Os chamados micronutrientes – vitaminas e minerais – são assim denominados pois apenas uma pequena quantidade ingerida diariamente já é suficiente para o bom desempenho do organismo e a manutenção da saúde. Apesar da quantidade pequena necessária, são substâncias essenciais para garantir o bom funcionamento dos nossos sistemas e sua deficiência pode causar desde doenças brandas e fáceis de controlar até questões mais sérias e que podem levar o indivíduo a falência de órgãos.

Porém, por diversos fatores que podem incluir doenças ou determinadas condições fisiológicas que afetam a sua absorção (diarreias frequentes, má absorção pelo sistema digestivo, desidratação, alterações no funcionamento dos rins, entre outros) ou por uma alimentação pobre nessas substâncias, pode ser que haja a necessidade da utilização de suplementos para suprir a necessidade de ingestão diária.

O magnésio e suas funções no organismo

                O magnésio é um mineral essencial para diversas funções no organismo, como respiração, produção de energia, composição dos ossos, regulação da pressão arterial, reparação muscular, entre outros.

                A deficiência de magnésio pode estar relacionada a problemas cardíacos, como arritmia e taquicardia e a uma maior propensão ao desenvolvimento de placas de ateroma nas artérias.1 Alguns estudos também apontaram uma alta prevalência de deficiência de magnésio em indivíduos diabéticos, relacionando essa deficiência com uma maior resistência à insulina.2

Nosso organismo necessita de, em média, 420mg de magnésio por dia. O magnésio pode ser encontrado principalmente nas folhas verde-escuras, amêndoas, banana e nos feijões. A Pesquisa de Orçamento Familiar feita pelo IBGE em 2008/2009 apontou que a população apresenta inadequação no consumo de magnésio, especialmente as mulheres. Isso pode ser explicado por uma baixa ingestão de alimentos fontes desse mineral.3

Quais são os benefícios do uso de suplementos de cloreto de magnésio?

                O suplemento de cloreto de magnésio pode ser uma opção para os indivíduos que não conseguem suprir suas necessidades diárias desse mineral através de alimentação ou que por algum motivo, necessitem de quantidades aumentadas, como é o caso de atletas. Devido a sua participação na contração e regeneração muscular, atletas de alto rendimento tendem a perder magnésio pelo suor, necessitando de uma reposição adequada.

                Algumas pesquisas mostraram que a suplementação com cloreto de magnésio pode ser benéfica para mulheres que sofrem com cólicas menstruais intensas, assim como para pacientes diabéticos, que normalmente possuem deficiência desse mineral.2

Suplemento de cloreto de magnésio emagrece?

                Embora alguns estudos tenham associado a deficiência de magnésio em indivíduos obesos e com diabetes tipo 2 e mostrado que a suplementação com cloreto de magnésio foi benéfica para a redução do peso, a diminuição dos fatores de risco e o controle dos parâmetros sanguíneos, há a necessidade de mais pesquisas para confirmar a relação direta do uso desse suplemento com a finalidade de emagrecimento.2,3

                O que se sabe é que a suplementação com cloreto de magnésio é muito eficaz para a produção de energia, a recuperação muscular, a redução dos processos inflamatórios desencadeadas pelo acúmulo de gordura corporal e o ganho de massa magra, mostrando que indivíduos que buscam perder peso podem se beneficiar do suplemento e dessa forma atingir o seu objetivo de emagrecimento.

Quais são os efeitos colaterais da suplementação com cloreto de magnésio?

                Apesar do excesso de magnésio no organismo (hipermagnesemia) não ser comum, seus sintomas envolvem queda na pressão arterial, problemas renais e respiratórios. Pessoas com hipertensão em controle medicamentoso devem sempre consultar o médico para saber se é seguro utilizar suplementos de cloreto de magnésio. Sempre busque os conselhos de seu médico ou nutricionista antes de utilizar qualquer tipo de suplemento.

1 Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. nstitute of Medicine (US) Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes. Washington (DC): National Academies Press (US); 1997.

2 LIMA, M.L. et al. Deficiência de magnésio e resistência à insulina em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab, vol.49, no.6. São Paulo, Dez. 2005.

3 SEVERO, J.S. et al. Aspectos Metabólicos e Nutricionais do Magnésio. Nutr. clín. diet. hosp. 2015; 35(2):67-74.