo.

Efeitos positivos sobre a hiperglicemia já foram observados com a uso de uma colher de sopa de vinagre de maçã diluído em água, bebido antes do almoço e do jantar.

As hipóteses apontadas para esse efeito incluem ação sobre a velocidade do esvaziamento gástrico, tornando-o mais lento, e melhora da sensibilidade à insulina, que é o hormônio que carrega a glicose para dentro das nossas células.

 Esses efeitos podem ser positivos ao auxiliar na prevenção e tratamento da diabetes, isto quando combinado a outras orientações e prescrições feitas pelo profissional de saúde que o acompanha, assim como pela sua nutricionista.

Vinagre de maçã emagrece?

O vinagre de maçã e de outras frutas demonstram efeitos sobre a digestão e absorção dos açúcares, podendo ser benéfico na regulação da insulina e gorduras corporais.

Porém, sabe-se que o emagrecimento é resultado de um conjunto de hábitos saudáveis, incluindo alimentação e atividade física, que promovem um balanço energético negativo, isto é – gasta-se mais calorias do que se consome.

Por isso, não podemos fazer a alegação de que o vinagre de maçã leva ao emagrecimento.

Vinagre e redução do sódio

Molhos industrializados costumam apresentar um elevado teor de sódio, um nutriente que quando consumido em excesso está relacionado ao aumento da pressão arterial.

O excesso de sódio também pode levar à retensão hídrica, agravando sinais de inchaço.

Para temperar a comida e não abusar do sódio, recomenda-se o uso de temperos naturais como orégano, manjericão, alho, pimenta, alecrim, entre outros.

Nesse sentido, o vinagre também pode ser uma opção para temperar as preparações, auxiliando você a reduzir a adição de sal nas preparações e evitar os molhos industrializados.

Quais os riscos relacionados ao vinagre de maçã

Alguns estudos apontam para efeitos adversos com o uso do vinagre de maçã.

Sobre a saúde dental, o vinagre pode danificar o esmalte dos dentes e aumentar a hipersensibilidade quando consumido em quantidades muito maiores do que o recomendado.

Se você sofre com gastrite ou refluxo gastroesofágico também é preciso observar sinais e não abusar.

Ainda faltam informações em relação a riscos a longo prazo, o que também indica a necessidade de mais pesquisas sobre o uso seguro do vinagre de maçã.

Considerações finais

O vinagre é um ingrediente muito tradicional que chamou atenção por alegações que prometem emagrecimento.

Porém, não há evidências que sustentem a indicação de uso para esse fim.

Quanto a outros benefícios, o uso do vinagre como tempero culinário pode auxiliar na redução do consumo de outros ingredientes ricos em sódio, nutriente que quando consumido em excesso relaciona-se com aumento da pressão arterial, que leva ao maior risco de doenças cardiovasculares.

A ação antioxidante do vinagre de maçã se assemelha a de outros vinagres, pois a propriedade é relacionada ao ácido acético.

Os principais efeitos do vinagre de maçã para a saúde tem sido relacionados a melhora na resposta de absorção da glicose após refeições.

A hiperglicemia está associada ao maior risco de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes mellitus e dislipidemias. A resposta sobre a glicemia é modesta e precisa ser melhor investigada.

Em conclusão, a adição de vinagre a uma refeição como almoço ou jantar pode melhorar a digestão e absorção de glicose, podendo auxiliar modestamente na prevenção e tratamento de complicações de saúde como a diabetes.

Mas se o objetivo é emagrecimento, a recomendação segue sendo adoção de uma alimentação saudável e equilibrada, prática de atividade física e adoção de demais hábitos saudáveis.

Referências:

Launholt TL, Kristiansen CB, Hjorth P. Safety and side effects of apple vinegar intake and its effect on metabolic parameters and body weight: a systematic review. Eur J Nutr. 2020;59(6):2273-2289. doi:10.1007/s00394-020-02214-3

Johnston, C. S., & Buller, A. J. (2005). Vinegar and peanut products as complementary foods to reduce postprandial glycemia. Journal of the American Dietetic Association, 105(12), 1939-1942.

Café Verde: benefícios, usos, riscos e dosagem

Reconhecido por seu sabor, perfume e composição rica em antioxidantes o café é uma das bebidas mais populares do mundo depois da água.

Seu consumo, que já é bastante popular, está se tornando cada vez mais difundido inclusive através de novos produtos incluindo blends (combinação de tipos diferentes de grãos) e manipulação de suplementos dietéticos.

O café verde é uma forma de fruto de café cru, não torrado, não processado e natural, que tem atraído atenção especialmente por suas propriedades associadas a melhora da pressão arterial, perfil de gorduras e regulação da glicemia.

O café é considerado um alimento funcional por conta de suas propriedades antioxidantes, é reconhecido por impactar positivamente a saúde com seus efeitos preventivos, especialmente pela presença compostos como a cafeína, o ácido clorigênico e o ácido cafeico.

Nesse artigo você vai ler sobre essas propriedades e sua relação com emagrecimento.

O que é o café verde?

O café verde é obtido tradicionalmente a partir do processamento úmido ou seco da fruta do café (cereja).

Os principais componentes dos grãos de café verdes são polissacarídeos, proteínas e gorduras, enquanto os componentes menores são cafeína, trigonelina, ácido clorogênico, açúcares simples (especialmente sacarose) e aminoácidos livres.

Essa combinação de compostos influencia as características da bebida e também a sua composição nutricional.

A cafeína é um componente importante na formação do aroma amargo característico do café.

A sacarose é o carboidrato simples mais comum nos grãos de café verde e contribui para o desenvolvimento da cor escura, odor e sabor típicos após passar pelo processo de torrefação, assim como as proteínas.

Potássio, fósforo, sódio, magnésio, cálcio, enxofre são minerais que também são encontrados em diferentes proporções no café verde e apresentam efeitos na prevenção de doenças.

Benefícios do café

O café é habitualmente consumido em diferentes horários do dia, entre as refeições, ao redor de todo o mundo.

