10 Remédios Para Emagrecer Mais Populares (Avaliados)

Existem muitas estratégias diferentes para perder peso.

Isso inclui todos os tipos de remédios para emagrecer: naturais e farmacêuticos

Cada pessoa reage de uma forma a cada tipo de remédio, por isso é preciso se conhecer bem e se informar bem sobre cada tipo de remédio para poder tomar a decisão mais ideal para você.

Os remédios para emagrecer costumam apresentar um ou mais dos seguintes mecanismos:

Neste artigo estão elencados remédios para emagrecer mais populares e informações sobre o seu funcionamento no corpo humano. Vamos aprender tudo agora!

Melhores Remédios Para Emagrecer Farmacêuticos (Populares)

1) Fluoxetina

O que é: A Fluoxetina é um medicamento antidepressivo da classe dos Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS). Ela é indicada para o tratamento de depressão.

Através de estudos com ratos e na prática avaliando o bem-estar de humanos, fora visto que a Fluoxetina tem o poder de inibir o apetite, levando assim à perda de peso, sendo um dos efeitos colaterais da mesma;

Como funciona: Em estudo com ratas Wistar tratadas com Fluoxetina 10 mg/Kg e submetidas à três tipos de dietas diferentes (hipercalórica, controle alimentar e ração – controle), demonstraram que o medicamento inibiu o ganho de peso excessivo quando comparados ao controle e a perda excessiva de peso corporal, havendo um efeito ansiolítico e perda de glicose e colesterol plasmático (1).

Eficácia: A Fluoxetina é um antidepressivo recaptador de serotonina utilizado desde 1980 para o tratamento da depressão.

Em estudos, puderam observar a melhora do quadro de depressão e perda de peso (23).

Outro estudo, realizado em ensaio duplo-cego realizado em seis centros de emagrecimento, com 317 pessoas, comparou compararam os efeitos de perda de peso e serotoninérgicos em pacientes, comprovando a eficácia da Fluoxetina (20, 40 e 60 mg/dia) (4);

Efeitos Colaterais: Segundo um estudo de psicofarmacologia de antidepressivos, a Fluoxetina “parece estar mais relacionada ao aparecimento de efeitos colaterais como agitação, insônia, ansiedade, ciclagem para a mania e nervosismo”, assim como outros Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (5);

Conclusão: A Fluoxetina possui efeitos visíveis quanto à perda de peso, principalmente em pessoas com quadros de ansiedade.

2) Sibutramina

O que é: A Sibutramina é um medicamento utilizado no tratamento da obesidade.

Como ele é um derivado da Beta-Fenetilamina, age no apetite, moderando o mesmo. Ela é indicada para o tratamento da obesidade em pacientes que possuem o IMC maior do que 30 Kg/m2 ou maior do que 25 Kg/m2 quando houver algum tipo de fator de risco como diabetes mellitus, cardiopatias, colesterol e hipertensão;

Como funciona: A Sibutramina é um derivado da Beta-Fenetilamina, que bloqueia a recaptação de Norepinefrina e Serotonina no Sistema Nervoso Central e possuem sítios de ligação com afinidade variável no hipotálamo, onde seu potencial “emagrecedor” é ativado, pois reduz a ingestão alimentar e tem efeito termogênico (6);

Eficácia: A Sibutramina é bem absorvida pelo trato gastrointestinal, tendo uma meia vida de ação longa dentro do organismo.

Com uma reeducação alimentar e o uso correto do medicamento, há o controle de pacientes obesos e com quadro de diabetes tipo 2 (em um estudo realizado com 175 pacientes), havendo perda de peso e do quadro de hiperglicemia (7).

Em estudos com 73 adolescentes entre 10 e 18 anos com obesidade demonstrou que a Sibutramina induziu significativamente a perda de peso (8);

Efeitos Colaterais: Possui efeitos cardiovasculares, por ser termogênico (9), pode haver tolerância e ganho de peso após término do tratamento, caso o paciente não siga com exercícios e reeducação alimentar (10);

Conclusão: A Sibutramina é um bom exemplo de emagrecedor, mas precisa ser utilizada com cautela e na medida certa em cada paciente.

3) Sertralina

O que é: A Sertralina é um medicamento utilizado em tratamentos de depressão, ataques de pânico, TOC, Estresse Pós-Traumático, Fobia Social, entre outras, sendo uma Inibidora Seletiva de Recaptação da Serotonina (ISRS).