O hábito de consumir café tem sido associado a menor risco de mortalidade e de desenvolvimento de doenças degenerativas, progressivas e crônicas, incluindo doença de Alzheimer, doença de Parkinson, diabetes tipo 2 e doença cardíaca coronária.

Café verde e sua influência na regulação da glicose no sangue.

Para ter boa saúde, precisamos absorver e metabolizar o açúcar que consumimos através da alimentação, a fim de obter energia.

Através de processos da digestão, incluindo ação de um hormônio chamado insulina, conseguimos manter a circulação de açúcar no sangue em níveis que não prejudicam nosso corpo.

Quando os níveis de açúcar no sangue (glicemia) se mantém altos por algum desajuste metabólico e de forma crônica, é o que chamamos de diabetes mellitus.

 O café verde parece ter efeitos sobre o nível de glicose no sangue.

Isto porque ácido clorogênico desempenha um papel importante na homeostase da glicose como bem como na redução do estresse oxidativo.

Na forma de extratos ou blends (mistura) com café verde e torrado, o consumo tem sido associado a redução da glicemia (medida em curto tempo após consumo da bebida) e perda modesta de peso corporal, podendo auxiliar, junto de uma alimentação equilibrada, prática de atividade física e adoção de hábitos saudáveis, na prevenção de doenças como diabetes tipo 2.

Café verde e efeito sobre os lipídios do sangue (colesterol e triglicerídeos)

A suplementação de extrato de grão de café verde em pacientes considerados com excesso de peso pelo índice de massa corporal que apresentavam doença hepática gordurosa não alcoólica demonstrou ter um efeito positivo nas enzimas hepáticas, resistência a insulina e metabolismo de glicose e lipídios.

Há relatos que esses efeitos benéficos do extrato do grão de café verde são por conta das propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Os efeitos benéficos sobre os níveis de gorduras no sangue são observados mesmo que sem alteração de peso.

Café verde e efeito antioxidante

O café é uma bebida complexa composta de muitos compostos bioativos. Entre eles, a cafeína e o ácido clorogênico são compostos responsáveis pela ação antioxidante do café verde.

O que isso significa? A ação antioxidante corresponde a capacidade de combater outras substâncias associadas a danos às nossas células levando ao desequilíbrio do organismo e desenvolvimento de doenças.

Por isso, o consumo habitual de alimentos antioxidantes, com diferentes nutrientes combinados, são importantes para se ter boa saúde.

Café verde e efeito na pressão arterial

Muitas doenças estão relacionadas à produção excessiva de substâncias que agridem nossas células e relaciona-se com doenças cardiovasculares, como diabetes, hiperlipidemia, hipertensão e obesidade.

Os antioxidantes que combatem esses danos estão presentes especialmente em em frutas, vegetais, grãos, secos legumes, chocolate e bebidas como chá, café ou vinho.

Por isso a importância de se ter uma alimentação variada e equilibrada.

O ácido clorogênico é um dos antioxidantes do grupo polifenol e o café verde é uma das fontes mais rica desse composto.

O ácido clorogênico têm sido relacionado á redução das pressões sanguíneas sistólica e diastólica.

Esse efeito tem sido semelhante em estudos que comparam o café preto e o café verde.

Café verde Emagrece?

O café verde tem influência sobre o peso corporal, mas são necessários mais estudos avaliando esse resultado a longo prazo em pessoas e em qual forma é mais adequada (extratos ou instantâneos).

Sabemos que além da perda de peso, o processo de emagrecimento envolve a redução de gordura corporal.

O que, entre muitos fatores, depende também da regulação da glicemia e dos níveis de gordura.

Têm sido demonstrado que os compostos do café verde apresentam benefícios sobre o metabolismo de açúcar e gordura, o que parece contribuir para a diminuição da gordura visceral e peso corporal.

Qual a indicação de quantidade?

Além de buscar uma alimentação variada e equilibrada em nutrientes, a ingestão de 3 a 4 xícaras de café verde tem sido indicada para se obter benefícios à saúde com esse produto.

É importante se atentar às quantidades de cafeína consumida através de outros alimentos além do café.

O tipo de café e modo de preparo também podem influenciar no teor de cafeína, o café verde apresenta valores um pouco maiores de cafeína que o café preto.

A recomendação geral é que não se exceda a dose segura de no máximo 400 mg de cafeína ao dia para pessoas saudáveis.

Mulheres grávidas e lactantes tem recomendação de consumir menos, até 200 mg de cafeína ao dia.

Riscos

O consumo excessivo de cafeína por fazer com que surjam efeitos adversos tais como dor de cabeça, náusea, entre outros.

A dose eficaz e confiável para o consumo de café verde ainda precisa ser mais explorada a longo prazo.

Considerações finais

Neste artigo entendemos que o café verde pode auxiliar na redução da pressão arterial em hipertensos leves, proporciona perda de peso corporal modesta e diminui os níveis de glicemia no período pós-prandial (após refeição).

Esses efeitos podem ser muito benéficos na prevenção e também tratamento de algumas complicações de saúde quando combinado a um estilo de vida ativo e saudável.

Referência

Sanlier N, Atik A, Atik I. Consumption of green coffee and the risk of chronic diseases. Crit Rev Food Sci Nutr. 2019;59(16):2573-2585. doi:10.1080/10408398.2018.1461061

Caralluma fimbriata: benefícios, usos, riscos e dosagem

O que é a Caralluma fimbriata?

A Caralluma fimbriata é conhecida na Índia por “alimento da fome”, especialmente por seu efeito supressor de apetite.

A Caralluma fimbriata é um cacto suculento, comestível que pertence a família Asclepiadaceae.

Ela cresce selvagem em toda a Índia e também é plantada como um arbusto à beira da estrada e como marcador de limite em jardins.

No ocidente, o uso da Caralluma tem sido especialmente a partir de extratos da planta.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe desde dezembro de 2010 o comércio de Caralluma.

A importação, fabricação e comércio da substância está suspensa desde então.

De acordo com Anvisa, nenhum produto com Caralluma está regularizado no país, pois não há provas de sua segurança e eficácia.

Apesar disso, por não se tratar de uma medicação controlada, fórmulas manipuladas de Caralluma fimbriata, como os suplementos dietéticos, têm sido vendidas em farmácias autorizadas pela Anvisa quando acompanhadas de prescrição médica, especialmente para tratamentos envolvendo perda de peso, por conta de seus efeitos sobre o apetite.

Qual a relação entre apetite e emagrecimento?

A ingestão de energia (calorias) maior que o gasto de energia costuma levar ao ganho de peso.

A ingestão de calorias está sujeita a uma ampla gama de influências, que inclui o apetite, sinais gástricos como distensão do estômago, sinais químicos da mucosa gástrica e também regulação de gorduras e açúcar transportados pelo sangue.

Além de estratégias que visam o aumento do gasto de energia e o cuidado com a ingestão de alimentos nutricionalmente equilibrados, o controle do processo complexo que envolve o apetite também pode ser útil no processo visando emagrecimento. 

O apetite regula o desejo do corpo por comida por meio de um complexo processo biológico projetado para satisfazer a necessidade do corpo por energia, proteína, gordura, carboidratos e outros nutrientes.

O apetite, portanto, tem um papel muito importante na regulação do peso. Inclusive, o apetite aumentado é um sinal observado em pessoas com diagnóstico de transtornos alimentares, como alimentação noturna ou transtornos de comer compulsivo, que podem ser agravantes da obesidade.

Existem suplementos dietéticos que regulam o apetite?

Por conta da influência do apetite sobre a ingestão de alimentos e, por consequência, de calorias, alguns tratamentos que objetivam perda de peso incluem medicamentos, prescritos por médicos, para atuar suprimindo o apetite.

Esses medicamentos muitas vezes apresentam efeitos adversos, o que é um dos motivos que influência o interesse na pesquisa e procura por terapêuticos mais naturais.

Nesse sentido, os medicamentos a base de plantas, conhecidos como fitoterápicos, têm sido considerados como uma opção.

É importante lembrar que mesmo quando um medicamento é à base de plantas, recomenda-se que a indicação do tratamento e prescrição seja feita por um profissional de saúde capacitado em fitoterapia que acompanha o paciente.

Certas ervas, já utilizadas há muito tempo por povos tradicionais, têm sido alvo de pesquisas por seus efeitos supressores de apetite e têm sido manipuladas na forma de suplementos dietéticos. 

Caralluma Emagrece?

Alguns estudos referem que em grupos de pacientes que utilizaram a Caralluma houve redução na quantidade ingerida de alimentos ricos em açúcares e gorduras, que quando consumidos em excesso podem estar relacionados ao ganho de peso e também desenvolvimento de outras complicações de saúde.

É importante lembrar que orientações nutricionais que propõe redução no consumo excessivo de calorias, açúcares, gorduras trans e saturadas pode favorecer o consumo de alimentos mais completos nutricionalmente e auxiliar no tratamento que visa perda de peso ou melhoras da saúde.

Outro achado deste estudo é o de diminuição da circunferência abdominal, ainda que não se tenha observado redução no peso total.

Infelizmente, esses estudos envolvendo pessoas até o momento são bastante escassos para que se possa fazer generalizações e afirmar eficácia para emagrecimento.

Existem riscos no consumo de Caralluma?

A ação da Caralluma sobre o apetite tem sido atribuída a um composto chamado “glicosídeos pregnano”.

Porém, não estão claros quais os mecanismos e efeitos metabólicos da Caralluma ao agir sobre o apetite.

E por conta dessa falta de clareza devemos considerar possíveis riscos e ser cuidadosos com o uso.

Dessa forma, se você está considerando o uso do suplemento dietético com base nessa planta, é importante procurar um profissional de saúde especializado em fitoterapia para ter a melhor indicação e recomendação para o seu caso.  

Referências

Astell KJ, Mathai ML, McAinch AJ, Stathis CG, Su XQ. A pilot study investigating the effect of Caralluma fimbriata extract on the risk factors of metabolic syndrome in overweight and obese subjects: a randomised controlled clinical trial. Complement Ther Med. 2013;21(3):180-189. doi:10.1016/j.ctim.2013.01.004

Kuriyan R, Raj T, Srinivas SK, Vaz M, Rajendran R, Kurpad AV. Effect of Caralluma fimbriata extract on appetite, food intake and anthropometry in adult Indian men and women. Appetite. 2007;48(3):338-344. doi:10.1016/j.appet.2006.09.013

Cactínea: benefícios, usos, riscos e dosagem

A Cactínea, ou Opuntia ficus-indica, é uma espécie de cacto que possui um fruto, o tabaibo.

A Cactínea, é também popularmente conhecida por Figueira da Índia em Portugal Continental e por Tabaibeira na ilha da Madeira.

No Brasil, conhecemos pelo nome de Palma Forrageira.

Essa planta é nativa da América latina desde o México até a Colômbia, e foi posteriormente introduzida na bacia do Mediterrâneo, especialmente nas ilhas da Macaronésia, Austrália, África do Sul, EUA Ocidental, Caraíbas, Ásia temperada, Seychelles e Havaí.

A composição nutricional de diversas partes dessa planta apresenta compostos benéficos para a saúde, podendo ser considerados como um alimento funcional.

Neste artigo você conhecerá as  propriedades da Cactínea e sua aplicação na nutrição, no tratamento e na prevenção de doenças.  

Cactínea, como reconhecer?

A Opuntia ficus-indica é um cacto suculento, ramificado, com ramos verdes achatados, variando de densamente espinhosos até desprovidos de espinhos. As folhas são muito pequenas e achatadas.

As flores são hermafroditas, com pétalas amarelas ou amarelo-alaranjadas. Os frutos, tabaibos, podem ser brancos, amarelos, roxos e vermelhos.

A Cactínea floresce duas vezes ao ano, uma na primavera e outra no princípio do outono, requerendo uma temperatura superior a 20ºC durante o período diurno para um desenvolvimento otimizado.

Seus extratos têm sido comercializados em formas farmacêuticas, sendo encontrados também nas formas de chá, geleia, sumo e óleo.

Cactínea emagrece?