Como ela diminui a ansiedade e controla o emocional – que está muito ligado ao consumo exagerado de alimentos -, há a diminuição do peso corporal;

Como funciona: A Sertralina é um Inibidor Seletivo de Recaptação de Serotonina (ISRS), sendo ela uma das mais potentes do segmento.

Sua potência relativa de inibir a recaptação de dopamina (ação farmacológica predominante de inibir a recaptação pré-sináptica de serotonina da fenda sináptica) se diferencia das demais ISRSs) (11); 

Eficácia: Em estudo feito com ratos e camundongos geneticamente obesos, a Sertralina, que fora aplicada em doses de 10, 17,8 e 32 mg/kg, reduziu significativamente o tempo em que os ratos passavam em contatoi com seus comedouros e o peso corporal de uma maneira relacionada à dose (12).

Em estudo realizado com 33 pacientes ambulatoriais com diabetes mellitus tipo 2 e depressivos, a Sertralina foi administrada por 12 semanas. Todos os pacientes foram avaliados psicologicamente, além da medida de circunferência e cálculo do IMC.

Como resultado, o peso diminuiu significativamente, bem como a perda de medidas e depressão (13).

Outro estudo de dez semanas avaliou a eficácia da Sertralina x Placebo em 77 pacientes adultos e com depressão.

A resposta clínica favoreceu a Sertralina, pois os pacientes obtiveram bons resultados tanto no emagrecimento quanto no quadro de depressão (14);

Efeitos Colaterais: Alguns pacientes que utilizaram a Sertralina em estudos relataram dores de cabeça e diarréias (14).

Já nos estudos com camundongos e ratos, nenhum efeito colateral foi visto.

Conclusão: Apesar dos efeitos colaterais vistos nos estudos, a Sertralina é uma medicação segura para uso, de acordo com o que seu médico de confiança receitar.

4) Liraglutida

O que é: A Liraglutida é um medicamento utilizado no tratamento da diabetes tipo 2.

Ela tem ação nos receptores de GLP-1, levando ao aumento de monofosfato de adenosina cíclico (AMPc), estimulando assim a secreção de insulina. A Liraglutida é indicada em uma associação de uma dieta hipocalórica com a prática de exercícios físicos para obesos com IMC acima de 30 kg/m2 ou 27 kg/m2 em indivíduos com alguma comorbidade associada;

Eficácia: Estudos comprovaram sua eficácia quanto ao emagrecimento (15). O efeito da Liraglutida foi analisada em um estudo brasileiro com camundongos obesos e camundongos alimentados com dieta rica em gordura.

A perda de peso foi observada nos dois grupos, melhorou os parâmetros glicêmicos e reduziu a inflamação (16).

Um estudo realizado com 4.372 pessoas obesas com pré-diabetes foram tratadas com doses de Liraglutida 1,2, 1,8, 2,4 e 3,0 mg, havendo uma resposta clara à exposição à perda de peso, que aumentou com a maior exposição e pareceu estabilizar nas exposições mais altas associadas ao Liraglutida 3,0 mg (não estabilizou totalmente em homens).

Isso mostra a eficácia do Liraglutide quanto a perda de peso (1718);

Efeitos Colaterais: Há efeitos gastrointestinais causados pelo uso da Liraglutida, como náuseas e diarreia (ocorrem em 10%).

Há efeitos menos comuns como hipoglicemia (1 – 10%), mal estar, alergias e atraso no esvaziamento do estômago (0,1 – 1%) (19).

Conclusão: Mesmo com os efeitos gastrointestinais, a Liraglutida é segura no processo de emagrecimento.

4) Orlistate

O que é: O Orlistate é um medicamento utilizado no tratamento da obesidade.

Seu mecanismo de ação é realizado através da enzima lipase (inibidor irreversível das  lipases intestinais), que, ao encontro do Orlistate, é degradada, diminuindo assim as moléculas de gordura provenientes da alimentação;

Como funciona: O Orlistate é um inibidor da absorção de gordura nos intestinos (um análogo da lipstatina de lipases gastrointestinais) que permanece como o único medicamento aprovado para o tratamento de longa duração da obesidade (20);

Eficácia: Estudo com ratos alimentados com uma dieta rica em gordura e obesos foram induzidos ao tratamento com Orlistate por três meses, demonstrando sua ação quanto aos seus efeitos no peso corporal, colesterol plasmático e tolerância à glicose (21). 