Muitos suplementos alimentares prometem perda de peso, porém essas alegações muitas vezes não estão comprovadas.

No caso da Cactínea, os suplementos dietéticos que têm sido investigados não demonstram efeitos que contribuam diretamente para a perda de peso.

Algumas mudanças positivas sobre o metabolismo, com o seu uso, têm sido observadas, como por exemplo: redução da pressão arterial (pressão arterial sistólica e diastólica), do colesterol total, do “colesterol ruim” (lipoproteína de baixa densidade (LDL) e nos triglicerídeos.

Resultados sobre o açúcar no sangue (glicemia), também têm sido observados, como atenuação dos picos de glicemia após as refeições. 

Dessa forma, não existe comprovação do efeito direto da Cactínea sobre a perda de peso, mas efeitos indiretos como a diminuição da concentração de insulina na circulação e melhora no perfil de gorduras do sangue poderiam contribuir para o processo de emagrecimento – quando prescrita por profissionais de saúde e combinada a outros hábitos e estilo de vida saudável. 

Quais são as propriedades funcionais da Cactínea?

A Cactínea apresenta alto teor em compostos bioativos, como polifenóis, betalaínas, carotenoides, vitamina C e sais minerais.

Outros nutrientes como fibras, ácidos graxos polinsaturados, aminoácidos, outras vitaminas, ferro, magnésio, cálcio e potássio também são encontradas nesta planta.

Esse perfil de nutrientes é responsável por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas, como também propriedades hipoglicêmicas, neuroprotetoras, anticancerígenas, entre outras. 

Além disso, subprodutos do seu extrato tem sido também utilizados com objetivo terapêutico no tratamento de gastrite, hiperglicemia, arteriosclerose e diabetes. 

Atualmente uma diversidade de produtos são comercializados como chá, geleia, sumo e óleo, que é extraído das sementes do fruto. A fabricação de produtos farmacêuticos com a Opuntia ficus-indica é utilizada para o tratamento de doenças urinárias e das vias respiratórias. Seu uso também é empregado em produtos diuréticos por conta de menor potencial para efeitos adversos em comparação a algumas medicações não naturais. 

Propriedades antioxidantes

As plantas normalmente apresentam compostos que quando inseridos na dieta humana conferem uma série de benefícios à saúde por conta de seu papel antioxidante. 

A Opuntia ficus-indica apresenta diversos compostos fenólicos em toda a parte da planta.

Os compostos fenólicos são um grupo de antioxidantes presentes nas plantas que contribuem para a prevenção de processos inflamatórios, de doenças cardiovasculares, de doenças neurodegenerativas, diminuição dos níveis de colesterol, propriedades anticancerígenas, entre outros, quando consumimos em nossa alimentação. 

Uma série de doenças como diabetes tipo 2 sofrem por conta do estresse oxidativo, que podemos simplificar como um processo de envelhecimento das nossas células.

O que as substâncias antioxidantes fazem, é tentar combater outras substâncias que temos contato e que agridem nossas células, levando ao envelhecimento e maior predisposição à doenças.

A casca do fruto tabaibo contém grandes quantidades de um antioxidante o qual se atribui diversos efeitos terapêuticos, como a defesa contra o câncer ;  proteção do sistema cardíaco;  fortalecimento da pele e redução dos processos inflamatórios.

Devido sua composição nutricional, os principais  benefícios da Opuntia ficus-indica estão associados às suas propriedades antioxidantes e de eliminação de radicais livres.

 Opuntia ficus-indica na Nutrição

A  Opuntia ficus-indica tem sido combinada à dieta mediterrânea como alimento funcional na prevenção e tratamento de determinadas doenças.

A dieta mediterrânea caracteriza-se por um padrão alimentar que predomina o consumo de frutas, verduras, grãos integrais, carnes e lácteos magros, oleaginosas e óleos vegetais.

O uso dos extratos presentes no cacto da Opuntia ficus-indica tem sido associado a benefícios terapêuticos sobre complicações de saúde como a síndrome metabólica (incluindo diabetes tipo 2 e obesidade), esteatose hepática não alcoólica, reumatismo, isquemia cerebral, cancro e infeções bacterianas e virológicas.

Além do uso terapêutico, os extratos podem ser empregados como uma fonte alternativa de corantes naturais e nutrientes, através do fornecimento de betalaínas, e de aminoácidos, vitaminas, fibra e proteínas, respetivamente, sendo um alimento com grandes potencialidades tanto para o consumidor como para a indústria alimentar, na substituição de corantes artificiais.

A viabilidade de inserir subprodutos de Opuntia ficus-indica no mercado desperta interesse por conta de seu valor nutricional. O teor de fibra alimentar e de compostos bioativos, instiga pelo potencial de introduzir maior valor nutricional em alimentos ou mesmo, aplicar em embalagens que possam aumentar o tempo de validade dos produtos.

O uso da Cactínea apresenta riscos?

Pouca informação está disponível sobre efeitos adversos relacionados ao uso de produtos da Opuntia ficus-indica.

Até o momento, o relato de efeito adverso refere-se a uma baixa obstrução do cólon, que foi atribuída ao consumo de sementes do fruto do tabaibo.

Considerações finais

A Cactínea, Opuntia ficus-indica, tem sido alvo de interesse por conta de sua composição nutricional responsável por sua ação biológica benéfica no organismo.

A composição de extratos de várias partes desta planta, apresenta efeitos antioxidantes.

As principais atividades terapêuticas da Opuntia ficus-indica mostram potenciais reguladores sobre o metabolismo de gorduras e açúcar circulantes no sangue, o que pode ser importante na prevenção e tratamento de doenças como diabetes ou dislipidemia.

Apesar desses efeitos sobre o metabolismo de gordura e açúcar, os extratos de Opuntia ficus-indica não podem ser caraterizados como um produto para emagrecimento ou tratamento da obesidade, por falta de evidências que aleguem tal aplicação.

Os seus benefícios à saúde devem ser atribuídos às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Ainda são necessários mais estudos para aprofundar os conhecimentos sobre as atividades e potenciais do seu uso terapêutico para tratamento e prevenção de doenças.

Quanto aos riscos para a saúde, existe pouca informação disponível.

O relato  sobre uma baixa obstrução do cólon atribuída ao consumo de sementes do fruto do tabaibo, merece atenção quanto ao uso sem recomendação por profissional da saúde.

Referência:

Teixeira, Joana Catarina SousaO valor nutricional de opuntia ficus-indica e vantagens da sua introdução na dieta mediterrânea. MONOGRAFIA REALIZADA NO ÂMBITO DE MESTRADO INTEGRADO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS. Coimbra,2014

ABDEL-HAMEED, E., NAGATY, M., SALMAN, M., BAZAID, S. Phytochemicals, nutritionals and antioxidant properties of two prickly pear cactus cultivars (Opuntia ficus indica Mill.) growing in Taif, KSA. Food Chemistry, (2014). 160, 31– 38  

Laranja Amarga, ou citrus aurantium: benefícios, usos, riscos e dosagem

O citrus aurantium, ou Laranja Amarga é considerada um medicamento fitoterápico e suplemento dietético.

Medicamentos fitoterápicos, segundo a Resolução da Diretoria  Colegiada  (RDC)  nº  26  de  13/05/2014 são todos os produtos obtidos a partir de matérias primas ativas em plantas.

Alguns desses medicamentos fitoterápicos têm sido utilizados em terapêuticas que visam perda de peso por conta de suas ações sobre a modulação de apetite, efeito termogênico – aumento do metabolismo e “queima de gorduras”-  efeitos benéficos sobre gorduras no sangue e também ação antioxidante.

A variedade de matérias primas dos medicamentos fitoterápicos e suas diferentes características químicas e farmacológicas ainda estão sob investigação da ciência.

Nesse artigo, você vai descobrir o que sabemos sobre o uso da Laranja Amarga, na busca por emagrecimento.

O que é a laranja amarga? (Citrus aurantium)

A laranja amarga é também conhecida pelos nomes de laranjeira  cavalo,  laranjeira  azeda  ou  laranjeira  de  Sevilha, e pertencente  à  família Rutaceae.  Sua origem é asiática: historicamente  a  laranja  amarga  era  utilizada  na  medicina  tradicional  chinesa.

Popularmente, a planta passou a ser utilizada em  uma  variedade  de  aplicações  clínicas como  medicamento ou  suplemento  dietético.

Suas  folhas,  flores,  frutos  e  sementes  têm  sido  usados  na medicina  popular  como  antiescorbútico,  antiespasmódico,  anti- hemorrágico,  apetitivo, colagogo,  cosmético,  digestivo,  febrífugo,  hipnótico,  sedativo,  tônico  e  vermífugo.

A casca é a parte do fruto mais utilizada como fitoterápico devido suas  propriedades  funcionais  e  de  sabor.

As  folhas  e  os  ramos  produzem  essências aromáticas  e  infusões  sedativas,  aconselhadas  para  pessoas  nervosas. 

As  flores também apresentam, dentre outras ações, a sedativa e anti-espasmos.

Sua  polpa  é  tônica  e  alcalinizante,  o  que  torna favorável  para  pessoas  com  problemas  hepáticos;  porém  existe recomendação de cautela na ingestão por alguns grupos de pessoas, como as que possuem diagnóstico de diabetes.

Laranja amarga emagrece?

Existe um grande interesse por substâncias naturais que auxiliam na perda de peso.

No caso da laranja amarga, os resultados ainda são controversos.

Além das propriedades citadas anteriormente, o principal composto ativo da laranja amarga chama-se sinefrina.

A sinefrina, desde  1927,  tem sido utilizada como um produto farmacêutico, especialmente por se tornar uma alternativa a outra substância que demonstrou ações prejudiciais ao sistema cardiovascular e foi proibida em suplementos alimentares.

A sinefrina apresenta ação estimulante com propriedades similares à cafeína, podendo agir sobre o aumento do metabolismo, do gasto energético e modulação do apetite.

Por isso, tem se atribuído à laranja amarga o efeito para promover emagrecimento.

Além desse composto isolado, outros compostos presentes na laranja amarga seriam responsáveis por seus efeitos sobre a taxa de metabolismo  metabolismo   basal   e de “queima de gordura” corporal, como é o caso de compostos antioxidantes.

A presença de antioxidantes no extrato puro da laranja amarga pode contribuir para o processo de emagrecimento ao suprimir a formação de novas células de gordura e regular o estado  inflamatório no organismo.

Considerando o emagrecimento como um processo complexo que envolve alterações da composição corporal, e não apenas do peso, os resultados com o uso do extrato de laranja que têm sido registrados em estudos, são modestos.

O que nutricionistas e especialistas em saúde compreendem é que se combinado a outras estratégias, como dieta equilibrada e exercício físico, a suplementação com extrato de laranja amarga poderia  auxiliar na perda de peso – com a vantagem de não provocar efeitos adversos em curto prazo, como poderia ocorrer com o uso de medicações sintéticas.

Mas, infelizmente, são poucas as evidências, em humanos, que confirmam categoricamente sua ação benéfica sobre ingestão de alimentos, apetite e composição corporal.

A laranja amarga apresenta algum risco?

As informações sobre o C.  aurantium ainda são poucas, especialmente no que se refere aos possíveis efeitos sobre o sistema cardiovascular.

Apesar do teor de antioxidantes presentes no C. aurantium, normalmente relacionados com a prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, ainda há insegurança quanto a produtos que contém sinefrina, especialmente quando combinados a outros compostos como a cafeína, o que têm sido  relacionado a efeitos negativos sobre a pressão arterial e a frequência cardíaca em seres humanos.

Em curto prazo e baixas doses, não há registros de toxicidade e efeito teratogênico (testes em animais).

Porém, faltam estudos que respondam sobre o uso desse suplemento a longo prazo.

Assim como alguns estudos negam efeitos adversos (em testes envolvendo animais), outros observam efeitos prejudiciais à saúde cardiovascular.

A parte, existem registros de denúncias ao órgão de fiscalização de drogas e alimentos americano (FDA) entre os anos de 2004 e 2009, associando efeitos adversos envolvendo produtos para a perda de peso contendo C. aurantium.