Efeitos Colaterais: Um estudo realizado com 114 pacientes relatou os efeitos gastrointestinais do Orlistate: fezes oleosas, flatus com descarga oleosa, aumento da evacuação, entre outros (22). 

Conclusão: É necessário cuidado com a dieta quando estiver em tratamento com Orlistate, por causa dos efeitos colaterais relacionados a quadros gastrointestinais.

6) Anfetaminas

O que é: As Anfetaminas são substâncias simpatomiméticas (Beta-Fenetilamina) que possuem ação estimulante, provocando termogênese e aceleração da função mental por meio do aumento e controle dos hormônios noradrenalina e dopamina no cérebro.

É importante deixar claro que as Anfetaminas causam grande dependência e que seu uso precisa ser controlado;

Como funciona: As Anfetaminas são substâncias simpatomiméticas derivadas da Beta-Fenetilamina que agem predominantemente no Sistema Nervoso Central.

Elas liberam dopamina dos estoques intraneurais e, como consequência, de outros neurotransmissores (serotonina e noradrenalina, por exemplo), inibindo sua recaptação no terminal axônico pré-sináptico.

As Anfetaminas são absorvidas rapidamente pelo trato gastrointestinal e penetram livremente pelo Sistema Nervoso Central, o que explica seus efeitos, que serão explicados mais abaixo (23) Além disso, causam supressão do apetite diminuindo ou inibindo a fome;

Eficácia: Um estudo realizado com 156 adultos obesos (IMC acima de 30 Kg/me inferior a 45 Kg/m2) resistentes à dieta e exercícios, foram submetidos ao tratamento com Anfepramona (75 mg) por seis meses. Observaram grande potencial para perda de peso e também dos parâmetros antropométricos e metabólicos (24).

Efeitos Colaterais: Taquicardia, constipação intestinal, vômito, náusea, xerostomia (boca seca), diminuição dalibido e potência sexual, nervosismo, inquietação, insônia, cefaléia, depressão e alucinações, em casos de intoxicação aguda (25);

Conclusão: Como é um medicamento que pode causar dependência, seu uso deve ser controlado e muito bem respeitado.

Subtâncias: Femproporex, Mazindol

7) Besomed

O que é: O Besomed é um medicamento homeopático utilizado para auxiliar no tratamento da obesidade, devendo ser utilizado com uma dieta equilibrada e prática de exercícios físicos.

Em sua composição há Calcarea carbonica (carbonato de cálcio), Thyreoidinum (regulador da glândula tireóide) e Fucus Vesiculosus (estimulante da tireóide). Ele atua em problemas de compulsão alimentar, apetite excessivo e na vontade de comer doces;

Como funciona: O Besomed é um medicamento da classe homeopática utilizado no tratamento da obesidade. Ele deve ser acompanhado de reeducação alimentar e exercícios físicos para garantir melhores resultados.

O Besomed não é classificado como um fitoterápico e age reduzindo a ansiedade e inibição da fome, utilizando as reservas de gordura corporal para manter o corpo ativo (26);

Eficácia: Um estudo realizado com 40 ratos machos Wistar recém desmamados e com uma dieta hipercalórica foram submetidos a quatro grupos: dois de estresse por paralisação (um tratado com Besomed e outro com controle) e dois grupos sem estresse (um tratado com Besomed e outro com controle).

O resultado foi eficaz em reduzir o ganho de peso em ratos submetidos ao estresse, pois reduziu os parâmetros de ansiedade dos indivíduos (27);

Efeitos Colaterais: Não são relatados e conhecidos males e limitações de uso dos medicamentos homeopáticos;

Conclusão: O Besomed é uma boa alternativa para quem deseja emagrecer com saúde, praticando exercícios e com uma dieta saudável.

8) Cloridrato de Lorcaserina

O que é: O Cloridrato de Lorcaserina, mais conhecido como Belviq, é um medicamento utilizado no emagrecimento.

Ele atua nos receptores de 5HT2C da Serotonina no Sistema Nervoso Central (agonista serotoninérgico), regulando assim o apetite e a sensação de saciedade através da liberação da POMC (Proopiomelanocortina);

Como funciona: O Belviq tem boa reação quando o paciente obeso possui outra comorbidade associada.

Para que ele tenha boa eficácia, há a necessidade da mudança de estilo de vida (reeducação alimentar + prática de exercícios físicos).

Há estudos realizados apontando que o Belviq pode ter potencial terapêutico para várias doenças, além da obesidade.

Um bom exemplo é a cessação do tabagismo, autoadministração de cocaína e respostas comportamentais e cerebrais aos estímulos alimentares, justamente por ser um receptor agonista do 5-HT2C (2829303132);

Eficácia: Um estudo feito com 6.897 pacientes com sobrepeso ou obesidade, com e sem diabetes mellitus, foram dispostos em três ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, de 52 semanas que avaliaram lorcaserina 10 mg duas vezes ao dia.

As melhorias na circunferência da cintura e na pressão arterial foram quase exclusivamente atribuíveis à perda de peso, concluindo assim a eficácia do Belviq (33)

Efeitos Colaterais: Hipoglicemia, cefaléia, dor nas costas, fadiga, diminuição dos linfócitos, infecção do trato respiratório superior e nasofaringite (34);

Conclusão: Por mais que o Belviq seja eficiente na perda de peso, seu uso deve ser feito com cautela, seguindo à risca a prescrição médica. Ele também pode ser utilizado em outras doenças, como citado.

Marcas: Belviq

9) Efedrina

O que é: A Efedrina é uma amina simpatomimética que possui ação direta nos receptores adrenérgicos (agonista dos receptores Alfa e beta adrenérgicos) e indireta na liberação endógena de noradrenalina.

Ela acelera o metabolismo, ativando a termogênese, queimando mais gordura e possui efeitos colaterais parecidos com as Anfetaminas, podendo também causar dependência;

Como funciona: Pode ser utilizada para perda de peso ou aumento do desempenho atlético (35); 

Eficácia: Um estudo de revisão avaliou os efeitos da Efedrina.

Os estudos elegíveis para perda de peso foram estudos em humanos com pelo menos 8 semanas de acompanhamento.

A Efedrina promove uma perda de peso modesta a curto prazo (35);

Efeitos Colaterais: O uso de Efedrina está associado a um risco aumentado de sintomas psiquiátricos, autonômicos ou gastrointestinais e palpitações cardíacas (35).

Conclusão: É preciso tomar cuidado com o uso de Efedrina, pois a mesma é termogênica e aumenta as palpitações cardíacas.

10) Rimonabanto

O que é: O Rimonabanto é um medicamento antagonista dos receptores canabinóides tipo 1 (CB1), interferindo no sistema endocanabinóide.

Atua bloqueando os mesmos no Sistema Nervoso Central, controlando assim a saciedade, ingestão alimentar e balanço energético.

Ele proporciona o emagrecimento e a perda de medidas e é benéfica no tratamento de outras doenças relacionadas à obesidade como dislipidemias, resistência à insulina e aterosclerose;

Como funciona: O Rimonabanto é um 1,5-diaril derivado pirazol, sendo antagonista altamente seletivo de receptores canabinóides do tipo 1 (CB1) e atua no sistema endocanabinóide na regulação central e periférico da saciedade e no sistema de recompensa (36).

Estudos demonstram que o Rimonabanto atua beneficamente na obesidade, na cessação tabágica e na síndrome metabólica (36);

Eficácia: Uma revisão de literatura abordou sobre os efeitos do Rimonabanto, onde coletaram dados de quatro ensaios clínicos duplo-cegos, randomizados controlados (incluindo 4105 participantes) que compararam 20 mg por dia de rimonabanto com placebo.

Os resultados foram positivos quanto ao emagrecimento e perda de circunferência, mas houveram alguns efeitos adversos (37);

Efeitos Colaterais: Humor depressivo, ansiedade, transtornos de humor (37);

Conclusão: É necessário seguir com cautela todas as informações e prescrições médicas quanto a este medicamento.

Veja também: Os Riscos de Utilizar Remédios Para Emagrecer

Veja também: Obesidade – Você pertence a esse grupo?

Veja também: Suplementos Naturais Para Emagrecer

Outros remédios para emagrecer que as pessoas costumam usar

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