Dessa forma, a recomendação é muito controversa.

Questiona-se a qualidade dos suplementos utilizados, a forma de administração, a apresentação, a dose testada e combinação com outras substâncias. Sem estas respostas e reprodutibilidade dos estudos, é difícil fazer uma generalização dos resultados e recomendação. 

No Brasil, o extrato da laranja amarga está presente em diferentes produtos dietéticos, suplementos alimentares e compostos manipulados em farmácias magistrais.

A associação do C.  aurantium (sinefrina)  em  suplementos com outros compostos pode levar a efeitos adversos,  por  isso é muito importante que a prescrição desse produto seja realizada por profissional habilitado, seu nutricionista ou médico.

A laranja amarga tem sido alvo de estudos por conta de sua composição e possíveis efeitos benéficos sobre o processo de emagrecimento.

Conclusão:

Apesar de ser uma matéria prima natural, é necessário cuidado com o uso de produtos da laranja amarga, isso porque a indicação de dose, tempo e forma de utilização ainda não estão bem esclarecidas.

São necessários mais estudos investigando seus benefícios e riscos para a saúde, inclusie a longo prazo.

Apesar do principal componente, a sinefrina, não demonstrar efeitos prejudiciais ao sistema cardiovascular em curto prazo e baixas doses, sua associação com outras substâncias como a cafeína geram insegurança.

Por isso, é importante que a indicação desse fitoterápico seja avaliado individualmente, junto de um(a) profissional capacitado(a), sem esquecer que é preciso incluir hábitos para um estilo de vida saudável, que inclui prática de atividade física e dieta balanceada.

Referencia: OLIVEIRA,TWN et al.Laranja Amarga (Citrus aurantium) no tratamento da obesidade.

RSC online, 2017; 6(1): p114-126.

Hibisco: benefícios, usos, riscos e dosagem

O uso de plantas com fins terapêuticos é muito antigo: data desde a pré-história! A combinação do chá de Hibisco com alimentos que compõe a dieta tem sido divulgada como uma estratégia para alcançar resultados sobre o controle da pressão do sangue e também auxiliar ao emagrecimento.

Outros efeitos benéficos sobre a saúde como redução do colesterol ruim, prevenção de doenças no fígado, diabetes, doenças cardiovasculares e sua função diurética também tem sido estudados e bastante divulgados. 

Os efeitos benéficos do Hibisco são atribuídos especialmente devido seu poder antioxidante. 

Neste texto, você vai entender mais sobre as possíveis ações do hibisco sobre a saúde e também conhecer formas de consumir esse poderoso antioxidante na forma de chá. 

Conhecendo a planta

Existem mais de 300 espécies de hibisco (Hibiscus sp.) que estão distribuídas em regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo.

Grande parte das espécies são utilizadas com finalidade decorativa, como é o caso do Hibiscus rosa-sinensis, mas também há espécies utilizadas com objetivo terapêutico. 

Muitas espécies como H. sabdariffa L, apresentam propriedades medicinais, o nome mais popular é hibisco, mas também pode ser conhecido por hibiscus, rosela, groselha, azedinha, quiabo azedo, caruru-azedo, caruru-da-guiné e quiabo-de-angola, além de receber outros nomes como cardadé, rosa da Jamaica, té de Jamaica (espanhol); red sorrel ou Jamaica sorrel (inglês); cardade (italiano); afrikanische malve (alemão) ou roselle (francês). 

Essa espécie de planta é nativa do continente africano e está amplamente distribuída nas regiões tropicais e subtropicais do globo terrestre.

No Brasil, sabe-se que a planta foi introduzida pelos povos afrodescendentes. 

O cálice é parte mais importante do hibisco porque a partir dele podem ser preparados diversas receitas de alimentos e bebidas. 

Além da apresentação in natura e de seu uso na forma de chá, o hibisco vem atraindo a atenção das indústrias de alimentos, que passaram a explorar sua aplicação em outros produtos como bebidas e formas farmacêuticas, além de outras possibilidades de uso desse ingrediente vegetal como matéria-prima para elaboração de alimentos e como fonte natural de corantes. 

Apesar disso, esse artigo focará em estudos que avaliaram o hibisco a partir do preparo do chá. 

O que são antioxidantes? 

O hibisco é conhecido por seu poder antioxidante, mas o que isso significa? Antioxidantes são substâncias que, quando presentes nos alimentos ou no corpo, apresentam uma ação protetora, que atrasa ou impede o envelhecimento celular e, por consequência, pode ser um aliado na prevenção de doenças. 

A ação antioxidante do hibisco é associada aos benefícios sobre redução do inchaço corporal por retenção de líquidos e redução da gordura corporal acumulada na região do abdômen e quadril. 

Hibisco emagrece?

Emagrecer é diferente de perder peso, porque emagrecer visa preservar a massa muscular e perder massa gorda, ao contrário de perder indiscriminadamente.

O excesso de gordura corporal é um desequilíbrio causado pelo consumo de calorias em excesso e pouco gasto em atividades físicas.

Por isso, para perder gordura corporal, é recomendado a combinação de exercício físico e dieta de baixa calória. 

A inserção do chá de hibisco na dieta pode ser uma escolha interessante porque alguns estudos demonstram o menor acumulo de gordura a partir do uso dessa planta. 

Apesar de não se ter comprovação exata de qual substância ou mecanismo responsável, o chá de hibisco tem sido relacionado ao menor acúmulo de gordura na região abdominal e quadril.

A concentração de substâncias antioxidantes, tais quais os flavonoides presentes no chá, são explicações possíveis para esse efeito. 

Emagrecimento e ação anti-inflamatória do hibisco 

O processo de emagrecer pode envolver a mobilização de algumas toxinas em seu corpo, isto porque as células de gordura servem de reservatório para toxinas que você foi exposto.

Com a perda de gordura, algumas dessas substâncias voltam a circular na corrente sanguínea, podem levar a um processo que conhecemos como inflamatório.

Essa inflamação pode prejudicar seus sistemas, agravar inchaços e retardar o processo de emagrecimento. 

Combinar alimentos fonte de antioxidantes em suas refeições ao longo do dia é uma forma de combater esses efeitos negativos.

Como já mencionamos, o chá de hibisco pode ser uma opção a ser incorporada dentro do planejamento diário, com a finalidade de oferecer ação anti-inflamatória por meio de seus antioxidantes. 

Efeito diurético 

Conforme mencionado, o processo de emagrecer também pode levar a inchaço corporal.

Os antioxidantes flavonoide quercetina e outros compostos – não tão bem determinados – do hibisco, são apontados como os responsáveis pela sua ação diurética, que leva ao aumento do volume e frequência urinária, impedindo a retenção de líquidos.

O efeito diurético pode favorecer a redução de medidas e também o processo de emagrecimento. 

Hibisco e nutrientes 

O cálice da flor utilizado para elaborar o chá de hibisco possui vitaminas do complexo B importantes para captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose.

As altas concentrações de vitamina B1 (tiamina) e B2 (riboflavina) contribuem para a saúde da pele, ossos e cabelos. 

Outra vitamina presente é a vitamina A, necessária para a visão, sistema imunológico, pele e saúde óssea.

Também podemos encontrar concentrações de vitamina C, nutriente relacionado a prevenção da baixa imunidade, doenças cardiovasculares, doenças relacionadas à visão e ao envelhecimento de pele. 

Outros nutrientes identificados no chá são o cálcio, magnésio, niacina, riboflavina, ácidos como o tartárico, succínico, málico, oxálico, cítrico, além de quantidade significativa de fibras alimentares.

O chá possui também boas quantidades de ferro, que atua no transporte de oxigênio no organismo e previne problemas como anemia, dor de cabeça e cansaço. 

Controla o colesterol: 

As suas substâncias com ação antioxidante tem sido eficientes para combate do colesterol, isto porque os estudos indicam que o consumo do chá de hibisco auxilia na diminuição do colesterol ruim, LDL, e aumento do colesterol bom, HDL.

Por isso o chá de hibisco é uma opção interessante para pessoas que possuem problemas com níveis de colesterol. 

Controla a pressão arterial:

Os efeitos sobre o controle da pressão arterial tem sido reconhecidos pela diminuição da pressão.

Estudos atribuem aos flavonoides presentes na bebida, a ação sobre a pressão arterial, concluindo que o chá de hibisco ajuda a baixar a pressão arterial. 

Como consumir o chá 

O chá é a forma mais popular de consumo, produto da infusão da planta e água quente.

O ideal é que se aqueça 200 ml de água até a fervura, desligue o fogo e adicione 1 colher de chá rasa de flores de hibisco (o equivalente a 5 gramas).

Após, a infusão deve descansar em um recipiente com tampa por cerca de 3 a 5 minutos.

O consumo deve ser feito em seguida, a fim de não perder suas propriedades benéficas.

Recomenda-se que as flores não sejam levadas à fervura, porque é algo que também acarretar em perda das propriedades benéficas. 

Conclusões:

O consumo de plantas, através de chás, com fins terapêuticos é algo muito antigo na história da humanidade.

Os estudos sobre as substâncias presentes no preparo de chá de hibisco tem indicado que essa planta oferece importantes benefícios para a saúde por conta de seu poder antioxidante.

Quando combinado a uma alimentação variada e equilibrada, além de outros hábitos e estilo de vida saudável, pode contribuir com a redução da inflamação, beneficiar parâmetros de saúde cardiovascular e favorecer o processo de emagrecimento.

Para ter uma recomendação individualizada quanto ao preparo, quantidade e frequência ideal do consumo do chá, ou de outras opções como suplementos a base da planta, busque acompanhamento com um profissional de nutrição capacitado. 

Referências 

VIZZOTTO, M.; CASTILHO, P. M.; PEREIRA, M. C. Compostos bioativos e atividade antioxidante em cálices de hibísco (Hibiscus sabdariffa L.). Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2009. 

Lee YS, Yang WK, Kim HY, et al. Metabolaid® Combination of Lemon Verbena and Hibiscus Flower Extract Prevents High-Fat Diet-Induced Obesity through AMP-Activated Protein Kinase Activation. Nutrients. 2018;10(9):1204. Published 2018 Sep 1. doi:10.3390/nu10091204 

Gamboa-Gómez CI, Rocha-Guzmán NE, Gallegos-Infante JA, Moreno-Jiménez MR, Vázquez- Cabral BD, González-Laredo RF. Plants with potential use on obesity and its complications. EXCLI J. 2015;14:809-831. Published 2015 Jul 9. doi:10.17179/excli2015-186 

Gengibre: benefícios, usos, riscos e dosagem

O gengibre é uma planta com efeitos benéficos na prevenção e tratamento de algumas complicações de saúde, além de auxiliar em algumas estratégias de emagrecimento

Os efeitos do gengibre sobre a saúde tem sido relacionados a sua ação na regulação de gorduras no sangue, no controle das secreções hormonais como a insulina – hormônio responsável pelo ajuste do açúcar no sangue – pela prevenção do envelhecimento das células e especialmente, sua ação anti-inflamatória.

Além de propriedades terapêuticas, o gengibre é de uso corrente na culinária, como condimento. 

A seguir você vai encontrar informações sobre esse ingrediente, seus benefícios e opções de uso. 

O que é o gengibre? 

O nome Zingiber (gengibre) tem influência de uma palavra em sânscrito que significa “chifre”, referência ao seu formato, com caules retorcidos e protuberâncias ao redor em sua superfície. 

Essa planta aromática, apesar da aparência, não é uma raiz, mas sim um rizoma – tipo de tubérculo, como a batata. 

O gengibre é uma planta que cresce, preferencialmente, em clima úmido, a uma temperatura amena. 

As propriedades medicinais atribuídas ao gengibre refletem em seu uso terapêutico, que é muito antigo – estima-se que há mais de 3 mil anos seja usado como “remédio” para diversos problemas de saúde! 

Pode ser utilizado in natura em receitas de pratos culinários, sucos, chás, etc. Também pode ser encontrados em outros produtos, bem com em formas farmacêuticas. 

Origem do gengibre 

O gengibre é uma planta originária da Ásia, atualmente espalhada pelo mundo.

Assim como variadas especiarias, teve seu reconhecimento na Europa na época das grandes navegações e foi trazido das índias.

Sua introdução na América foi depois do descobrimento, tendo chegado e aclimatado ao Brasil no século XVI. 

Seu uso na fitoterapia 

Fitoterapia é uma técnica que estuda as funções terapêuticas das plantas e vegetais para prevenção e tratamento de doenças.

As plantas são conhecidas por serem fonte de compostos fitoquímicos que oferecem benéficos a saúde e poderiam também prevenir doenças.

Nesse sentido, o gengibre tem sido utilizado na prevenção e tratamento de diversas enfermidades.

Várias propriedades do gengibre já foram comprovadas em experimentos científicos, alegando suas atividades antiinflamatória, antiemética e antináusea, antimutagênica, antiúlcera, hipoglicêmica, antibacteriana, entre outras. 

Gengibre Emagrece?

Os compostos presentes no gengibre parecem contribuir para o processo de emagrecimento especialmente por conta de suas propriedades antioxidantes e termogênicas, como veremos a seguir: 

Gengibre é termogênico? 

Os alimentos termogênicos são aqueles que apresentam um maior nível de dificuldade em ser digeridos pelo organismo, fazendo com que esse consuma maior quantidade de energia e caloria para realizar a digestão.

A composição da dieta, dependendo da proporção de proteína, carboidrato e gordura também interfere no efeito termogênico dos alimentos.

Todos os alimentos gastam energia para serem digeridos, ou seja, têm a capacidade de aumentar a temperatura corporal e acelerar o metabolismo, podendo contribuir para a perda de gordura corporal quando combinados a outras estratégias de dieta e exercício físico.

Porém existem alguns alimentos que se destacam mais que os outros, pois induzem o metabolismo a trabalhar com ritmo acelerado, gastando assim, mais calorias.

Os condimentos são conhecidos por oferecer esse efeito mais prolongado, fazendo com que mais calorias sejam queimadas.

O Gengibre apresenta alto teor de um nutriente termogênico, o gingerol, que também é um estimulante do trato gastrointestinal quando consumido junto a preparações ricas em fibras, como por exemplo: sucos naturais de frutas e verduras, shakes de frutas, saladas e também na forma in-natura.

Quando o objetivo é emagrecimento, recomenda-se a prática de exercícios físicos e um planejamento alimentar com nutricionista, porque a ingestão exagerada desses alimentos pode não ser tão gratificante como esperado e, em exagero, provocar alguns desconfortos ou até complicações de saúde.

Vale ressaltar que o consumo desses alimentos não deve ser feito no período noturno para não prejudicar o sono.

O exagero no consumo desses alimentos pode levar ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, tontura, insônia e problemas gastrointestinais.

Hipertensos e indivíduos com problemas cardíacos devem ter cuidados aumentados, pois alguns desses alimentos fazem o coração trabalhar mais rápido.

Por causa da influência sobre o metabolismo, os termogênicos não devem ser ingeridos por quem sofre de problemas na tireoide. R

eforçamos que o nutricionista é o profissional mais capacitado para determinar, segundo as características de cada indivíduo, a quantidade correta para incluir esses alimentos na dieta, sem prejuízos. 

Gengibre e seus Antioxidantes 

A ação dos antioxidantes como auxiliar no processo de emagrecimento tem sido bastante explorada e, a princípio, seu benefício parece estar relacionado a sua ação anti- inflamatória.

O processo de emagrecimento pode levar ao estresse oxidativo, por isso, um planejamento dietético que inclua alimentos fonte de antioxidantes é necessário a fim de garantir saúde.

As plantas possuem compostos conhecidos como antioxidantes, dentre eles destacamos aqui os compostos fenólicos.

Presente em várias partes da planta, como nos frutos, sementes, folhas e raízes, alimentos e bebidas ricos em compostos fenólicos são altamente relacionados com uma redução na incidência de doenças crônico não- transmissíveis.

O gengibre é um ingrediente que apresenta compostos fenólicos, além de outros compostos com propriedades antioxidantes.

Outros nutrientes como vitamina B6, cobre, magnésio e potássio também estão presentes em grande quantidade, conferindo bons resultados sobre a imunidade, saúde da pele e cabelos. 

Formas de consumir o gengibre 

O gengibre pode ser inserido na alimentação in natura, ralado em pedaços sobre a salada ou frutas, em receitas doces e salgadas, conforme sua preferência e criatividade!

Também pode ser consumido em bebidas, através de água aromatizada com algumas rodelas, batido com suco ou em forma de chá. 

Conclusões 

Como você viu, o gengibre é um ingrediente que confere interessantes benefícios para a saúde quando inserido na dieta, por conta dos seus compostos antioxidantes.

O efeito termogênico também pode ser interessante para o emagrecimento quando incorporado a uma rotina de hábitos saudáveis.

Apesar de ser um produto natural, o consumo em excesso do gengibre pode causar desconfortos ou outras complicações de saúde, por isso, reforçamos a importância de orientações individualizadas.

Para definir qual a quantidade ideal a ser ingerida é essencial observar características pessoais, por isso, busque avaliação de um nutricionista para te auxiliar nesse planejamento.

O uso de gengibre na forma de suplementos também poderá ser indicado, quando recomendado, a partir de prescrição deste profissional. 

Referências: 

Josiely Paula de Sousa et. al. BREVE RELATO SOBRE OS EFEITOS TERAPÊUTICOS DO GENGIBRE (Zingiber officinale Roscoe) Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA DOI: http://dx.doi.org/10.31072. ISSN: 2179-4200 magalli2 Professora. Esp. Renata Petrucci Flumian2 ALIMENTOS TERMOGÊNICOS 

BENITES J.,CARDOSO J., CONTI T., MARTINS J., SONH V. Uso de alimentos termogênicos no tratamento da obesidade. Rio de Janeiro, junho de 2010.